0
  Login
Chuva de plástico nos Estados Unidos: fibras microscópicas caem do céu

Chuva de plástico nos Estados Unidos: fibras microscópicas caem do céu

Os avisos não são de agora e não é novidade que o planeta está cada vez mais poluído pelo plástico. Há plástico por todos o lado, é nas águas que bebemos, no sal que ingerimos, nas correntes dos oceanos, nos picos gelados montanhosos, no interior dos glaciares e agora já chovem resíduos de plástico. Literalmente, está a chover plástico nos Estados Unidos.

Embora os cientistas estudem a poluição plástica há mais de uma década, ainda não se sabe os efeitos na saúde.

A água, os alimentos e até o ar está contaminado com microplásticos

A descoberta levanta novas questões sobre a quantidade de resíduos plásticos que permeiam o ar, a água e o solo em praticamente todo o mundo. Conforme podemos ler no The Guardian, o plástico era a coisa mais distante da mente do investigador do US Geological Survey, Gregory Wetherbee. Este ficou surpreso ao detetar fibras plásticas microscópicas multicoloridas de plástico nas amostras de água da chuva recolhidas nas Montanhas.

A descoberta, publicada num estudo recente intitulado “Está a chover plástico”, levanta novas questões sobre a quantidade de resíduos plásticos que existem no ar, na água e no solo em praticamente todos os lugares da Terra.

Penso que o resultado mais importante que nós podemos partilhar com o público americano é que há mais plástico lá fora do que o que se encontra à nossa vista. É na chuva, é na neve. Agora faz parte do nosso ambiente.

Plástico pode viajar com o vento ao longo de milhares de quilómetros

As amostras de água da chuva recolhidas em todo o Estado do Colorado e analisadas sob um microscópio, continham um arco-íris de fibras plásticas. Além disso, existiam também grãos e fragmentos. As descobertas chocaram Wetherbee, que estava a recolher as amostras para estudar a poluição por nitrogênio.

Conforme o investigador referiu, os resultados que recolheu são puramente acidentais. Contudo, estes dados são consistentes com outro estudo recente que encontrou microplásticos nos Pirenéus. Assim, tais coincidências sugerem que as partículas de plástico podem viajar no vento por centenas, se não milhares, de quilômetros.

De maneira idêntica, existem estudos que revelaram microplásticos nos pontos mais profundos do oceano. Além desses, também foram detetados microplásticos em lagos e rios do Reino Unido e nas águas subterrâneas dos Estados Unidos.

Um dos principais contribuintes é o lixo, disse Sherri Mason, investigadora de microplásticos e coordenadora de sustentabilidade da Penn State Behrend. Mais de 90% dos resíduos de plástico não são reciclados e, à medida que se degradam lentamente, são decompostos em pedaços cada vez menores.

As fibras plásticas também se partem do nosso vestuário sempre o que o lavamos.

Explicou a investigadora. Na verdade, as partículas de plástico são subprodutos de uma variedade de processos industriais.

Segundo as palavras de Mason, é impossível perseguir as pequenas peças até às suas fontes. Isto porque atualmente quase tudo o que é feito de plástico pode estar a lançar partículas na atmosfera.

E então estas partículas são incorporadas em gotículas de água quando chove.

Sintetizou a investigadora.

Posteriormente, a chuva leva esses plásticos para os rios, lagos, baías e oceanos. De seguida, tudo isto é passado para as fontes de água subterrânea, aquelas que também consumimos.

Animais e humanos consomem microplásticos via água e comida, e provavelmente respiramos partículas micro e nanoplásticas no ar. Contudo, os cientistas ainda não conseguiram apurar os efeitos que isso tem na nossa saúde. Os microplásticos também podem atrair e anexar metais pesados ​​como o mercúrio e outros químicos perigosos, além de bactérias tóxicas.

Como estamos todos expostos a centenas de substâncias químicas sintéticas assim que nascemos, é difícil dizer quanto tempo mais viveríamos se não fôssemos expostos.

 

curtir:
Neuralink quer colocar primeiros implantes cerebrais em humanos no próximo ano

Neuralink quer colocar primeiros implantes cerebrais em humanos no próximo ano

A empresa fundada por Elon Musk revelou que está pronta para iniciar os primeiros testes com humanos. O método foi testado apenas com ratos de laboratório, mas, caso seja aprovado pela Food and Drug Administration, poderá estar disponível já no próximo ano

A Neuralink, a empresa fundada por Elon Musk que pretende criar um género de sistema de download e upload de pensamentos entre o cérebro humano e um computador, revelou esta terça-feira que quer começar a aplicar a tecnologia em doentes com paralisia. O método vai consistir numa cirurgia com o objetivo de realizar quatro buracos de oito milímetros no crânio dos pacientes, a fim de inserir implantes que lhes confira a capacidade de controlar computadores e smartphones através dos pensamentos.

Para já o método ainda só foi testado com animais, nomeadamente, ratos de laboratório e segundo a Bloomberg, a empresa vai procurar negociar com o gabinete americano da Food and Drug Administration (um órgão do governo americano que tem o objetivo de fazer o controlo de qualidade dos fármacos e alimentos) para dar início aos primeiros testes clínicos em humanos já no próximo ano.

«Muitas pessoas duvidam que este método seja possível», disse Max Hodak, presidente da Neuralink, à mesma publicação, reforçando que «grandes feitos estão para acontecer nos próximos dez anos e as pessoas deviam levar isto a sério.»

Ao todo, a empresa amealhou já cerca de 150 milhões de dólares (133,79 milhões de euros) de investidores, dos quais 100 milhões vieram da parte de Elon Musk, e acredita que vai haver uma grande adesão por parte do público a esta tecnologia.

«Vai soar estranho, mas, em último caso, vamos conseguir criar uma simbiose com a Inteligência Artificial (…), não será algo obrigatório, mas será uma escolha. É algo que eu considero ser importante num espectro de evolução civilizacional», referiu Elon Musk em conferência de imprensa.

De acordo com a Bloomberg, o próximo passo da empresa será descobrir uma forma segura de implantar estes dispositivos no cérebro humano, em regiões de grande potência de neurosinais. O desafio será fazer com que o cérebro não rejeite a entrada de corpos estranhos, pois tendencialmente o órgão rejeita-os.

A publicação explica que existem alguns casos em que pacientes com Parkinson conseguiram melhorar alguns dos sintomas da doença através da aplicação de implantes que estimulam regiões do cérebro.

Na grande maioria dos casos, este processo pode trazer implicações sérias a longo prazo para os doentes e, pela mesma razão, a Neuralink tem o objetivo de desenvolver corretamente uma técnica que permita colocar o implante de leitura de estímulos cerebrais sem que cause danos ao paciente.

   

curtir:
Cura da SIDA? Cientistas conseguem eliminar o HIV do genoma de animais vivos

Cura da SIDA? Cientistas conseguem eliminar o HIV do genoma de animais vivos

Numa colaboração entre duas universidades de medicina dos Estados Unidos, foi alcançado um feito no âmbito do vírus HIV. Assim, estas equipas de cientistas eliminaram pela primeira vez o DNA do HIV-1 competente para replicação – o vírus responsável pela SIDA – dos genomas de animais vivos.

O estudo marca um passo crítico no desenvolvimento da possível cura para a infeção causada pelo Vírus da imunodeficiência humana.

Um passo importante para erradicar o vírus da SIDA

Uma nova investigação da Universidade Temple e da Universidade de Nebraska Medical Center conseguiu eliminar totalmente o HIV, vírus causador da SIDA, do genoma de animais vivos.

O nosso estudo mostra que o tratamento para suprimir a replicação do vírus da imunodeficiência humana e a terapia de edição de genes, quando administrados sequencialmente, pode eliminar o HIV das células e órgãos de animais infectados.

Referiu Kamel Khalili, um dos membros do grupos responsável pela investigação.

Segundo outro investigador, Howard Gendelman, esta conquista não poderia ter sido possível sem um esforço extraordinário da equipa que incluiu virologistas, imunologistas, biólogos moleculares, farmacologistas e especialistas em produtos farmacêuticos.

Em síntese, para que este resultado fosse alcançado, somente reunindo os recursos necessários haveria forma de se obter sucesso. Esta é sem dúvida uma descoberta inovadora.

Tratamento atual do HIV versus o futuro

O tratamento atual do HIV concentra-se no uso de terapia antirretroviral (TAR). A TAR suprime a replicação do HIV, mas não elimina o vírus do corpo. Portanto, o TAR não é uma cura para o HIV, e requer uso por toda a vida. Assim, se este tratamento for interrompido, o HIV recupera, renovando a replicação e alimentando o desenvolvimento da SIDA.

A repercussão do HIV é diretamente atribuída à capacidade do vírus de integrar a sua sequência de DNA nos genomas das células do sistema imunológico, onde fica inativo e fora do alcance dos medicamentos antirretrovirais.

Em trabalhos anteriores, a equipa do Dr. Khalili usou a tecnologia CRISPR-Cas9 para desenvolver um novo sistema de edição genética e de terapia génica que visa remover o DNA do HIV dos genomas que abrigam o vírus. Em ratos de laboratório, foi mostrado que o sistema de edição de genes poderia efetivamente extirpar grandes fragmentos de DNA de HIV de células infetadas, impactando significativamente a expressão génica viral.

Semelhante ao ART, no entanto, a edição genética não pode eliminar completamente o HIV por conta própria.

Depois do TAR apareceu o LASER ART

Para o novo estudo, os cientistas combinaram o seu sistema de edição genética com uma estratégia terapêutica desenvolvida recentemente conhecida como ART de libertação lenta de longa duração (LASER). O LASER ART foi codesenvolvido pelo Dr. Gendelman e Benson Edagwa, Professor Assistente de Farmacologia da UNMC.

O LASER ART tem como alvo os santuários virais e mantém a replicação do HIV em níveis baixos por longos períodos de tempo, reduzindo a frequência de administração de TAR. Assim, os medicamentos de longa duração foram possíveis graças às alterações farmacológicas na estrutura química dos medicamentos antirretrovirais.

Dessa forma, a droga modificada foi empacotada em nanocristais, que prontamente distribuem para os tecidos onde o HIV pode estar dormente. A partir daí, os nanocristais, armazenados dentro de células durante semanas, libertam lentamente o medicamento.

Aplicar o novo composto medicamentoso em ratos afetados com HIV

Para testar a sua ideia, os investigadores usaram ratos de laboratório manipulados para produzir células T humanas suscetíveis à infeção pelo HIV. Desta forma foi possível a infeção viral a longo prazo e a latência induzida pela terapia antirretroviral.

Posteriormente, estabelecida a infeção, os ratos foram tratados com a técnica LASER ART e subsequentemente com CRISPR-Cas9. No final do período de tratamento, os ratos foram examinados quanto à carga viral. As análises revelaram a eliminação completa do ADN do HIV em cerca de um terço dos ratos infetados pelo vírus da imunodeficiência humana.

A grande mensagem deste trabalho é que é preciso tanto o CRISPR-Cas9 quanto a supressão de vírus por meio de um método como o LASER ART, administrado em conjunto, para produzir uma cura para a infeção pelo HIV. Agora temos um caminho claro para avançar para testes em primatas não humanos e possivelmente ensaios clínicos em pacientes humanos durante o ano.

Concluiu Khalili.

   

curtir:
Investigadores americanos inovam na impressão 3D de órgãos

Investigadores americanos inovam na impressão 3D de órgãos

Durante a fase de testes os investigadores conseguiram recriar estruturas pulmonares, tendo comprovado que os tecidos 3D aguentam bem as condições corporais e que os glóbulos vermelhos conseguem receber oxigênio quando passam pelo implante

Um grupo de investigadores da Rice University, nos Estados Unidos, desenvolveu uma técnica de impressão 3D, que permite recriar tecidos de órgãos humanos. Este método inovador, que recorre a uma tecnologia de open-source chamada SLATE (stereolithography apparatus for tissue engineering), torna possível a reconstrução de ligações vasculares como canais sanguíneos, linfáticos, respiratórios e outros sistemas vitais.

A equipa já conseguiu recriar estruturas pulmonares e comprovou que os tecidos conseguem aguentar bem as condições corporais. Determinante para a experiência, foi também a comprovação que os glóbulos vermelhos conseguem receber oxigénio quando passam pelo implante – os testes foram feitos numa primeira instância em ratos de laboratório e só depois é que foram realizados os primeiros testes com tecidos humanos.

“Um dos maiores bloqueios para gerar tecidos funcionais, que levem uma quantidade suficiente de nutrientes a áreas do corpo com uma grande densidade de tecidos, foi a incapacidade de reconstruir fielmente a complexidade das estruturas vasculares», disse Jordan Miller, professor assistente de bioengenharia na Rice University e condutor da investigação em causa, à Interesting Engeneering.

De acordo com o investigador, a transplantação de órgãos é uma das grandes questões da medicina moderna, pois, só nos Estados Unidos, há uma lista de mais de 100 mil pessoas à espera de receber um transplante. Sublinha que o risco de rejeição de um transplante é elevado, embora o potencial da aplicação desta tecnologia possa revelar-se muito inovador.

«Prevemos que a bioimpressão se possa tornar numa das maiores componentes da medicina dentro de duas décadas», disse Miller, sublinhando que esta tecnologia tem o potencial para recriar órgãos completos.

