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A definição de quilograma passa a ser diferente a partir de hoje

A definição de quilograma passa a ser diferente a partir de hoje

Foi em novembro de 2018 que representantes de 60 países aprovaram no Comité Internacional de Pesos e Medidas uma fórmula do físico alemão Max Planck que permitirá, de forma universal, determinar a quanto deverá corresponder um quilograma.

Saibam o que muda.

O peso vai mudar ou um quilo será sempre um quilo?

A partir desta segunda-feira, entra em vigor uma nova definição de quilograma. Como referido, esta nova definição terá como base uma fórmula do físico alemão Max Planck. Além do quilograma, há também novas fórmulas para calcular unidades fundamentais de medidas como o ampere, que mede a corrente elétrica, o kelvin, uma medida científica de temperatura, e o mole, uma medida de substância.

Até agora o quilograma tem sido definido a partir de um objeto físico, uma peça cilíndrica que tem apenas 39 milímetros de altura e diâmetro e que está guardada perto de Paris. Esta peça tem vindo a aumentar a sua e massa em alguns microgramas devido às partículas que tem vindo a absorver da atmosfera.

Desta forma, a nova definição envolverá o uso de um sofisticado aparelho chamado “balança de Kibble”. Assim, este dispositivo serve-se da constante de Planck para medir a massa de um objeto de forma muito rigorosa.

Tal como a redefinição da medida segundo, em 1967, veio facilitar as comunicações por todo o mundo através de tecnologias como o GPS e a Internet, os peritos em metrologia consideram que a mudança da definição de quilograma será melhor para medições de alta precisão nas áreas da tecnologia, do comércio ou da saúde – ainda que provavelmente não vai mudar grande coisa o preço do peixe, conforme foi veiculado.

 

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Portugal no mapa do phishing mundial. Só fica atrás do Brasil

Portugal no mapa do phishing mundial. Só fica atrás do Brasil

Portugal está em segundo lugar no ranking dos países mais atacados por phishing, ficando apenas atrás do Brasil. Formação dos colaboradores é um dos conselhos para as empresas.

Quando os temas são phishing spam, Portugal é um ponto grande no mapa. O país ocupa o segundo lugar no top dos dez países com maior percentagem de utilizadores atacados. Os dados são de 2018 e foram recolhidos pela empresa russa de cibersegurança Kaspersky.

O lugar ocupado pelos portugueses não é alheio à língua portuguesa, uma vez que é o Brasil que está no topo da tabela. A segunda posição era ocupada pela Austrália, país que, na mais recente edição deste relatório, desceu para o terceiro lugar do pódio dos países mais afetados por estes flagelos da internet.

spam é o correio eletrônico não solicitado, enviado em massa para bases de dados de endereços compiladas ou compradas no mercado negro, normalmente para o envio de publicidade. Por outro lado, o phishing é muito mais nocivo e acontece quando estes emails são falsamente mascarados de mensagens enviadas por grandes empresas, numa tentativa de enganar os utilizadores. phishing é muitas vezes o primeiro passo para um ataque informático maior ou para uma burla.

É por isso que é um problema tão grande, sobretudo para as empresas. “Em muitos casos, o email corporativo é o primeiro acesso para infraestruturas das empresas. Para os hackers, enganar os colaboradores com emails de phishingé uma das maneiras mais eficientes de levar a cabo uma violação de dados”, indica a Kaspersky, em comunicado.

Entre as marcas mais usadas para atacar os utilizadores estão a Microsoft, o Facebook e o PayPal, sendo que “as empresas multinacionais foram as maiores vítimas” no ano passado. “Para além de contas bancárias, as credenciais para aceder a outros serviços na internet são vendidas a preços muito altos no mercado negro da internet”, sublinha a empresa russa, que garante que “os logins do Facebook quase duplicaram de valor” entre 2017 e 2018.

Mas os atacantes não têm só usado marcas conhecidas. Também se aproveitaram da implementação do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) para enviarem falsos pedidos às vítimas: “Os hackers atacaram organizações financeiras através do envio de emails de phishing relacionados com o RGPD para os seus clientes, solicitando que atualizassem as credenciais de login”. Ao carregar na ligação, era encaminhado para uma página falsa de um banco, através da qual os burlões conseguiam ganhar acesso às credenciais das vítimas.

Formação é cada vez mais necessária

Nos últimos meses, vários especialistas de ciber segurança têm alertado para o facto de os colaboradores das empresas servirem, muitas vezes, de porta de entrada aos burlões nas grandes e pequenas organizações. É por isso que se têm acentuado os alertas para a necessidade de se desenvolverem ações de formação para os trabalhadores nas empresas.

A Kaspersky também alinha com essa ideia e avisa que “as empresas devem ensinar os seus colaboradores a verificar sempre o endereço de um link em emails ou mensagens provenientes de um remetente desconhecido”.

Para tal, devem “introduzir iniciativas de consciencialização de segurança” e realizar testes para perceber que colaboradores têm mais propensão a serem vítimas de um ataque de phishing bem-sucedido por negligência.

   

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Google quer mais segurança online e cria fundo europeu de 10 milhões de euros

Google quer mais segurança online e cria fundo europeu de 10 milhões de euros

A gigante tecnológica deseja combater o abuso das suas plataformas e manter os seus produtos mais seguros.

A pensar na segurança dos seus produtos e plataformas, a Google criou um fundo europeu no valor de 10 milhões de euros. O Fundo Google.org Impact Challenge on Safety irá apoiar as organizações sem fins lucrativos, universidades, instituições de investigação académica, organizações sociais com fins lucrativos de toda a Europa que estejam relacionadas com questões de segurança.

No comunicado, a empresa explica que as organizações podem ter como foco o combate ao ódio online, assim como o extremismo nas suas comunidades ou simplesmente ajudar os jovens a navegarem de forma segura online. A Google quer ser parceira dos especialistas em segurança no terreno, que trabalham para promover uma experiência online mais segura. A tecnológica afirma que existem grupos a precisar de recursos para ajudar a lidar com áreas onde a tecnologia acrescentou uma nova dimensão, como por exemplo, a educação.

A Google pretende proporcionar bolsas até um milhão de euros para candidatos selecionados em toda a Europa, sejam eles projetos online como offline. Durante o mês de maio a empresa vai percorrer diferentes países para conhecer as organizações e apoiar as candidaturas que acabam de abrir. Estas serão analisadas por um conselho de especialistas europeus em segurança e líderes na área.

   
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Vêm aí uma vila na América Latina feita com impressoras 3D

Vêm aí uma vila na América Latina feita com impressoras 3D

Um projeto de parceria entre um designer, uma empresa tecnológica e uma organização sem fins lucrativos pretende construir 50 casas para famílias pobres numa vila na América Latina este verão.

A iniciativa partiu da New Story, a organização sem fins lucrativos que tem como missão acabar com os sem abrigo com recurso a soluções tecnológicas sustentáveis. A empresa tecnológica ICON vai contribuir com as impressoras 3D, que irão trabalhar em desenhos criados pela Fuseproject do designer Yves Béhar. O objetivo é que já neste verão seja construídas as 50 casas para famílias numa vila na América Latina. As paredes de cada casa podem ser impressas em menos de 24 horas, com quase nenhum desperdício. Cada lote tem 120 metros quadrados, com as casas a ocuparem 55 metros quadrados, noticia a Dwell.

A localização exata da vila não foi revelada ainda, mas sabe-se que as famílias que irão receber as casas são maioritariamente de agricultores, multigeracionais e com rendimentos inferiores a 200 dólares por mês.

A ICON preparou uma impressora 3D portátil que cria paredes duráveis e que podem ser usadas numa lógica modular. O aparelho funciona mesmo em áreas remotas com acesso limitado a água, eletricidade e infraestruturas de trabalho. A empresa já criou uma casa protótipo em Austin, no Texas, e afinou agora o desenho a usar com a ajuda da Fuseproject.
   
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Alphabet registra crescimento mais lento dos últimos três anos

Alphabet registra crescimento mais lento dos últimos três anos

A Alphabet da Google registrou o crescimento mais lento dos últimos três anos, tendo ocorrido uma queda na ordem dos 7,5% do valor das ações da empresa. Esta é maior descida registrada desde 2012 e segundo a Reuters o abrandamento deve-se ao aumento da competição publicitária, da queda de presença no negócio dos smartphones e devido a mudanças impostas por entidades publicitárias, que estão aplicadas na YouTube.

A agência de comunicação avança que a chefe do departamento financeiro da empresa, Ruth Porat, justifica que o crescimento mais lento pode estar relacionado com os seguintes fatores: flutuações monetárias, competição e alterações nos produtos da empresa. Cerca de 85% do lucro da Alphabet provém dos spots publicitários da Google, nomeadamente, links, banners e anúncios, em sites e apps.

«Esperamos um quarto trimestre com variações, mas estamos confiantes com as oportunidades que estão para vir a longo prazo», disse Sundar Pichai, chefe executivo da empresa, à Reuters, referindo-se ao abrandamento do crescimento da marca.

Embora a Alphabet apresente uma subida de 17%, relativamente ao trimestre homólogo de 2018, equivalente a um total de 36,3 mil milhões de dólares (aproximadamente 32,37 mil milhões de euros), a bolsa de Wall Street estimava que a empresa iria faturar mais mil milhões com publicidade.

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Netflix chega os 148 milhões de subscritores e vai estrear funcionalidade “Top 10 Semanal”

Netflix chega os 148 milhões de subscritores e vai estrear funcionalidade “Top 10 Semanal”

A Netflix anunciou ter atingido 148 milhões de subscrições em todo o mundo. No último trimestre, a plataforma de streaming angariou 9,6 milhões de subscritores, tendo superado a expectativa de crescimento que se encontrava na casa dos 8,9 milhões. A empresa anunciou ainda que vai começar a testar o “top 10 semanal” no mercado do Reino Unido, que consistirá numa listagem das 10 séries mais vistas, para ajudar os subscritores a escolherem as séries, filmes ou documentários mais falados do momento.

A Netflix revelou ainda o número de visualizações de alguns dos seus conteúdos durante o primeiro mês do ano, sendo que os três conteúdos mais visualizados foram: Triple Frontier, o filme de ação protagonizado por Ben Affleck e Charlie Hunnam, com 52 milhões de visualizações; Umbrella Academy, a série de ação/aventura/comédia que conta com a presença de Ellen Page, com 45 milhões de visualizações; e The Highwaymen, cujos protagonistas são Woody Harrelson e Kevin Costner, com 40 milhões de visualizações.

Com o serviço de streaming da Disney e da Apple a chegarem ao mercado, a Netflix não se mostra preocupada com a competição e espera vir a crescer mais. Num comunicado a empresa refere que: «Não estamos a tentar antecipar se a concorrência vai afetar materialmente o nosso crescimento, porque a transição de um serviço de entretenimento linear para on demand é muito grande, dada a diferença do tipo de conteúdos nos dois serviços. Acreditamos que o nosso crescimento vai continuar, uma vez que investimos em melhorar o nosso serviço e nos nossos conteúdos e os clientes continuam a migrar dos serviços mais comuns (como a televisão por cabo) para o nosso».

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Apple investe 500 milhões para criar serviço de jogos por subscrição

Apple investe 500 milhões para criar serviço de jogos por subscrição

A Apple continua interessada em ser a “Netflix dos jogos” e terá já investido cerca de 500 milhões para se posicionar na corrida.

Em março, a Apple anunciou o Arcade, um serviço de subscrição de jogos que permite aos utilizadores desfrutar dos títulos no iPhone, iPad, Mac e Apple TV. No lançamento, a empresa de Cupertino avançou que iria ter mais de 100 jogos logo aquando da estreia. Essa promessa terá um custo de 500 milhões de dólares (cerca de 441 milhões de euros), segundo fontes ouvidas pelo Financial Times.

As parcerias da Apple para o Arcade são com um mix de developers mais modestos e outros mais reputados como Annapurna Interactive, Bossa Studios, Cartoon Network, Finji, Giant Squid, Klei Entertainment, Konami, Lego, Mistwalker, Sega, Snowman e Ustwo, pelo que se esperam que os títulos a lançar sejam mais do gênero “indie”.

A arena para a “Netflix dos jogos” está a compor-se, com a Google a apostar no Stadia e a Microsoft a preparar o Project xCloud.

SOS GUINCHOS

 

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As muitas batalhas de uma “maçã” tecnológica

As muitas batalhas de uma “maçã” tecnológica

Samsung, Netflix, Amazon, Spotify, Facebook ou Qualcomm. A marca fundada nos anos 70 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne vai colecionando inimigos. A cópia de patentes, o armazenamento de dados ou a guerra pelos serviços digitais fazem parte das críticas e de vários processos nos quais são reclamadas indemnizações milionárias.

A história da Apple é feita de fracassos e sucessos. Do Pippin (consola), ao Newton (assistente digital) passando pelo iPhone, a empresa norte-americana nunca passou despercebida no mundo tecnológico. Aliás, a empresa da maçã, fundada em 1976 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne, foi a primeira empresa dos EUA a alcançar o marco histórico de valer um bilião de dólares (ou um trilião, segundo a notação não europeia). E, claro, está também na linha da frente pelas guerras com as empresas rivais. Uma das mais longas aconteceu com a Samsung. Só no ano passado, depois de uma batalha que durou sete anos, um juiz do Tribunal Federal Distrital de San Jose, no estado norte-americano da Califórnia, condenou a marca sul-coreana a pagar 539 milhões de dólares — o equivalente a 477 milhões de euros — à Apple por copiar patentes utilizadas nos telemóveis. Em declarações ao jornal “The New York Times”, fonte da companhia disse estar satisfeita por o juiz ter “concordado que a Samsung devia pagar por copiar” os seus produtos, até porque “o design é crucial para o sucesso” da Apple e “isto era sobre mais do que dinheiro”.

Iniciado há sete anos, o processo arrastou-se na Justiça e, quando tudo apontava para mais um conjunto de sessões em tribunal, a agência Reuters noticiou que as duas empresas acabaram por conseguir chegar a um acordo, o que levaria a que este processo terminasse imediatamente e sem qualquer processo adicional.

A Apple apresentou esta semana, em Cupertino, na Califórnia, novos serviços digitais baseados no projeto da empresa em integrar hardware, software e serviços. A principal novidade é a plataforma de streaming de vídeo, anunciada por Tim Cook no Steve Jobs Theater. Além do CEO, vários funcionários da Apple apresentaram diferentes produtos criados pela empresa.

Rivalidade com Netflix e Amazon

Por exemplo, com a Apple TV Plus a empresa passa a disputar o mercado com a Netflix, Amazon e outros serviços de televisão por assinatura. Segundo as contas da Associated Press (AP), o novo projeto da “maçã” vai custar 883 milhões de euros.

A ideia principal em que a empresa de Tim Cook se sustenta é que a Apple TV seja uma fonte de entretenimento, seja por subscrição de cabo, através do Hulu ou por outros serviços. No entanto, os produtos não irão só ficar na Apple TV, mas também no iPhone, iPad e Macbook. Ainda assim, a aplicação para Mac só deve chegar no outono, enquanto a Apple TV chega já em maio.

Quando o consumidor tem dúvidas sobre o que ver, a Siri ajuda e depois o serviço é personalizado consoante o que o utilizador gosta, de acordo com aquilo a que já assistiu. Como o serviço planeia unir séries, notícias, desporto e filmes nos dispositivos, também vai ser possível subscrever determinados canais, como o Showtime, onde depois o utilizador tem acesso a todas as séries transmitidas. O serviço da Apple TV foi redesenhado e a empresa anunciou que vai começar a produzir filmes e séries. O iTunes, a TV por satélite, HBO, Showtime, Starz, CBS, CNN e NBC estão na nova aplicação.

Serviços e dispositivos, plataforma de marketing, conquistar novas fronteiras, poder financeiro global e ser uma marca de moda – desde que chegou à liderança da Apple, Tim Cook transformou a empresa.  Dos carros para os cuidados de saúde, a Apple está a fazer apostas em mercados lucrativos lotados, complexos e improváveis de serem dominados por uma única empresa. “A nossa estratégia é ajudá-lo em todas as partes da sua vida que possamos”, diz Cook.

O poder financeiro global é outro dos trunfos. Cook gastou aproximadamente 117 mil milhões de dólares em recompra de ações nos últimos dois anos. Como diz o gestor: “Quero que a Apple esteja aqui para sempre”. Além disso, a Apple é uma marca de moda. Os produtos da empresa têm sido exemplares em design industrial, mas Cook incorporou a ideia de estações e coleções para produtos como o Apple Watch. As lojas da marca também refletem essa influência: os acessórios são apresentados menos como tecnológicos e mais como produtos de moda.

Timothy D. Cook nasceu em 1960 no Alabama, é engenheiro industrial e foi o responsável de operações e vendas globais da empresa. Dirigiu a divisão da Macintosh e desempenhou um papel fundamental nas relações com os distribuidores que comercializavam os produtos da companhia no contexto de um mercado em crescimento. Filho de um operário da construção naval e de uma dona de casa, é um trabalhador incansável. Apesar da performance da marca a nível mundial nunca dá o seu posto como garantido. É dos primeiros a chegar ao trabalho e dos últimos a sair. Está sempre pronto para viagens ou teleconferências a qualquer hora do dia. Numa entrevista recente, o CEO confessou que aborda a questão da sua sucessão no final de cada reunião com a administração. Considera que a qualquer momento pode cometer um erro que lhe custe a sua posição e que a empresa tem de estar preparada para responder. Nos últimos dias foi a vez de responder ao Spotify, uma das principais plataformas de música usada pelos portugueses. Esta empresa apresentou uma queixa aos reguladores da concorrência da União Europeia, alegando que a fabricante do iPhone está a penalizar a livre escolha dos consumidores e a sufocar a inovação com as regras que impõe na App Store.

Numa publicação divulgada no site do Spotify, o líder da empresa afirma que “a Apple exige que o Spotify e outros serviços digitais paguem um imposto de 30% sobre as compras feitas através do sistema de pagamento da Apple, incluindo a atualização do nosso serviço gratuito para o premium. Se pagarmos esse imposto, isso obrigar-nos-ia a aumentar artificialmente o preço da nossa subscrição Premium bem acima do preço do Apple Music. E para manter o nosso preço competitivo para os nossos clientes, isso não é algo que possamos fazer”.

O chamado “imposto Apple” foi introduzido pela empresa pouco tempo depois do lançamento da App Store, em 2011. Apesar de já ter passado quase uma década desde o lançamento, esta é a primeira vez que é apresentada uma queixa junto da autoridade da concorrência da União Europeia.

As críticas do Facebook

Mark Zuckerberg fez uma publicação, esta quarta-feira, em que detalhava os objetivos do Facebook relativamente à privacidade e criptografia de dados ao mesmo tempo que fazia mira à Apple. Ao falar sobre a necessidade de armazenar dados de forma segura, o fundador do Facebook aproveitou para criticar a Apple dizendo que havia uma diferença entre fornecer um serviço num país e armazenar os dados lá. “Há uma diferença importante entre fornecer um serviço num país e armazenar os dados pessoais. À medida que construímos a nossa infraestrutura em todo o mundo, optámos por não construir centros de dados em países com um histórico de violações de direitos humanos como privacidade ou liberdade de expressão“, escreveu Zuckerberg.

Recorde-se que a Apple transferiu as suas operações do iCloud para uma empresa local no sul da China no ano passado. A empresa também começou a hospedar as suas chaves de criptografia do iCloud no Guizhou-Cloud Big Data na China no ano passado, face às leis implementadas naquele país.

O diferendo com a Qualcomm

O juiz de um tribunal em San Diego, na Califórnia, deu razão à Qualcomm numa queixa apresentada contra a Apple. A fabricante de processadores reclamou o uso indevido de três patentes suas pela empresa da maçã, que lhe terá agora de pagar 31 milhões de dólares de indemnização.

Desde 2011 que Qualcomm era a fornecedora exclusiva da Apple. Esta decisão chega numa altura sensível para ambas as empresas. No final do ano passado, a fabricante de chips anunciou que um tribunal chinês aceitou as suas reclamações contra a marca da “maçã” por alegada violação de patentes e que ordenou a empresa a não vender alguns modelos de iPhone naquele país. A Qualcomm disse ainda que as patentes em questão permitem ajustar e alterar o tamanho das fotografias, bem como manusear aplicações através do écran tátil.

A Apple anunciou que vai usar todas as suas “opções legais” nos tribunais, rotulando os “esforços da Qualcomm para proibir” os seus produtos como um “movimento desesperado de uma empresa cujas práticas ilegais estão sob investigação pelos órgãos reguladores em todo o mundo”.

Don Rosenberg, vice-presidente da Qualcomm, considera que o veredicto representa “a mais recente vitória num litígio que visa responsabilizar a Apple pela utilização das nossas valiosas tecnologias sem as pagar”. A batalha ainda está para durar. Em breve inicia-se um novo julgamento onde as duas empresas vão lutar sobre o pagamento de royalties. Em causa estão muitos milhões de dólares.

Os primeiros conflitos internos

O legado de Steve Jobs vai ficar para sempre na história da tecnologia mundial. Quando morreu, milhares de pessoas deixam tributos a Steve um pouco por todo o mundo. Em 1982, era capa da conceituada “Time”. Eis o que a revista norte-americana escrevia sobre ele: “Steve Jobs, 26 anos, co-fundador há cinco anos da Apple Computer, criou praticamente sozinho a indústria de computadores pessoais. Este universitário falhado vale agora 149 milhões de dólares”. Para a “Time”, era um ícone da nova geração de empreendedores que “não teme correr riscos”.

O grande salto veio com o lançamento do Macintosh, em 1984. A plataforma tornou a Apple extremamente conhecida, iniciando o processo de evangelização em torno dos produtos da empresa que permanece até hoje. Disputas com o CEO da Apple na época, John Sculley, fizeram com que Jobs fosse obrigado a abandonar em 1985 a companhia que ajudou a fundar. Para muitos, esse afastamento foi decisivo na formação do líder em que Jobs se tornaria aquando do seu regresso à empresa, anos mais tarde. De novo à frente da Apple, um Jobs mais experiente corrigiu algumas rotas sem que mudasse de direção. Primeiro, despediu uma administração, várias equipas, cortou custos e matou literalmente dúzias de produtos. Depois, refundou a “sua” Apple sobre as premissas da colaboração e da simplicidade.

Para Jobs, perfecionista por essência, só existia uma receita para ser o melhor: ter paixão pelo que se faz. Repetiu-o incessantemente. “É tão difícil fazer coisas que se não gostarmos desistimos. As pessoas que têm sucesso são as que têm paixão e por isso perseveraram”.

SOS GUINCHOS

 

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Google + encerrada

Google + encerrada

A Google tem vindo a encerrar a sua rede social Google+ por fases, mas hoje fica marcado pelo último “prego” no caixão do serviço. A partir de hoje, todas as contas e respetivo conteúdo, tais como fotos e vídeos, serão apagados.

Até à data, os utilizadores interessados em preservar o seu conteúdo multimédia deveriam fazê-lo através do respetivo download. No entanto, os materiais que tenham sido salvaguardados no Google Photos não serão apagados.

A Google tinha inicialmente planos para encerrar a sua rede social Google+ em agosto, mas depois de uma falha de segurança que expôs a informação pessoal de mais de 50 milhões de utilizadores, a tecnológica decidiu antecipar o término das suas operações em abril.

De notar que a Google prevê que o processo de apagar todo o conteúdo do serviço poderá demorar meses. Por isso, sem garantias, poderá continuar a ver o seu conteúdo nos próximos dias, para o caso de ainda conseguir autenticar-se e não ter feito o backup dos conteúdos.

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Apple aposta nos filmes, programas, séries e jogos. Falta saber o preço da nova concorrente da Netflix

Apple aposta nos filmes, programas, séries e jogos. Falta saber o preço da nova concorrente da Netflix

A Apple lançou um serviço de streaming de conteúdos e vai passar a concorrer diretamente com a Netflix. Fabricante do iPhone transformou-se numa empresa de serviços e até lançou um cartão de crédito.

Apple AAPL 0,00% transformou a Apple TV num serviço de streaming de programas, filmes e séries, que vai passar a concorrer com a plataforma da Netflix. Além de conteúdos originais, que a empresa vai fornecer através da Apple TV+, a nova plataforma vai agregar conteúdos de outras produtoras, como a HBO, através do serviço Apple TV Channels.

O Apple TV Channels chega em maio e vai passar a estar disponível nos computadores Mac e na generalidade das smart TV, em mais de 100 países em todo o mundo. A Netflix, líder de mercado no streaming de conteúdos, e uma das empresas que mais tem investido em conteúdo original, optou por não fazer parte do catálogo da nova plataforma. Os canais das várias produtoras poderão ser subscritos individualmente, mas ainda não se conhecem preços.

A empresa lançou ainda o serviço Apple TV+, através do qual oferece conteúdos originais como programas de TV. Desde logo, conta com um novo programa The Morning Show, apresentado pelas estrelas de Hollywood Jennifer Aniston eReese Witherspoon, com a participação de Steve Carell. Steven Spielberg e o realizador J.J. Abrams também estão a trabalhar com a Apple na produção de conteúdos para a Apple TV+. A apresentadora Oprah Winfrey e as personagens da Rua Sésamo vão estar igualmente no catálogo. Chega no outono, mas ainda não se sabe quanto vai custar mensalmente.

A Apple anunciou também uma profunda mudança no seu serviço de notícias. A marca lançou o Apple News+, um pacote com cerca de 300 revistas e jornais, disponível através do pagamento de uma mensalidade única de 9,99 dólares para toda a família. As receitas serão repartidas a 50-50 com os publishers. E o primeiro mês é grátis.

The Wall Street Journal é o maior jornal a integrar a plataforma, enquanto o The New York Times e o The Washington Post optaram por não fazer parte do catálogo da Apple. As assinaturas custariam 800 dólares mensais se fossem adquiridas individualmente, segundo cálculos da empresa.

O serviço vai estar inicialmente disponível nos EUA e Canadá, mas deverá chegar também ao Reino Unido ainda este ano e, mais tarde, a outros países europeus. Outra das grandes novidades é o facto de estes conteúdos não terem publicidade e de a Apple não permitir aos anunciantes seguirem a atividade dos utilizadores para efeitos de segmentação de anúncios.

A empresa vai ainda adicionar uma nova aba na App Store especialmente dedicada aos videojogos. É outro serviço novo, que se vai chamar Apple Arcade. Através de uma subscrição, o Apple Arcade vai permitir jogar mais de uma centena de títulos exclusivos de estúdios como a Sega. O serviço vai chegar no outono a mais de 150 países, mas ainda não se sabe quanto vai custar.

Por último, há novidades no Apple Pay. A empresa vai lançar, em conjunto com o banco Goldman Sachs, um novo cartão de crédito Apple Card. Não tem número, nem código na parte de trás, nem data de validade. O objetivo é permitir o uso do serviço Apple Pay nos comerciantes que ainda não suportam o serviço digital.

Estas são algumas das novidades apresentadas pela Apple na já habitual conferência da primavera, que a empresa realizou esta segunda-feira, no Steve Jobs Theater, em Cupertino (EUA). Este ano, o evento já está a ser considerado histórico para a marca, na medida em que representa uma mudança significativa na estratégia da fabricante do iPhone.

A Apple desviou o foco dos produtos e vai apostar mais nos serviços. No ano passado, esta rubrica de receita cresceu 33%, para quase 40 mil milhões de dólares. Em contrapartida, as receitas com a venda de iPhones no trimestre que acabou em dezembro recuaram pela primeira vez numa década, facto que ganha relevância tendo em conta que é o principal período de vendas para a empresa graças ao aumento do consumo na época natalícia.

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