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Cientistas imprimem pele e osso em 3D para os astronautas de Marte

Cientistas imprimem pele e osso em 3D para os astronautas de Marte

Equipas de investigadores europeus conseguiram imprimir em 3D material como pele e osso humano. A ideia é que os astronautas em Marte usem impressoras destas para tratar pequenas mazelas.

O projeto da Agência Espacial Europeia e da Hospital of Dresden Technical University, na Alemanha, conseguiu criar amostras de pele e osso humanos em impressoras 3D. Estes foram os primeiros passos para o projeto de bio-impressão 3D que pretende determinar que equipamentos médicos e cirúrgicos devem ir a bordo de uma missão a Marte.

Para a criação da pele foi usado plasma humano como se fosse “bio tinta” e foram adicionados materiais à base de plantas e algas para aumentar a viscosidade do produto final. Para o osso foi necessária «a impressão de células estaminais humanas com uma composição de bio tinta similar, com a adição de um fosfato de cálcio como material de suporte à estrutura e que é depois absorvido durante o crescimento», disse Nieves Cubo, especialista em bioimpressão, citada pela Cnet.

«A capacidade de bioimpressão 3D vai permitir responder a emergências médicas, à medida que surjam no espaço», disse Tommaso Ghidini, responsável pela Structures, Mechanisms and Material’s Division da Agência Espacial Europeia. Neste caso, e se os testes forem bem sucedidos, a aposta passa por levar as impressoras 3D e recorrer a materiais biológicos recolhidos a partir dos próprios astronautas, como é o caso do plasma.

   

 

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Primeiro supercomputador português é inaugurado hoje em Riba de Ave

Primeiro supercomputador português é inaugurado hoje em Riba de Ave

O primeiro supercomputador em Portugal, que permitirá aumentar a capacidade nacional de computação, é hoje inaugurado em Riba de Ave, onde funciona o novo Centro de Computação Avançada do Minho.

O supercomputador “BOB”, cujo funcionamento chegou a ser anunciado pelo ministro da Ciência para o primeiro semestre de 2018, possibilitará aumentar “em dez vezes a capacidade nacional de computação” e incentivar a cooperação científica e empresarial na ciência de dados e inteligência artificial, de acordo com uma nota informativa da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

O Centro de Computação Avançada do Minho, que é hoje também inaugurado, pertence à Universidade do Minho, que, em conjunto com a FCT, instalou e operacionaliza o supercomputador.

A nova unidade de computação avançada está fisicamente instalada no centro de dados da REN – Redes Energéticas Nacionais, pretendendo-se que o supercomputador funcione maioritariamente com fontes de energia renovável (eólica, fotovoltaica e hidroelétrica).

Parte da infraestrutura computacional foi cedida à FCT pela universidade norte-americana do Texas, ao abrigo de uma parceria que se alargou ao Centro Nacional de Supercomputação de Barcelona, que tem o supercomputador MareNostrum, um dos mais potentes da Europa e um dos com maior capacidade do mundo.

As aplicações do supercomputador português, que faz parte da Rede Ibérica de Computação Avançada, estendem-se à bioinformática, ao clima, à segurança marítima, às pescas, à mobilidade nas cidades ou à gestão de risco de incêndio nas florestas, segundo um comunicado anterior do Ministério da Ciência.

O equipamento servirá, inclusive, para o processamento de dados do Centro de Investigação Internacional sobre o Atlântico nos Açores (AIR Centre), uma rede científica de vários países, com sede na ilha Terceira, para o estudo do clima, espaço e oceanos.

Um segundo supercomputador, o “Deucalion”, capaz de executar 10 mil biliões de operações por segundo, começará a ser instalado, até ao final de 2020, também no Centro de Computação Avançada do Minho, no âmbito da EuroHPC – Empresa Comum Europeia para a Computação de Alto Desempenho, adianta a mesma nota da FCT.

A máquina, igualmente integrada na Rede Ibérica de Computação Avançada, apoiará o desenvolvimento de aplicações importantes em domínios como a medicina personalizada, a concessão de medicamentos e materiais, a bioengenharia, a previsão meteorológica e as alterações climáticas.

O “Deucalion”, que resulta de uma candidatura conjunta de Portugal e Espanha, que acolherá em Barcelona um outro supercomputador, de maior capacidade, representa um aumento de cerca de 40 vezes sobre a capacidade de cálculo do supercomputador “BOB”, de acordo com a Comissão Europeia.

A computação de alto desempenho é um ramo da informática que se ocupa de tarefas científicas e de engenharia, de modelação e simulação tão exigentes em termos de computação que os cálculos não podem ser realizados por computadores de uso geral.

   

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Uma pitada de magia e muita ciência. Este é o mundo da gastronomia molecular

Uma pitada de magia e muita ciência. Este é o mundo da gastronomia molecular

Há quem diga que encontrar o ponto certo de cozedura dos alimentos ou a combinação perfeita para agraciar o palato é uma espécie de alquimia, mas a gastronomia molecular leva esta ideia a todo um novo nível de excentricidade.

À primeira vista, gastronomia e ciência têm pouco em comum, mas só para os menos atentos.

A temperatura e o tempo certos de cozedura dos alimentos, a mecânica inflexível através da qual se consegue fazer uma maionese caseira no ponto e a utilização do sumo de limão para evitar a oxidação de determinados vegetais são apenas alguns exemplos de como a culinária obedece a princípios químicos básicos, que determinam a diferença entre um bom e um excelente prato.

A gastronomia molecular vai ainda mais longe, podendo ser definida como um ramo da ciência dos alimentos que tem por objetivo analisar, do ponto de vista científico, os fenômenos que ocorrem quando se cozinha e degusta os alimentos. Não se trata, portanto, de uma moda ou uma tendência de chefs vindos de países exóticos e longínquos.

É de ciência, na verdadeira ascensão da palavra, que trata a gastronomia molecular. Não deve ser confundida com as tradicionais ciências alimentares, porque o seu objeto de estudo é mais limitado. Em causa, as preparações de pequena escala, num contexto em que a alimentação é vista como um todo: os ingredientes crus, a forma como são preparados e ainda a maneira como são degustados.

A gastronomia molecular é multidisciplinar, envolvendo não apenas a química, mas também a física, a biologia e a bioquímica. Por tratar a alimentação como um todo, tal como descrito anteriormente, a gastronomia molecular abrange também o consumidor, pelo que a fisiologia, a psicologia e a sociologia também são envolvidas neste ramo da ciência.

Esta forma global de olhar para a alimentação foi o ponto de partida para os estudos do húngaro Nicholas Kurti, professor em Oxford, e do francês Hervé This, físico-químico, que no início da década de 80 deram origem a esta ciência. Os dois cientistas testaram receitas de diversas regiões do globo e deitaram por terra alguns mitos da culinária, como a ideia de que seria necessário utilizar sal na cozedura dos legumes para que estes mantivessem a sua cor original.

Levar o método científico para a cozinha permitiu descobrir coisas fantásticas. Sabia, por exemplo, que o ponto de cozedura do ovo é atingido quando o seu interior chega aos 68 graus? E que esta temperatura é atingida ao fim de dez minutos? Ou que a diferença de um grau no ponto de cozedura do peixe (52-54 graus) é quanto basta para fique mal passado, no ponto ou demasiado passado?

Parecem preciosismos, mas é de precisão que trata a culinária.

Com a gastronomia molecular, pretende-se otimizar a qualidade dos pratos tradicionais, introduzir novas técnicas – entre muitas outras, a desidratação dos alimentos em laboratório e a cozedura a baixas temperaturas – e recorrer a ingredientes que provavelmente nunca pensou usar no jantar, como agentes gelificantes, espessantes e corantes de origem natural ou até azoto líquido.

Embora existam algumas receitas básicas e técnicas que podem ser utilizadas no dia-a-dia, a gastronomia molecular não é um tipo de culinária fácil de adotar para um uso recorrente em casa. Além da excentricidade de algumas receitas, das ferramentas necessárias e dos conhecimentos de ciência que requer, esta é uma gastronomia sofisticada e exclusiva que pode ser saboreada em restaurantes que a ela se dedicam.

Em Portugal, o Cantinho do Avillez e o restaurante LOCO são dois exemplos de locais onde se podem degustar iguarias exclusivas deste tipo de cozinha.

Métodos básicos da gastronomia molecular

Espumas

Provavelmente já viu alguns pratos de gastronomia molecular ornamentados com espuma.

É um ornamento, mas é também uma parte considerável do sabor do prato, visto que aquela espuma tem sabor e irá perceber porquê depois de saber como ela é feita.

Antes de mais, importa perceber o que é uma espuma, pergunta que parece não ter sentido por tratar-se de algo perfeitamente comum, mas que na gastronomia molecular é importante para compreender o princípio químico do que fazemos.

A espuma é, em termos simples, a substância que se forma quando aprisionamos bolhas de ar (ou outro gás) num líquido ou sólido. O método mais conhecido de criar uma espuma para os nossos pratos de cozinha molecular foi inventado pelo chef catalão Ferran Adrià e faz uso de uma garrafa do tipo sifão, normalmente utilizada para a aplicação de chantilly no prato.