SOS GUINCHOS

 

curtir:
Implantes wireless permitem que pacientes paraplégicos voltem a andar

Implantes wireless permitem que pacientes paraplégicos voltem a andar

Com recurso à neurotecnologia, três pacientes com paralisia total nas pernas conseguiram voltar a andar. Foi utilizado um tratamento que recorre a um implante wireless que estimulou eletricamente as suas medulas espinais.

A tecnologia e a ciência dão passos firmes no desenvolvimento de técnicas capazes de corrigir problemas graves na saúde humana. Este é um avanço significativo para recuperar pacientes paraplégicos.

Três pacientes, que estiveram envolvidos neste projeto, foram submetidos a alguns treinos durante vários meses. Os três paraplégicos sofreram sérios danos na coluna vertebral há alguns anos e passaram a caminhar de novo com recurso à estimulação elétrica das suas medulas espinhais, recorrendo a um implante wireless.

STIMO – Stimulation Movement Overground

Cientistas suíços do Hospital Universitário de Lausanne (CHUV) e da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), desenvolveram um tratamento de estimulação elétrica epidural dirigida(EES) e terapia assistida por peso, chamada STIMO (Stimulation Movement Overground), que restaurou o movimento muscular suficiente em pacientes paraplégicos para que estes pudessem.

Segundo os responsáveis do projeto, os cientistas suíços Grégoire Courtine e Jocelyne Bloch, foi utilizado “um gerador de impulsos implantado, com capacidades de disparo em tempo real”, os três pacientes receberam explosões elétricas de “estimulação espacialmente seletiva”, visando regiões específicas, ligadas ao cérebro, conforme os movimentos musculares desejados.

Compreensão profunda dos mecanismos

As descobertas são baseadas numa profunda compreensão dos mecanismos subjacentes que são adquiridos através de anos de investigação em modelos animais. A partir daí, os cientistas foram capazes de imitar em tempo real como o cérebro naturalmente ativa a medula espinhal.

O desafio maior dos pacientes foi aprender a coordenar as intenções do cérebro com a estimulação elétrica para fazer movimentar músculos. Mas isso não demorou muito.

Após este procedimento, passado uma semana todos os pacientes estavam a andar, usando o suporte de peso corporal. Para isso, é crucial perceber o momento exato e a localização da estimulação elétrica, para restaurar a capacidade do paciente de produzir um movimento pretendido.

Depois de alguns meses, os participantes recuperaram o controlo voluntário sobre os músculos anteriormente paralisados sem estimulação, e puderam caminhar ou andar de bicicleta em ambientes ecológicos, durante a estimulação espaço-temporal.

Referiram os autores da investigação.

Conseguimos comprovar o que já sabemos que ocorre nos animais, que o cérebro pode chegar a ativar de forma natural a medula espinal.

Explica Grégoire Courtine.

Em estudos anteriores, usando abordagens mais empíricas, como a utilização da eletroestimulação clássica, os pacientes conseguiam caminhar e tomar decisões, mas apenas em curtas distâncias e apenas enquanto a estimulação estivesse ativa, depois voltavam ao estado de paralisia. Agora, com este tratamento inovador, mesmo quando a eletroestimulação é desligada, o paciente consegue controlar os músculos voluntariamente.

Próximos passos

A startup médica GTX, co-fundada por Courtine e Bloch, usará estas descobertas para desenvolver uma neurotecnologia adaptada com o objetivo de transformar este paradigma de reabilitação num tratamento disponível em hospitais e clínicas em todos os lugares.

curtir:
Portugal: Médicos já podem passar receitas com o telemóvel

Portugal: Médicos já podem passar receitas com o telemóvel

A tecnologia é hoje transversal a muitas profissões. No caso da saúde, se anteriormente se vivia na era do papel, existem agora plataformas digitais que facilitam muitos processos.

A partir de hoje os médicos em Portugal já podem passar receitas com o telemóvel.

É já a partir desta quarta-feira, que os médicos vão ter a possibilidade de passar receitas através do seu telemóvel. Com esta novidade, os médicos deixam de poder passar apenas receitas nos computadores onde tenha um leitor de cartões.

A Prescrição Eletrônica Médica Móvel (PEM Móvel) é a aplicação móvel de prescrição de medicamentos que se posiciona como alternativa para médicos, colmatando erros associados aos cartões e certificados utilizados para autenticação forte e assinatura digital.

