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Xiaomi Mi Band 4 estará pronta a ser apresentada, com ecrã a cores!

Xiaomi Mi Band 4 estará pronta a ser apresentada, com ecrã a cores!

As pulseiras inteligentes colocam a Xiaomi frente a frente com a Apple no topo do mercado de wearables ou acessórios inteligentes. De acordo com a IDC, ao longo de 2018 a fabricante chinesa liderou durante vários meses este setor. Entretanto, a nova Xiaomi Mi Band 4 já estará pronta para ser apresentada oficialmente.

Com a finalidade de solidificar a posição da Xiaomi no topo deste mercado, a Mi Band 4 será importante.

Apresentada em maio de 2018, a atual Xiaomi Mi Band 3 continua a ser um dos produtos mais vendidos da empresa liderada por Lei Jun. Um reflexo das capacidades do produto, bem como do seu preço bastante competitivo. Ao mesmo tempo, tornou-se numa visão comum, também nas superfícies físicas em Portugal.

A Xiaomi Mi Band 4 já estará pronta!

Ainda que seja uma surpresa, vemos já vários relatos a sugerir isso mesmo. Com efeito, tendo em conta a peça avançada pela publicação alemã Spunik News, a pulseira já estará pronta. Isto é, o produto já estará desenvolvido, estando o trabalho terminado e devendo já estar em curso a sua produção em massa.

Mais ainda, relembramos que ainda no mês passado esta pulseira recebeu a certificação pela entidade Bluetooth SIG. Aí, recebeu número de série XMSH08H, bem como XMSH07HM, sinalizando a existência de dois modelos ou versões. A diferença, segundo consta, reside na presença de um chip NFC numa delas.

Este chip NFC poderá permitir o pagamento contactless com a pulseira inteligente e através do serviço Mi Pay, que ainda não está disponível fora da China. Mais ainda, para já não sabemos qual é a versão que conta com NFC, nem qual será destinada ao mercado europeu.

O que podemos esperar da Xiaomi Mi Band 4?

Com as demais funções e especificações a serem partilhadas entre as versões, teremos agora o padrão Bluetooth 5.0 para a ligação ao smartphone. Assim, poderão ligar-se a um dispositivo inteligente, em terreno aberto, a uma distância máxima de 50 metros. Tirará assim proveito do novo padrão, mais eficiente.

A nova Xiaomi Mi Band 4 poderá contar também com um ecrã a cores. Ao contrário do seu antecessor e atual Mi Band 3, a nova geração terá uma nova “janela colorida” de interação. Contudo, isto acarretará um maior gasto energético que, já terá sido previsto e solucionado pela tecnológica chinesa.

Os rumores sugerem uma autonomia entre os 18 a 20 dias de utilização normal, só com uma carga. Desta forma, teremos uma pequena redução na sua autonomia – face às três semanas da Mi Band 3 – mas teremos um ecrã a cores. Além disso, o novo padrão de ligação Bluetooth 5.0 também exigirá menos energia.

O preço continuará competitivo

Este sempre foi um dos maiores apelos desta pulseira. Sendo também uma fitness trackercapaz, foi o seu preço extremamente competitivo que sempre lhe valeu rasgados elogios e enorme adesão. Lições que a Xiaomi e Huami (empresa que fabrica a pulseira) apreenderam rapidamente.

Desta forma, teremos na próxima geração todas as funções habituais. Desde a medição da frequência cardíaca, apresentação de notificações, mensagens, conceitos comuns de fitness e prática desportiva, bem como algumas opções de controlo do smartphone. Pode até mesmo controlar as chamadas, entre outras funções.

Por fim, os executivos da Huami, a sub-marca encarregue da sua produção, já deram a entender que a nova pulseira fará tudo o que a atual é capaz de fazer, e ainda mais. Mesmo assim, os detalhes para já ainda não foram confirmados, mas esperamos também pelo acompanhamento de novos desportos como a natação.

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Molécula fundadora do universo identificada pela primeira vez no espaço

Molécula fundadora do universo identificada pela primeira vez no espaço

Nos primórdios da formação do universo, logo a seguir ao Big Bang, formou-se a molécula que foi determinante no processo de arrefecimento e em seguida na formação de estrelas.