É feito um sumo com os ingredientes pretendidos (frutas, legumes ou mesmo água de marisco) que, depois, é misturado com gelatina e introduzido no sifão. Uma outra técnica de fazer espuma, ainda mais fácil, consiste em misturar o tal sumo de ingredientes com lecticina de soja no liquidificador. Tão simples como isto.

Esferificação

A esferificação é um outro método muito utilizado na cozinha molecular, consistindo em aprisionar um líquido numa esfera perfeita.

A base da esferificação está no alginato, uma substância extraída de algas com propriedades gelificantes, que é utilizada na indústria alimentar para alterar a viscosidade de líquidos. É frequentemente utilizado em sorvetes e bebidas.

O alginato reage com o cálcio, resultando na película que reveste as esferas. Deste modo, para esferificar um ingrediente já liquidificado, devemos misturá-lo com alginato num recipiente e, à parte, fazer uma mistura de água com cloreto de cálcio.

Depois, goteja-se a mistura com alginato no recipiente onde está a água com o cloreto de cálcio. A reação das duas substâncias irá criar uma esfera por gota. Através deste processo é possível criar falsos caviares dos mais variados sabores, como cenoura, beterraba, pepino ou quaisquer outros ingredientes que seja possível liquidificar.

Uma outra forma de esferificar, conhecida por esferificação inversa, consiste em misturar o ingrediente liquidificado com gluconato de cálcio e lactato de cálcio e, num recipiente à parte, água com alginato. Por fim, goteja-se a primeira mistura na segunda. O método inverso tem algumas vantagens, visto que existe a adição de outros sabores no resultado final, além de ser possível esferificar líquidos com alto teor alcoólico.

Gelificantes

Os gelificantes são muito utilizados na cozinha molecular para criar alimentos “falsos”, como um esparguete de manga, por exemplo.

Alguns exemplos de gelificantes são a gelatina, o ágar e a metilcelulose. A gelatina é o de mais fácil acesso. De origem animal, obtida dos ossos dos bovinos, a gelatina é composta basicamente de colágeno, ou seja, proteína. Dissolve-se a quente e gelifica a frio.

Por outro lado, o ágar é uma substância difundida largamente na cultura oriental, sendo extraído de algas vermelhas. É um hidrato de carbono da classe dos polissacarídeos, pelo que é substancialmente diferente da gelatina, apesar de ser um gelificante. Dissolve-se a quente e gelifica à temperatura ambiente. Com o ágar é possível criar alguns caviares falsos, em que o líquido solidifica também no interior da esfera, ao contrário do que acontece no processo de esferificação.

Por fim, a metilcelulose é um derivado da celulose e hidrato de carbono da classe dos polissacarídeos, tal como o ágar. Além de alterar a viscosidade de líquidos, serve também como emulsificante, ou seja, permite misturar dois líquidos que normalmente não se misturam, como a água e o azeite, por exemplo.

Ao contrário da gelatina e do ágar, a metilcelulose dissolve- -se a frio e gelifica a quente. Pode ser utilizada, por isso, para fazer gelatinas quentes, entre outras aplicações. Com recurso a uma destas substâncias, a gelificação é uma técnica que permite testar e brincar com sabores e texturas, mas é importante referir que se perde alguma intensidade do sabor em favor da estética.

Faça você mesmo

Alterar as propriedades dos alimentos faz parte da arte da cozinha molecular, e este é um caso em que vamos transformar um sólido num líquido. Esta receita é uma criação de um dos grandes chefs de renome em gastronomia molecular, Ferran Adrià, e foi o primeiro prato com esferificação inversa a ser introduzido no restaurante elBulli, na Catalunha, em 2005.

Ingredientes
– 500 gramas de azeitona
– 0,75 g de goma xantana
– 2 g (1%) de lactato de cálcio
– 1,5 litros de água
– 7,5 g de alginato de sódio
– azeite extra virgem
– casca de limão
– raminhos de tomilho fresco
– raminhos de alecrim fresco
– alho
– pimenta do reino

Preparação

Comece por misturar o alginato de sódio na água com a ajuda de um liquidificador até que esteja completamente dissolvido. Deixe repousar no frigorífico por 24 horas, para que o ar que entrou na mistura desapareça e o alginato de sódio esteja completamente reidratado.

Remova os caroços das azeitonas e processe-os com uma varinha mágica. No final coe as azeitonas com a ajuda de um escorredor. Misture o lactato de cálcio com o sumo de azeitonas e depois adicione a goma xantana.

Deixe em repouso, para hidratar, durante um minuto. Bata a mistura com uma varinha mágica e deixe no frigorífico por 10 minutos. A mistura deverá estar densa, com a consistência de um molho grosso. Se tirar um pouco desta mistura com uma colher e voltar a colocá-la no recipente, a superfície deverá demorar um pouco a nivelar novamente.

Se a consistência não for esta, adicione mais goma xantana. As adições devem ser de 0,2 gramas de cada vez. Quando chegar ao resultado pretendido, reserve no frigorífico por 24 horas. Para aromatizar o azeite, amasse o alho e frite em apenas 20% do azeite que planeia utilizar para marinar as azeitonas. Antes do alho começar a dourar, adicione o resto do azeite e deixe aquecer. Quando estiver quente, adicione o tomilho, o alecrim e a pimenta. Guarde num recipiente fechado, num local quente e seco.

Está tudo pronto para começar a criar as esferas de azeitonas. Retire com uma colher o tamanho desejado para uma esfera da mistura de azeitonas e, cuidadosamente, deposite no banho de alginato de sódio. Não deixe uma esfera tocar noutra, caso contrário elas irão colar-se.

Deixe as esferas no banho de alginato de sódio durante dois minutos e meio e remova-as com uma escumadeira. Depois, mergulhe-as devagar em água filtrada. Por fim, retire as esferas da água e coloque-as no azeite aromatizado, sem que toquem umas nas outras. Vai ao frigorífico por 12 horas e está pronto a servir.

Sugestões de apresentação:

– Sirva as azeitonas em colheres chinesas.

– Sirva em conjunto com azeitonas normais para comparar os sabores.

Esferas de morango decoradas com pimenta

Esta é uma receita simples de esferificação, que lhe permite fazer esferas de morango que explodem na boca, divertidas e ideais para pequenos e graúdos. Nesta receita, as esferas são decoradas com pimenta moída, mas pode utilizá-las para rechear bolos ou envolvê-las em chocolate para fazer bombons, por exemplo. As possibilidades são muitas e, apesar do aspeto excêntrico, estas esferas de morango são muito simples de preparar.

Ingredientes
– 250 g de puré de morango (cerca
de 300 g de morangos)
– 10 g de açúcar
– uma pitada de sal
– 5 g de lactato de cálcio (2%)
– sumo natural de morango para armazenar as esferas, caso não as vá consumir nas próximas horas
Para a decoração
– pimenta do reino moída
Para o banho
de esferificação
– 1 litro de água destilada
– 5 g de alginato de sódio (0,5%)

Preparação

Processe os morangos num liquidificador até obter uma consistência de puré e, de seguida, coe-o num coador tão fino quanto possível. Adicione o açúcar, o sal e o lactato de cálcio. Misture bem.

Por fim, cubra com película aderente e armazene no frigorífico da noite para o dia, de forma a remover as bolhas de ar. Para fazer o banho de alginato de sódio, misture-o com água destilada, com a ajuda de um liquidificador ou varinha mágica. O alginato de sódio não se mistura facilmente com água, por isso poderá demorar um pouco mais do que está habituado na trituração de frutas, por exemplo.

No final, coe a mistura num coador, cubra com película aderente e armazene no frigorífico da noite para o dia, de forma a remover as bolhas de ar. Depois de passado o tempo necessário, pode fazer a esferificação. Para tal vai precisar do recipiente com o puré de morango com lactato de cálcio, da mistura de água com alginato de sódio, uma colher para fazer esferas grandes e um terceiro recipiente com água filtrada, que será utilizado para lavar as esferas, removendo o excesso de alginato de sódio.

Tire uma colherada de puré de morango e limpe a parte de baixo da colher com um guardanapo. Despeje cuidadosamente o puré na solução de água com alginato de sódio. Mexa levemente o banho de alginato de sódio sem tocar nas esferas. Não deve deixá-las tocar no fundo do recipiente, caso contrário irão ficar achatadas. Também não as deve deixar flutuar, ou a parte de cima não irá gelificar e a membrana não será completamente criada.

Outro cuidado que deve ter é não deixar duas esferas tocarem uma na outra, ou irão colar. Faça uma de cada vez até se habituar ao processo. Aguarde por cerca de dois minutos. Quanto mais tempo esperar, mais grossa será a membrana que envolve o líquido da esfera.

Para uma melhor experiência, o ideal é que a membrana fique o mais fina possível, mas suficientemente robusta para suportar o conteúdo da esfera. Cuidadosamente, remova a esfera do banho de alginato de sódio com uma escumadeira e mergulhe-a na água filtrada para remover o alginato.

Se não for consumir as esferas em pouco tempo, deverá conservá-las. No entanto, se as conservar a seco, a membrana irá romper-se. Deve, por isso, conservar as esferas num líquido do mesmo sabor, neste caso, em sumo de morango.

Sugestões de apresentação

– Coloque as esferas em colheres de sobremesa e posicione-as no prato.

– Decore com pimenta do reino.

   

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MIT desenvolve robô que identifica objetos pelo tacto e pela visão

MIT desenvolve robô que identifica objetos pelo tacto e pela visão

Os robôs vão dominar o mundo? É bem provável que estejamos a preparar tudo nesse sentido.

A mais recente criação do MIT começa a entrar num mundo de robôs ainda mais humanizados. Robôs capazes de identificar objetos pelo toque e pela imagem, ou seja, pelo “tacto” e pela “visão”.

Os 5 sentidos – dos humanos para os robôs

Humanizar os robôs parece ser a premissa de muitos investigadores da área da Inteligência Artificial. É certo que estes avanços poderão trazer às pessoas melhorias incríveis, dependendo da sua aplicabilidade.

Para qualquer um de nós, o toque ou a visão permite-nos identificar objetos. Mas para as máquinas este ainda é um desafio enorme, contudo, foi dado um passo importante neste sentido.

Um robô do Laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial (CSAIL) do MIT está a ser desenvolvido com esse objetivo.

Para alcançar tal objetivo, os investigadores adicionaram um sensor táctil GelSight a um braço robótico KUKA. Este sensor foi “ensinado” através de Inteligência Artificial (AI) a aprender sobre informação visual e táctil.

Mais de 200 objetos

Para a identificação de objetos através do toque, a equipa registou mais 12000 vídeos de 200 objetos a serem tocados. Entre eles, tecidos, ferramentas e outros objetos domésticos. Depois estas imagens de vídeo foram divididas em imagens estáticas de forma a que a AI fosse capaz de ligar os dados entre o toque o a componente visual.

Ao olhar para a cena, o nosso modelo pode imaginar a sensação de tocar uma superfície plana ou uma borda afiada. Por tocar cegamente ao redor, o nosso modelo pode prever a interação com o ambiente puramente através de sentimentos táteis. Reunir esses dois sentidos poderia capacitar o robô e reduzir os dados que podemos precisar para tarefas que envolvem manipular e agarrar objetos.

Refere Yunzhu Li, estudante de doutoramento da CSAIL e o principal autor de um novo artigo sobre o sistema desenvolvido.

Por enquanto, o robô só pode identificar objetos em ambiente controlado. O próximo passo é construir um conjunto de dados maior para que o robô possa trabalhar em configurações mais diversas.

Métodos como este têm potencial para serem muito úteis para a robótica, onde é necessário responder a perguntas como “este objeto é duro ou mole?”, Ou “se eu levantar esta caneca pela alça, quão forte terá que ser o meu aperto? Esse é um problema muito desafiador, já que os sinais são muito diferentes e este modelo demonstrou já grande capacidade.

Refere Andrew Owens, investigador de pós-doutoramento na Universidade da Califórnia em Berkeley, envolvido também no projeto.

Os desafios estão aí e as soluções parecem cada vez mais viáveis. Vamos aguardar pelo que o futuro nos reserva.

   

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Tesla começa a fabricar telhas de energia solar

Tesla começa a fabricar telhas de energia solar

De acordo com uma publicação da Reuters, a Tesla finalmente começou a produzir de telhas de energia solar em sua fábrica de Buffalo, em Nova York. O projeto, anunciado em 2016, era para ter sido iniciado em meados de 2017, conforme divulgado pela própria Tesla. Quando a empresa foi questionada sobre o atraso da fabricação das telhas solares, o fundador Elon Musk disse que o produto precisava de um tempo maior de testes para funcionar adequadamente e que isso levaria meses.

Parece que tudo correu muito bem com os testes, e o Solar Roof vai começar a ser instalado nos próximos meses. Quando a pré-venda começou, em maio do ano passado, os clientes dos EUA desembolsaram cerca de US$ 1 mil para receber as telhas solares da Tesla em suas casas.

Telha solar da Tesla vai custar menos que um telhado tradicional

Segundo a empresa, o Solar Roof vai custar US$ 21,85 por metro quadrado, ou seja, US$ 2,65 a menos do que a mesma metragem de uma telha comum nos EUA. O projeto da Tesla inclui a intercalação de telhas comuns e solares, já que não é necessário que todas as peças sejam capazes de produzir energia. A quantidade de telhas solares vai depender da capacidade de energia que a residência precisa produzir. O projeto é customizável, e o consumidor pode incluir, no máximo, 70% de telhas solares. As peças solares e não solares são muito parecidas e não dá para perceber a diferença entre elas depois de instaladas e vistas da rua.

As telhas solares são feitas com vidro temperado e, de acordo com a Tesla, três vezes mais resistentes do que as telhas comuns. Por confiar nessa afirmação, a empresa oferece garantia vitalícia do Solar Roof ou pelo mesmo tempo da vida útil da casa em que o telhado solar for instalado. Para a potência e a proteção contra intempéries, a garantia é de 30 anos.

O Solar Roof é integrado com a bateria doméstica da Tesla, o Powerall. Além de ser uma alternativa à geração de eletricidade comum, funciona como um gerador de emergência quando há queda de energia elétrica regular na residência. O catálogo do Solar Roof inclui os modelos Texturizado e Suave e tem mais dois a serem lançados em breve, o Tuscan e o Xisto.

   

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NASA: Vai ser possível visitar a Estação Espacial Internacional em 2020

NASA: Vai ser possível visitar a Estação Espacial Internacional em 2020

Gostaria de viajar até à Estação Espacial Internacional, mas acha que é um sonho impossível?…é melhor começar a juntar uns trocos. De acordo com a própria NASA, tal vai ser possível já a partir de 2020.

A abertura da Estação Espacial Internacional a turistas e empresas marca um novo passo na sua privatização. De relembrar que a Administração de Trump tem intenções de lhe ir reduzindo o financiamento até 2025.

Foi através do Twitter que a NASA fez saber que vão existir viagens para turistas e empresas até à Estação Espacial Internacional.  De acordo com Robyn Gatens,​ diretor-adjuntoo da estação,  irão ser realizadas duas missões com “astronautas privados” por ano, com uma “curta” duração de 30 dias cada.

Jeff DeWit, diretor financeiro da NASA, referiu que o objetivo passa por cobrar aos turistas cerca de 31 mil euros por cada noite na Estação Espacial Internacional. Com este valor pago, os turistas têm direito a ar, água, comida e comunicações incluídas. No entanto, além deste valor, os turistas terão de pagar cerca de 52 milhões de euros pela viagem de ida à órbita e de regresso à Terra.

Esta abertura e mudança por parte da agência norte-americana tem como objetivo aumentar as receitas podendo assim “aterrar a primeira mulher e o próximo homem na Lua até 2024, onde as empresas norte-americanas também desempenharão um papel essencial no estabelecimento de uma presença sustentável”.

A Estação Espacial Internacional é um laboratório espacial cuja montagem em órbita começou em 1998 e terminou oficialmente em 8 de junho de 2011 na missão STS-135. A estação encontra-se numa órbita baixa de 408 x 418 km, que possibilita ser vista da Terra a olho nu e viaja a uma velocidade média de 27 700 km/h, completando 15,70 órbitas por dia.

   

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Google Maps: eis um novo leque de novidades para a app Android e iOS

Google Maps: eis um novo leque de novidades para a app Android e iOS

Em Portugal, no Brasil e em oito outros países a aplicação Google Maps está a receber uma nova funcionalidade, disponível já na app para dispositivos móveis Android. Caso assim o pretenda, pode agora usufruir de um velocímetro apresentado no ecrã principal de navegação com este serviço.

Agora que já temos a indicação dos radares de velocidade, esta é a mais recente adição.

Aquela que é um das aplicações mais utilizadas para navegação continua a ser aperfeiçoada pela tecnológica norte-americana. Agora, também como resultado dos pedidos e feedback dos utilizadores, está a ser gradualmente introduzido com uma atualização da app tal como aponta o AndroidPolice.

O velocímetro digital para o Google Maps

Ao mesmo tempo, os alertas de velocidade excessiva continuarão presentes, sendo agora complementados com o velocímetro digital. Desse modo, a Google espera sensibilizar os condutores para se manterem dentro dos limites legais de velocidade. Por outras palavras, teremos agora mais um alerta visual.

Concebida especialmente para utilização com uma rota para automóveis, o velocímetro pode ser ativado manualmente. Assim que a app para Android foi atualizada, e futuramente também para iOS, verá assim um indicador de velocidade no canto inferior esquerdo do ecrã. Imediatamente acima desse barra.

A nova função ainda não chegou aos dispositivos Android residentes, no entanto, aparenta estar já em distribuição geral. De acordo com a fonte, o velocímetro já está a chegar a Portugal, Brasil, Austrália, Argentina, Canadá, República Checa, Suécia, Reino Unido, bem como aos Estados Unidos.

Aguardamos a atualização da app para Android e iOS

Ainda que não pretenda substituir o velocímetro do seu veículo, a nova adição ao Maps não deixa de ser útil. Note-se que teremos ainda mais informação compreensível com um mero olhar. Isto é, com um simples vislumbre verá a rota, o tempo aproximado de chegada, mudanças de direção e agora a velocidade.

Podemos ainda ver a indicação aproximada da velocidade atual, bem como o limite de velocidade da via em questão. A opção estará incluída dentro das definições de navegação do Google Maps. Aí, poderá ativar ou desativar esta novidade assim que a mesma chegar à app para Android.

Há mais novidades a chegar ao Maps…

Já numa outra nota, a Google deu a saber que está a introduzir alertas de intempéries nesta mesma aplicação. São novos alertas para tempestades, ciclones, cheias relâmpago e outros fenômenos climatéricos de comprovada gravidade. Tudo isto disponível através da app para dispositivos móveis.

A tecnológica norte-americana quer dar-nos assim um aviso prévio deste tipo de ocorrências. Já, para tal, sinalizará a ocorrência destas catástrofes como os terramotos, ou outras situações similares. Para o utilizador temos assim uma nova forma de verificar as áreas mais afetadas e planear as nossas rotas.

Os alertas de furacões e terramotos chegarão no decurso das próximas semanas à app para Android, iOS e através da versão Web. Já os alertas de cheias relâmpago ainda não têm data definida para distribuição, mas serão primeiramente implementados na Índia, país particularmente afetado pelo fenômeno.

Em todos estes casos poderá também partilhar a sua localização para, por exemplo, aquietar a sua família e amigos. De igual modo, pode dar também a conhecer estas ocorrências mediante as partilhas nas redes sociais.

   

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EUA preparam investigação a gigantes tecnológicas por abuso de posição dominante

EUA preparam investigação a gigantes tecnológicas por abuso de posição dominante

Amazon, Apple, Facebook e Google poderão vir a ser investigadas nos EUA por abuso do seu enorme poder de mercado. Supervisores já “acertam agulhas”.

Os EUA estão a preparar-se para investigar as quatro gigantes tecnológicas mundiais — Amazon, Apple, Facebook e Google — por abuso do seu enorme poder de mercado. A notícia foi avançada pela Reuters, estando em causa aquela que poderá ser uma investigação inédita e abrangente de algumas das maiores empresas do mundo.

Fontes próximas do processo avançaram à agência noticiosa que a Federal Trade Comission (FTC) e o Departamento de Justiça, responsáveis pela aplicação das leis de anti-monopólio nos EUA, dividiram a supervisão das quatro empresas do setor tecnológico. A Amazon e o Facebook ficaram sob a supervisão da FTC e a Apple e o Google na alçada do Departamento de Justiça.

será as duas agências federais decidirem se querem ou não abrir investigações formais.

A possibilidade de o Departamento de Justiça dos EUA poder investigar o Google foram relatados pela primeira vez na sexta-feira, sinalizando o primeiro passo concreto da administração Trump para investigar a conduta potencialmente anticoncorrencial de uma grande empresa de tecnologia.

As empresas tecnológicas têm enfrentado fortes críticas a nível mundial, por parte de concorrentes, legisladores e associações de consumidores que as acusam de terem demasiado poder e de estarem a penalizar utilizadores e os negócios dos concorrentes.

   

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Apple apresenta tecnologias inovadoras para desenvolver apps

Apple apresenta tecnologias inovadoras para desenvolver apps

Uma nova framework que exige a introdução de uma quantidade muito menor de código e novidades relacionadas com realidade aumentada pretendem simplificar e melhorar o processo de criação de aplicações.

A Apple anunciou na edição de 2019 do World Wide Developers Conference (WWDC) o lançamento de várias tecnologias inovadoras que terão como objetivo tornar a tarefa de criar novas e poderosas aplicações mais fácil e mais rápida para os developers.

A principal novidade é o Swift UI, que vai permitir criar interfaces para aplicações móveis utilizando muito menos código. A nova framework é baseado no Swift, a popular linguagem de programação da Apple que foi utilizada para construir mais de 450 mil aplicações, e conecta-se ao Xcode, o software usado para construir apps para iOS e iPad.

Esta acaba por ser a resposta da empresa liderada por Tim Cook a ferramentas de grande sucesso e popularidade como o React Native, criado pelo Facebook, ou o Flutter, da Google. Ainda assim, developers por todo o mundo aguardam com enorme expectativa o que a Apple lhes reserva com o novo SwiftUI. Martin Lasek, developer independente, disse à Business Insider que “foi como se fosse magia”, após ter testemunhado na WWDC “a quantidade incrivelmente menor de código” que vai ser necessária, considerando o SwiftUI “muito promissor”.

A Apple apresentou também novidades em relação à sua plataforma de realidade aumentada, nomeadamente o ARKit3 e o RealityKit. Com o ARKit3 será possível aceder a novas funcionalidades como captura de movimento, oclusão de pessoas, rastreamento de múltiplos rostos ou uso simultâneo de câmara frontal e traseira, entre outros.

Já o RealityKit terá como objetivo facilitar a integração de conteúdo 3D em aplicações, incluindo as de realidade aumentada. Vem acompanhado de uma outra ferramenta, o Reality Composer, que vai tornar mais fácil para developers sem experiência em 3D modelar conteúdo neste tipo de gráficos para jogos e aplicações. O RealityKit vai estar disponível para todas as plataformas da Apple, incluindo iOS 13 e macOS Catalina.

   

 

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Xiaomi tem uma nova solução para smartphones com câmara sob o ecrã

Xiaomi tem uma nova solução para smartphones com câmara sob o ecrã

Bastariam dois anos para que o design dos nossos smartphones mudasse consideravelmente. Foi em 2017, com o iPhone X (iOS) precedido pelo Essential Phone (Android), que se popularizou o notch. Entretanto, este traço começou a ser reduzido e a Xiaomi tem a solução para a próxima geração de smartphones Android.

Estará o fim do notch, por fim, já à vista? E terá a Xiaomi a solução ideal para concretizar esta visão?

Abdicando das margens pronunciadas ou bezels espessos, os nossos smartphones Android e iOS estão cada vez mais elegantes. Dispositivos em que já só o vidro, o metal (e por vezes o plástico) são conjugados de forma a darem-nos o máximo possível de área útil para o ecrã. Por conseguinte, surgiram novos desafios.

2017 a 2019, o início e o fim do notch nos smartphones Android e iOS?

Como, por exemplo, esconder a câmara frontal, mas sem abdicar das suas funções? Ou onde albergar os sensores de proximidade e luminosidade? E, por fim, o auscultador? Onde pode este ser colocado sem perdermos a qualidade da chamada ou o detalhe na voz do interlocutor?

No entanto, todos estes desafios foram, gradualmente, encontrando resposta junto da indústria mobile. Aliás, a introdução do notch foi apenas o prelúdio para a criação de smartphones em que o ecrã ocupa perto de 90% da área do painel frontal. Agora, em pleno 2019 podemos estar prestes a conhecer um novo conceito da Xiaomi.

Ainda que para já seja apenas uma patente, pode representar a próxima geração de smartphones Android da Xiaomi. Aliás, não seria a primeira vez que seríamos surpreendidos pelos seus produtos arrojados, tomando, por exemplo, o Mi MIX original que abalou o status quode então.

Câmara fotográfica sob o ecrã

Outrora uma tecnologia com a qual apenas poderíamos sonhar, também os sensores biométricos rumaram ao ecrã dos smartphones. Entretanto, são já uma visão comum nos dispositivos Android, ainda que os dispositivos iOS tenham abdicado deste tipo de biometria para segurança e desbloqueio dos produtos.

No entanto, aquilo que a nova patente descreve, de acordo com a IT Home, é uma solução para albergar um sensor de imagem sob o ecrã. Por outras palavras, a câmara fotográfica frontal poderá assim migrar para baixo do painel IPS ou AMOLED (não especificado), sem, todavia, interromper de forma alguma o ecrã.

Operando uma tradução sucinta da descrição que acompanha os esquemas, temos a indicação de um ecrã secundário sob o ecrã principal. Cumpre ainda indicar que a patente foi submetida em novembro de 2018 tendo sido agora aprovada, por conseguinte, publicada.

Poderá a Xiaomi implementar esta execução em 2019?

Na prática, uma das possibilidades proporcionadas pelo desenho aqui representado é o da câmara ficar visível apenas quando for utilizada. Já quando não estiver em uso, seria assim disfarçada, ou praticamente invisível graças ao segundo ecrã.

Ainda que não tenhamos qualquer indício de um smartphone Android a ser construído segundo esta patente, nada impede a marca de o fazer. Estaremos atentos aos novos desenvolvimentos, não só desta marca mas de todo o mercado mobile, pois é já uma questão de tempo até que tal se materialize.

   

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