A PEM Móvel tem como objetivo a execução de serviços de validação e registo da prescrição em modo online, garantindo que a emissão de receitas no formato Receita Sem Papel, totalmente desmaterializada, sendo a informação da mesma disponibilizada ao utente através de um email e/ou SMS.

Para o Presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Henrique Martins, em declarações à agência Lusa…

esta nova funcionalidade será especialmente útil nos casos de consultas ao domicílio ou quando o médico se encontra longe do doente. Até aqui o médico tinha de usar computador com leitor de cartão, para o cartão da Ordem dos Médicos ou cartão do cidadão. O médico pode até estar noutro país e passar uma receita ao seu doente através do telemóvel

Tal como já acontecia, a receita eletrônica é enviada diretamente para um número de telemóvel ou e-mail do utente. De acordo com dados do SPMS, só no ano passado foram prescritas mais de meio milhão de receitas manuais e no domicílio, com os antigos modelos de receita A5 em papel.

Henrique Martins espera que, com esta funcionalidade, aconteça uma “diminuição muito grande”das receitas em papel passadas nos casos em que os médicos se deslocam a casa do doente.

Para obter esta aplicação, o médico deve ativar a sua chave móvel e assinatura digital no balcão do Instituto dos Registos e Notariado ou através do site da Agência para a Modernização Administrativa, além de pedir o registo aqui. Após instalar a aplicação, o médico tem de ativar a prescrição eletrônica médica móvel, com o objetivo de associar o aparelho móvel ao clínico prescritor. A apresentação oficial desta aplicação vai acontecer hoje.

curtir:
Como a inteligência artificial pode melhorar a vida de milhões de brasileiros

Como a inteligência artificial pode melhorar a vida de milhões de brasileiros

“A inteligência artificial revolucionou não só a minha vida como as dos meus alunos.” É essa frase que Luciane Molina, professora universitária e de tecnologia assistiva na Universidade de Taubaté, em São Paulo, usa para definir a relação que tem com as iniciativas que surgiram para melhorar a autonomia das pessoas com deficiência por meio de algoritmos.

No Brasil, de acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 45,6 milhões de pessoas com deficiência no país (23,9% da população à época).

Luciane é cega e faz uso de diversos aplicativos no smartphone para reconhecer imagens, rótulos de produtos, cédulas de dinheiro e acessar materiais impressos.

Com essas soluções de acessibilidade, ela já pôde descobrir a senha do Wi-Fi sozinha em casa e também quando, por exemplo, seu computador estava passando por uma atualização. Isso porque os atuais softwares de leitura de tela para cegos não têm acesso a telas como a de atualização do Windows.

A professora também apresenta os recursos tecnológicos a seus alunos. “A cada novidade que eu apresento, a vida deles se torna mais fácil”, diz.

Recentemente, uma aluna de Luciane ganhou mais autonomia com um aplicativo leitor de cédulas de real. “Ela tinha muita vontade de ficar sozinha em casa e conseguir pagar a marmita sem a ajuda de outras pessoas”, conta.

Grande parte dessas soluções foi desenvolvida por meio de sistemas que “aprendem” com um alto volume de dados. A partir dessas informações, eles são capazes de identificar padrões e tomar decisões com o mínimo de intervenção humana. É o chamado “aprendizado de máquina”.

Mas a transcrição de fala para texto em tempo real e os recursos de visão computacional são só alguns exemplos de aplicações de inteligência artificial.

“Quanto mais usamos [os recursos de inteligência artificial para pessoas com deficiência], melhores eles ficam”, diz a professora. Entre os aplicativos que ela usa estão o TapTapSee, para ler rótulos de produtos, e o Seeing AI, para organizar documentos e diplomas em pastas e reconhecer os textos das fotos que recebe por email ou redes sociais como o Facebook.

A professora até desenvolveu um suporte de madeira para apoiar os livros e materiais impressos para conseguir fotografar com o ângulo ideal e com uma boa iluminação.

O Seeing AI é uma iniciativa de inteligência artificial da Microsoft para pessoas cegas e com baixa visão. O app usa visão computacional e redes neurais para identificar objetos, cores, textos, cenas e até mesmo características físicas e expressões faciais de uma pessoa. Por enquanto, só está disponível para iOS, o sistema operacional utilizado pelos dispositivos da Apple.

Aporte milionário

O aplicativo é só uma das ações de acessibilidade desenvolvidas pela Microsoft. Em maio de 2018, o CEO da empresa, Satya Nadella, anunciou um investimento de US$ 25 milhões (cerca de R$ 93 milhões), ao longo de cinco anos, em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência.