Esta molécula resulta da fusão de átomos de hélio e hidrogênio e chama-se hidreto de hélio. Está na base de uma teoria que tem sido estudada ao longo dos anos, mas nunca tinha sido possível identificar vestígios de hidreto de hélio no espaço, até agora.

Cientistas da NASA e do Centro Aeroespacial Alemão conseguiram validar a existência da molécula recorrendo ao Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy, também conhecido por Sofia. Sofia é o único telescópio do mundo instalado num avião, neste caso um Boeing 747 modificado para o efeito, que faz observações a mais de 12 mil metros de altura.

A molécula foi identificada numa nebulosa planetária (vestígios do que já foi uma estrela como o Sol) localizada a 3 mil anos-luz e identificada como NGC 7027. Desde a década de 70 do século passado que as suspeitas da existência de hidreto de hélio na nebulosa existiam mas não tinha sido possível confirmá-las.

A descoberta, detalhada num artigo da revista Nature, vai ajudar a compreender a teoria de que o universo de fato se desenvolveu a partir desta molécula. A NASA explica que a descoberta foi possível graças aos ajustes constantes que é possível fazer num sistema deste tipo, que no fim de cada missão “volta a casa” para ser permanentemente atualizado com novos instrumentos. Neste caso foi uma alteração no receptor de ondas Terahertz que permitiu sintonizar a frequência da molécula e procurar por ela na NGC 7027.

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Carros voadores vão ser um boa alternativa?

Carros voadores vão ser um boa alternativa?

O número de projetos em marcha à procura de soluções de transporte eficientes para um futuro próximo é grande e se bem que ainda é cedo para vislumbrar as propostas que se vão impor, é certo que terão de ser mais eficientes que as atuais e de congestionar menos as vias por onde circulam.

Com estes dois critérios em mente, não é difícil recordar algumas propostas da ficção científica que se aproximam cada vez mais da realidade, como os carros voadores. Mas esta pode afinal não ser a opção mais indicada para todos os cenários.

A Ford e a Universidade do Michigan estudaram o assunto e concluíram que passar a usar um carro elétrico voador para ir todos os dias para o trabalho pode resolver alguns problemas mas criará outros, com um impacto perigoso para o ambiente.

A proliferação deste tipo de transportes aumentaria significativamente a produção de energia elétrica, uma fonte emissora de gases com efeito de estufa. Contas feitas, um carro voador será uma melhor opção de transporte para viagens com mais de 22 milhas (35km). Para distância inferiores, onde cabem boa parte dos percursos diários, partilhar carro é mesmo a opção mais eficiente, defende o estudo divulgado pelo Engadget.

Já para viagens mais longas que os 35 km, o estudo aponta os carros elétricos voadores como a opção mais eficiente, já que num cenário desse tipo os ganhos de eficiência são potenciados. Por exemplo, numa viagem de 100 km um carro voador com quatro ocupantes terá uma taxa de emissão de gases com efeito de estufa, 52% inferior à de carro com motor a combustão e 6% inferior a um carro elétrico convencional com 1,5 utilizadores (a média habitual).

Na análise das emissões associadas aos carros elétricos voadores foram considerados aspetos como a bateria dos veículos, o peso e as necessidades associadas à decolagem e aterragem, que influenciam as suas necessidades energéticas. Também se sublinha que os congestionamentos de trânsito, bem como obstáculos ou obras a condicionar o tráfego “terrestre”, podem alterar as conclusões.

Entretanto, são vários os projetos de carros voadores em curso e o tema foi aliás um dos destaques da CES no início deste ano. A Boeing promoveu em 2018 um concurso que ainda rola à procura de ideias nesta área e até a NASA já mostrou como olha para o conceito de Mobilidade Aérea Urbana.

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Investigadores criam dispositivo quântico que prevê o futuro

Investigadores criam dispositivo quântico que prevê o futuro

Duas equipes de investigadores universitários colaboraram na criação de uma máquina quântica que consegue simular com precisão cenários futuros e prever os resultados desses cenários.

As equipes da Griffith University e da Nanyang Technological University colaboraram na criação de um processador de informação quântico que antecipa as trajetórias de fotões de luz únicos, utilizando a superposição quântica e classificando depois as diferentes trajetórias de acordo com a probabilidade de acontecerem. É uma experiência singular neste segmento e a única que parece ter tido sucesso, noticia o The Next Web.

