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Investigadores criam pacemakers alimentados a batimento cardíaco

Investigadores criam pacemakers alimentados a batimento cardíaco

A implantação de pacemakers, desfibriladores ou outros aparelhos pressupõe a substituição de baterias a cada cinco a dez anos, com riscos de infeções ou outras complicações. A solução pode passar por um pequeno componente que converte o batimento cardíaco em eletricidade que alimente estas baterias.

Investigadores da Dartmouth College criaram um pequeno componente que pode ser usado para alimentar a bateria de pacemakers ou outros implantes de suporte de vida em pacientes. O PVDF é uma minúscula camada de polímero piezoelétrico que converte mesmo os mais pequenos movimentos em energia elétrica. Essa energia pode ser depois usada não só nas baterias, mas também para alimentar sensores que recolham dados sobre a saúde dos pacientes em tempo real, explica o TechXplore.

Segundo Lin Dong, um dos coordenadores do estudo explicou que a equipa teve em atenção que o componente devia ser «biocompatível, leve, flexível e com um perfil discreto, que pudesse ser usado na estrutura atual dos pacemakers, mas também que pudesse ser usado em escala para multi-funcionalidades». Por outro lado, não devia «interferir com o funcionamento do organismo humano».

Nesta fase, estão a decorrer testes em animais, com sucesso, e espera-se que o primeiro pacemaker que se auto-carrega chegue ao mercado em cinco anos.
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