Desenvolvedores, ONGs, acadêmicos, pesquisadores e inventores podem submeter projetos de acessibilidade baseados em inteligência artificial para o programa AI For Accessibility até o dia 1º de fevereiro de 2019. Os aprovados receberão um aporte da companhia para levar os projetos e ideias a outro patamar. As solicitações são aceitas de modo contínuo e para se inscrever é necessário preencher um formulário.

O Facebook é outra gigante da tecnologia que investe em projetos de inteligência artificial para pessoas com deficiência. A rede social usa algoritmos para gerar uma descrição de imagem automática para cegos. O recurso não é perfeito e tampouco substitui uma descrição humana, mas colabora para um ambiente mais acessível.

Existem vários métodos de aprendizagem de máquina. O que eles possuem em comum é que todos precisam de pessoas para ensiná-los a aprender uma determinada tarefa, e, assim, fazer o que se deseja. No Facebook, os sistemas de reconhecimento de imagem são supervisionados por pessoas que olham as fotos e informam ao sistema o que há nela.

De acordo com Matthew King, engenheiro do Facebook especialista em acessibilidade, embora a inteligência artificial esteja em desenvolvimento há décadas, os sistemas que temos ainda são novos. “Apesar de eles estarem melhorando rapidamente nos últimos anos, eles ainda têm muitas limitações”, diz. Mesmo assim, representam um grande salto para a plena participação das pessoas cegas no ambiente online, segundo o especialista.

A professora universitária e de tecnologia assistiva, Luciane Molina, concorda. Ela conta que antes não se interessava tanto pela rede social pela quantidade de posts com imagens com os quais não podia interagir, por não saber do que se tratavam.

Certa vez, uma amiga dela postou uma foto e escreveu na legenda: “Olha minha nova pulseira”. Mas, na verdade, a imagem se referia ao gesso colocado no braço da amiga após um machucado. Luciane só percebeu tal fato lendo todos os comentários.

Ela reconhece que as descrições são básicas e não substituem uma audiodescrição, mas valoriza o recurso. “O fato de a inteligência artificial do Facebook ter agregado esses recursos de reconhecimento de imagem foi um ganho incrível na acessibilidade”, diz.

Recentemente, a empresa também liberou a funcionalidade de descrições automáticas e de escrever uma descrição manual também no Instagram. A rede social, no entanto, é criticada por algumas pessoas cegas por não ter uma boa usabilidade. Ao ser questionado pela reportagem da BBC Brasil, King, o engenheiro do Facebook, disse que é um processo contínuo de melhora.

“Adicionar descrições de fotos foi um passo muito importante para o Instagram, porque as fotos são o tipo mais popular de conteúdo da rede social. Mas estamos planejando muito mais.”

Novas possibilidades para a comunicação alternativa

O reconhecimento de fala e a transcrição da linguagem humana em tempo real é um dos recursos mais tradicionais da inteligência artificial e com grande utilidade para pessoas com determinados tipos de deficiência. Alex Garcia é surdocego e foi o primeiro brasileiro com essa deficiência a cursar uma faculdade.

Ele tem 1% de visão e não escuta. A surdocegueira é definida pela não compensação dos sentidos. Existem aqueles que conseguem ouvir e ver com muita dificuldade.

Hoje, Alex se dedica a dar palestras e a gerenciar a Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm). Um dos aplicativos que ele utiliza se chama Comunicador Táctil Once (CTO), uma ferramenta para comunicação de surdocegos, com diversos recursos.

Entre elas está o ditado. Embora a principal forma de comunicação se dê quando as pessoas escrevem na sua mão, há vezes em que isso não é possível. Nesse caso, Alex aproxima o microfone do celular à boca da pessoa, para que ela possa falar. Em seguida, ele consegue ter o texto na tela em letras ampliadas por meio do app.

“O celular me ajuda quando a pessoa não consegue escrever. O aplicativo, portanto, é uma valiosa alternativa, porque me dá mais tranquilidade. Caso um meio não funcione, o outro vai dar certo”, relata. Ele diz que ser surdocego implica uma situação social de extrema delicadeza e vulnerabilidade.

Embora os recursos de inteligência artificial estejam extremamente difundidos nos smartphones, também existem iniciativas para trazer essa realidade para o mundo físico. É o caso do Wheelie, um dispositivo desenvolvido por uma equipe de brasileiros que promete comandar cadeiras de roda por meio da inteligência artificial. A tecnologia atualmente é desenvolvida em parceria com a Intel.

