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Implantes wireless permitem que pacientes paraplégicos voltem a andar

Implantes wireless permitem que pacientes paraplégicos voltem a andar

Com recurso à neurotecnologia, três pacientes com paralisia total nas pernas conseguiram voltar a andar. Foi utilizado um tratamento que recorre a um implante wireless que estimulou eletricamente as suas medulas espinais.

A tecnologia e a ciência dão passos firmes no desenvolvimento de técnicas capazes de corrigir problemas graves na saúde humana. Este é um avanço significativo para recuperar pacientes paraplégicos.

Três pacientes, que estiveram envolvidos neste projeto, foram submetidos a alguns treinos durante vários meses. Os três paraplégicos sofreram sérios danos na coluna vertebral há alguns anos e passaram a caminhar de novo com recurso à estimulação elétrica das suas medulas espinhais, recorrendo a um implante wireless.

STIMO – Stimulation Movement Overground

Cientistas suíços do Hospital Universitário de Lausanne (CHUV) e da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), desenvolveram um tratamento de estimulação elétrica epidural dirigida(EES) e terapia assistida por peso, chamada STIMO (Stimulation Movement Overground), que restaurou o movimento muscular suficiente em pacientes paraplégicos para que estes pudessem.

Segundo os responsáveis do projeto, os cientistas suíços Grégoire Courtine e Jocelyne Bloch, foi utilizado “um gerador de impulsos implantado, com capacidades de disparo em tempo real”, os três pacientes receberam explosões elétricas de “estimulação espacialmente seletiva”, visando regiões específicas, ligadas ao cérebro, conforme os movimentos musculares desejados.

Compreensão profunda dos mecanismos

As descobertas são baseadas numa profunda compreensão dos mecanismos subjacentes que são adquiridos através de anos de investigação em modelos animais. A partir daí, os cientistas foram capazes de imitar em tempo real como o cérebro naturalmente ativa a medula espinhal.

O desafio maior dos pacientes foi aprender a coordenar as intenções do cérebro com a estimulação elétrica para fazer movimentar músculos. Mas isso não demorou muito.

Após este procedimento, passado uma semana todos os pacientes estavam a andar, usando o suporte de peso corporal. Para isso, é crucial perceber o momento exato e a localização da estimulação elétrica, para restaurar a capacidade do paciente de produzir um movimento pretendido.

Depois de alguns meses, os participantes recuperaram o controlo voluntário sobre os músculos anteriormente paralisados sem estimulação, e puderam caminhar ou andar de bicicleta em ambientes ecológicos, durante a estimulação espaço-temporal.

Referiram os autores da investigação.

Conseguimos comprovar o que já sabemos que ocorre nos animais, que o cérebro pode chegar a ativar de forma natural a medula espinal.

Explica Grégoire Courtine.

Em estudos anteriores, usando abordagens mais empíricas, como a utilização da eletroestimulação clássica, os pacientes conseguiam caminhar e tomar decisões, mas apenas em curtas distâncias e apenas enquanto a estimulação estivesse ativa, depois voltavam ao estado de paralisia. Agora, com este tratamento inovador, mesmo quando a eletroestimulação é desligada, o paciente consegue controlar os músculos voluntariamente.

Próximos passos

A startup médica GTX, co-fundada por Courtine e Bloch, usará estas descobertas para desenvolver uma neurotecnologia adaptada com o objetivo de transformar este paradigma de reabilitação num tratamento disponível em hospitais e clínicas em todos os lugares.

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Portugal: Médicos já podem passar receitas com o telemóvel

Portugal: Médicos já podem passar receitas com o telemóvel

A tecnologia é hoje transversal a muitas profissões. No caso da saúde, se anteriormente se vivia na era do papel, existem agora plataformas digitais que facilitam muitos processos.

A partir de hoje os médicos em Portugal já podem passar receitas com o telemóvel.

É já a partir desta quarta-feira, que os médicos vão ter a possibilidade de passar receitas através do seu telemóvel. Com esta novidade, os médicos deixam de poder passar apenas receitas nos computadores onde tenha um leitor de cartões.

A Prescrição Eletrônica Médica Móvel (PEM Móvel) é a aplicação móvel de prescrição de medicamentos que se posiciona como alternativa para médicos, colmatando erros associados aos cartões e certificados utilizados para autenticação forte e assinatura digital.

A PEM Móvel tem como objetivo a execução de serviços de validação e registo da prescrição em modo online, garantindo que a emissão de receitas no formato Receita Sem Papel, totalmente desmaterializada, sendo a informação da mesma disponibilizada ao utente através de um email e/ou SMS.

Para o Presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins, em declarações à agência Lusa…

esta nova funcionalidade será especialmente útil nos casos de consultas ao domicílio ou quando o médico se encontra longe do doente. Até aqui o médico tinha de usar computador com leitor de cartão, para o cartão da Ordem dos Médicos ou cartão do cidadão. O médico pode até estar noutro país e passar uma receita ao seu doente através do telemóvel

Tal como já acontecia, a receita eletrônica é enviada diretamente para um número de telemóvel ou e-mail do utente. De acordo com dados do SPMS, só no ano passado foram prescritas mais de meio milhão de receitas manuais e no domicílio, com os antigos modelos de receita A5 em papel.

Henrique Martins espera que, com esta funcionalidade, aconteça uma “diminuição muito grande”das receitas em papel passadas nos casos em que os médicos se deslocam a casa do doente.