Este avanço pode ajudar a programar melhor os sistemas que têm de lidar com grandes quantidades de dados disponíveis e que serão responsáveis por tomar decisões. Uma vez que é expectável que estes sistemas tenham de lidar com variáveis aleatórias, e que não podem ser programadas como escolhas estáticas, um mecanismo que ajude a “prever” o futuro torna-se essencial.

«Quando pensamos sobre o futuro, somos confrontados com um grande número de possibilidades. Estas possibilidades crescem exponencialmente à medida que vamos mais fundo. Por exemplo, mesmo que só tivéssemos duas possibilidades de escolha por minuto, em menos de meia hora teríamos mais de 14 milhões de possibilidades. Em menos de um dia, esse número excede o número de átomos no universo», explica um dos investigadores envolvidos no projeto.

As soluções quânticas, com recurso combinações de GPUs e CPUs para processar informação e treinar algoritmos, são a escolha de físicos e investigadores na aprendizagem das máquinas. A promessa da computação quântica é que seremos capazes de fazer mais, com menos, ultrapassando as limitações dos sistemas de computação binários, em muitos parâmetros como poder de processamento ou otimização de memória.

«Demonstramos que é possível manter a vantagem [de memória disponível] em todas as fases da simulação, preservando a coerência quântica, em oposição a experiências anteriores. Mais, mostramos que a superposição de resultados de processos pode ser alvo de interferências», avançam os cientistas. A investigação ainda está nos seus primórdios e ainda deve demorar até trazer resultados visíveis: por agora, o dispositivo consegue simular e antecipar 16 cenários futuros.

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7 “mandamentos” para uma Inteligência Artificial mais ética

7 “mandamentos” para uma Inteligência Artificial mais ética

A lista de requisitos resulta da análise da comissão que definiu as orientações para a ética na inteligência artificial e põe a decisão humana no centro.

A Europa quer liderar na área da robótica e da inteligência artificial, mas quer também diferenciar-se pela ética. Isso ficou bem patente nas decisões tomadas no ano passado e na definição da estratégia europeia para a Inteligência Artificial, assim como na criação de um grupo de especialistas de alto nível que integra 52 cientistas e engenheiros da Academia, Indústria e Sociedade Civil.

O primeiro draft de orientações para a ética foi apresentado em dezembro mas hoje o grupo apresentou uma lista de sete requisitos para que os sistemas de inteligência artificial sejam de confiança. Suporte e fiscalização humana, robustez técnica e segurança, privacidade e governação de dados, transparência, diversidade, não discriminação e justiça, bem-estar social e ambiental e prestação de contas são os tópicos definidos.

As diretrizes apresentam uma lista de avaliação que oferece orientação sobre a implementação prática de cada um dos requisito. Esta lista de avaliação será submetida a um teste piloto, no qual todos os interessados ​​poderão participar, a fim de recolher indicações para sua melhoria. Foi ainda criado um fórum para troca de melhores práticas para a implementação da IA Ética.

A Europa defende que a AI é vista como um instrumento que funciona a serviço da humanidade e do bem público, promovendo o bem-estar humano individual e coletivo, mas que só com uma tecnologia fiável, baseada em princípios éticos, é possível ganhar a confiança dos utilizadores.

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Amazon lança mais de 3 mil satélites para levar internet a todo o planeta

Amazon lança mais de 3 mil satélites para levar internet a todo o planeta

O projeto a longo prazo, que vai custar milhares de milhões de dólares à empresa de Jeff Bezos, pretende levar conectividade de alta velocidade a comunidades de todo o mundo.

A Amazon está a planear o lançamento de 3.236 satélites em órbita baixa da Terra. O objetivo é proporcionar o acesso à internet de banda larga de alta velocidade a pontos do globo que ainda não dispõem de cobertura. Ainda hoje foi revelado que o Facebook tem planos para criar um cabo submarino de dados em torno do continente africano.

De acordo com a GeekWire, o projeto tem o nome de código “Project Kuiper” e poderá custar milhares de milhões de dólares à empresa de Jeff Bezos. Este investimento colocaria a Amazon em concorrência com empresas como a SpaceX, a OneWeb ou a Telesat, que também têm planos para a implementação de um serviço de internet por satélite.