O equipamento é testado nos Estados Unidos por 60 pessoas com deficiência. De acordo com Paulo Pinheiro, CEO da Hoobox Robotics, empresa que desenvolve essa tecnologia, o próximo passo é entrar no mercado chinês, em 2019. No Brasil, a perspectiva é que o produto só chegue em 2020.

O Orcam My Eyes é outro dispositivo para aumentar a autonomia das pessoas com deficiência. Ele é capaz de ler com precisão documentos impressos e está disponível em todas as 54 bibliotecas municipais da cidade de São Paulo.

Evolução das tecnologias assistivas

De acordo com Lúcia Miyake, especialista em pesquisa e tecnologia assistiva, as tecnologias de apoio para pessoas com deficiência sempre existiram e praticamente acompanharam as revoluções industriais. “Houve um grande avanço quando a era de máquinas a vapor passou para a era de eletricidade, na qual foram surgindo equipamentos eletrônicos. Os exemplo são a cadeira de rodas elétrica e o gravador.”

Mas a revolução mesmo veio com a possibilidade de programar os equipamentos eletrônicos. “Juntamente, veio a importância de dados e informações, que considero o começo da tecnologia artificial”, diz. Agora, estamos entrando em uma nova fase, chamada de indústria 4.0. Nela, os dados estão na nuvem e os comandos são enviados à distância.

“O mais interessante é o usuário confiar no auxílio sem conhecer de onde vem os comandos. Neste aspecto, a pessoa com deficiência poderá trabalhar ou estudar remotamente com todo acesso das informações, além de deixar os comandos dos dispositivos eletrônicos programados (preparar um café, abrir a cortina etc.)”, explica Miyake.

As principais limitações do setor estão na falta de pesquisadores e recursos ou investimentos na área de pesquisa em tecnologia assistiva. Além disso, se o produto com inteligência artificial for exclusivo para uso de pessoas com deficiência, o custo será mais alto, devido à baixa demanda para manufatura.

Apesar disso, ela é otimista em relação ao futuro. “A tecnologia assistiva está sendo cada vez mais conhecida e é uma área de boa aplicabilidade da inteligência artificial, além do design universal”, diz. Segundo matéria publicada pela Revista Forbes, o mercado de dispositivos para pessoas com deficiência e idosos foi avaliado em US$ 14 bilhões em 2015 e deve superar US$ 26 bilhões até 2024. Os dados são da Coherent Market Insights.

curtir:
Investigadores criam pacemakers alimentados a batimento cardíaco

Investigadores criam pacemakers alimentados a batimento cardíaco

A implantação de pacemakers, desfibriladores ou outros aparelhos pressupõe a substituição de baterias a cada cinco a dez anos, com riscos de infeções ou outras complicações. A solução pode passar por um pequeno componente que converte o batimento cardíaco em eletricidade que alimente estas baterias.

Investigadores da Dartmouth College criaram um pequeno componente que pode ser usado para alimentar a bateria de pacemakers ou outros implantes de suporte de vida em pacientes. O PVDF é uma minúscula camada de polímero piezoelétrico que converte mesmo os mais pequenos movimentos em energia elétrica. Essa energia pode ser depois usada não só nas baterias, mas também para alimentar sensores que recolham dados sobre a saúde dos pacientes em tempo real, explica o TechXplore.

Segundo Lin Dong, um dos coordenadores do estudo explicou que a equipa teve em atenção que o componente devia ser «biocompatível, leve, flexível e com um perfil discreto, que pudesse ser usado na estrutura atual dos pacemakers, mas também que pudesse ser usado em escala para multi-funcionalidades». Por outro lado, não devia «interferir com o funcionamento do organismo humano».

Nesta fase, estão a decorrer testes em animais, com sucesso, e espera-se que o primeiro pacemaker que se auto-carrega chegue ao mercado em cinco anos.
curtir:
Tatuagens eletrônicas permitem a monitorização da saúde

Tatuagens eletrônicas permitem a monitorização da saúde

As tatuagens estão na moda e podem até ajudar a monitorizar a nossa saúde. Com esta valência não falamos nas tatuagens tradicionais, mas sim nas tatuagens eletrónicas, temporárias, que podem ser facilmente transferidas com água para a pele ou roupa.

Este tipo de tatuagens podem, por exemplo, ajudar na monitorização contínua da saúde, mas vão mais além, abrindo uma nova janela de oportunidades.

Uma equipa de investigadores do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e da Universidade de Carnegie Mellon (CMU) em Pittsburgh encontrou um método para produzir tatuagens eletrónicas através de impressão a tinta (inkjet), o que simplifica a produção e diminui radicalmente o custo destes dispositivos.

