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Facebook: a falha na rede social revelou os segredos da sua IA

Facebook: a falha na rede social revelou os segredos da sua IA

O império de Mark Zuckerberg voltou a tremer ontem (4), expondo detalhes cruciais da rede social. O Facebook, Instagram e WhatsApp voltaram a deixar os utilizadores preocupados perante a falha dos vários serviços. Já, por outro lado, graças a este infortúnio, ficamos a conhecer alguns segredos da plataforma.

Se, tal como milhões de utilizadores, sentiu problemas nas imagens do Facebook, não foi o único!

A falha transversal ao Facebook, Messenger, WhatsApp e Instagram escondeu as imagens de milhões de utilizadores. Ao mesmo tempo, acabaria por expôr a verdade da rede social. Isto é, a forma como as nossas fotografias são categorizadas pela empresa. Para todos os efeitos, uma informação não para os nossos olhos.

A falha no Facebook, WhatsApp e Instagram

Graças à supracitada falha geral, os utilizadores da rede social viram apenas uma legenda e a moldura das imagens. Algo que se sentiu um pouco por todas as plataformas e serviços da rede Facebook. Isto é, vimos uma pequena descrição, atribuída pela empresa, às imagens submetidas nas várias faces da rede social.

O busílis da questão reside no facto de estas etiquetas não terem sido atribuídas pelo utilizador. Ora, isto diz-nos como é que a rede social classifica esse mesmo material. Aqui, ao que tudo indica, são os algoritmos de inteligência artificial (IA), que tratam dessa mesma indexação e atribuição de legendas.

Em síntese, é assim que o Facebook nos vê. É este o modus operandi interno e que procede à catalogação do material visual. Ao mesmo tempo, este cenário foi visto também no Instagram, com milhões de imagens a serem substituídas por molduras brancas, bem como a legenda automaticamente atribuída.

Os “segredos” da IA e dos bastidores da rede social

Há ainda a referência à identificação de rostos. Algo que não nos surpreende no Facebook, tendo em conta os seus mecanismos de reconhecimento facial. Isto é, de forma automática a empresa sabe que está na presença de um rosto, algo que já está em vigor desde 2017, mas que foi crescendo deste então.

Atualmente, o Facebook analisa as nossas fotos, captando os traços mais salientes. Assim, é já capaz de identificar os sexos (aproximados), bem como traços faciais. Veja-se, por exemplo, à referência à barba no rosto, ao número de pessoas, bem como aos cenários de natureza e ar-livre, ou interior.

São vários detalhes que podem ser utilizados para diversos fins. Entre eles, temos a descrição das imagens para utilizadores com dificuldades visuais. É através destes filtros de IA e outros mecanismos de software, que a rede social consegue dar mais detalhes a quem não consegue ver, ou o faz com dificuldade.

A IA analisa as fotos no Facebook e Instagram

Ainda que o mesmo não tenha sido associado ao WhatsApp, no Instagram e Facebook isto é uma realidade. É, ao mesmo tempo, uma forma de organização e um método para colher informação. Detalhes que, em seguida, podem ser utilizados para aprimorar a escolha de publicidades que nos são apresentadas, por exemplo.

O ponto a reter é simples. Foi exposta uma forma de recolha de informações e, para todos os efeitos, não temos perfeita noção do seu propósito. Aliás, não sabemos sequer para que fim é estes dados são recolhidos, nem como são utilizados em seguida. Sabemos apenas que há um algoritmo que o faz automaticamente.

   

 

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Facebook começa a pagar aos utilizadores para monitorizar utilização do telefone

Facebook começa a pagar aos utilizadores para monitorizar utilização do telefone

A app Study é a nova proposta do Facebook para passar a pagar compensações para os utilizadores que concordem em ver a sua utilização do telefone monitorizada.

O Facebook pretende passar a pagar um montante não especificado aos utilizadores da Índia e dos EUA que sejam convidados a instalar a app Study e tenham o seu histórico de utilização escrutinado pela empresa. A Study é uma aplicação que monitoriza quais as aplicações que estão instaladas no telefone, em que país está a ser usada e que consegue detetar outras funcionalidades específicas que estejam a ser usadas. O Facebook informa que não vai monitorizar conteúdos específicos, como mensagens, sites visitados ou passwords dos utilizadores, noticia o The Verge.

A Study mostra que o Facebook está interessado nos comportamentos dos utilizadores e que, para escapar à controvérsia, está disposto a pagar por essa informação. A aplicação é a sucessora da Facebook Research, app dirigida mais a um público juvenil e que assentava num certificado especial que contornava as proteções da App Store e obtinha um nível de acesso mais aprofundado aos iPhone, em violação das normas da marca de Cupertino.

Os participantes interessados na Study têm de ter mais de 18 anos, residir nos EUA ou na Índia e ter uma conta de PayPal para poderem receber a compensação financeira. O programa desta vez só vai estar disponível para utilizadores Android e vai requerer um nível de acesso avançado.

O montante a pagar e os moldes pelos quais são regulados os pagamentos ainda não foram especificados, nem se conhecem os critérios para envio dos convites para a Study, mas o Facebook garante que «todos serão compensados».

   

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Hacker invade celular do ministro Sergio Moro e acessa aplicativos

Hacker invade celular do ministro Sergio Moro e acessa aplicativos

Invasor teria enviado mensagens para os contatos do ministro da Justiça através do Telegram. Polícia Federal investiga o caso

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teve o celular invadido por um hacker nessa terça-feira (04/06/2019). O invasor teria acessado aplicativos do aparelho e trocado várias mensagens com os contatos do ex-juiz da Lava Jato. O ministro já pediu o cancelamento da linha e a troca de telefone.

O ataque já está sob investigações da Polícia Federal. A área de tecnologia da informação do Ministério da Justiça também apura as informações dadas por Moro, para tentar chegar até o autor da invasão.

O hacker teria ficado cerca de seis horas utilizando aplicativos de mensagens de Moro. O ministro recebeu uma ligação por volta das 18h, do seu próprio número, o que estranhou. Ele atendeu, mas não havia ninguém do outro lado da linha.

Em seguida, foi informado de mensagens que estavam sendo trocadas pelo Telegram. O hacker usou o aplicativo até pelo menos 1h da manhã.

Assessoria confirma
Em nota, a assessoria do ministro confirmou a invasão e informou que há possibilidade de clonagem do número que Moro utilizava. Por isso, a linha foi “abandonada”. Até o momento, nem Sergio Moro e nem a sua assessoria identificaram invasões em suas contas nas redes sociais.

   

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WhatsApp: há uma nova ameaça para quem anuncia no OLX

WhatsApp: há uma nova ameaça para quem anuncia no OLX

Há um novo golpe com vista a recolher os seus dados de conta no WhatsApp. Esta que é a mais popular das redes sociais e plataformas de comunicação instantânea vê-se agora assolada por um novo scam. Conforme avança a Kaspersky, o ataque visa os anunciantes do OLX e outras plataformas similares no Brasil.

O mais assustador é a forma convincente como podem “roubar” os seus dados, mas há solução!

O alerta foi dado pela empresa de segurança que detetou um novo esquema particularmente incidente no Brasil. É, também, um método simples e que o torna assim eficaz. As mentes mal intencionadas vigiam as plataformas de venda online como, por exemplo, o OLX e sites de comércio de automóveis.

O novo esquema no WhatsApp

Mais concretamente, a empresa especifica a plataforma WebMotors, ZapImóveis, além do supracitado OLX como principais visados. O objetivo último dos criminosos informáticos é clonar a sua conta e para tal são extremamente atenciosos e convincentes. Não é, portanto, um ataque de malware, mas sim de astúcia.

De acordo com o alerta emitido, os hackers vasculham os vários anúncios online. Em seguida, colhendo o seu número de telefone, entram em contacto com a potencial vítima, fazendo-se passar por representantes do OLX, WebMotors, ou qualquer outra das plataformas. A pedra de toque é a aparente preocupação com o visado!

A mensagem recebida pelo utilizador é um “sincero” alerta:

Verificamos um anúncio recém-publicado e gostaríamos de o atualizar para que continue disponível para visualização. (1.º cenário). Devido a um grande número de reclamações referente ao seu número de contacto, estamos a verificar os dados. (2.º cenário).

Em qualquer um dos casos as mensagens, enviadas via WhatsApp para o número da potencial vítima, terminavam com um pedido. O visado deveria enviar um código que receberia via SMS com o intuito de confirmar a sua identidade.