Para obter esta aplicação, o médico deve ativar a sua chave móvel e assinatura digital no balcão do Instituto dos Registos e Notariado ou através do site da Agência para a Modernização Administrativa, além de pedir o registo aqui. Após instalar a aplicação, o médico tem de ativar a prescrição eletrônica médica móvel, com o objetivo de associar o aparelho móvel ao clínico prescritor. A apresentação oficial desta aplicação vai acontecer hoje.

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Como a inteligência artificial pode melhorar a vida de milhões de brasileiros

Como a inteligência artificial pode melhorar a vida de milhões de brasileiros

“A inteligência artificial revolucionou não só a minha vida como as dos meus alunos.” É essa frase que Luciane Molina, professora universitária e de tecnologia assistiva na Universidade de Taubaté, em São Paulo, usa para definir a relação que tem com as iniciativas que surgiram para melhorar a autonomia das pessoas com deficiência por meio de algoritmos.

No Brasil, de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 45,6 milhões de pessoas com deficiência no país (23,9% da população à época).

Luciane é cega e faz uso de diversos aplicativos no smartphone para reconhecer imagens, rótulos de produtos, cédulas de dinheiro e acessar materiais impressos.

Com essas soluções de acessibilidade, ela já pôde descobrir a senha do Wi-Fi sozinha em casa e também quando, por exemplo, seu computador estava passando por uma atualização. Isso porque os atuais softwares de leitura de tela para cegos não têm acesso a telas como a de atualização do Windows.

A professora também apresenta os recursos tecnológicos a seus alunos. “A cada novidade que eu apresento, a vida deles se torna mais fácil”, diz.

Recentemente, uma aluna de Luciane ganhou mais autonomia com um aplicativo leitor de cédulas de real. “Ela tinha muita vontade de ficar sozinha em casa e conseguir pagar a marmita sem a ajuda de outras pessoas”, conta.

Grande parte dessas soluções foi desenvolvida por meio de sistemas que “aprendem” com um alto volume de dados. A partir dessas informações, eles são capazes de identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana. É o chamado “aprendizado de máquina”.

Mas a transcrição de fala para texto em tempo real e os recursos de visão computacional são só alguns exemplos de aplicações de inteligência artificial.

“Quanto mais usamos [os recursos de inteligência artificial para pessoas com deficiência], melhores eles ficam”, diz a professora. Entre os aplicativos que ela usa estão o TapTapSee, para ler rótulos de produtos, e o Seeing AI, para organizar documentos e diplomas em pastas e reconhecer os textos das fotos que recebe por email ou redes sociais como o Facebook.

A professora até desenvolveu um suporte de madeira para apoiar os livros e materiais impressos para conseguir fotografar com o ângulo ideal e com uma boa iluminação.

O Seeing AI é uma iniciativa de inteligência artificial da Microsoft para pessoas cegas e com baixa visão. O app usa visão computacional e redes neurais para identificar objetos, cores, textos, cenas e até mesmo características físicas e expressões faciais de uma pessoa. Por enquanto, só está disponível para iOS, o sistema operacional utilizado pelos dispositivos da Apple.

Aporte milionário

O aplicativo é só uma das ações de acessibilidade desenvolvidas pela Microsoft. Em maio de 2018, o CEO da empresa, Satya Nadella, anunciou um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 93 milhões), ao longo de cinco anos, em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência.

Desenvolvedores, ONGs, acadêmicos, pesquisadores e inventores podem submeter projetos de acessibilidade baseados em inteligência artificial para o programa AI For Accessibility até o dia 1º de fevereiro de 2019. Os aprovados receberão um aporte da companhia para levar os projetos e ideias a outro patamar. As solicitações são aceitas de modo contínuo e para se inscrever é necessário preencher um formulário.

O Facebook é outra gigante da tecnologia que investe em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência. A rede social usa algoritmos para gerar uma descrição de imagem automática para cegos. O recurso não é perfeito e tampouco substitui uma descrição humana, mas colabora para um ambiente mais acessível.

Existem vários métodos de aprendizagem de máquina. O que eles possuem em comum é que todos precisam de pessoas para ensiná-los a aprender uma determinada tarefa, e, assim, fazer o que se deseja. No Facebook, os sistemas de reconhecimento de imagem são supervisionados por pessoas que olham as fotos e informam ao sistema o que há nela.

De acordo com Matthew King, engenheiro do Facebook especialista em acessibilidade, embora a inteligência artificial esteja em desenvolvimento há décadas, os sistemas que temos ainda são novos. “Apesar de eles estarem melhorando rapidamente nos últimos anos, eles ainda têm muitas limitações”, diz. Mesmo assim, representam um grande salto para a plena participação das pessoas cegas no ambiente online, segundo o especialista.

A professora universitária e de tecnologia assistiva, Luciane Molina, concorda. Ela conta que antes não se interessava tanto pela rede social pela quantidade de posts com imagens com os quais não podia interagir, por não saber do que se tratavam.

Certa vez, uma amiga dela postou uma foto e escreveu na legenda: “Olha minha nova pulseira”. Mas, na verdade, a imagem se referia ao gesso colocado no braço da amiga após um machucado. Luciane só percebeu tal fato lendo todos os comentários.

Ela reconhece que as descrições são básicas e não substituem uma audiodescrição, mas valoriza o recurso. “O fato de a inteligência artificial do Facebook ter agregado esses recursos de reconhecimento de imagem foi um ganho incrível na acessibilidade”, diz.