As tatuagens estão a ser desenvolvidas no âmbito do projeto Strechtonics*, uma das iniciativas de larga escala do Programa Carnegie Mellon Portugal (CMU Portugal).

Segundo Mahmoud Tavakoli, gestor científico do projeto e diretor do Laboratório de “Soft and Printed Microelectronic” (SPM-UC) do ISR…

Estas tatuagens podem ser facilmente impressas e transferidas para qualquer superfície. O método é muito simples: projeta-se o circuito no computador e depois de 10 minutos temos o nosso circuito impresso. A maior vantagem de produzir em 2D é o baixo custo do equipamento e poder produzir-se em grandes quantidades. Basicamente só é necessária uma impressora e tintas auto condutivas.

Estas tatuagens são ultrafinas e facilmente transferidas com água para a pele ou roupa, da mesma forma que se aplica uma tatuagem temporária com a utilização de uma esponja úmida.

Ao serem colocadas sobre a pele permitem uma monitorização contínua da saúde do utilizador e controlam fatores como: atividade muscular, respiração, temperatura corporal, batimentos cardíacos, atividade cerebral, ou até emoções.

Colocamos uma tatuagem eletrônica no antebraço de uma pessoa com uma prótese da mão e provamos que é possível controlar a mão utilizando sinais de músculos recebidos pelas tatuagens. Ao colocar a tatuagem no músculo certo, a tatuagem permite perceber quando este é ativado e se a mão fecha ou abre.

Ainda segundo o investigador, o objetivo no futuro é que «seja possível inserir estas tatuagens dentro da pele e do corpo humano. Por exemplo, para pessoas com lesões na medula espinal que não conseguem andar, criar uma forma de conseguir aplicar estas tatuagens na medula de forma a estimulá-la e reativar os nervos para que funcionem outra vez».

ecocarwashing

Seja Um Revendedor Ecocarwashing

   

curtir:
Empresas britânicas ponderam colocar microchips nos funcionários

Empresas britânicas ponderam colocar microchips nos funcionários

A Biohax, da Suécia, revela estar em negociações com várias empresas britânicas para implantar microchips nos funcionários. Os sindicatos e outras organizações mostram-se preocupados com o controlo que os patrões poderão exercer desta forma.

CBI, que representa 190 mil empresas do Reino Unido, e o Trades Union Congress, o sindicato nacional central, revelam-se preocupados com a procura que algumas empresas estão a fazer por soluções de microchips para os funcionários. «Embora a tecnologia esteja a mudar a forma como trabalhamos, isto deixa espaço para algumas leituras desconfortáveis. As empresas deviam concentrar-se em prioridades mais imediatas e focar-se em envolver os funcionários», afirma a CBI. Por outro lado, o TUC explica que «soubemos que há funcionários já preocupados com os empregadores usarem a tecnologia para controlar e microgerir o trabalho, afastando os direitos do staff à privacidade», cita o The Guardian.

Estas preocupações surgem num momento em que se noticia que a BioTeq já colocou 150 implantes em funcionários e a sueca Biohax está a negociar com várias empresas financeiras e jurídicas a possibilidade de se colocar microchips nos trabalhadores. Estes implantes, do tamanho de um bago de arroz, podem ser colocados nos dedos e permitem, por exemplo, abrir e fechar portas, aceder a computadores bloqueados ou armazenar dados médicos.

A BioTeq revela que a maioria dos 150 implantes foi colocada a pedido individual, embora algumas empresas de engenharia e do mundo das finanças também já tenham colocado estes chips em alguns funcionários. Há um banco a testar a tecnologia e os microchips, que custam entre 70 e 260 libras por pessoa, já foram enviados para interessados em Espanha, França, Alemanha, Japão e China.

Do lado da Biohax, a aposta passa por usar estes microchips para melhorar a segurança e garantir que só pessoal autorizado tem acesso a documentos com informação sensível. Estes chips custam 150 libras e sabe-se que há uma empresa do setor financeiro com milhares de funcionários interessada em usar a tecnologia. Das Big Four da contabilidade, a Deloitte recusou comentar, enquanto a KPMG, a PwC e a Ernst and Young afirmaram não estar interessadas.

A Biohax vai abrir um escritório em Londres e afirma já ter colocado mais de quatro mil microchips, a maioria na Suécia.

 

ecocarwashing

Seja Um Revendedor Ecocarwashing

   

curtir: