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As tendências de TI que transformarão o desenvolvimento de software

As tendências de TI que transformarão o desenvolvimento de software

A forma com que as empresas adquirem, constroem, gerenciam e otimizam a tecnologia da informação (TI) está mudando significativamente nos últimos anos, e devem seguir se modificando, se repararmos nas tendências de TI e como elas vem sendo adotadas. A partir da computação em nuvem (cloud computing), das grandes análises de dados (Big Data), da conectividade móvel (mobile tech), há novos paradigmas e novos desafios também no desenvolvimento de software. Já não temos mais a tradicional área de desenvolvimento de sistemas, como norteador da geração de soluções para atender aos negócios. É preciso se reinventar, aproveitando as novidades para tornar o processo mais rápido, mais eficiente, mais barato de operar e mais fácil de usar.

É sobre isso que conversaremos neste artigo: você verá quais são as tendências de TI que estão transformando o desenvolvimento de software e como elas podem otimizar os resultados e a performance da sua empresa. Acompanhe!

Listamos a seguir as sete principais tendências tecnológicas que, de acordo com especialistas e publicações especializadas, devem transformar a forma com que as empresas desenvolvem e utilizam softwares para ganhar competitividade e melhorar seus processos internos. Veja:

1. Computação em nuvem (cloud computing)

De acordo com a IDC, o Brasil deve finalizar 2015 com crescimento de 5% no mercado de TI, apesar da crise econômica que vem enfrentando. A adoção da computação em nuvem vem como carro-chefe nesse crescimento, movimentando cerca de US$ 117 milhões.

O que torna a computação em nuvem tão poderosa é a capacidade de expandir facilmente os recursos para qualquer aplicação sem a compra de mais hardware. Precisa de mais capacidade? O seu provedor de nuvem pode oferecer mais em um instante.

Para a área de desenvolvimento de software, essa expansão de capacidade é fundamental, assim como a possibilidade de adquirir plataformas de desenvolvimento e testes como um serviço e não mais no modelo de licença, o que diminui os custos, já que a empresa paga apenas pelo que utiliza.

2. A virtualização de tudo

A virtualização transforma um conjunto heterogêneo de servidores em um único pool de recursos de computação que pode ser ajustado conforme a necessidade do negócio. A virtualização de servidores tem sido tão bem sucedida que os departamentos de TI estão começando a virtualizar tudo o mais no centro de dados, incluindo a criação de redes, segurança e armazenamento.

Para o desenvolvimento de software, virtualizar, além de diminuir custos e garantir disponibilidade, também facilita o trabalho em equipe, visto que não é mais preciso estar no escritório para acessar e operar as ferramentas de desenvolvimento e testes. Além de tudo isso, é claro que também existe um aumento significativo das capacidades de arquivamento e back up, que ganham um upgrade considerável.

3. Mobilidade

A adoção generalizada de dispositivos móveis tem tornado os fluxos de trabalho empresariais mais eficientes. Na área de desenvolvimento de software, a mobilidade tem tornado os processos mais colaborativos e melhorado a produtividade com automatização e inteligência, uma vez que por meio de qualquer dispositivo, em qualquer hora e lugar onde haja conectividade com a internet é possível desenvolver e testar soluções.

Isso tudo sem falar que já não é mais possível pensar no desenvolvimento de um software sem que ele seja otimizado para rodar em diversos dispositivos. Cada vez mais os sistemas precisam ser full web.

4. Big Data

O conceito de Big Data, que é o gerenciamento dos milhares de dados estruturados e não estruturados produzidos pela empresa e também coletados do mercado, também está revolucionando o desenvolvimento de softwares.

A partir do momento que a empresa tem tecnologia para minerar dados e analisá-los para extrair informações relevantes ao negócio, também o desenvolvimento de soluções a partir destes dados se torna mais interessante, tanto do ponto de vista de modelagem quanto de velocidade no desenvolvimento e testes.

5. Internet das Coisas

Com o avanço da internet das coisas (Internet of Things – IoT), a tradicional área desenvolvimento de softwares se vê diante do desafio de criar aplicações para objetos antes inimaginados. De acordo com a IDC, até o final de 2015, mais de 130 milhões de “coisas”, objetos do nosso dia a dia, terão conectividade no Brasil, o que nos coloca como detentores de mais de 50% dos dispositivos (coisas) conectados na América Latina.

Apesar de a maioria dos sistemas seguirem a mesma lógica de desenvolvimento do chamado modelo tradicional, preocupações com segurança se acirram, uma vez que é preciso separar as redes para que os aplicativos sejam mais facilmente monitoráveis e também controláveis.

6. Interfaces amigáveis e responsivas

Os usuários gastam muito tempo do seu dia a dia usando aplicativos móveis que estão muito bem e intuitivamente concebidos (de acordo com o Ibope, 36% dos brasileiros checa seus smartphones a cada 5 minutos). Assim, as pessoas querem o mesmo de seus aplicativos corporativos.

Para o desenvolvimento de software, isso deve significar aplicações cada vez melhor projetadas, com interfaces amigáveis e que se adaptem a todos os dispositivos e telas, tornando a utilização uma escolha do usuário, sobretudo para estimular a produtividade e acompanhar tendências como BYOD (a utilização dos próprios dispositivos no ambiente de trabalho), entre outras.

7. TI Bimodal

TI Bimodal, composta pela TI de classe empresarial tradicional, que é responsável por entregar serviços eficientes com altos níveis de excelência e confiabilidade e também pela chamada “TI de oportunidade” (a que aproveita novas oportunidades, com a criação de novos modelos de negócio), também é uma das tendências de TI que estão influenciando a área de desenvolvimento de software tradicional.

Ao mesmo tempo em que é preciso continuar criando soluções para suportar o ambiente de negócios evolutivo, também é preciso criar aplicações que tornem este ambiente mais ágil e flexível, aproveitando a conectividade e a geração extrema de dados de dentro do negócio, mas também vindos do mercado (redes sociais, transações financeiras etc.), ampliando o poder estratégico das empresas.

Para finalizar, é preciso dizer que, mais do que novos modelos tecnológicos, está no ar um novo modelo mental, que exige dos gestores de tecnologia da informação uma visão mais estratégica, ou seja, a junção do conhecimento técnico com uma atuação mais consultiva, que antecipe possibilidades e preveja oportunidades de negócio.

A utilização dessas tendências para otimizar o desenvolvimento de softwares, além de tornar a empresa mais competitiva, também a coloca no eixo do desenvolvimento centrado em aplicações melhores e diminuição das complexidades para os usuários.

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