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Nem Deus, nem Darwin. E se o universo resultar de um programa como se fosse um computador?

Nem Deus, nem Darwin. E se o universo resultar de um programa como se fosse um computador?

Um médico que é fotógrafo que é investigador. Um médico que depois de anos de paixão pela fotografia viu o tempo que lhe dedicava ficar mais curto porque uma nova paixão se sobrepunha: a de investigar a origem do universo.

A 9 de julho, Miguel Ribeiro apresentou, na Sociedade de Geografia, a segunda edição do livro “Beyond Darwin, the Program Hypothesis” (“Para além de Darwin, a Hipótese do Programa”) com edição apenas em inglês e publicado na Amazon.com  e que contou com um texto de apresentação de António Damásio. Um livro, e sobretudo um trabalho de investigação, que o colocou, como ele próprio afirma, num território difícil que “nem é de Deus, nem de Darwin”. Uma forma de apresentar a tese que desenvolveu sobre a origem do universo e que não passa nem pela religião nem pelo evolucionismo e que foi o tema com que lançou o primeiro livro, em 2013, intitulado “Universo Programado, uma alternativa ao Darwinismo e à religião”, editado pela Gradiva mas que o próprio considera já não corresponder hoje ao seu pensamento, atendendo à investigação que realizou desde aí.

Até aqui, seria um lançamento como outros que preenchem a agenda editorial, não fosse o facto de nem o autor ser presença habitual nestas lides, nem o tema ser a teoria que mais se espera sobre a gÊnese e o sentido do universo. Estamos a falar de um médico de medicina interna, com uma carreira de mais de 40 anos, diretor clínico da Clínica Médica Internacional de Lisboa que se tornou pensador “obcecado” como gosta de dizer sobre os meandros da vida na sua essência científica.

Uma investigação e uma reflexão que o levou a receber uma bolsa permite dizer sem veleidade que este não é “mais” um livro sobre o tema que desde sempre fascina a humanidade. “Neste livro, Miguel Ribeiro abordou um dos temas mais complexos e controversos que a humanidade enfrenta: as origens e o curso de evolução da vida. É um esforço sério, mais que isso corajoso, reflexivo, informado e tão livre de preconceitos quanto possível dado o tópico. Os resultados são surpreendentes e merecem atenção”, escreveu António Damásio no prefácio.

Vamos então entrar na matéria prima propriamente dita.

“O Darwinismo veio influenciar toda a ciência porque um universo onde a vida apareceu por acidente e evolui por erros de cópia do ADN é necessariamente um universo aleatório. Futuyma exprimiu de outra forma a premissa aleatória: “o conceito de intencionalidade não tem cabimento na explicação científica.”

A primeira frase do livro espelha desde logo a principal discórdia de Miguel Ribeiro: “Pelo contrário, este livro está centrado na tentativa de demonstração de que o acaso é incapaz de gerar complexidade e, além disso, que o universo está impregnado de intencionalidade.

“A segunda observação visa sublinhar que uma evolução aleatória do universo e da vida é inconciliável com a ideia de Deus. Por outras palavras, ser-se crente e alegar-se Darwinista – devido à irrefutável evidência da evolução, tanto através do evolucionismo como do registo fóssil – é uma contradição. Mas idêntica contradição é pertencer ao número crescente de físicos que subscrevem a tese do universo como informação e se consideram Darwinistas. Isto porque processamento e comunicação de informação é intolerante ao erro, portanto não passível de tratamento aleatório ou, dito de outro modo, o universo como informação pressupõe intencionalidade”.

Procurando simplificar o que é tudo menos simples. Para Miguel Ribeiro, é incompatível alguém acreditar que Deus, qualquer Deus ou entidade divina, criou o mundo e ao mesmo tempo reconhecer que esse mundo foi evoluindo de forma aleatória, sem qualquer intenção prévia (o que é um dos pilares ciência contemporânea com Darwin como um dos seus expoentes).

Mas, na sua perspectiva, é igualmente inconciliável para aqueles que olham o mundo pela lente da ciência reconhecerem em Darwin a explicação da origem do universo e ao mesmo tempo definirem o universo um mega sistema de informação – “como um computador, como uma estrutura matemática, como um holograma ou como informação propriamente dita”. Porquê? Porque esta tese, na opinião do autor, não é compatível com o erro como processo de evolução e porque, na sua perspectiva, o “universo como informação” pressupõe uma intenção e não acaso.

Logo no início do livro, Miguel Ribeiro lança as perguntas e sintetiza respostas que vai detalhar ao longo da obra: “E como é que a ciência mainstream coabita com as teorias da informação? Como o faz com tantos outras questões espinhosas, assumindo que, se a explicação religiosa está incorreta (como o provam a evolução e o registo fóssil), então, por exclusão de partes, por ser a única alternativa em jogo, o Darwinismo tem que estar correto”.

A partir daqui a tese apresentada em “Para além de Darwin, a Hipótese do Programa” torna-se mais e mais exigente para quem lê.

Regressemos às palavras do autor.

“E por que é que o acaso é incapaz de gerar complexidade? Começarei por tentar demonstrar que o multiverso não explica as leis da física e que as leis da física não explicam a emergência e evolução do universo e da vida. 
O primeiro obstáculo ao aparecimento do nosso universo pelo acaso é o rigoroso conjunto de leis e constantes, as chamadas “coincidências cósmicas”. Por exemplo, qualquer desvio infinitesimal de qualquer dos valores das constantes da natureza impossibilitaria o nosso universo complexo. Para lidar com a questão das coincidências cósmicas a teoria mais comummente aceite é que existem múltiplos ou infinitos universos.  (…) Antes de tentar justificar estas afirmações, quero dizer duas coisas: Em primeiro lugar, salientar que tanto o darwinismo como a hipótese do programa descrevem exatamente a mesma história no que diz respeito à emergência e evolução do universo e da vida. No entanto, porque o acaso é incapaz de gerar complexidade – e exclusivamente por essa razão – um programa torna-se indispensável para explicar o universo e a vida” (…)”.

É este o território em que Miguel Ribeiro avança com uma explicação alternativa, a da efetiva existência de uma intenção no universo expressa através de um “programa” como o designa. Um programa que não é um sinónimo de Deus criador, mas sim o conceito que usa para definir um sistema de informação que explica de onde vimos, como tudo começou e que, na sua perspectiva, lança as bases para compreendermos para onde vamos – assim entendamos a lógica desse “programa”.

Vejamos um dos exemplos apresentados para materializar a ideia de como um programa rege ou organiza a informação.

“(…) uma dessas leis, e intransponível barreira no percurso para a complexidade é o segundo princípio da termodinâmica que determina que a evolução de um sistema isolado (como o nosso universo) é sempre para a desorganização progressiva; por exemplo, um copo parte-se em mil pedaços, mas o oposto nunca poderá ocorrer espontaneamente. Da mesma forma, sem um programa, a única evolução possível do plasma de radiação e partículas a seguir ao Big Bang, seria para a homogeneidade total, e nunca para a dinâmica teia de astros que constituem o cosmos que conhecemos. Assim, como é evidente pelo exemplo do copo partido, sem um programa, a história do universo só seria termodinamicamente admissível se contada por ordem cronologicamente inversa, quer dizer, partir do complexo universo atual para a sopa de partículas que se seguiram ao Big Bang.”

“ESTE É O UNIVERSO COMO UM COMPUTADOR, QUE EXPLICA NÃO APENAS A HISTÓRIA DO UNIVERSO,MAS TAMBÉM A ORIGEM E CARACTERÍSTICAS DAS LEIS, CONSTANTES E EQUAÇÕES MATEMÁTICAS, QUE, EM VEZ DUMA FENOMENAL CADEIA DE ACASOS, SÃO OS PARÂMETROS DO SOFTWARE PROPOSTO”

A tese defendida pelo médico-investigador é suportada por conhecimentos de várias ciências que concorrem entre si para explicar o universo, da biologia à química, da física à filosofia. Uma tese que aborda o universo “como uma máquina de movimento perpétuo” (nada se cria, nada se perde, tudo se transforma) e que segue “uma evolução para a complexidade por uma teia de eventos obedecendo ao princípio da causalidade”. “Este é o universo como um computador, que explica não apenas a história do universo, mas também a origem e características das leis, constantes e equações matemáticas, que, em vez duma fenomenal cadeia de acasos, são os parâmetros do software proposto”, escreve Miguel Ribeiro.

Uma tese que contesta o darwinismo como principal suporte da explicação da evolução da vida não poderia passar ao lado do conceito de seleção natural. E não passa.

