0
  Login
Brasileira de 20 anos vai hackear o planeta

Brasileira de 20 anos vai hackear o planeta

Hacker  Brasileira de 20 anos,  diz que vai hackear o planeta

Ingrid Spangler tem 20 anos e estuda Ciência da Computação na UFMG. A garota vem ganhando notoriedade no hacking, principalmente quando falamos sobre o Capture the Flag (CTF), modalidade de competição que reúne desafios de Segurança da Informação, os quais misturam diferentes tipos de conhecimento e tecnologias, podendo variar entre diversos temas.

Spangler é uma resistência: uma mulher em um ambiente massivamente dominado por homens. Líder da equipe Pyladies, Ingrid tem como missão, ao lado de outras mulheres igualmente importantes, promover, educar e impulsionar a existência de uma comunidade Python diversificada através de sensibilização, educação, conferências, eventos e encontros sociais — como as próprias garotas definem a equipe.

Aos 17 anos, logo ao final do Ensino Médio, Ingrid começou a se interessar por programação.

“Quando eu ouvi falar da área, percebi que era construída em volta da parte da matemática que eu mais gostava, além do meu passatempo favorito: a lógica.

Ingrid Spangler venceu o Hackaflag BH – que foi um presente de aniversário de 20 anos.

 

Hacker brasileira

spangler

Sociedade

Em uma sociedade patriarcal, é comum pensar que a Spangler sofreria algum tipo de resistência de seus familiares, por exemplo, quando decidiu ingressar no hacking e na Ciência da Computação — um mundo dominado, apenas hoje, pelos homens. Felizmente, e provavelmente um grande impulso para um sucesso futuro, foi a aceitação: “O meu desejo não é algo que sempre existiu, então a resposta dos meus familiares também não é algo que sempre existiu. Porém, nunca houve objeções da parte deles a partir do momento que eu entrei”.

Apesar desse apoio, Ingrid comentou que já sofreu assédio, principalmente online. “Eu conheço falhas de segurança e boas práticas online, portanto eu me defendo, tomo precauções contra possíveis ameaças online”. Spangler citou quais são as precauções, e essa dica você deveria carregar para sempre:

“Coloque senhas fortes e diferentes em todas as suas contas, junto com 2fa (verificação em duas etapas, dois fatores ou dois passos): se houver vazamento de informações de um site fraco, a senha que você sempre usa será usada para invadir os outros. Mude a senha padrão também dos seus aparelhos: chromecasts, câmeras de vigilância, box de televisão e roteadores, que são os principais alvos para botnets.

Tenha em mente que suas fotos íntimas podem ser usadas como ameaça e as destrua, cheque muito bem a segurança de sites onde coloca seu endereço e telefone. Não poste informações importantes no Facebook, evite entrar em suas contas em redes WiFi públicas. Não descarte ou venda seu computador sem dar wipe, pois se apenas deletar ou formatar, tudo o que havia nele pode ser recuperado com análise forense”.

E a dica mais importante, voltada para as garotas que buscam estudar hacking ou participar de algum curso de Ciências da Computação, é: “Cuide bem da sua saúde mental, o quanto antes melhor. Nunca esqueça que você é absurdamente inteligente e consegue fazer tudo o que quiser, inclusive esse curso”.

Capture the Flag

Como citamos anteriormente, o Capture the Flag (CTF ou “Capture a Bandeira”) é uma das competições mais presentes nos eventos hackers pelo mundo. Normalmente, os CTF são organizados no modelo “pergunta e resposta”: um competidor é desafiado a resolver um problema dentro de uma das categorias escolhidas e deve submeter ao sistema uma resposta — também chamada de “flag” — para ganhar e acumular pontos. Ao final, vence o desafiante ou a equipe que juntar mais pontos, ou bandeiras.

Entre os desafios, existem modalidades como: criptografia (Cifra de Cesar), redes (captura de pacotes), forense (análise de dumps ou restauração de arquivos), engenharia reversa (análise de binário, strings) e Web Exploitation.

Eu só digo que é um campeonato de hacking ético. Quem hackear mais sistemas mais rápido ganha

Ingrid Spangler entrou no mundo do CTF porque gosta de “descobrir coisas interessantes que não deveria em lugares aonde também não deveria estar olhando”, disse. “Um belo dia eu descobri que isso é uma modalidade de esport baseada em hacking chamada CTF”.

Dos 17 aos 19 anos, Spangler jogou diversas modalidades educativas de Capture the Flag, os wargames, nacionais e internacionais, sem o propósito de “ganhar no final”. Porém, com 19 em 2017, participou do Hackaflag BH, organizado pela Roadsec, e venceu a etapa exatamente no aniversário de 20 anos. Uma ótima estreia como “primeira competição pra valer”. A vitória rendeu uma viagem para São Paulo, local onde disputou a final do Hackaflag, no dia 11 de novembro.

Ingrid, qual é o próximo passo? O que você quer fazer agora?

Spangler: “Terminar a faculdade, hackear o planeta”.

Anuncie aqui:

Fale conosco:

curtir: