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Inteligência Artificial de Elon Musk assusta os próprios criadores

Inteligência Artificial de Elon Musk assusta os próprios criadores

Elon Musk é o principal rosto de muita de tecnologia revolucionária que está a surgir no mundo. Um visionário para muitos, um louco para tantos outros. A Inteligência Artificial é uma das áreas onde tem vindo a investir e uma das empresas relacionadas é a OpenAI.

Agora, investigadores da OpenAI e criadores de um sistema revolucionário de Inteligência Artificial capaz de escrever reportagens e trabalhos de ficção – apelidados de “deepfakes for text” – deram o passo incomum. As suas pesquisas relacionadas com este trabalho não serão divulgadas por medo de um possível uso indevido.

A OpenAI financiada por Elon Musk

OpenAI é uma instituição sem fins lucrativos de investigação na área da Inteligência Artificial (IA), associada ao magnata Elon Musk. Esta empresa tem como objetivo promover e desenvolver IA amigável, de forma a beneficiar a humanidade como um todo.

A organização tem como ambição abraçar a colaboração livre com outras instituições e investigadores. Para tal, torna as suas patentes de investigação abertas ao público.

Deepfakes for text – A AI que assusta os próprios criadores

Uma das investigações levadas a cabo pela OpenAI é de tal forma bem feita que está a assustar os próprios criadores. Segundo se pode ler no site da OpenAI, a empresa tem desenvolvido um modelo de Inteligência Artificial, apelidado de GPT-2 (sucessor do GPT). O GPT-2 é capaz de escrever texto prevendo as próximas analisando 40 GB de texto existente na Internet.

No entanto, há um risco de utilização indevido enorme, dada a potencialidade do sistema. Como tal, não será divulgado ao público em geral. A empresa está, contudo, a divulgar um modelo mais limitado para que os investigadores o possam testar.

GPT-2 a ultrapassar os limites esperados

É importante salientar que, segundo afirma a empresa, o modelo de escrita GPT-2, baseado em Inteligência Artificial está a ir mais longe do que os investigadores esperavam inicialmente. Está a ultrapassar limites.

Quando usado para simplesmente gerar um novo texto, o GPT2 é capaz de escrever passagens plausíveis que correspondam ao que é dado em estilo e assunto. Além disso, raramente o sistema demonstrou particularidades comuns de outros sistemas do género já em desenvolvimento. Isto é, esquecer o que está a ser escrito no meio de um parágrafo ou desconfigurar a sintaxe de frases longas.

Em ação

O The Guardian apresenta um pequeno vídeo no seu site onde é visível a Inteligência Artificial do GPT-2 em ação. No vídeo seguinte, consegue ver-se uma notícia convincente escrita pelo sistema.

Bastou dar o mote do tema que as palavras começaram a ser “debitadas” com citações e menções muito realistas.

O sistema foi de tal forma bem “ensinado” que a forma como escreve vai além daquilo que os investigadores pretendiam. De referir que os vários sistemas de AI criados especificamente para escrever notícias/textos, não o conseguem ainda fazer de uma forma tão inteligente e eficaz. Daí as preocupações levantadas pelos seus criadores.

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General Motors agora tem bicicletas elétricas

General Motors agora tem bicicletas elétricas

As ARĪV surgem em dois modelos, as bicicletas compactas Meld e as dobráveis Merge. Os preços começam nos 2.750 euros.

A ideia de fabricar bicicletas foi anunciada pela General Motors em novembro e logo a seguir começou uma campanha de crowdsourcing para a escolha do nome da marca. ARĪV – pronunciado como “arrive” em inglês – foi a denominação escolhida, segundo o anunciado esta semana.

Disponíveis em dois modelos, um compacto e outro dobrável, as bicicletas vão chegar primeiro à Alemanha, Bélgica e Holanda, mercados onde as duas rodas (a pedal mas) elétricas já são populares, algo que deve acontecer no próximo trimestre.

Estão equipadas com baterias de iões de lítio que demoram três horas e meia a carregar e que depois oferecem uma autonomia de 64 quilômetros. Os preços começam nos 2.750 euros e variam consoante os mercados.

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Gerador de texto com IA assusta os seus criadores que adiam publicação

Gerador de texto com IA assusta os seus criadores que adiam publicação

Apesar de o título poder criar essa primeira imagem mental, comecemos por esclarecer que ainda não é desta que falamos de robôs treinados para lutar contra os seus criadores – ou alguma outra coisa que abra a caixa de pandora da interação física entre sistemas de inteligência artificial e humanos. É no software que está o perigo e este exemplo serve perfeitamente para nos lembrar do que podemos enfrentar daqui para a frente numa série de campos, das notícias à ficção.

O sistema chamado GPT2 foi criado por uma empresa sem fins lucrativos, chamada OpenAI, apoiada por nomes como Elon Musk ou Reid Hoffman, co-fundador do Linkedin e trata-se de um simples gerador de texto como tantos outros, mas com uma capacidade nunca antes vista. O GPT2 consegue criar texto com uma elevada verosimilhança e sem cair nos erros dos sistemas apresentados até agora, como esquecer-se do texto a meio ou entrar em loops repetitivos. Em sentido contrário, o sistema consegue dar continuidade a um bloco de texto sem que se detecte imediatamente onde parou o homem e onde começou a máquina, criando os chamados “deep fakes”, desta feita em texto — e por agora apenas em inglês.

Na base de todo este potencial do sistema, os seus criadores dizem estar a forma como ele foi criado. O modelo é 12 vezes maior que o normal e foi treinado em 15x mais dados do que o normal, concentrado mais informação no seu sistema. Para o efeito, os investigadores recorreram a 10 mil artigos noticiosos partilhados no Reddit e com mais de 3 votos positivos, algo que perfez um total de 40 GB de informação em texto — como nota o The Guardian, o equivalente a 35 mil cópias do Moby Dick.

Se por um lado nada disto parece perigoso, os seus criadores acharam por bem não tornar totalmente pública a sua investigação e explicaram os motivos. Por ser treinada em conteúdo da web, temem que este sistema seja pródigo a criar spam e/ou teorias da conspiração com pequenas alterações, e que possa vir a ser uma potente arma na guerra de informação e desinformação que atualmente vivemos, atravessando fronteiras e eleições.

A decisão da equipe de investigação foi, por isso, manter o projeto internamente e continuar a investigar sobre ele tentando perceber como minimizar os usos maliciosos. Como Jack Clark, responsável pelas políticas da empresa disse em entrevista ao The Guardian, “há muito mais gente que nós que são melhores a pensar usos maliciosos”.

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Farto de ser adicionado aos grupos do WhatsApp? Em breve terá uma solução!

Farto de ser adicionado aos grupos do WhatsApp? Em breve terá uma solução!

O WhatsApp é uma das plataformas ou serviços de comunicação mais populares e aceites em todo o mundo com milhões de utilizadores através das plataformas Android, iOS e Desktop. Contudo, os grupos do WhatsApp continuam a gerar alguma controvérsia.

Certamente já terá sido adicionado, sem saber ou sem a sua opinião ser tida em conta, a um ou vários grupos do WhatsApp. Um flagelo que poderá em breve chegar ao fim, pelo menos para quem tem um iPhone ou outro dispositivo Apple com o sistema operativo iOS.

Ainda em fase beta (fase de testes), uma nova opção para o sistema operativo iOS já está a ser cogitada pela empresa pertencente ao grupo Facebook. Algo que, de uma forma muito sucinta, vai deixar o utilizador decidir se quer, ou não, entrar nos grupos do WhatsApp. O utilizador receberá o convite e poderá, ou não, aceitá-lo.

Cansado de ser adicionado a grupos do WhatsApp?

A nova função foi detetada pelo portal WABetaInfo, entretanto, veiculada pela publicação AndroidAuthority, sugerindo uma nova função para a versão iOS. Algo que dará, numa primeira fase aos utilizadores do Apple iPhone, a possibilidade de definirem um comportamento preventivo.

Ainda de acordo com a mesma fonte, a funcionalidade deverá chegar ao Android, finda a fase de testes. Mas, ao certo como funcionará este filtro? A resposta reside na versão inicial (beta) para dispositivos iOS, tal como podemos ver em seguida.

Mais concretamente, dentro do mensageiro teremos uma nova janela, dentro das definições. Aí, o utilizador poderá definir o comportamento predefinido quando alguém o adiciona aos grupos do WhatsApp.  Assim que a função chegar à versão final, estável, colocará um ponto final neste potencial incómodo.

A função foi detetada na app para iOS, mas não será exclusiva do Apple iPhone

As possibilidades serão:

  • Todos o poderem adicionar
  • Apenas os seus contactos
  • Ninguém o poder adicionar

Assim, para aceder às novas opções vá até Definições – Privacidade – Grupos. Em seguida poderá então selecionar o comportamento desejado.

Ainda de acordo com a fonte, caso o utilizador selecione a terceira opção – Ninguém – receberá uma notificação quando o administrador de um grupo o tentar adicionar. Nesse caso, o utilizador poderá aceitar ou rejeitar o convite, sendo este válido por 72 horas.

Por fim, o utilizador receberá o alerta mesmo se o administrador não fizer parte da sua lista de contactos. Acredita-se ainda que continuará a ser possível juntar-se a um dos grupos do WhatsApp através dos links diretos. Mesmo se tiver selecionado a terceira opção de privacidade.

Relembramos que estas novidades foram detetadas na versão iOS da aplicação WhatsApp mas, também chegarão à versão para Android.

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Estacionar no aeroporto de Gatwick? Deixe essa tarefa para os robots ‘stan’

Estacionar no aeroporto de Gatwick? Deixe essa tarefa para os robots ‘stan’

O segundo aeroporto mais movimentado do Reino Unido, que recebeu mais de 46 milhões de passageiros durante o ano passado, vai testar um projeto-piloto de estacionamento robótico a partir de abril.

Durante três meses, o parque de estacionamento do terminal sul do aeroporto londrino vai acolher os robots ‘stan’, construídos pela empresa francesa Stanley Robotics, que já testou este sistema noutros aeroportos europeus. O objetivo é “otimizar as áreas de estacionamento” com recurso às funcionalidades autónomas dos dispositivos.

Os passageiros devem deixar os carros na zona ‘standby’, criada especificamente deixar os automóveis, e seleccionarem a opção de estacionamento autónomo no ecrã ’touchscreen’ disponibilizado à entrada. Assim que o robot receber a ordem, encaixa-se na traseira do carro, levando-o até uma das cabines de estacionamento destinadas para o efeito.

A Stanley Robotics garante que este sistema futurista consegue estacionar, no mesmo espaço, mais de um terço dos carros. Como? Ao economizar o espaço que permite a saída e a entrada dos condutores dos veículos.

Outro dos pontos positivos deste sistema é o facto dos ‘stan’ serem 100% eléctricos, reduzindo a carga poluente destes espaços de deslocamento aéreo.

O aeroporto londrino encontra-se em fase de preparação para o teste, o que inclui a construção de uma estrada ‘robot-friendly’ e a retirada de obstáculos.

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Reconhecimento facial para automóveis

Reconhecimento facial para automóveis

A tecnologia tem por base o Face ID que podemos encontrar nos iPhones atualmente.

No futuro, procurar pelas chaves do carro vai ser um problema do passado. Atualmente existem marcas que já disponibilizam veículos que podem ser desbloqueados através de aplicações, mas a Apple quer desenhar um cenário mais prático, em que o corpo do condutor serve esse propósito. A Hyundai vai lançar um modelo que reconhece as impressões digitais dos utilizadores registados, mas a tecnológica quer possibilitar a integração de sistemas de reconhecimento biométrico, tal como temos atualmente nos smartphones de gama mais alta.

Uma patente registada pela marca norte-americana, chamada “System and Method for Vehicle Authorization”, descreve um sistema de autenticação biométrica, com Face ID, que pode vir a ser utilizado para desbloquear o acesso a um determinado veículo. Na prática, tendo em conta toda a tecnologia instalada nos automóveis mais recentes, é provável até que este sistema venha a permitir a pré-definição de várias configurações, ajustadas às preferências de cada um dos condutores habituais do carro; falamos de música, posição do banco, temperatura e outras variáveis possíveis de ajustar.

A patente foi registada em fevereiro de 2017 e não existem provas de que este seja um projeto terminado ou em curso. A estratégia da Apple para o segmento automóvel mudou bastante nos últimos anos e esta pode ser apenas uma forma de garantir que as suas próprias ideias se mantêm legalmente protegidas do assédio das concorrentes.

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Nova técnica de química transforma resíduos de plástico em combustível limpo

Nova técnica de química transforma resíduos de plástico em combustível limpo

Os resíduos plásticos estão a invadir os oceanos e estão a contaminar o planeta. Várias ações têm sido tomadas para conter o uso de plástico. Por outro lado, investigadores desenvolveram uma técnica revolucionária onde quimicamente conseguem transformar resíduos plásticos em polímeros úteis – ou até mesmo em combustível limpo.

Mas, como será transformar lixo plástico em combustível amigo do ambiente?

Mais que reciclar é transformar o plástico num consumível limpo

Sacos, garrafas, caixas, pratos, garfos, copos e palhinhas de plástico formam concentrações eternas de lixo. Tudo isto está a contaminar o mundo. Igualmente, esta poluição está já a ser “consumida” pelos humanos, através do canal alimentar. Urgem medidas que trabalhem de forma reversa.

Assim, o  desenvolvimento destes cientistas debruça-se numa nova técnica que trabalha o polipropileno.

De acordo com um novo artigo publicado na revista Sustainable Chemistry and Engineering, este produto químico é usado para fazer de tudo, desde brinquedos a recipientes de comida.

A nova abordagem levou os investigadores a superaqueceram a água para converter o plástico num combustível tipo gasolina que poderá ser usado para abastecer veículos convencionais.

A nossa estratégia é criar uma força motriz para a reciclagem, convertendo resíduos de poliolefinas numa ampla gama de produtos valiosos, incluindo polímeros, nafta (uma mistura de hidrocarbonetos) ou combustíveis limpos.

Referiu Linda Wang, investigadora da Universidade de Purdue e líder da equipa por trás da nova técnica, num comunicado de imprensa.

Com base no que está a ser desenvolvido, esta tecnologia de conversão tem o potencial de aumentar os lucros da indústria de reciclagem e reduzir o stock mundial de resíduos plásticos.

Lixo que pode ser um produto lucrativo até para o ambiente

O polipropileno corresponde a cerca de 23% dos cinco mil milhões de toneladas de resíduos plásticos que foram lançados em aterros sanitários e no meio ambiente, de acordo com dados recentes.

Isto significa que se pudesse ser uma commodity valiosa, criaria um enorme incentivo para recuperar e reutilizar.

A eliminação de lixo plástico, seja reciclado ou atirado para fora, não significa o fim da história. Estes plásticos degradam-se lentamente e libertam microplásticos e produtos químicos tóxicos na terra e na água. Isso é uma catástrofe, porque uma vez que esses poluentes estão nos oceanos, são impossíveis de recuperar completamente.

Frisou a investigadora Wang.

Portanto, mais que o esforço em substituir e recolher o plástico, para o “tratar”, há uma nova abordagem lucrativa. Usar este lixo para criar riqueza, transformando o plástico em combustível limpo.

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Como a inteligência artificial pode melhorar a vida de milhões de brasileiros

Como a inteligência artificial pode melhorar a vida de milhões de brasileiros

“A inteligência artificial revolucionou não só a minha vida como as dos meus alunos.” É essa frase que Luciane Molina, professora universitária e de tecnologia assistiva na Universidade de Taubaté, em São Paulo, usa para definir a relação que tem com as iniciativas que surgiram para melhorar a autonomia das pessoas com deficiência por meio de algoritmos.

No Brasil, de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 45,6 milhões de pessoas com deficiência no país (23,9% da população à época).

Luciane é cega e faz uso de diversos aplicativos no smartphone para reconhecer imagens, rótulos de produtos, cédulas de dinheiro e acessar materiais impressos.

Com essas soluções de acessibilidade, ela já pôde descobrir a senha do Wi-Fi sozinha em casa e também quando, por exemplo, seu computador estava passando por uma atualização. Isso porque os atuais softwares de leitura de tela para cegos não têm acesso a telas como a de atualização do Windows.

A professora também apresenta os recursos tecnológicos a seus alunos. “A cada novidade que eu apresento, a vida deles se torna mais fácil”, diz.

Recentemente, uma aluna de Luciane ganhou mais autonomia com um aplicativo leitor de cédulas de real. “Ela tinha muita vontade de ficar sozinha em casa e conseguir pagar a marmita sem a ajuda de outras pessoas”, conta.

Grande parte dessas soluções foi desenvolvida por meio de sistemas que “aprendem” com um alto volume de dados. A partir dessas informações, eles são capazes de identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana. É o chamado “aprendizado de máquina”.

Mas a transcrição de fala para texto em tempo real e os recursos de visão computacional são só alguns exemplos de aplicações de inteligência artificial.

“Quanto mais usamos [os recursos de inteligência artificial para pessoas com deficiência], melhores eles ficam”, diz a professora. Entre os aplicativos que ela usa estão o TapTapSee, para ler rótulos de produtos, e o Seeing AI, para organizar documentos e diplomas em pastas e reconhecer os textos das fotos que recebe por email ou redes sociais como o Facebook.

A professora até desenvolveu um suporte de madeira para apoiar os livros e materiais impressos para conseguir fotografar com o ângulo ideal e com uma boa iluminação.

O Seeing AI é uma iniciativa de inteligência artificial da Microsoft para pessoas cegas e com baixa visão. O app usa visão computacional e redes neurais para identificar objetos, cores, textos, cenas e até mesmo características físicas e expressões faciais de uma pessoa. Por enquanto, só está disponível para iOS, o sistema operacional utilizado pelos dispositivos da Apple.

Aporte milionário

O aplicativo é só uma das ações de acessibilidade desenvolvidas pela Microsoft. Em maio de 2018, o CEO da empresa, Satya Nadella, anunciou um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 93 milhões), ao longo de cinco anos, em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência.

Desenvolvedores, ONGs, acadêmicos, pesquisadores e inventores podem submeter projetos de acessibilidade baseados em inteligência artificial para o programa AI For Accessibility até o dia 1º de fevereiro de 2019. Os aprovados receberão um aporte da companhia para levar os projetos e ideias a outro patamar. As solicitações são aceitas de modo contínuo e para se inscrever é necessário preencher um formulário.

O Facebook é outra gigante da tecnologia que investe em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência. A rede social usa algoritmos para gerar uma descrição de imagem automática para cegos. O recurso não é perfeito e tampouco substitui uma descrição humana, mas colabora para um ambiente mais acessível.

Existem vários métodos de aprendizagem de máquina. O que eles possuem em comum é que todos precisam de pessoas para ensiná-los a aprender uma determinada tarefa, e, assim, fazer o que se deseja. No Facebook, os sistemas de reconhecimento de imagem são supervisionados por pessoas que olham as fotos e informam ao sistema o que há nela.

De acordo com Matthew King, engenheiro do Facebook especialista em acessibilidade, embora a inteligência artificial esteja em desenvolvimento há décadas, os sistemas que temos ainda são novos. “Apesar de eles estarem melhorando rapidamente nos últimos anos, eles ainda têm muitas limitações”, diz. Mesmo assim, representam um grande salto para a plena participação das pessoas cegas no ambiente online, segundo o especialista.

A professora universitária e de tecnologia assistiva, Luciane Molina, concorda. Ela conta que antes não se interessava tanto pela rede social pela quantidade de posts com imagens com os quais não podia interagir, por não saber do que se tratavam.

Certa vez, uma amiga dela postou uma foto e escreveu na legenda: “Olha minha nova pulseira”. Mas, na verdade, a imagem se referia ao gesso colocado no braço da amiga após um machucado. Luciane só percebeu tal fato lendo todos os comentários.

Ela reconhece que as descrições são básicas e não substituem uma audiodescrição, mas valoriza o recurso. “O fato de a inteligência artificial do Facebook ter agregado esses recursos de reconhecimento de imagem foi um ganho incrível na acessibilidade”, diz.

Recentemente, a empresa também liberou a funcionalidade de descrições automáticas e de escrever uma descrição manual também no Instagram. A rede social, no entanto, é criticada por algumas pessoas cegas por não ter uma boa usabilidade. Ao ser questionado pela reportagem da BBC Brasil, King, o engenheiro do Facebook, disse que é um processo contínuo de melhora.

“Adicionar descrições de fotos foi um passo muito importante para o Instagram, porque as fotos são o tipo mais popular de conteúdo da rede social. Mas estamos planejando muito mais.”

Novas possibilidades para a comunicação alternativa

O reconhecimento de fala e a transcrição da linguagem humana em tempo real é um dos recursos mais tradicionais da inteligência artificial e com grande utilidade para pessoas com determinados tipos de deficiência. Alex Garcia é surdocego e foi o primeiro brasileiro com essa deficiência a cursar uma faculdade.

Ele tem 1% de visão e não escuta. A surdocegueira é definida pela não compensação dos sentidos. Existem aqueles que conseguem ouvir e ver com muita dificuldade.

Hoje, Alex se dedica a dar palestras e a gerenciar a Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm). Um dos aplicativos que ele utiliza se chama Comunicador Táctil Once (CTO), uma ferramenta para comunicação de surdocegos, com diversos recursos.

Entre elas está o ditado. Embora a principal forma de comunicação se dê quando as pessoas escrevem na sua mão, há vezes em que isso não é possível. Nesse caso, Alex aproxima o microfone do celular à boca da pessoa, para que ela possa falar. Em seguida, ele consegue ter o texto na tela em letras ampliadas por meio do app.

“O celular me ajuda quando a pessoa não consegue escrever. O aplicativo, portanto, é uma valiosa alternativa, porque me dá mais tranquilidade. Caso um meio não funcione, o outro vai dar certo”, relata. Ele diz que ser surdocego implica uma situação social de extrema delicadeza e vulnerabilidade.

Embora os recursos de inteligência artificial estejam extremamente difundidos nos smartphones, também existem iniciativas para trazer essa realidade para o mundo físico. É o caso do Wheelie, um dispositivo desenvolvido por uma equipe de brasileiros que promete comandar cadeiras de roda por meio da inteligência artificial. A tecnologia atualmente é desenvolvida em parceria com a Intel.

O equipamento é testado nos Estados Unidos por 60 pessoas com deficiência. De acordo com Paulo Pinheiro, CEO da Hoobox Robotics, empresa que desenvolve essa tecnologia, o próximo passo é entrar no mercado chinês, em 2019. No Brasil, a perspectiva é que o produto só chegue em 2020.

O Orcam My Eyes é outro dispositivo para aumentar a autonomia das pessoas com deficiência. Ele é capaz de ler com precisão documentos impressos e está disponível em todas as 54 bibliotecas municipais da cidade de São Paulo.

Evolução das tecnologias assistivas

De acordo com Lúcia Miyake, especialista em pesquisa e tecnologia assistiva, as tecnologias de apoio para pessoas com deficiência sempre existiram e praticamente acompanharam as revoluções industriais. “Houve um grande avanço quando a era de máquinas a vapor passou para a era de eletricidade, na qual foram surgindo equipamentos eletrônicos. Os exemplo são a cadeira de rodas elétrica e o gravador.”

Mas a revolução mesmo veio com a possibilidade de programar os equipamentos eletrônicos. “Juntamente, veio a importância de dados e informações, que considero o começo da tecnologia artificial”, diz. Agora, estamos entrando em uma nova fase, chamada de indústria 4.0. Nela, os dados estão na nuvem e os comandos são enviados à distância.

“O mais interessante é o usuário confiar no auxílio sem conhecer de onde vem os comandos. Neste aspecto, a pessoa com deficiência poderá trabalhar ou estudar remotamente com todo acesso das informações, além de deixar os comandos dos dispositivos eletrônicos programados (preparar um café, abrir a cortina etc.)”, explica Miyake.

As principais limitações do setor estão na falta de pesquisadores e recursos ou investimentos na área de pesquisa em tecnologia assistiva. Além disso, se o produto com inteligência artificial for exclusivo para uso de pessoas com deficiência, o custo será mais alto, devido à baixa demanda para manufatura.

Apesar disso, ela é otimista em relação ao futuro. “A tecnologia assistiva está sendo cada vez mais conhecida e é uma área de boa aplicabilidade da inteligência artificial, além do design universal”, diz. Segundo matéria publicada pela Revista Forbes, o mercado de dispositivos para pessoas com deficiência e idosos foi avaliado em US$ 14 bilhões em 2015 e deve superar US$ 26 bilhões até 2024. Os dados são da Coherent Market Insights.

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O futuro já é presente: novas tecnologias que estão mudando o mundo

O futuro já é presente: novas tecnologias que estão mudando o mundo

O processo evolutivo da tecnologia acontece em passos muito mais rápidos que a evolução natural. Em 10 anos, já é possível notar uma diferença absurda de novas tecnologias que surgiram. Por exemplo, o celular mais potente de hoje é melhor que o computador mais potente de 10 anos atrás.

Neste post, vamos falar brevemente sobre as tecnologias que já estão consolidadas no mercado e, depois, falar sobre algumas das novas tecnologias que despontarão nos próximos anos. Quer saber quais são?

As tecnologias que já são realidades

O ano de 2017 foi ideal para que inúmeras tecnologias despontassem no mercado. O aumento da capacidade dos computadores, junto aos tamanhos reduzidos de placas e processadores, permitem que a tecnologia chegue a qualquer canto do mundo e em diferentes dispositivos.

A parte mais importante dessas tecnologias não é a tecnologia em si, ou as empresas que as desenvolvem. É a maneira como elas mudam a forma como nos relacionamos com o mundo.

As pessoas, as empresas e as cidades são as grandes beneficiárias dessas novas tecnologias, que procuram facilitar a vida delas e otimizar os lucros. A seguir, vamos apresentar as principais tecnologias que despontaram nos últimos anos e que já estão estabelecidas no comércio mundial.

Inteligência artificial

O conceito de inteligência artificial pode variar de pessoa pra pessoa. Para algumas, isso significa robôs que simulam os humanos. Para outros, são robôs que automatizam e realizam tarefas para humanos. No entanto, a grande área que realmente mostra valor dentro da inteligência artificial é seu poder de aprendizado e de análise.

Os serviços de ponta de inteligência artificial no mercado vêm em forma de insights fornecidos por meio de análise de dados para atender melhor os consumidores e atingir as metas de uma empresa. Grandes companhias mundiais como Netflix e Amazon usam a inteligência artificial para transformar seu capital e personalizar campanhas de marketing.

Os produtos são sugeridos aos consumidores de acordo com seu histórico de compras ou pelos filmes a que assistem. A Amazon já está testando serviços de entrega usando inteligência artificial e drones. O grande poder de personalização do produto dá ao consumidor uma experiência única que tem grande potencial de conversão para as empresas.

Realidade virtual e realidade aumentada

O Pokémon Go foi lançado em uma época em que essa tecnologia começava a despontar no mercado final. De lá pra cá, o uso de realidade aumentada começou a ser desenvolvido em várias aplicações para smartphones e outros dispositivos. Os aparelhos de realidade virtual se tornaram mais acessíveis, principalmente os acessórios para celular.

Devido a esse sucesso, várias empresas estão caindo de cabeça nas tecnologias de realidade virtual e aumentada. O grande foco de desenvolvimento está baseado na experiência de usuário para determinar o verdadeiro valor de negócio e como essas tecnologias evoluirão.

Um dos grandes impulsionadores da tecnologia está sendo o Facebook, que lidera as aquisições corporativas no ramo. Já são 11 aquisições feitas em 2017. O Facebook tem como meta incorporar a tecnologia de realidade virtual às redes sociais. Parece um episódio de série de ficção tecnológica. Será a junção das tecnologias mais empolgantes dos últimos tempos com a rede social mais viciante de todas.

Big Data

O big data é uma realidade, pois ele lida com a quantidade massiva de dados que é produzida mundialmente. O número de dispositivos conectados à Internet e a quantidade de pessoas que fazem acesso às redes sociais, conversam por chats de aplicativos e navegam usando GPS, são alguns exemplos de como dados estão sendo criados a todo momento.

Grandes empresas estão fazendo esforços para minerar e tratar os dados que são de interesse. Profissões como cientista de dados, desenvolvedores hadoop e mineradores de dados estão figurando entre as profissões mais quentes do mercado. O uso do big data é traduzido em serviços mais personalizados ao usuário e identificação de tendências de mercado.

As empresas também estão fazendo uso dessa tecnologia para a tomada de decisões estratégicas. A competitividade no mundo dos negócios está ficando cada vez mais acirrada e o usuário final sai lucrando com essa disputa.

Internet das coisas

A Internet das coisas certamente engloba todas as outras tecnologias faladas anteriormente, ao menos em parte. O conceito de criar uma malha de dispositivos inteligentes conectados está criando um potencial enorme, tanto na vida das pessoas, quanto nas indústrias.

Empresas como Amazon e Google figuram entre as grandes incentivadoras do avanço tecnológico da Internet das coisas. O desenvolvimento de assistentes pessoais, funções de mapeamento, serviços de análise e automação residencial figuram entre o conjunto de produtos que usam o potencial da Internet das coisas.

Essas tecnologias ainda têm o poder de serem analíticas. Grandes mercados podem analisar, usar e vender os dados analisados para o benefício de um mercado maior que envolve a rede. Sem contar as cidades inteligentes, que oferecem serviços sustentáveis à população e geram valor tanto aos cidadãos quanto às empresas que operam no local.

As novas tecnologias do futuro

s tecnologias mostradas na primeira parte deste post são fundamentais para as tecnologias do futuro. As evoluções tecnológicas acontecem passo a passo e vão possibilitando a descoberta de campos antes inimagináveis.

A impressora 3D em plástico abriu caminhos para a impressora 3D em metal. A inteligência artificial permitiu a criação de aplicações novas como fones de ouvido inteligente e análise de big data. O Bitcoin expôs a tecnologia blockchain que está sendo utilizada nos mais diferentes negócios. Nessa seção, vamos ver algumas das principais tecnologias que vão despontar nos próximos anos.

5G

O 5G é a tecnologia que promete impulsionar as demais. Se trata da nova geração de transmissão de dados wireless. Ela substituirá o 4G. Segundo analistas, o 5G será o grande responsável por elevar a quarta revolução industrial a novos patamares.

A previsão para a instalação de Internet 5G ao redor do mundo é em meados de 2019. No entanto, essa data pode ser antecipada. Isso porque as principais potências tecnológicas, como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, estão travando uma corrida para quem lança a tecnologia primeiro.

Segundo Amadeu Castro, diretor da GSMA do Brasil, o 5G é baseado em 3 pilares: baixa latência, grande volume de dados e grande número de conexões simultâneas. A baixa latência diz respeito à velocidade com que a informação chega até o usuário. Quanto menor a latência, mais próximo do real será o tempo das informações recebidas. Isso melhorará a qualidade de jogos online e sistemas de monitoramento em tempo real.

O grande volume de dados vai afetar a capacidade de transferência e recebimento de arquivos pela rede. A qualidade dos vídeos que poderão ser assistidos pela rede será maior, assim como também serão mais comuns as transmissões ao vivo de alta resolução. Seu impacto será visto principalmente na indústria do entretenimento, como os youtubers e jornalistas, que poderão fazer vídeos ao vivo em locações diferentes.

O grande número de conexões simultâneas do 5G resolverá o problema de antenas ocupadas. As antenas atuais têm um limite baixo da quantidade de usuários que conseguem conectar-se em determinado local. Por isso, em grandes eventos, como shows e partidas de futebol, o sinal do celular costuma ficar muito precário.

No entanto, ainda não há um padrão estabelecido sobre a tecnologia do 5G. Não há um consenso sobre quais bandas usar para difundir o sinal. Especialistas argumentam que bandas de ondas grandes conseguirão transmitir e suportar uma grande quantidade de dados, porém, a uma distância curta, enquanto as bandas de ondas pequenas levarão uma quantidade menor de dados a uma distância mais longa.

O mais provável é que duas bandas estejam operando para a atender as demandas diferentes do 5G. Quem vai decidir isso é a União Internacional de Telecomunicações, que regula as boas práticas da comunicação.

O 5G expandirá a fronteira da automação industrial, permitindo que robôs sejam conectados por uma rede sem fio. A solução vai reduzir custos de manutenção com hubs e fios para ligar as centrais às máquinas. Será possível conectar uma linha inteira de montagem usando apenas o 5G.

Tecnologias baseadas em blockchain

É a principal tecnologia por trás do Bitcoin, a criptomoeda que já causa estardalhaço nos dias de hoje. A tecnologia apareceu em 2008 como explicação para o funcionamento do Bitcoin. Ela se descreve como uma tecnologia que registra as transações, colocando-as em uma cadeia de dados que não pode ser alterada sem o comprometimento da segurança do sistema. Literalmente, é uma cadeia de bloco único em que as transações são calculadas e armazenadas.

O funcionamento de blockchain pode ser comparado com uma ata que registra todas as transações realizadas por aquela aplicação em vários computadores. Essa tática aumenta a redundância e confiabilidade das transações executadas pelo blockchain. Uma vez que os dados são replicados em vários dispositivos diferentes, fica difícil eliminar todas as evidências de uma transação.

blockchain é uma tecnologia segura, pois cada bloco de transações só pode ser anexado ao bloco principal quando ele for preenchido. Isso implica em assegurar que uma transação seja concluída e que ambos os lados forneçam os dados corretos da transação. Além disso, as transações são criptografadas, tornando o processo de tentativa de roubo de dados computacionalmente impossível. A tecnologia do blockchain assegura que:

  • cada transação chegue ao seu destino;
  • cada transação não seja usada mais de uma vez;
  • as transações realizadas não comprometam as transações anteriores.

No entanto, o uso de blockchain não está restrito somente às criptomoedas. Ela pode ser usada em diferentes aplicações que usam o mesmo raciocínio de funcionamento. Segundo o fórum econômico mundial, o blockchain é uma tecnologia que vai moldar o mundo, por causa da sua característica decentralizadora.

Uma das aplicações, além do Bitcoin, é a identificação de bens não perecíveis. Objetos como ouro, pedras preciosas e joias podem ser marcados com um token único em uma cadeia de blockchain. Outra aplicação seria colocar diplomas de universidades associados a pedaços de um bloco no blockchain. Essas medidas evitam que os bens sejam fraudados e que os diplomas sejam falsificados.

No setor da saúde, o blockchain pode ser usado para assegurar que relatórios médicos estejam sendo entregues aos pacientes certos. Os contratos firmados entre empresa e empregador, imobiliárias e até transações envolvendo veículos serão validadas através do blockchain.

A China protagonizou, junto aos Estados Unidos, o primeiro envio de uma carga agrícola validada através do blockchain. Um carregamento de soja teve todas as suas etapas validadas através de transações realizadas com uso da tecnologia.

No entanto, apesar dos cenários otimistas para o uso dessa nova tecnologia, o sucesso do blockchain depende da adoção em massa pelo público. A tecnologia foi criada em 2008 e ainda carece da adoção do público em geral, que está quebrando essa barreira aos poucos. Especialistas acreditam que, nos próximos anos, a tecnologia comece a aparecer cada vez mais no cenário dos negócios mundiais.

Impressão 3D em metal

As impressoras 3D em plástico já são realidade há alguns anos e elas já revolucionaram o mercado, trazendo novos níveis de design e prototipação de produtos. As novas tecnologias fizeram com que as impressoras evoluíssem e que fosse possível também fazer impressão 3D em metal, trazendo uma nova realidade às indústrias.

A capacidade de criar estruturas grandes e complexas de metal revolucionará a indústria manufaturada. O editor da MIT Review, David Rotman, diz que as impressoras 3D em metal dão a capacidade das manufaturas criarem pequenas peças de metal em baixa escala de produção. O custo de produção sai bem mais em conta do que a produção em massa de pequenas peças.

Isso porque os custos de manter um estoque grande de pequenas peças serão reduzidos e a empresa focará apenas em imprimir a quantidade exata de peças que o cliente precisa. As impressoras 3D também permitem que peças complexas sejam criadas usando metal, técnica que não pode ser alcançada por outros meios.

As principais empresas do ramo, segundo a Investing News, são 3D Systems, HP, ExOne, Materialise, Nano Dimension, Organovo, Proto Labs, Stratasys, SLM Solutions e Voxeljet.

No entanto, a empresa que deu o primeiro passo para revolucionar a tecnologia se chama Desktop Metal e é a primeira do mundo a construir impressoras 3D em metal para produção em massa. Segundo a empresa, suas impressoras são capazes de imprimir 100 vezes mais rápido que as técnicas de moldagem de metais existentes.

Além disso, a Desktop Metal diz que os custos de produção iniciais são 10 vezes mais baratos e os custos com matéria-prima, 20 vezes mais baratos que os métodos tradicionais existentes.

A matéria-prima dessas impressoras pode ser diferentes tipos de metal, como aço, cobre e alumínio. Elas são disponibilizadas em formas de barras que são lavadas especialmente para reduzir os polímeros e ser levadas ao forno. O forno, então, esquenta o metal usando diferentes técnicas de aquecimento para transformá-lo em um metal maleável. A peça é impressa de acordo com o design inserido no computador.

O resultado final de uma impressão em metal são peças muito resistentes. Dependendo do layout escolhido, pode ser que a peça necessite de polimento posterior, uma vez que o metal é mais difícil de trabalhar que o plástico.

Os sistemas de impressão em metal são divididos em basicamente dois tipos: prototipagem e produção em massa. O sistema de prototipagem usa materiais distintos e baratos para fazer modelos para serem testados, enquanto o sistema de produção em massa tem seu foco na produção de alta velocidade de peças.

No entanto, essa nova tecnologia ainda tem um custo alto ao consumidor final, apesar de ter mostrado ser mais barato que os modelos convencionais. A massificação e popularização da impressão em metal deve acontecer nos próximos anos, quando as empresas adotarem mais essa tecnologia e desenvolverem novas para que os custos sejam ainda mais baratos.

Os principais tipos de peças fabricados por essas impressoras, segundo o Engineering.com são:

  • moldes para fundição: depósitos onde são colocados o metal derretido para que seja solidificado em uma forma;
  • protótipos para produção: elaboram um modelo de peça para avaliar a sua qualidade e utilidade para uma possível produção em massa;
  • moldes para turbinas em subescala: são peças demonstrativas para a avaliação de moldes para turbinas;
  • componentes para lava-louças: permite que essas lavadoras sejam customizadas de cliente para cliente;
  • caixa para sensor de temperatura interna: componente importante na produção de aviões que fazem rotas glaciais, como por exemplo a Antártida;
  • trocador de energia térmica: dispositivo de transferência de calor com múltiplos usos, desde ar condicionados até em petroquímicas;
  • motor de propulsão de aviões: compreende uma pequena peça responsável por dar propulsão às hélices de aeronaves.

No entanto, vale lembrar que o uso de impressoras 3D em metal é quase ilimitada, podendo ser utilizada para produzir de parafusos e roscas até estátuas de metal.