“Mas se a seleção natural explica a vida, o aspecto mais complexo do universo conhecido, não será o resto um mero detalhe por apurar? A questão é que a seleção natural, como tentarei mostrar a seguir, não explica sequer a evolução da vida, isto é, nada mais faz que promover a robustez das espécies, mas sem qualquer papel criativo. E na verdade, os saltos na cadeia evolutiva: ” universo de partículas –> universo de átomos –> cosmos + universo da química –> ácidos nucleicos – > vida”, é equivalente aos passos “bactéria –> Eucariotas –> Linhagem dos vertebrados –> auto consciência”. “

Mas o que interessa efetivamente ao autor é a ideia do acaso, e a sua contestação como processo na origem do universo. É essa a espinha dorsal da investigação e é aí que encontra explicações alternativas.

“E isto remete-nos para a questão da origem da vida e porque não pode ter surgido por um acaso. A perspectiva dominante é a de que uma vez que a ciência consiga explicar o aparecimento espontâneo de estruturas/moléculas tão complexas como a membrana celular, os ácidos nucleicos e os aminoácidos, na presença de energia a emergência da vida estaria essencialmente explicada. Mas isto é como presumir que, dado um armazém (o equivalente à “membrana celular”), o enchê-lo com maquinaria e matéria-prima providenciando, ao mesmo tempo, uma fonte de energia, seria suficiente para daí resultar automaticamente uma linha de produção. Isto para dizer que qualquer solução que não inclua a senciência é demasiado simplista porque é o programa senciente no genoma que, como um comando central, gere a fábrica química que cada organismo realmente é, seja ele uma bactéria, uma planta ou um mamífero.”

Damos deliberadamente aqui um salto para os parágrafos que encerram esta introdução – sim é só uma introdução, este não é um livro para que procura hipóteses simples e pouco fundamentadas sobre como tudo começou e como podemos olhar para a evolução.

Diz o médico e autor: “a hipótese do programa é reforçada pela analogia entre computador e universo. Assim, um jogo de computador pode em última análise ser reduzido ao seguinte diagrama: 1- eletrões (a corrente eléctrica que alimenta o computador é um fluxo de eletrões) são convertidos pelo programa em padrões de zeros e uns, que por sua vez o programa transforma na projeção audiovisual no monitor. Da mesma forma o programa do universo converte objetos quânticos em padrões de átomos que o cérebro dos seres vivos transforma no mundo da sua percepção. Curiosamente, e reforçando a analogia, nem a projeção no monitor nem a nossa percepção do mundo revelam o seu verdadeiro substrato – respectivamente padrões de zeros e uns e padrões de átomos e radiação.

Assim, deixando de lado as explicações religiosas e da ciência “mainstream”, descobrimos estar numa nova fronteira: a da tese do computador, conforme defendida por Seth Lloyd, Nick Bostrom e muitos outros. Mas para abraçar coerentemente o universo como computador, é necessário renunciar à premissa de mutação aleatória que obriga a um universo aleatório. E é aí que este livro entra, como uma tentativa de mostrar que a complexidade é irrealizável pelo acaso e propor um modelo do surgimento e evolução da vida consistente com o universo visto como informação.“

É esta a proposta de interpretação que Miguel Ribeiro nos apresenta em “Para além de Darwin, a Hipótese do Programa”. Uma proposta que não ficaria completa sem uma pergunta essencial: se entendermos o universo como um programa, isso significa que há um programador? Estamos, com suporte na ciência e na informação, a encontrar uma outra definição de Deus?

“Essencialmente programador e o Deus das religiões diferem em que o programador criou este jogo e portanto o homem, enquanto que o homem criou Deus”, escreve o médico. “Ao contrário do Deus das religiões, o programador parece ser uma entidade não- interveniente, a julgar pela percepção que temos da imutabilidade das leis da física e da história do universo como uma ininterrupta teia de causalidades (…) e contrariamente ao dogma comum a todas as religiões e ao “desenho inteligente”, não existe vida depois da morte – a senciência esfuma-se uma vez perdido o seu suporte material (ácidos nucleicos em organismos unicelulares, o cérebro nos pluricelulares), libertando moléculas e átomos para integrar a inexorável reciclagem de poeira estelar. E o ser humano também não é o centro da criação de Deus mas, como qualquer outra é, pelo contrário, uma espécie de passagem, um mero degrau na imensa escadaria da vida que se segue.”