Recentemente, a empresa também liberou a funcionalidade de descrições automáticas e de escrever uma descrição manual também no Instagram. A rede social, no entanto, é criticada por algumas pessoas cegas por não ter uma boa usabilidade. Ao ser questionado pela reportagem da BBC Brasil, King, o engenheiro do Facebook, disse que é um processo contínuo de melhora.

“Adicionar descrições de fotos foi um passo muito importante para o Instagram, porque as fotos são o tipo mais popular de conteúdo da rede social. Mas estamos planejando muito mais.”

Novas possibilidades para a comunicação alternativa

O reconhecimento de fala e a transcrição da linguagem humana em tempo real é um dos recursos mais tradicionais da inteligência artificial e com grande utilidade para pessoas com determinados tipos de deficiência. Alex Garcia é surdocego e foi o primeiro brasileiro com essa deficiência a cursar uma faculdade.

Ele tem 1% de visão e não escuta. A surdocegueira é definida pela não compensação dos sentidos. Existem aqueles que conseguem ouvir e ver com muita dificuldade.

Hoje, Alex se dedica a dar palestras e a gerenciar a Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm). Um dos aplicativos que ele utiliza se chama Comunicador Táctil Once (CTO), uma ferramenta para comunicação de surdocegos, com diversos recursos.

Entre elas está o ditado. Embora a principal forma de comunicação se dê quando as pessoas escrevem na sua mão, há vezes em que isso não é possível. Nesse caso, Alex aproxima o microfone do celular à boca da pessoa, para que ela possa falar. Em seguida, ele consegue ter o texto na tela em letras ampliadas por meio do app.

“O celular me ajuda quando a pessoa não consegue escrever. O aplicativo, portanto, é uma valiosa alternativa, porque me dá mais tranquilidade. Caso um meio não funcione, o outro vai dar certo”, relata. Ele diz que ser surdocego implica uma situação social de extrema delicadeza e vulnerabilidade.

Embora os recursos de inteligência artificial estejam extremamente difundidos nos smartphones, também existem iniciativas para trazer essa realidade para o mundo físico. É o caso do Wheelie, um dispositivo desenvolvido por uma equipe de brasileiros que promete comandar cadeiras de roda por meio da inteligência artificial. A tecnologia atualmente é desenvolvida em parceria com a Intel.

O equipamento é testado nos Estados Unidos por 60 pessoas com deficiência. De acordo com Paulo Pinheiro, CEO da Hoobox Robotics, empresa que desenvolve essa tecnologia, o próximo passo é entrar no mercado chinês, em 2019. No Brasil, a perspectiva é que o produto só chegue em 2020.

O Orcam My Eyes é outro dispositivo para aumentar a autonomia das pessoas com deficiência. Ele é capaz de ler com precisão documentos impressos e está disponível em todas as 54 bibliotecas municipais da cidade de São Paulo.

Evolução das tecnologias assistivas

De acordo com Lúcia Miyake, especialista em pesquisa e tecnologia assistiva, as tecnologias de apoio para pessoas com deficiência sempre existiram e praticamente acompanharam as revoluções industriais. “Houve um grande avanço quando a era de máquinas a vapor passou para a era de eletricidade, na qual foram surgindo equipamentos eletrônicos. Os exemplo são a cadeira de rodas elétrica e o gravador.”

Mas a revolução mesmo veio com a possibilidade de programar os equipamentos eletrônicos. “Juntamente, veio a importância de dados e informações, que considero o começo da tecnologia artificial”, diz. Agora, estamos entrando em uma nova fase, chamada de indústria 4.0. Nela, os dados estão na nuvem e os comandos são enviados à distância.

“O mais interessante é o usuário confiar no auxílio sem conhecer de onde vem os comandos. Neste aspecto, a pessoa com deficiência poderá trabalhar ou estudar remotamente com todo acesso das informações, além de deixar os comandos dos dispositivos eletrônicos programados (preparar um café, abrir a cortina etc.)”, explica Miyake.

As principais limitações do setor estão na falta de pesquisadores e recursos ou investimentos na área de pesquisa em tecnologia assistiva. Além disso, se o produto com inteligência artificial for exclusivo para uso de pessoas com deficiência, o custo será mais alto, devido à baixa demanda para manufatura.

Apesar disso, ela é otimista em relação ao futuro. “A tecnologia assistiva está sendo cada vez mais conhecida e é uma área de boa aplicabilidade da inteligência artificial, além do design universal”, diz. Segundo matéria publicada pela Revista Forbes, o mercado de dispositivos para pessoas com deficiência e idosos foi avaliado em US$ 14 bilhões em 2015 e deve superar US$ 26 bilhões até 2024. Os dados são da Coherent Market Insights.

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Investigadores criam pacemakers alimentados a batimento cardíaco

Investigadores criam pacemakers alimentados a batimento cardíaco

A implantação de pacemakers, desfibriladores ou outros aparelhos pressupõe a substituição de baterias a cada cinco a dez anos, com riscos de infeções ou outras complicações. A solução pode passar por um pequeno componente que converte o batimento cardíaco em eletricidade que alimente estas baterias.

Investigadores da Dartmouth College criaram um pequeno componente que pode ser usado para alimentar a bateria de pacemakers ou outros implantes de suporte de vida em pacientes. O PVDF é uma minúscula camada de polímero piezoelétrico que converte mesmo os mais pequenos movimentos em energia elétrica. Essa energia pode ser depois usada não só nas baterias, mas também para alimentar sensores que recolham dados sobre a saúde dos pacientes em tempo real, explica o TechXplore.