Fones de ouvidos inteligentes

Esses fones têm sua característica inspirada em um personagem do clássico Guia do Mochileiro das Galáxias, o peixe Babel. Na história de ficção, o peixe, quando colocado no ouvido de uma pessoa, é capaz de traduzir qualquer idioma do universo instantaneamente.

A ideia desses fones de ouvidos inteligentes é a mesma. Simples, porém ousada e inovadora. Desenvolvido pela Google e nomeado de Google Pixel Buds, esses fones de ouvido já estão disponíveis no mercado pela bagatela de 159 dólares.

Em seu lançamento, os executivos da Google advogaram que os fones de ouvidos são capazes de traduzir instantaneamente, ou pelo menos em tempo hábil para manter uma conversação, cerca de 40 idiomas diferentes. Esses dispositivos funcionam como fones de ouvido wireless que pode se conectar a smartphones ou até mesmo ao assistente pessoal da Google.

Seu funcionamento é baseado na poderosa ferramenta de tradução do Google. O dispositivo usa recursos de processamento de linguagem natural para captar a fala corretamente e, depois, utiliza técnicas de aprendizado de máquina e inteligência artificial para fazer o processamento da tradução de forma mais rápida.

O dispositivo guarda em sua memória as palavras e fragmentos de frases mais usadas para acelerar a tradução. O que não é detectado em uma primeira análise, é processado através dos algoritmos citados.

Os estágios de desenvolvimento de fones inteligentes ainda se encontra em fase inicial. O próprio Pixel Buds da Google apresenta desempenhos inferiores aos esperados por usuários. A tecnologia está em período de testes.

Acredita-se que a tecnologia deslanchará nos próximos anos. Com o primeiro passo dado pela Google e a iniciativa de startups dispostas a fazer um dispositivo mais robusto e confiável, os fones de ouvidos inteligentes têm tudo para ser um sucesso. Eles reduzirão as barreiras de comunicação em todo o mundo, facilitarão as reuniões de negócio, e acordos internacionais entre empresas serão mais comuns e produtivos para ambos os lados.

Cidades sensíveis

As cidades sensíveis são o próximo passo das cidades inteligentes. As cidades inteligentes possuem de tecnologia para controlar e monitorar diversas áreas da cidade, como estacionamentos, praças públicas, avenidas, clima e etc. A ideia das cidades sensíveis é usar essa tecnologia para transformar as cidades inteligentes em autônomas e sustentáveis.

Segundo o arquiteto italiano Carlo Ratti, a cidade inteligente é como se fosse um computador a céu aberto que coleta dados e informações para melhorar as experiências dos usuários. Trata-se de um resultado de modernização das cidades, como instalação de fibra ótica que possibilitou a robotização de diversos setores urbanos.

As cidades sensíveis não têm a tecnologia como papel central. A tecnologia é apenas um coadjuvante que é usado para enriquecer a vida urbana e colocar o cidadão em um papel principal de participação.

A empresa Alphabet, dona da Google, está implementando em Toronto, no Canadá, sensores diversos para identificar como a cidade foi construída. A ideia é fazer uma análise crítica e repensar no crescimento futuro e como as pessoas vivem na cidade para apresentar soluções viáveis de serviços e produtos para os cidadãos. O objetivo final é integrar o design urbano com tecnologia para fazer cidades inteligentes mais acessíveis e sustentáveis.

Para que uma cidade sensível seja possível, é preciso que ela seja composta de cidadãos inteligentes. Não apenas na questão de terem conhecimento em tecnologia, mas também serem cidadãos preparados para colaborar com a sociedade em que vivem.

Para que uma cidade seja sensível é preciso, no entanto, que haja um consenso entre ferramentas regulatórias da área. Algumas regulações são de épocas antigas e não estavam preparadas para o mundo digital em que as cidades sensíveis vivem.

Também é preciso baratear o custo tecnológico. Como as cidades sensíveis dependem também de cidadãos preparados, é necessário que eles tenham acesso às tecnologias que comunicarão com todo o sistema.

Por isso, é possível que o conceito de cidades sensíveis somente se torne mais popular dentro de alguns anos. As cidades inteligentes e o conceito de Internet das coisas estão ajudando a popularizar e baratear as tecnologias usadas para praticar essa ideia. Os cidadãos, por sua vez, estão começando a se acostumar com a ideia de usar dispositivos inteligentes em prol da cidade. O resultado será uma evolução natural das cidades inteligentes.

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Investigadores criam pacemakers alimentados a batimento cardíaco

Investigadores criam pacemakers alimentados a batimento cardíaco

A implantação de pacemakers, desfibriladores ou outros aparelhos pressupõe a substituição de baterias a cada cinco a dez anos, com riscos de infeções ou outras complicações. A solução pode passar por um pequeno componente que converte o batimento cardíaco em eletricidade que alimente estas baterias.

Investigadores da Dartmouth College criaram um pequeno componente que pode ser usado para alimentar a bateria de pacemakers ou outros implantes de suporte de vida em pacientes. O PVDF é uma minúscula camada de polímero piezoelétrico que converte mesmo os mais pequenos movimentos em energia elétrica. Essa energia pode ser depois usada não só nas baterias, mas também para alimentar sensores que recolham dados sobre a saúde dos pacientes em tempo real, explica o TechXplore.

Segundo Lin Dong, um dos coordenadores do estudo explicou que a equipa teve em atenção que o componente devia ser «biocompatível, leve, flexível e com um perfil discreto, que pudesse ser usado na estrutura atual dos pacemakers, mas também que pudesse ser usado em escala para multi-funcionalidades». Por outro lado, não devia «interferir com o funcionamento do organismo humano».

Nesta fase, estão a decorrer testes em animais, com sucesso, e espera-se que o primeiro pacemaker que se auto-carrega chegue ao mercado em cinco anos.
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