A plataforma OLX é uma das visadas no Brasil

Assim que a potencial vítima responde-se à mensagem, o burlão dá início ao processo de ativação do WhatsApp num novo dispositivo móvel. Com efeito, tudo o que ele necessita é o número de telefone, bem como o código (supostamente do anúncio do OLX, ou outra plataforma) e que, na verdade, é o código WhatsApp.

Fornecendo assim o número de telefone e código de verificação e ativação do WhatsApp, o burlão tem acesso pleno à conta. Isto sobretudo se o utilizador (vítima) não prestar atenção. Entretanto, esta que é uma das redes sociais mais utilizadas, já está a par da situação e implementou novas medidas de segurança.

Há ainda outra ameaça a circular no Brasil via WhatsApp. De acordo com a mesma fonte, trata-se de um pedido urgente de fundos para cobrir uma despesa da mais extrema urgência. Ainda que não exista um valor padrão, as cifras raramente são demasiado altos ou irrisórios. Uma quantia razoável para não “assustar”.

Há outra via de “ataque” ao seu WhatsApp

Na eventualidade da vítima aceder ao pedido do burlão, este perguntará “qual é o banco mais fácil para si”, enviando em seguida a conta bancária. Agora, com o seu número e dados de conta, o burlão pode ativar o procedimento de recuperação de conta, de acordo com a explicação de Fábio Assolini, analista sénior de segurança na Kaspersky Lab no Brasil.

Segundo o mesmo, só existe uma forma eficaz de evitar este esquema de fraude, a dupla autenticação. Até ao momento, esta é a forma mais eficaz e recomendada para assegurar a proteção da sua conta.

A Kaspersky refere ainda que não existe qualquer software ou malware em circulação. Há sim, propostas convincentes em circulação nas redes sociais, sendo o WhatsApp a mais apetecível. Por outras palavras, o esquema utiliza “apenas” engenharia social para enganar as pessoas de forma convincente.

Métodos lícitios para fins ilícitos nas redes sociais

É talvez a principal conclusão que daqui podemos retirar. Algo que sucede não só no Brasil e em mais redes sociais e serviços além do WhatsApp. Note-se ainda que de momento não existem casos recentes (relatados) em Portugal, mas pode ser uma questão de tempo.

Em suma, da próxima vez que colocar um anúncio no OLX ou qualquer outra plataforma, tenha cuidado com os contatos demasiado rápidos.

   

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GlobalCoin: o Facebook prepara-se para ter também a sua própria moeda virtual

GlobalCoin: o Facebook prepara-se para ter também a sua própria moeda virtual

Apesar de terem perdido parte do seu destaque no que toca a visibilidade, a verdade é que as moedas virtuais vieram para ficar. São uma forma de pagamento aceite e são usadas para transações de forma global.

O Facebook sabe da importância das criptomoedas e por isso prepara-se para ter já em 2020 a sua própria. A GlobalCoin será uma realidade e poderá ser conhecida em detalhe já este verão.

O Facebook quer ter a sua moeda virtual

Ainda não existe muita informação sobre esta nova moeda, mas a BBC News avançou que esta será uma realidade já no início do próximo ano. O Facebook deverá iniciar testes com a GlobalCoin ainda durante 2019, avançando depois para a sua versão final.

Esta criptomoeda será usada para pagamentos seguros e acessíveis dos utilizadores do Facebook. Garantirá que estes possam realizar pagamentos e transferências sem qualquer dependência de outra moeda e do país onde são realizadas. Inicialmente estará disponível em 12 países.

O criador do Facebook quer dar uma força grande à sua moeda virtual e por isso tem reunido com os responsáveis máximos das entidades bancárias de alguns países. Tem também procurado associar-se a entidades como a Western Union, para evitar a necessidade de contas bancárias nos utilizadores.

GlobalCoin será uma moeda virtual para usar na rede social

Há ainda informações de que o Facebook quer tornar a GlobalCoin como uma moeda estável. Para isso vai associá-la a outras moedas físicas como o dólar ou o euro, conseguindo evitar a especulação. Há ainda preocupações de que esta moeda possa ser usada para esquemas de lavagem de dinheiro, dentro da rede social.

Mesmo ainda não tendo lançado a sua moeda virtual, o Facebook já está a ser alvo de escrutínio das autoridades de vários países. Estas querem garantir que esta moeda será usada de forma controlada e dentro dos parâmetros legais. Não se irá limitar ao Facebook e estará também presente no WhatsApp e noutros serviços desta rede.

Na verdade a GlobalCoin não é a primeira tentativa do Facebook de ter uma criptomoeda. Já no passado fez uma abordagem a este mundo, mas acabou por não avançar com uma proposta concreta. Desta vez tudo parece diferente e a ideia de ter 2,4 mil milhões de pessoas a usar potencialmente esta moeda é muito apelativa.

   

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WhatsApp vai passar a ter anúncios publicitários em 2020

WhatsApp vai passar a ter anúncios publicitários em 2020

Foi durante o Facebook Marketing Summit que foram anunciadas várias novidades sobre anúncios publicitários nas plataformas detidas pelo Facebook. Vêm aí mais publicidade, nomeadamente no WhatsApp e nos Status.

Em 2020, os Status (o equivalente do Facebook às Stories do Instagram) vão passar a mostrar anúncios publicitários. Os Status Ads vão ocupar o ecrã todo e mostrar no topo o nome da empresa que está a publicitar. O utilizador pode fazer swipe para obter mais informações sobre o produto ou serviço que estiver a ser anunciado.

Durante o Facebook Marketing Summit, os responsáveis reforçaram que o WhatsApp vai receber anúncios, algo que já havia sido confirmado há alguns meses. A plataforma de troca de mensagens vai mostrar publicidade já a partir de 2020. Por outro lado, o WhatsApp for Business vai permitir o envio de mensagens em formatos mais ricos e o catálogo de produto WhatsApp vai ser integrado no catálogo Facebook Business Manager.

   

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WhatsApp detecta falha que permite instalar software espião. E recomenda atualização

WhatsApp detecta falha que permite instalar software espião. E recomenda atualização

Empresa detida pelo Facebook suspeita que uma empresa israelita terá desenvolvido um software que permite controlar telemóveis que usem o WhatsApp.

A rede social WhatsApp está a recomendar aos utilizadores que atualizem a aplicação nos seus telemóveis. A recomendação surge depois de ser detetada a criação de um spyware que poderia entrar no telefone de qualquer pessoa que utilize a aplicação detida pelo Facebook.

O WhatsApp, que confirmou em comunicado a informação que avançada pelo Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês) e pelo New York Times, sugere aos mais de 1.500 milhões de utilizadores “que atualizem a aplicação”, bem como o sistema operativo – iOS ou Android – dos seus telefones.

A empresa diz desconhecer quantas pessoas possam ter sido afetadas por esta falha de segurança, nem durante quanto tempo esteve em ação, mas garante que as vítimas parecem ter sido escolhidas “de forma específica”, o que indica que não se trataria de um ataque em grande escala.

Ainda de acordo com o WhatsApp, spyware “é semelhante” à tecnologia desenvolvida pela empresa de cibersegurança israelita NSO Group, o que leva a subsidiária do Facebook a suspeitar que a mesma possa estar por trás do programa de espionagem.

Como funciona?

O WhatsApp explica que os hackers tinham acesso aos dados dos telefones por via de uma chamada falsa realizada através da aplicação, e que permitia instalar o spyware, mesmo que os utilizadores não atendessem a chamada, acedendo ao microfone, câmara, contactos e mensagens.

De acordo com a empresa, entre os alvos estarão organização de direitos humanos, que já foram informadas do sucedido. O Whatsapp informou ainda empresas de cibersegurança e o Departamento de Justiça norte-americano.

De acordo com o Financial Times, spyware terá sido desenvolvido tendo como alvo específico um advogado sedeado em Londres, cujo o nome não é divulgado, mas que estará atualmente a agir judicialmente contra a NSO. Já segundo o The New York Times (acesso pago, conteúdo em inglês), alguns dos clientes do referido advogado seriam igualmente alvos diretos do spyware da NSO, incluindo um coletivo de jornalistas e ativistas mexicanos, um cidadão do Qatar ou ainda Omar Abdulaziz, ativista saudita exilado no Quebeque, Canadá.

   

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