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Smart work: o escritório está com seus dias contados

Smart work: o escritório está com seus dias contados

O telefone, os relógios, os edifícios, as cidades… Tudo parece ser chamado de “smart” nos últimos anos. Mas… e o trabalho? Um emprego pode ser inteligente? O smart work surge como um novo paradigma no qual a eficiência é mais importante do que nossa presença física.

Há algum tempo, ouvimos falar bastante em home office e na flexibilidade laboral como sendo uma panaceia de produtividade e bem-estar. Porém, a maioria de nós continua acordando algumas horas antes do início da jornada de trabalho para conseguir chegar a tempo no escritório. Temos um horário definido, mais ou menos flexível, e trabalhamos em um escritório físico, com paredes, mesas, computadores e salas de reunião. Sendo assim, onde foram parar essas mudanças?

Na Espanha, apenas 6,7% dos empregados trabalham em suas casas, e apenas 13% das empresas espanholas oferecem tal opção a seus trabalhadores, frente a 30% das empresas alemãs e francesas e 95% das britânicas. Esses são os dados do relatório Trabajar a toda hora, en cualquier lugar: Efectos sobre el mundo del trabajo (Trabalhar a qualquer hora, em qualquer lugar: Efeitos sobre o mundo do trabalho), publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), junto com o Eurofound, em fevereiro de 2013.

No entanto, os limites impostos ao home office são mais culturais do que tecnológicos. Nos últimos anos, os dispositivos cada vez menores e mais leves possibilitaram a comunicação de praticamente qualquer lugar: um café, um aeroporto e até o interior de um avião, quando a empresa aérea oferece acesso à internet.  Quando empregados de uma empresa têm acesso às ferramentas adequadas, eles podem se manter operacionais a qualquer momento, de qualquer lugar: podem decidir onde, quando e como trabalhar. Esta é uma das premissas nas quais se baseia o chamado trabalho inteligente, ou smart work. Tal organização e modelo de gestão dá um passo além no campo do home office, acabando não apenas com as paredes, mas também com o horário tradicional de escritório e as limitações por ele impostas.

O objetivo final é atrair e reter talentos nas empresas, ao mesmo tempo em que se acaba com a necessidade da presença física e virtual. Estar sentado em um escritório das nove às seis da tarde, ou mesmo em casa, conectado à empresa, mas cumprindo o mesmo horário, não garante a eficiência do trabalhador. O smart work, por sua vez, libera o trabalho do espaço do escritório, mas também de suas rotinas e costumes. Ou seja, oferece maior flexibilidade e autonomia aos empregados, para que estes sejam os responsáveis por organizar seu trabalho como lhes pareça mais conveniente. O trabalho deixa de ser medido unicamente pelo tempo transcorrido e passa a ser avaliado a partir de objetivos e resultados. O onde e quando desaparecem.

Mas isso não é um risco para as empresas? Embora não existam fórmulas mágicas, de acordo com o relatório Achieving success with a flexible workplace[Alcançando o êxito com um local de trabalho flexível], publicado pela IBM em 2012, as empresas que implementam essas práticas flexíveis não apenas recortam custos, mas também registram, em média, um aumento de 20% em sua produtividade.

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