 

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Queda de sonda israelita “contaminou” a Lua com seres vivos microscópicos

Queda de sonda israelita “contaminou” a Lua com seres vivos microscópicos

Chamam-se tardígrados e são seres microscópicos conhecidos por aguentarem condições extremas. Embora em estado de dormência, ficaram espalhados no solo lunar quando a sonda que os continha se despenhou

A sonda israelita Beresheet, que esteve perto de tornar-se na primeira missão lunar privada bem sucedida, carregava em si um arquivo com 30 milhões de páginas de informação sobre o planeta Terra e a espécie humana, incluindo amostras de ADN humano. A bordo seguiam também milhares de tardígrados desidratados, uma espécie animal microscópica capaz de sobreviver a condições extremas, inclusive no Espaço.

Assim que tomaram conhecimento do despenho da sonda israelita, Nova Spivack, criador da Arch Mission Foundation, a iniciativa responsável pela criação dos arquivos humanos a bordo da Beresheet, e alguns dos colaboradores da organização procuraram determinar se a informação no arquivo tinha resistido à queda na Lua.

«Nas primeiras 24 horas ficamos em choque», contou Nova Spivack à Wired, sublinhando que a equipa «estava ciente dos riscos, embora pensassem que não seriam significativos.» A equipa estima que, apesar do impacto, o arquivo esteja intacto ou em pedaços que permitem recuperar a informação.

Nova Spivack explicou também que um cenário em que os tardígrados colonizem a Lua é altamente improvável, pois neste momento os animais encontram-se numa espécie de dormência biológica. Só no caso de serem trazidos de volta para a Terra, serem reidratadas ou estarem num local com atmosfera é que podem “voltar à vida”. A Wired indica que alguns cientistas já conseguiram reanimar alguns exemplares desta espécie e que estavam em estado de dormência há cerca de dez anos.

Além dos tardígrados, o arquivo lunar que a Beresheet levava continha 25 camada de níquel com apenas alguns micrómetros de espessura (um micrómetro é o equivalente a um milionésimo de metro). As primeiras quatro camadas continham cerca de 30 mil imagens de alta definição com páginas de livros sobre introdução a algumas línguas faladas na Terra, manuais e chaves para descodificar as restante 21 camadas, que continham a esmagadora maioria das páginas de Wikipedia em língua inglesa e milhares de obras de literatura clássica.

Foi utilizado um sistema de armazenamento analógico, mas para comprimir a informação a organização recorreu a um especialista que utilizou uma técnica de gravação nanométrica de imagens de alta resolução em níquel. Foi usada uma tecnologia laser de alta precisão que gravou as imagens “átomo a átomo”, em partículas de vidro, que depois receberam um revestimento de níquel. O resultado são imagens holográficas que podem ser vistas utilizando um microscópio capaz de ampliar imagens mil vezes.

À Wired, Spivack contou que deseja incluir um maior número de amostras de ADN nos próximos arquivos lançados para o Espaço, inclusive amostras de espécies em vias de extinção. A partir do próximo outono a Arch Mission Foundation vai dar início a uma recolha de novas amostras.

   

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O que é preciso para ser astronauta? A resposta está numa escola de verão para jovens em Coimbra

O que é preciso para ser astronauta? A resposta está numa escola de verão para jovens em Coimbra

O evento decorre entre 15 e 19 de julho e reúne durante uma semana 40 jovens do ensino secundário, de vários pontos do país.

Para ajudar a responder à questão “O que é preciso para ser astronauta?”, o encontro assegura a participação da primeira mulher portuguesa a receber o diploma de cientista-astronauta da NASA, Ana Pires.

O programa da escola de verão “Como ser Astronauta?” encontra-se dividido em módulos, cada um correspondendo a um domínio do processo de seleção de astronauta. Fisiologia, experiência de voo, línguas estrangeiras, formação acadêmica, técnica e científica, psicologia, habilidade para trabalhos de construção e de reparação e atividades físicas são algumas das áreas abrangidas.

Os participantes vão ter a possibilidade de assistir a um concerto organizado pela Agência Espacial Europeia em Portugal (ESA BIC), no Teatro Académico de Gil Vicente, e a uma observação noturna com a secção de astronomia, astrofísica e astronáutica da Associação Académica de Coimbra. Os jovens poderão também visitar o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) e o Observatório Geofísico e Astronómico da Universidade de Coimbra (OGAUC).