Segundo Lin Dong, um dos coordenadores do estudo explicou que a equipa teve em atenção que o componente devia ser «biocompatível, leve, flexível e com um perfil discreto, que pudesse ser usado na estrutura atual dos pacemakers, mas também que pudesse ser usado em escala para multi-funcionalidades». Por outro lado, não devia «interferir com o funcionamento do organismo humano».

Nesta fase, estão a decorrer testes em animais, com sucesso, e espera-se que o primeiro pacemaker que se auto-carrega chegue ao mercado em cinco anos.
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Tatuagens eletrônicas permitem a monitorização da saúde

Tatuagens eletrônicas permitem a monitorização da saúde

As tatuagens estão na moda e podem até ajudar a monitorizar a nossa saúde. Com esta valência não falamos nas tatuagens tradicionais, mas sim nas tatuagens eletrónicas, temporárias, que podem ser facilmente transferidas com água para a pele ou roupa.

Este tipo de tatuagens podem, por exemplo, ajudar na monitorização contínua da saúde, mas vão mais além, abrindo uma nova janela de oportunidades.

Uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da Universidade de Carnegie Mellon (CMU) em Pittsburgh encontrou um método para produzir tatuagens eletrónicas através de impressão a tinta (inkjet), o que simplifica a produção e diminui radicalmente o custo destes dispositivos.

As tatuagens estão a ser desenvolvidas no âmbito do projeto Strechtonics*, uma das iniciativas de larga escala do Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal).

Segundo Mahmoud Tavakoli, gestor científico do projeto e diretor do Laboratório de “Soft and Printed Microelectronic” (SPM-UC) do ISR…

Estas tatuagens podem ser facilmente impressas e transferidas para qualquer superfície. O método é muito simples: projeta-se o circuito no computador e depois de 10 minutos temos o nosso circuito impresso. A maior vantagem de produzir em 2D é o baixo custo do equipamento e poder produzir-se em grandes quantidades. Basicamente só é necessária uma impressora e tintas auto condutivas.

Estas tatuagens são ultrafinas e facilmente transferidas com água para a pele ou roupa, da mesma forma que se aplica uma tatuagem temporária com a utilização de uma esponja úmida.

Ao serem colocadas sobre a pele permitem uma monitorização contínua da saúde do utilizador e controlam fatores como: atividade muscular, respiração, temperatura corporal, batimentos cardíacos, atividade cerebral, ou até emoções.

Colocamos uma tatuagem eletrônica no antebraço de uma pessoa com uma prótese da mão e provamos que é possível controlar a mão utilizando sinais de músculos recebidos pelas tatuagens. Ao colocar a tatuagem no músculo certo, a tatuagem permite perceber quando este é ativado e se a mão fecha ou abre.

Ainda segundo o investigador, o objetivo no futuro é que «seja possível inserir estas tatuagens dentro da pele e do corpo humano. Por exemplo, para pessoas com lesões na medula espinal que não conseguem andar, criar uma forma de conseguir aplicar estas tatuagens na medula de forma a estimulá-la e reativar os nervos para que funcionem outra vez».

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Empresas britânicas ponderam colocar microchips nos funcionários

Empresas britânicas ponderam colocar microchips nos funcionários

A Biohax, da Suécia, revela estar em negociações com várias empresas britânicas para implantar microchips nos funcionários. Os sindicatos e outras organizações mostram-se preocupados com o controlo que os patrões poderão exercer desta forma.

CBI, que representa 190 mil empresas do Reino Unido, e o Trades Union Congress, o sindicato nacional central, revelam-se preocupados com a procura que algumas empresas estão a fazer por soluções de microchips para os funcionários. «Embora a tecnologia esteja a mudar a forma como trabalhamos, isto deixa espaço para algumas leituras desconfortáveis. As empresas deviam concentrar-se em prioridades mais imediatas e focar-se em envolver os funcionários», afirma a CBI. Por outro lado, o TUC explica que «soubemos que há funcionários já preocupados com os empregadores usarem a tecnologia para controlar e microgerir o trabalho, afastando os direitos do staff à privacidade», cita o The Guardian.

Estas preocupações surgem num momento em que se noticia que a BioTeq já colocou 150 implantes em funcionários e a sueca Biohax está a negociar com várias empresas financeiras e jurídicas a possibilidade de se colocar microchips nos trabalhadores. Estes implantes, do tamanho de um bago de arroz, podem ser colocados nos dedos e permitem, por exemplo, abrir e fechar portas, aceder a computadores bloqueados ou armazenar dados médicos.

A BioTeq revela que a maioria dos 150 implantes foi colocada a pedido individual, embora algumas empresas de engenharia e do mundo das finanças também já tenham colocado estes chips em alguns funcionários. Há um banco a testar a tecnologia e os microchips, que custam entre 70 e 260 libras por pessoa, já foram enviados para interessados em Espanha, França, Alemanha, Japão e China.

Do lado da Biohax, a aposta passa por usar estes microchips para melhorar a segurança e garantir que só pessoal autorizado tem acesso a documentos com informação sensível. Estes chips custam 150 libras e sabe-se que há uma empresa do setor financeiro com milhares de funcionários interessada em usar a tecnologia. Das Big Four da contabilidade, a Deloitte recusou comentar, enquanto a KPMG, a PwC e a Ernst and Young afirmaram não estar interessadas.

A Biohax vai abrir um escritório em Londres e afirma já ter colocado mais de quatro mil microchips, a maioria na Suécia.