Uma porta-voz da Amazon confirmou a existência do projeto à GeekWire, afirmando que esta iniciativa irá levar “conectividade de banda larga, com latência baixa e alta velocidade, a comunidades espalhadas pelo mundo com pouco ou nenhum serviço de internet”. A mesma representante acrescenta que este “projeto a longo prazo visa servir dezenas de milhões de pessoas que não dispõem do acesso básico à internet”, manifestando a disponibilidade da Amazon para formar parcerias com outras empresas que partilhem da mesma visão.

Os satélites do Project Kuiper vão cobrir a Terra numa latitude entre os 56 graus norte e os 56 graus sul, numa área onde se estima que viva cerca de 95% da população mundial.

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Amazon pode preparar auriculares wireless para combater os AirPods

Amazon pode preparar auriculares wireless para combater os AirPods

Imprensa internacional avança que a empresa está a trabalhar no projeto há já algum tempo. Os auriculares vão ter um design semelhante ao dos AirPods e vão contar com integração da Alexa.

Os novos AirPods da Apple foram recentemente renovados. A versão anterior foi um sucesso e, por isso, a marca norte-americana preferiu não mexer muito na fórmula. No entanto, a empresa optou por destacar a facilidade com que um utilizador interage com a Siri, a assistente virtual da gigante tecnológica, que pode agora ser chamada à ação através dos próprios auriculares da tecnológica.

Escreve a Bloomberg que a Amazon está a preparar um produto semelhante, com o intuito de competir com a Apple neste segmento de mercado. A ideia também passa por colocar a Alexa nos auriculares, de forma a que o utilizador possa dar comandos à mesma sem mexer no telefone.

Os detalhes ainda são poucos, pelo que não nos é possível traçar o perfil do produto de forma pormenorizada, mas a imprensa internacional escreve que os auriculares vão representar, em termos de design e funcionalidades, uma abordagem muito semelhante à que a Apple teve com os seus AirPods. Contudo, em termos de qualidade de som, a Amazon planeia oferecer uma experiência superior, dado que a solução da marca da maçã tem sido alvo de muitas críticas neste ponto.

Para além da interação com a assistente virtual, os auriculares vão também potenciar comandos sensíveis ao toque, pelo que o utilizador poderá recorrer a um conjunto de movimentos para atender chamadas e passar faixas, por exemplo.

Importa ainda sublinhar que estes auriculares deverão chegar ao mercado acomodados numa caixa de carregamento wireless.

A Bloomberg adianta ainda que a empresa está a desenvolver este produto há já algum tempo. Uma série de percalços obrigou a sucessivos atrasos no processo, mas a Amazon está agora em busca de parceiros com capacidade para a ajudar a materializar o projeto num produto final.

É possível que ainda venhamos a conhecer estes auricualres em 2019. A Amazon tem por hábito organizar um evento em torno de novo hardware em setembro, pelo que os auriculares poderão vir a ser revelados por essa altura. Note, contudo, que nada disto foi oficialmente confirmado pela marca. A Bloomberg cita fontes próximas do assunto, mas, tal como todos os leaks, este pode nunca vir a concretizar-se.

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Há novas imagens da patente para portátil com ecrã dobrável da Lenovo

Há novas imagens da patente para portátil com ecrã dobrável da Lenovo

A empresa já tinha deixado um teasing há dois anos de que estaria a trabalhar na tecnologia de ecrã flexível.

Ainda antes da explosão dos smartphones com ecrãs dobráveis, a Lenovo havia deixado a dica, no verão de 2017, de que estaria a trabalhar num portátil sem dobradiça, ou seja, o seu ecrã seria flexível, no conceito que vemos atualmente o Huawei Mate X e o Samsung Galaxy Fold, referia na altura o Business Insider. A publicação não via grande vantagem nessa transformação, mas destacava o seu bom aspeto futurista.

Parece que o futuro se tornou o presente e com a aceitação (do conceito) dos novos smartphones dobráveis, as fabricantes pretendem agora extrapolar a tecnologia para outros dispositivos. É nesse sentido que a Lenovo passou das palavras conceptuais à patente e tem vindo a partilhar uma ou outra imagem com a esquemática.

Mas as últimas imagens reveladas mostram com maior pormenor a forma como a “dobra” funciona. Basicamente a dobradiça única, aquela que une as duas partes do vidro do ecrã a dobrar é fixa por quatro pequenos fixadores, dois em cada extremidade. Este mecanismo deverá ficar dentro do plástico protetor para não se ver o mecanismo de dobra. A segunda imagem oferece uma perspetiva lateral da dobra, mostrando como o encaixe é feito com maior pormenor.

Obviamente que se trata de esquemas desenhados para efeitos de patente, o que pode nem sequer significar um produto real. No entanto, há muito tempo que a Lenovo anda a falar no seu portátil de ecrã dobrável, o que segundo a sua imagem conceptual, não só tem bom aspeto, como parece oferecer uma área útil de ecrã sem precedentes, “roubando” espaço morto no chassis onde assenta o teclado.

Tenha em conta que as imagens não foram partilhadas oficialmente pela Lenovo, pelo que podem não corresponder corretamente aos seus planos.

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Cientistas criam células artificiais capazes de produzir a sua própria energia

Cientistas criam células artificiais capazes de produzir a sua própria energia

Células artificiais criadas dentro do laboratório deram mais um grande passo em frente. Conforme foi anunciado, os cientistas recorreram à fotossensibilização para produzir uma célula artificial capaz de produzir a sua própria energia.

Investigação que poderá levar ao desenvolvimento de sensores biológicos super inteligentes.

Células artificiais a “imitar” células biológicas

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Tóquio, no Japão, desenvolveram células artificiais. Estas são capazes de produzir a sua própria energia química e sintetizar partes da sua própria construção. Assim, estamos perante um comportamento “semelhante” ao das células biológicas reais. Isto porque estas células podem construir e organizar naturalmente os seus próprios blocos de construção.

Se por um lado estas células poderiam ajudar a entender como as células reais funcionam, por outro lado podem ser vitais para uma série de outras áreas de investigação. Assim, usando estas células, haverá uma nova abordagem na produção de órgãos artificiais e outros tecidos corporais para combater determinadas doenças.

O investigador nipónico, Yutetsu Kuruma, tem tentado desde há algum tempo “fabricar” uma célula artificial viva, especialmente com foco em membranas.

Neste trabalho, as nossas células artificiais foram envolvidas em membranas lipídicas, e pequenas estruturas de membrana foram encapsuladas dentro delas. Desta forma, a membrana celular é o aspeto mais importante da formação de uma célula”

Referiu o investigador.

As membranas lipídicas continham as proteínas ATP sintase e bacteriorodopsina, purificadas a partir de células vivas. Desta forma, estas foram projetados para trabalhar em conjunto. Com isto, conseguem usar a energia da luz para criar uma diferença de energia dentro da célula e, em seguida, usam esta diferença de energia para construir mais moléculas e mais proteína.

Células que se tornam sustentáveis

Durante as experiências, o processo de fotossíntese aconteceu como os cientistas esperavam. As células artificiais imitaram as células reais criando RNA mensageiro (mRNA) a partir de ADN e, em seguida, produziram a proteína a partir de mRNA.

Neste processo, a característica que se destaca é a capacidade das células de produzir essa energia. Além disso, ela consegue produzir a sua própria síntese, potencialmente levando à criação de células artificiais independentes que podem ser sustentadas por conta própria.

Utilização na prática

Há ainda alguns avanços a fazer. Isto porque estas células ainda não foram capazes de duplicar toda a gama de proteínas que uma célula real consegue. Contudo, os investigadores entendem que essa “meta” pode estar ao alcance com uma configuração atualizada.

Os cientistas dizem que o seu trabalho também pode ser importante no estudo das protocélulas, que supostamente vieram antes das células modernas.

Mas então como é que estas protocélulas produziram energia para criar o seu próprio metabolismo? Certamente este novo tipo de célula artificial poderá dizer.

Se duas proteínas de membrana podem produzir energia suficiente para impulsionar a expressão genica (gerar energia), como mostra este estudo, então as protocélulas poderiam ter sido capazes de usar a luz solar para evoluir para o que conhecemos como células modernas.

Como a investigação continua, podemos ser capazes de observar o ponto de inflexão do desenvolvimento celular, como aconteceu na Terra primitiva. Outros benefícios deste trabalho podem abranger tudo, desde a entrega de medicamentos até o desenvolvimento de sensores super inteligentes.

SOS GUINCHOS

 

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