Como a organização explica em comunicado, esta escola pretende “motivar estudantes a participar na próxima seleção de astronautas da Agência Espacial Europeia que ocorrerá no final da década”. Por outro lado, “através das atividades propostas pretende-se transmitir o máximo de informação sobre os critérios de seleção de astronautas”.

O evento é organizado em conjunto pelo Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), o OGAUC, a ESA-BIC e o LIP.

   

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Tem saudades do walkman? Vem aí uma versão Bluetooth

Tem saudades do walkman? Vem aí uma versão Bluetooth

O dispositivo recebeu o nome de “IT’S OK”. As primeiras entregas estão previstas para dezembro.

Recentemente, a Sony celebrou o 40º aniversário do Walkman, um aparelho que em 1979 veio revolucionar a forma como ouvimos música. O Walkman TPS-L2 foi o primeiro leitor portátil, a partir do qual a música passou a fazer parte do nosso dia-a-dia, em qualquer lugar, de forma simples e acessível. Esta data histórica foi merecedora, por parte da empresa multinacional japonesa, de um evento de dois meses em Tóquio, no Japão.

Quatro décadas depois, como a tecnologia está sempre em constante crescimento, já poucos (ou ninguém) utiliza o velhinho walkman. No entanto, vivemos, também, num momento em que a criatividade anda de mãos dadas com o revivalismo. Assim, aproveitando a comemoração desta efeméride e numa retrospetiva nostálgica, o laboratório Ninm lançou o «primeiro leitor de cassetes portátil bluetooth do mundo».

O nome desta atualização do clássico Walkman, da Sony, é “It’s Ok”. O laboratório responsável por este inovador leitor de cassetes anunciou que este «é o primeiro leitor de cassetes do mundo, que tem o bluetooth 5.0 integrado, suporta fones de ouvido tradicionais de 3,5 mm, mas também é compatível com auriculares sem fios». O seu utilizador vai poder ainda gravar mensagens de voz diretamente em cassetes vazias, num tempo máximo de até 60 minutos.

Este leitor “atualizado”, contudo, não é o primeiro produto que o laboratório Ninm cria a partir de tecnologia antiquada. O acessório que marcou a sua estreia neste mercado foi o instant magny 35, que transforma fotografias de câmeras de 35 milímetros em fotografias tipo polaroid, através da impressão instantânea.

   

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Xiaomi ocupa já o 5.º lugar no mercado de smartphones do Brasil

Xiaomi ocupa já o 5.º lugar no mercado de smartphones do Brasil

O Brasil é uma das maiores potências da América do Sul. Como tal, as agências de análise de mercado dedicam-lhe a atenção necessária ao apuramento das quotas de mercado de cada empresa. Vemos, assim, a Samsung na posição dominante, mas com a Xiaomi já em 5.º lugar e à frente da ASUS.

Os dados da StatCounter retratam a realidade do Brasil em junho de 2019.

De acordo com o novo relatório, vemos neste início de verão uma Xiaomi já à frente da ASUS. Algo que já se fazia adivinhar, sobretudo após o retorno oficial da fabricante chinesa ao Brasil no fim de março último. É, portanto, uma constatação dos esforços desta marca em captar todo um enorme mercado de consumidores.

O mercado de smartphones no Brasil

A fim de contextualizar o leitor, importa frisar que a StatCounter apura as preferências dos consumidores com base no tráfego e navegação na internet. Isto é, utilizam como indicador o terminal utilizado para acesso ao mundo online. Como tal, os dados mostram-nos a popularidade geral de cada marca, não o volume de vendas.

A predominância da Samsung é ampla, com cerca de 43% de quota de mercado em junho de 2019.  Em boa verdade, lidera com uma grande margem sobre a segunda classificada, a Motorola, com mais de 24% de cota de mercado. Já, em terceiro lugar, encontramos a tecnológica norte-americana, Apple, com mais de 13%.

De igual modo, podemos ver que a LG reune ainda a preferência de mais de 8% dos consumidores, com a Xiaomi a fechar o Top 5. Com efeito, vemos a Xiaomi com cerca de 2.8% de quota de mercado, uma fração da quarta classificada, mas ainda assim à frente da rival sediada em Taiwan, a ASUS.

A Xiaomi já é mais popular do que a ASUS no Brasil

Verificou-se um crescendo da fabricante chinesa, Xiaomi, ao passo que a ASUS não conseguiu acompanhar o ritmo. Ainda assim, vemos uma diferença muito reduzida entre a popularidade de ambas as empresas. A saber, temos a ASUS com 2,72%, ao passo que a Xiaomi totaliza 2,82% da quota de mercado em junho de 2019.

Em jeito de comparação, em maio, de acordo com a mesma fonte, a Xiaomi totalizou 2,28%, ao passo que a ASUS tinha então 2,93%. Por outras palavras, vemos a Xiaomi a aumentar a sua popularidade no Brasil. Por sua vez, os smartphones da ASUS sofreram uma ligeira quebra na preferência dos consumidores.

Acima podemos ver ainda os dados referentes a abril de 2019. Aí, os smartphones da ASUS colhiam ainda mais preferência dos consumidores. Ao mesmo tempo, os terminais da Xiaomi estavam consideravelmente atrás dos rivais de Taiwan. Assim, num espaço de dois meses o panorama inverteu-se para as fabricantes.

A Samsung é figura dominante no Brasil

Apontamos ainda, mais no fim da tabela, a Sony com 0,45%, bem como a Alcatel com 0,63%. Temos ainda presente a Lenovo (casa mãe da Motorola), com um total de 1,21%. Notamos também um grupo significativo de terminais não identificados (1,71%), ao passo que as outras marcas totalizam 1,59%.

Enquanto isso, certo é que a Samsung usufruiu da maior popularidade no Brasil. Não obstante, o crescimento da rival chinesa tem sido inegável.

   

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Facebook: a falha na rede social revelou os segredos da sua IA

Facebook: a falha na rede social revelou os segredos da sua IA

O império de Mark Zuckerberg voltou a tremer ontem (4), expondo detalhes cruciais da rede social. O Facebook, Instagram e WhatsApp voltaram a deixar os utilizadores preocupados perante a falha dos vários serviços. Já, por outro lado, graças a este infortúnio, ficamos a conhecer alguns segredos da plataforma.

Se, tal como milhões de utilizadores, sentiu problemas nas imagens do Facebook, não foi o único!

A falha transversal ao Facebook, Messenger, WhatsApp e Instagram escondeu as imagens de milhões de utilizadores. Ao mesmo tempo, acabaria por expôr a verdade da rede social. Isto é, a forma como as nossas fotografias são categorizadas pela empresa. Para todos os efeitos, uma informação não para os nossos olhos.

A falha no Facebook, WhatsApp e Instagram

Graças à supracitada falha geral, os utilizadores da rede social viram apenas uma legenda e a moldura das imagens. Algo que se sentiu um pouco por todas as plataformas e serviços da rede Facebook. Isto é, vimos uma pequena descrição, atribuída pela empresa, às imagens submetidas nas várias faces da rede social.

O busílis da questão reside no facto de estas etiquetas não terem sido atribuídas pelo utilizador. Ora, isto diz-nos como é que a rede social classifica esse mesmo material. Aqui, ao que tudo indica, são os algoritmos de inteligência artificial (IA), que tratam dessa mesma indexação e atribuição de legendas.

Em síntese, é assim que o Facebook nos vê. É este o modus operandi interno e que procede à catalogação do material visual. Ao mesmo tempo, este cenário foi visto também no Instagram, com milhões de imagens a serem substituídas por molduras brancas, bem como a legenda automaticamente atribuída.

Os “segredos” da IA e dos bastidores da rede social

Há ainda a referência à identificação de rostos. Algo que não nos surpreende no Facebook, tendo em conta os seus mecanismos de reconhecimento facial. Isto é, de forma automática a empresa sabe que está na presença de um rosto, algo que já está em vigor desde 2017, mas que foi crescendo deste então.

Atualmente, o Facebook analisa as nossas fotos, captando os traços mais salientes. Assim, é já capaz de identificar os sexos (aproximados), bem como traços faciais. Veja-se, por exemplo, à referência à barba no rosto, ao número de pessoas, bem como aos cenários de natureza e ar-livre, ou interior.

São vários detalhes que podem ser utilizados para diversos fins. Entre eles, temos a descrição das imagens para utilizadores com dificuldades visuais. É através destes filtros de IA e outros mecanismos de software, que a rede social consegue dar mais detalhes a quem não consegue ver, ou o faz com dificuldade.

A IA analisa as fotos no Facebook e Instagram

Ainda que o mesmo não tenha sido associado ao WhatsApp, no Instagram e Facebook isto é uma realidade. É, ao mesmo tempo, uma forma de organização e um método para colher informação. Detalhes que, em seguida, podem ser utilizados para aprimorar a escolha de publicidades que nos são apresentadas, por exemplo.

O ponto a reter é simples. Foi exposta uma forma de recolha de informações e, para todos os efeitos, não temos perfeita noção do seu propósito. Aliás, não sabemos sequer para que fim é estes dados são recolhidos, nem como são utilizados em seguida. Sabemos apenas que há um algoritmo que o faz automaticamente.

   

 

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Polícia chinesa instala aplicações de vigilância nos smartphones de turistas

Polícia chinesa instala aplicações de vigilância nos smartphones de turistas

Viajantes que passam pela região de Xinjiang acabam com aplicações instaladas nos seus telefones que permitem extrair emails, mensagens de texto e lista de contactos.

A guarda fronteiriça chinesa está a instalar sem autorização aplicações de vigilância nos telefones dos turistas que visitam Xinjiang, aplicações que depois extraem informações pessoais dos visitantes, de acordo com uma investigação do The Guardian. Segundo o diário, esta é uma das medidas de aperto do controlo e vigilância à região de Xinjiang.

Além da imposição de medidas restritivas da liberdade à população muçulmana, que é maioritária na região, e da instalação de câmaras de reconhecimento facial em Xinjiang, o governo chinês está também a obrigar os habitantes locais a instalar softwares nos seus telefones que permitem acesso total aos aparelhos por parte das autoridades.

A investigação, que além do The Guardian, contou com a participação de outros meios, como o Süddeutsche Zeitung e o New York Times, revelou que os viajantes que passam por esta região, sobretudo aqueles que entram via Quirguistão, acabam com aplicações instaladas nos seus telefones que permitem extrair emails, mensagens de texto e lista de contactos, bem como informações sobre o aparelho em si.

Os turistas ouvidos pelos órgãos de comunicação social referem não terem sido avisados ​​pelas autoridades com antecedência ou informados sobre o que o software faz e tampouco que suas informações estão a ser vasculhadas.

Edin Omanović, do grupo Privacy International, rotulou as descobertas do The Guardiancomo “muito alarmantes”, lembrando que se fala de “um país onde baixar a aplicação errada ou ler um artigo de notícias pode resultar numa estadia num campo de detenção”.

De acordo com académicos e especialistas em cibersegurança ouvidos pelo diário, a aplicação instalada nos smartphones foi fabricada por uma empresa chinesa e cruza todas as informações ‘sacadas’ aos telefones com uma gigantesca lista de conteúdos que o governo chinês rotula de “problemáticos”, incluindo vários termos associados ao extremismo islâmico, mas também informações sobre o Ramadão, Dalai Lama e até bandas de heavy metal japonesas.

A região de Xinjiang é visitada anualmente por cerca de 100 milhões de pessoas, incluindo turistas domésticos e estrangeiros.

   

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Google alerta para riscos de segurança nos EUA ao banir Huawei

Google alerta para riscos de segurança nos EUA ao banir Huawei

As restrições aplicadas à Huawei nos Estados Unidos poderão prejudicar a empresa a curto prazo. Mas, a longo prazo, as implicações negativas serão para as empresas norte-americanas.

A Google alertou a Casa Branca para os riscos que as restrições aplicadas à Huawei poderão ter para a segurança nacional dos Estados Unidos. Embora estas sanções devam prejudicar a empresa chinesa a curto prazo, há especialistas que defendem que isso poderia forçar a Huawei a tornar-se autossuficiente, o que, a longo prazo, poderá prejudicar o domínio das empresas norte-americanas.

As fortes restrições que Donald Trump aplicou à Huawei, numa “guerra” que começou devido ao 5G, começaram a preocupar as empresas do setor. De acordo com fontes ao Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês), vários administradores da Google já pressionaram a Administração do Presidente norte-americano para excluir a empresa da proibição de importar equipamentos da Huawei.

Em particular, a empresa de Silicon Valley está preocupada com o facto de não ser permitido atualizar o sistema Android nos smartphones da Huawei, o que poderá levar a chinesa a desenvolver o seu próprio sistema operativo. A Google argumenta ainda que uma versão modificada do software da Huawei poderia ser mais suscetível de ser pirateado e que a própria Huawei é capaz de desenvolver a sua própria versão “muito rapidamente”.