 

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O vício da tecnologia tem a mesma génese que os outros vícios

O vício da tecnologia tem a mesma génese que os outros vícios

Não é a tecnologia que cria viciados, mas são pessoas com alguma predisposição ou doença do foro psiquiátrico que se tornam viciados em jogos, redes sociais, etc. Esta é a conclusão que se tira da conversa “Can we battle back against tech addiction”, que decorreu no Web Summit, entre Sairah Ashman (Wolff Olins), Dam Til Wykes (Kings College London) e Michael Acton Smith (Calm).

“A internet e os jogos online em si não são uma adição. O que existe é uma predisposição em certas pessoas para a adição”, explicou Til Wykes, professora de psicologia clínica. Por isso considerou que “não são medidas restritivas que irão resolver o problema. Não há uma uniformização do vício dos jogos online, por exemplo. Nos países da Ásia a questão é mais preocupante do que no Ocidente”.

O criador da aplicação de meditação Calm, Michael Acton Smith, considerou que “as pessoas, principalmente as crianças, passam demasiado tempo fora do mundo real, no mundo digital, por isso é importante encontrar soluções que lhes permitam aprender algo positivo. E essa é uma responsabilidade nossa”.

Combater o vício digital através de uma aplicação parece contraditório, mas para este orador não há qualquer dúvida. “A tecnologia não é o problema, mas o uso que fazemos da mesma é que importa. Usar uma aplicação para meditar é tão válido como encontrar outra forma de meditação”.

A intervenção de Sairah Ashman centrou-se nos dados e na necessidade que as pessoas têm de saber como os dados estão a ser usados. “As empresas recolhem os dados, mas não os estão a usar para desenvolver aplicações ou conteúdos que ajudem as pessoas em termos de saúde e da promoção de hábitos saudáveis”.

E aqui chega-se à questão de saber se as empresas da área digital, por exemplo, os fabricantes de telemóveis, devam notificar os utilizadores do tempo que passam agarrados aos aparelhos. E não houve unanimidade. Se para Michael Acton Smith isso poderia ser uma mais valia para as outras duas oradoras não será tão importante.

“Tal como um viciado em álcool sabe que não deve beber e não o deixa de fazer só porque lhe dizem para o não fazer, também alguém com um vício digital não deixará de usar a tecnologia só porque recebeu um alerta para o estar a fazer de forma excessiva”, concluiu Til Wykes.

No final dependerá sempre da vontade de cada um deixar o vício, procurando ajuda para tal. Seja digital ou não.

O Web Summit 2018 decorreu entre os dias 6 e 8 de novembro e o SAPO TEK acompanhou por dentro toda a conferência. Veja ainda as melhores imagens captadas pela nossa equipe.

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LG estreia carrinho de compras autônomo na Coreia

LG estreia carrinho de compras autônomo na Coreia

A LG está a alargar o portefólio e a experimentar diferentes mercados. Agora, a empresa está a testar um carrinho de compras autônomo e inteligente numa cadeia de supermercados na Coreia

O objetivo nobre do carrinho autônomo é «libertar os visitantes do incômodo de ter de empurrar um carrinho de compras pesado», explica a LG em comunicado. O objetivo faz sentido especialmente numa Coreia que enfrenta uma população cada vez mais envelhecida.

O carrinho de compras é autônomo e inteligente, integrando um leitor de código de barras e um ecrã que vai mantendo um registo de todas as compras colocadas lá dentro.

De acordo com o Engadget, este aparelho é ainda capaz de orientar o cliente para determinado produto, bastando que essa indicação seja inserida na app. A solução vai ser estreada na Coreia do Sul, nos supermercados E-Market, que querem usar esta forma para se manter à frente dos rivais. Os E-Market abriram recentemente uma loja sem caixas em Seul.

Ainda não há qualquer comentário da LG ou da E-Market sobre quando é que os novos carrinhos vão começar a ser usados.

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Healthtechs: um presente futurista

Healthtechs: um presente futurista

Um fenômeno global já vem acontecendo há alguns anos e no Brasil tende a acelerar: o crescimento das FintechsFinancial Technology, que são startups voltadas para inovação no mercado financeiro; das InsurtechsInsurance Technology, voltadas para inovação no mercado segurador; das Agtechs, ligando às empresas de tecnologia aplicada ao agronegócio; e das Healthtechs, ligando tecnologia à saúde, dentre outras.

Apesar da importância e dos vários detalhes relacionados a cada uma delas, vamos focar, neste artigo, especificamente nas Healthtechs.

Arrisco dizer que hoje em dia não é mais necessário ter algum tipo de formação nos cursos tradicionais ligados diretamente à saúde para empreender nessa área, trazendo inovações que impactem positivamente o setor.

Imagine o potencial de público alvo: o Brasil possui, segundo o IBGE, 208,8 milhões de brasileiros e, conforme a ANS, destes, apenas 47,28 milhões, ou seja, 22,64% possuem vínculo com planos de saúde médico-hospitalares. Sobra, então, aproximadamente, 162 milhões de pessoas. É tanta gente que, em termos de comparação, corresponde a quase 20 vezes a população total da Suíça.

Essas milhões de pessoas sem vínculo possuem acesso somente ao Sistema Único de Saúde (SUS), que, sabe-se, não consegue fornecer o subsídio necessário à promoção da saúde e à prevenção de doenças.

Contudo, sejamos francos, o mercado de saúde, seja ele público ou privado, é um dos mais imperfeitos e complexos, e boa parte disso pode ser explicado pelo fato de sua cadeia produtiva de bens e serviços ser amplamente desconectada, cheia de conflitos de interesses. Quando analisamos mais de perto este contexto, podemos enxergar um modelo muito próximo da teoria da “soma zero”, ou seja, enquanto alguns ganham, outros, necessariamente, perdem.

É preciso rever isto. A forma como está estruturada a cadeia de valor da saúde somente conseguirá chegar a um modelo de entrega ideal se todos os participantes estiverem envolvidos na melhoria do sistema como um todo, buscando sua sustentabilidade integral e deixando de lado os interesses particulares e de curto prazo.

Assim, o mais importante deste processo de transformação não está em apenas sairmos do modelo de pagamento, operadora para prestadores Fee for Service, onde a operadora paga aos prestadores (hospitais, clínicas, laboratórios etc.) tudo que produz para o DRG – Diagnosis Related Groups (Grupos de Diagnósticos Relacionados), ou seja, a operadora paga aos prestadores um valor médio por procedimento, por exemplo. A verdadeira transformação da saúde acontecerá quando todos os participantes desta cadeia voltarem sua atenção ao seu protagonista – o paciente – pois sem ele não existe prestação de serviço de saúde.

Estando o paciente no centro das atenções, os participantes devem se concentrar na promoção e prevenção da sua saúde, e não na gestão de sua doença.

Nesse contexto, a tecnologia auxilia o setor, permitindo conhecer detalhadamente as características clínicas dos pacientes. O salto está em cuidar para que o paciente preserve sua saúde sem que haja a necessidade de tratar doenças. A prevenção passa a ter um papel fundamental no valor gerado na cadeia, já que evitar enfermidades é a melhor forma de quebrar o modelo da “soma-zero” e contribuir para a verdadeira transformação da saúde.

Seria impossível esta mudança? Não! Mas, para entendermos o motivo disso tudo não estar acontecendo precisamos, antes de qualquer coisa, aceitar que a implantação deste novo conceito passa por um processo de mudança de cultura no nosso país e isso, todos sabemos, demanda  tempo. Então, no curto prazo, nada há muito o que fazer, ainda que, diante das necessidades, discussões e provocações atuais tendam a acelerar o processo.

Enquanto isso, o mercado está se movimentando e se inovando. Novos players estão surgindo a cada momento para tentar atender parte das necessidades daqueles 162 milhões de pessoas sem planos de saúde, citadas acima.

Algumas delas com interesses e tipos de comportamento inéditos, tais como: jovens que gostariam de ter um plano de saúde On Demand só no final de semana; pessoas que gostariam de ter cobertura apenas para certo tipo de procedimento, como por exemplo uma cirurgia plástica ou consultas oftalmológicas. É uma espécie de Self Service de serviços de saúde.

Ao tempo que esse grupo composto por 162 milhões de pessoas está evitando ou não pode adquirir um plano de saúde tradicional, que requer pagamentos mensais, também quer evitar as filas intermináveis do SUS.

Observando esse comportamento e interesse ao acesso a serviços de baixa complexidade e de preço mais reduzido, várias operadoras revisaram a estratégia de vendas de seus produtos e passaram a ofertar planos somente ambulatoriais, com o intuito de captar uma parcela dessas pessoas que estavam indo, principalmente, para as clínicas populares.

Entretanto, cumpre destacar que planos ambulatoriais não cobrem internações cirúrgicas, mas estão ligados ao Rol de Procedimentos (cobertura mínima determinada pela ANS) e, assim, incluem exames e terapias de alta complexidade (ressonância magnética, tomografia computadorizada, tratamentos oncológicos etc.), impossibilitando uma significativa  redução no preço, até porque, no geral, as internações representam entre 30% e 40% dos custos assistenciais totais, ficando, portanto, a grande parcela das despesas para o âmbito ambulatorial.

Além de tudo isso, também temos hoje, um cliente muito mais exigente, que deseja um atendimento mais ágil, resolutivo e transparente. A vasta oferta de informação e a crescente conectividade entre as pessoas, ambas impulsionadas pelas tecnologias de comunicação, estão moldando um novo tipo de consumidor, convencionalmente chamado de “empoderado”: aquele paciente que vai a uma consulta médica munido de autodiagnósticos feitos após uma busca no Google. Nesse sentido, ainda podemos destacar as reclamações virtuais contra atendimentos ruins, que inundam as redes sociais, todos os dias.

Resultado? Novas possibilidades para empreender na área da saúde no Brasil, e uma delas é a criação de startups que usam a tecnologia para fornecer serviços inovadores.

Se existe algo que os empreendedores adoram são problemas relevantes que atingem muitas pessoas. É o chamado Propósito Transformador Massivo (PTM), conceituado no livro “Organizações Exponenciais”. É neste tipo de ambiente que eles podem aplicar novas tecnologias e ideias inovadoras para criar empresas que geram impacto. O Brasil é um “parque de diversões” para eles. Basta olhar para um segmento de mercado que encontraremos problemas sérios para serem resolvidos e que afetam milhares de brasileiros.

A explosão das Healthtechs já começou. Em um recente estudo da Distrito, o Mining Report do 1º semestre de 2018, a contagem de startups focadas em saúde, no Brasil, já passa de 280. Elas começam a atacar, de forma específica, cada um dos problemas que os pacientes enfrentam. A tecnologia vem sendo usada, por exemplo, para garantir acesso a serviços de qualidade para a população de baixa renda; para melhorar a relação entre médico e pacientes através de canais digitais; para garantir que prescrições médicas não tenham erros; para reduzir custos de planos de saúde com auxílio de inteligência artificial; e para aumentar a adesão a tratamentos para doenças crônicas usando assistentes digitais. Todas são propostas promissoras.

Segundo este estudo, são 9 segmentos principais:

1- MARKETPLACE

– OFERTA PRÓPRIA – Plataformas que agregam profissionais e serviços de saúde com padronização de serviços e garantia da qualidade.

– OFERTA TERCEIROS – Plataformas que agregam profissionais e serviços de saúde, atuando somente como intermediário na transação.

– REDES DE CLÍNICAS – Redes de clínicas com preços acessíveis para consultas e realização de exames.

2- EDUCAÇÃO EM SAÚDE

– INFORMAÇÃO E ACESSO – Aplicativos e portais que fornecem conteúdos informativos sobre saúde pública, medicamentos, acesso a equipamentos públicos, prevenção de doenças crônicas.

– FITNESS E BEM ESTAR – Soluções que facilitam a adoção de um estilo de vida mais saudável através da oferta de produtos e serviços de alimentação saudável, exercício, bem-estar ou disponibilização de ferramentas de registro de atividades.

3- WEARABLES & IOT

– WEARABLES – Empresas que fabricam acessórios vestíveis para monitoramento de atividades dos pacientes com foco em bem-estar, como atividade física, alimentação, sono.

– SENSORES DE SAÚDE – Empresas que fabricam aparelhos conectados para monitoramento remoto de indicadores de saúde, especialmente para doentes crônicos. Exemplos: monitores de glicose, estresse, sinais vitais.

4- RELACIONAMENTO COM PACIENTES

– ENGAJAMENTO DE PACIENTES – Soluções que aumentam a aderência do tratamento através de aplicativos, SMS, chatbots, especialmente para doenças crônicas e cirurgias.

– TERAPIAS DIGITAIS – Soluções digitais para prevenção, monitoramento e tratamento de condições de saúde, sem envolvimento ou com envolvimento limitado de terceiros.

– COMUNICAÇÃO – Plataformas de comunicação para médicos, pacientes ou para comunicação médico-paciente.

5- GESTÃO E PRONTUÁRIO ELETRÔNICO

– PRONTUÁRIO ELETRÔNICO – Serviços que criam e gerenciam prontuários eletrônicos para aumentar a eficiência e eficácia dos atendimentos de saúde.

– GESTÃO HOSPITALAR – Serviços para aumento da eficiência e controle de procedimentos médicos fora do atendimento incluindo controle de escalas, reembolso de seguros, coordenação de fluxos, controle de remédios.

– GESTÃO DE CLÍNICAS – Serviços para clínicas e consultórios particulares que facilitam a gestão e atendimento de profissionais de saúde, tais como agendamento, controle de fluxo de caixa etc.

6- TELEMEDICINA

– TELEATENDIMENTO – Serviços de segunda opinião, educação em saúde e apoio na tomada de decisão utilizando tecnologias de telecomunicação.

– TELEDIAGNÓSTICO – Serviços de transmissão de imagens para realização de diagnóstico remoto.

– TELEMONITORAMENTO – Serviços que permitem a familiares e médicos acompanharem o atendimento de pacientes à distância.

7- MEDICAL DEVICES

– EQUIPAMENTOS – Desenvolvimento e fabricação de equipamentos para prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, traumas ou problemas de acessibilidade.

– 3D – Desenvolvimento de modelos e fabricação de peças utilizando impressoras 3D, tanto para realização de treinamento, quanto para fins cirúrgicos.

8- FARMACÊUTICA E DIAGNÓSTICO

– E-COMMERCE – Soluções para compra e entrega de remédios sem prescrição, vitaminas, suplementos e produtos de cuidado pessoal em domicílio, incluindo serviços de assinatura.

– PESQUISA FARMACÊUTICA – Ferramentas e técnicas de testes e descoberta de novos medicamentos.

– GENÔMICA – Empresas que produzem ou utilizam dados sobre o genoma humano para diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças. EXAMES Tecnologias para realização de exames de diagnóstico de doenças e medição de resultados clínicos (não inclui empresas utilizando Inteligência Artificial).

9- AI & BIG DATA

– AI & ROBÓTICA – Empresas com soluções de Inteligência Artificial para realização de diagnóstico, apoio na tomada de decisão e soluções robóticas para atendimento remoto e próteses.

– BIG DATA & ANALYTICS – Empresas que agregam e analisam altos volumes de dados para aplicações voltadas à área da saúde.

Em termos de quantidade, a maioria das startups em healthtech está concentrada nosegmento Marketplace, isto devido à grande demanda e à carência na área de atenção básica de saúde. Na sequência, temos Gestão e PEP, Farmacêutica e Diagnostico, Educação em Saúde e AI & Big Data.

Este mesmo estudo traz a distribuição destas startups no Brasil: 64,40% delas estão na região Sudeste (destaque para o estado de São Paulo, com 42,1%); na região Sul, 21,80%; Nordeste, 9%; e Centro-Oeste, 4,8%. A região Norte, até então, não possui.

O setor é um dos mercados mais promissores no nosso país. Soluções de atendimento automatizado – como os chatbots – e até sistemas de auxílio a diagnóstico por inteligência artificial são os mais potenciais. Além disso, tecnologias como o “Big Data” permitem a análise preditiva da evolução do tratamento de pacientes individuais e até de possíveis epidemias, permitindo ações preventivas em ambos os casos que minimizem os efeitos e reduzam os custos de atendimento, aumentando a eficiência do sistema.