De acordo com uma fonte próxima do processo ao FT, a “Google tem defendido que, ao ficar impedida de colaborar com a Huawei, os Estados Unidos correm o risco de criar dois tipos de sistema operativo Android: a versão original e a combinada. A combinada provavelmente vai ter mais bugs do que a da Google, o que poderá colocar os smartphones da Huawei em maior risco de serem pirateados”.

No mês passado, Donald Trump anunciou um novo conjunto de medidas contra a Huawei, onde se incluiu dar ao Departamento do Comércio o poder de proibir a empresa chinesa de vender equipamentos 5G nos Estados Unidos, bem como de proibir todas as empresas norte-americanas de venderem os seus produtos à Huawei. Depois destas proibições, a Google suspendeu os negócios com a Huawei, impedindo-a de atualizar os sistemas Android.

   

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Hacker invade celular do ministro Sergio Moro e acessa aplicativos

Hacker invade celular do ministro Sergio Moro e acessa aplicativos

Invasor teria enviado mensagens para os contatos do ministro da Justiça através do Telegram. Polícia Federal investiga o caso

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, teve o celular invadido por um hacker nessa terça-feira (04/06/2019). O invasor teria acessado aplicativos do aparelho e trocado várias mensagens com os contatos do ex-juiz da Lava Jato. O ministro já pediu o cancelamento da linha e a troca de telefone.

O ataque já está sob investigações da Polícia Federal. A área de tecnologia da informação do Ministério da Justiça também apura as informações dadas por Moro, para tentar chegar até o autor da invasão.

O hacker teria ficado cerca de seis horas utilizando aplicativos de mensagens de Moro. O ministro recebeu uma ligação por volta das 18h, do seu próprio número, o que estranhou. Ele atendeu, mas não havia ninguém do outro lado da linha.

Em seguida, foi informado de mensagens que estavam sendo trocadas pelo Telegram. O hacker usou o aplicativo até pelo menos 1h da manhã.

Assessoria confirma
Em nota, a assessoria do ministro confirmou a invasão e informou que há possibilidade de clonagem do número que Moro utilizava. Por isso, a linha foi “abandonada”. Até o momento, nem Sergio Moro e nem a sua assessoria identificaram invasões em suas contas nas redes sociais.

   

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Serviços da Google estão doidos? São vários os que estão intermitentes

Serviços da Google estão doidos? São vários os que estão intermitentes

Ainda não sabe ao certo o que está a acontecer, mas a verdade é que existem vários serviços da Google que estão com problemas de funcionamento. Youtube, Analytics, Google Drive… são alguns dos exemplos dos serviços que estão “intermitentes”.

As falhas começaram a aparecer por volta das 19h50 e já são vários os que se queixam na internet.

De um momento para o outro, os serviços da gigante das pesquisas começaram a apresentar problemas! É verdade que não é normal uma situação destas, ainda mais vindo da Google, mas são vários os serviços que estão intermitentes. A razão para tal ainda é desconhecida, mas os reports no site DownDetector são já muitos…

Serviços da Google estão doidos? São vários os que estão intermitentes

Um dos serviços com mais queixas é sem dúvida o Youtube. Os utilizadores não estão a conseguir visualizar os conteúdos se estiverem autenticados no serviço. No entanto, tal problema parece não afetar todos os utilizadores.

Google Docs também está com problemas, não permitindo que os utilizadores acedam aos conteúdos.

No teste que fizemos ao Google Photos, verificamos que as imagens não são apresentadas. Os Álbuns também não são apresentados e não foi possível aceder as funcionalidades disponibilizadas por este serviço.

No Google Analytics também não são apresentados valores relativamente à monitorização de sites/serviços. Está tudo a “zeros”.

O Pplware continua a acompanhar este “problema geral” ao nível dos serviços da Google. Como referido, ainda não existe qualquer informação sobre o que está a acontecer, mas tais problemas deixam milhões de utilizadores em todo o mundo sem muitos serviços “críticos”.

Resposta da Google

We are experiencing high levels of network congestion in the eastern USA, affecting multiple service in Google Cloud, GSuite and YouTube. Users may see slow performance or intermittent errors. We believe we have identified the root cause of the congestion and expect to return to normal service shortly

   

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