Assim como as empresas tradicionais no setor brasileiro de saúde, as Healthtechs também enfrentam alguns desafios, desde questões operacionais – por ser um setor ainda controlado pelo sistema público – até limitações e burocracia para a rápida adoção de tecnologias. A resistência cultural à inovação é outro fator que, em muitos casos, restringe a utilização de sistemas automatizados, como o prontuário eletrônico, ferramenta essencial para o ganho de produtividade e a obtenção de dados para análise.

Portanto, são necessários mais recursos para investimentos nessas startups, não apenas capital financeiro, já que  a inteligência agregada também é essencial às empresas. As aceleradoras devem agregar todo seu conhecimento e experiência a fim de estimular o desenvolvimento das startups no mercado em questão.

Sem dúvida, o setor brasileiro de saúde é o segmento com uma das maiores demandas do país. Para enfrentar seus desafios, é preciso romper as barreiras burocráticas e culturais.

Nesse movimento de mudança nos serviços, quem mais sai beneficiada é a população, que consegue um aumento na oferta e na qualidade, além da diminuição dos valores, possibilitando a adesão de maior número de pessoas. Assim, as Healthtechs, definitivamente, constituem um segmento que todas as empresas e instituições do setor devem estimular, colaborar e interagir, para transformar positivamente a saúde do nosso país.

Para finalizar, ficam alguns questionamentos sobre as Operadoras de Planos Saúde (OPS) neste ambiente futurista:

a) já que a baixa complexidade (consultas e exames simples) estão cada vez mais sendo atendidas pelos novos players, as OPS terão que se especializar cada vez mais na alta complexidade (internações, tratamentos oncológicos etc.)?

b) as OPS terão a que cada vez mais mergulhar na prevenção de seus beneficiários ao ponto de vestir a camisa dos cuidados até a morte deles, serão empresas com o PTM semelhante à frase do Abílio Diniz, “Longevidade é uma certeza, envelhecer bem é uma escolha”.

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Olho biônico experimental poderá ajudar os cegos a ver

Olho biônico experimental poderá ajudar os cegos a ver

A ciência recorre a tecnologias avançadas para “prever o futuro” e, de alguma forma, empurrar o ser humano para a evolução. Mais e melhores capacidades de ver e ouvir, mais força, mais saúde e, sobretudo, mais qualidade de vida, nem que seja recorrendo à tecnologia biónica.

Ter uma visão com “super poderes” não é algo que só os super heróis têm, isto porque investigadores da Universidade de Minnesota construíram um protótipo de olho biônico que poderá restaurar a visão a pessoas cegas e dar visão sobre-humana para aqueles que já podem ver.

Conversão de luz

Os cientistas usaram uma impressora 3D personalizada para construir o seu protótipo de olho biónico. Primeiro, imprimiram uma base de partículas de prata no interior de uma cúpula de vidro hemisférica. Em seguida, usaram materiais poliméricos semicondutores para imprimir fotodíodos, dispositivos que convertem luz em sinais elétricos, sobre a base de prata.

O processo completo levou cerca de uma hora, após o qual a equipa tinha um olho biónico que podia converter luz em eletricidade com eficiência de 25% (seguro dizer que é menos do que os nossos olhos naturais conseguem fazer, pois podem detetar um único fotão).

Primeiro passo

A ciência diz-nos que transplantar um olho humano não será para já e mesmo num futuro próximo, as previsões são pouco animadoras. Uma cúpula de vidro provavelmente não se sentiria bem na órbita ocular de uma pessoa, por isso a equipa está a tentar descobrir uma técnica para imprimir num material hemisférico macio.

Além disso, os investigadores também querem adicionar mais receptores de luz para aumentar a eficiência do dispositivo.

Para já, mesmo sem a eficiência que querem alcançar, o que já conseguiram é, só por si, um passo significativo e que coloca esta equipa, e a tecnologia usada, a um passo do resultado final, criar olhos biônicos utilizáveis. Foram mais longe que qualquer outro projeto nesta área.

Resultados conseguidos são já extraordinários

O que já foi conseguido mostra, logo à partida, que os semicondutores impressos em 3D são tão eficientes quanto os encontrados em dispositivos produzidos em instalações de micro-fabrico, laboratórios de alta tecnologia equipados com equipamentos de última geração que os investigadores usam para engenharia de pequena escala.

Como as impressoras 3D podem fazer basicamente a mesma coisa, mas os investigadores podem agora começar a trabalhar nas suas próprias invenções que usam os semicondutores, independentemente de terem ou não acesso a estas instalações sofisticadas, como refere um dos responsáveis do projeto em comunicado.

Depois revela uma técnica de imprimir semicondutores numa superfície curva – algo que McAlpine dizia ser impossível nestas instalações.

Melhor visão para todos

McAlpine decidiu enfrentar o desafio de criar um olho biónico porque a sua própria mãe não o consegue ver. Mas as pessoas com problemas de visão não são as únicas que podem beneficiar dos dispositivos. Os olhos biónicos poderão, eventualmente, melhorar a visão de qualquer um (embora seja necessário remover olhos perfeitamente saudáveis ​​para implantar os biónicos).

Ainda assim, primeiro precisaremos descobrir uma forma de converter os sinais elétricos do olho em algo que o cérebro possa interpretar. Isso pode demorar ainda alguns anos. Mas assim que os investigadores conseguirem esse feito, a humanidade pode começar a pensar em dar os nomes de super-visionários e super-heróis.

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