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‘Hackers’ ganham até 500 mil dólares por ano para defender empresas

‘Hackers’ ganham até 500 mil dólares por ano para defender empresas

A Tesla é uma das empresas que contrata ‘hackers’ para testar a defesa dos seus sistemas informáticos. De acordo com um estudo publicado nos EUA, pela companhia Bugcrowd, o preço a cobrar depende da seriedade do problema.

São considerados ‘hackers’ de elite, trabalham para grandes empresas e até para o departamento de defesa norte-americano. De acordo com um estudo publicado nos EUA, pela companhia Bugcrowd, o preço a cobrar depende da seriedade do problema.

As organizações estão a aumentar o orçamento destinado à contratação destes profissionais, como resposta ao investimento em cibersegurança. Cada um deles pode ganhar, em média, 500 mil dólares anuais. Segundo o CEO da Bugcrowd, Casey Ellis, que foi citado pela CNBC, serão criados mais de três milhões de postos de trabalho relacionados com a segurança informática até 2021.

No ano passado, a Bugcrowd recebeu o maior pagamento para uma único problema – 113 mil dólares por um ‘bug’ encontrado numa multinacional da área de tecnologia. Os pagamentos subiram 37% ao ano em 2018, de acordo com os dados.

Mais de 90% dos ‘hackers’ contratados pela Bugcrowd têm entre 18 e 44 anos e não têm curso superior. Os responsáveis desta empresa revelaram que a IJet e a Tesla pagam entre mil a 15 mil dólares por serviço. A Mastercard costuma pagar até três mil dólares. No mês passado, o Departamento de Defesa norte-americano também contratou os serviços da Bugcrowd, sem divulgar os valores envolvidos.

A HackerOne, a Synack ou Cobalt são também frequentemente contactadas pelas multinacionais para resolver problemas de segurança informática.

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Faturas em papel deixam de ser obrigatórias em janeiro. QR Code chegam em 2020

Faturas em papel deixam de ser obrigatórias em janeiro. QR Code chegam em 2020

Dentro de dois anos, as faturas vão passar a ter QR Codes e números de únicos que permitem atribuir o NIF depois de estar feita transação

O primeiro dia de janeiro não só vai dar início ao novo ano de 2019 como também deverá acabar com a obrigatoriedade de emissão de faturas em papel nos diferentes estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. Com esta alteração, os comprovativos das transações passam a ser processados diretamente no Portal das Finanças para posterior consulta dos consumidores. A desmaterialização das faturas não será total: os consumidores mais apegados ao passado vão poder continuar a receber as faturas em papel – mas terão de o solicitar. O envio por e-mail é outra das opções previstas.

A medida, que já havia sido anunciada em Junho no pacote de desburocratização Simplex+2018, prevê que a emissão das faturas possa ser feita sem inserir o Número de Informação Financeira (NIF) do contribuinte. Esta novidade está diretamente relacionada com uma outra que só deverá começar a ser implementada em 2020: a inserção de um número único de fatura e ainda elementos identificadores com a tecnologia QR Code, que vão permitir atribuir o NIF do consumidor depois de a fatura estar emitida. Nessa altura, a atribuição do número de contribuinte poderá passar a ser feita quando o utilizador aponta a câmara do telemóvel a um dos comprovativos de transação.

Este novo modelo de atribuição do NIF pretende combater tentativas de fuga ao fisco relacionadas com a não declaração de faturas por parte de comerciantes ou prestadores de serviços.

A nova geração de faturas está a ser arquitetada atualmente pelo Ministério das Finanças.

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China e Estados Unidos em “corrida contra o tempo”, Computação quântica requer encriptação quântica.

China e Estados Unidos em “corrida contra o tempo”, Computação quântica requer encriptação quântica.

A Google e a Alibaba são algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo que estão a tentar desenvolver o primeiro computador quântico. Mas isso colocará a segurança cibernética em perigo. Quem vai tratar da encriptação?

Quando for construído o primeiro computador quântico, este será bem mais poderoso que as máquinas atuais. É tão rápido que poderá quebrar facilmente as encriptações que protegem a informação digital, colocando em perigo dados nacionais guardados em bases de dados ou intervir no e-commerce. Para que o avanço tecnológico não seja mais prejudicial do que benéfico, a corrida ao espaço quântico faz-se em diferentes frentes, e para além do hardware, estuda-se as respetivas medidas de segurança.

O The New York Times debruçou-se sobre o assunto e salienta que a China tem uma vantagem sobre a encriptação quântica, pois o governo tornou a sua investigação uma prioridade. Ainda não havendo garantia se será possível construir uma rede quântica com encriptação viável, ao acontecer será a China muito provavelmente a experimentar e a colocar os seus recursos para o seu desenvolvimento.

Segundo o jornal, a China já investiu dezenas de milhões de dólares a construir redes capazes de transmitir dados utilizando encriptação quântica. Já foi feito, inclusivamente, uma chamada de vídeo entre Beijing e Viena, através do satélite chinês Micius, protegido por encriptação quântica, estabelecendo um recorde de distância da rede de 7.450 quilómetros. Mas pelo solo e através das atuais fibras óticas, a distância é de apenas 240 quilómetros. Mas já terão sido construídos quase 2.000 quilómetros de rede terrestre e o governo continua a investir milhões para espalhar a fibra ótica por diversas cidades e regiões do país. O objetivo, segundo a publicação, é a China ter, em 2030, uma rede para partilhar chaves de encriptação quântica por todo o planeta.

O jornal americano faz um contraste com a investigação produzida pelos Estados Unidos, salientando que até aqui, tanto o governo como a indústria apenas viram a encriptação quântica como um mero experimento científico. Os investigadores utilizavam cálculos matemáticos para construir formas de encriptação sem a necessidade de nova infraestrutura. Mas agora, “espicaçados” pelo avanço da China, parecem ter acordado para o real estado tecnológico e preparam-se para “correr atrás do prejuízo”.

Nesse sentido, algumas startups têm-se focado na segurança das suas redes, e embora estejam atrás dos milhões já gastos pela China, muitos especialistas acreditam que o trabalho mais importante é desenvolvido nos laboratórios. Os investigadores contam ainda com o apoio do Departamento de Energia para financiar a rede de testes em Chicago que, segundo é referido, consegue eclipsar qualquer sistema desenvolvido pela China. A Universidade de Chicago está a tentar dar um passo mais à frente, explorando os chamados “repetidores quânticos”, que são dispositivos para estender o alcance da encriptação quântica.

Para já, as técnicas de comunicação quântica requerem vastas redes de fibra ótica, suportadas por satélites, mas também dispositivos especializados e capazes de detetar fotões individuais de luz. Tecnologia, que ao que parece, ainda é muito escassa.

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Ainda envia SMS? As primeiras mensagens escritas estão de parabéns

Ainda envia SMS? As primeiras mensagens escritas estão de parabéns

Hoje com os smartphones é só “Whats”, “Directs” e Messenger, mas no tempo dos telemóveis era o Short Message System que reinava…

Foi a 3 de dezembro de 1992 que uma mensagem contendo apenas a simples frase “Merry Christmas” foi transmitida de um computador para um telefone móvel recetor (do diretor da Vodafone Richard Jarvis, na altura), no Reino Unido. Testava-se aquilo que seria o Short Message System, um conceito proposto introduzido pela European Telecommunications Standards Initiative (ETSI) uns anos antes.

A ideia original era criar uma forma de comunicação entre as operadoras de telecomunicações e os utilizadores, para que estes fossem alertados da existência de uma mensagem de voz, ou seja, longe da importância que o SMS acabou por ter.

Mas as mensagens de texto demoraram a “pegar” como modelo de comunicação entre as pessoas.

Em 1995, três anos depois da primeira mensagem, a média de SMS enviados não chegava sequer a um por mês. Porém, passado uma década, em 2002, o número alcançava ou 352 mil milhões

Os valores continuaram a evoluir massivamente e em 2004 foram enviadas 918 mil milhões de mensagens escritas. Em 2008 já eram 4,8 biliões. Os tempos áureos das mensagens curtas coincidiram com os tempos áureos dos telemóveis, e batiam-se recordes sucessivos na época de Natal e de final de ano, com a troca de votos de “Boas Festas”.

O volume foi sempre crescente até 2010. A partir daí o número de mensagens enviadas começou a estagnar: na mesma altura em que as redes sociais começaram a afirmar-se. E entretanto surgiram os smartphones e o chamado messaging…

Apesar de ser cada vez menos usado, o sistema de mensagens curtas foi responsável por alguns dos hábitos de comunicação que ainda hoje nos “assistem”.

Além de darmos muito mais uso aos nossos polegares, passamos a truncar palavras e a criar acronimos e “emoticons” para expressar sentimentos que traduzidos por letras gastariam muitos caracteres – porque, é verdade, havia número limite de caracteres…

Hoje mandam-se “whats” e “directs” a toda a hora, podemos escrever “bíblias” de texto e temos inúmeros emojis à disposição. E GIFs, e possibilidade de associar imagens e vídeos… E normalmente as poucas SMS que recebemos ou são publicidade ou avisos de contas para pagar, verdade? 🙂

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DECO avança com processo contra Facebook e reclama até 2.000 euros para cada utilizador português

DECO avança com processo contra Facebook e reclama até 2.000 euros para cada utilizador português

A ação judicial já entrou em tribunal e exige uma compensação pela utilização abusiva de dados no caso Cambridge Analytica. Já há 16 mil inscritos na lista da DECO para receberem pelo menos 200 euros por cada ano de registo na rede social.

A DECO já tinha revelado a intenção de avançar com um processo judicial no âmbito do escândalo da Cambridge Analytica e o SAPO TEK tem vindo a questionar a associação portuguesa de defesa do consumidor sobre o estado deste processo. Hoje a DECO confirma que a ação judicial já avançou em tribunal.

Logo que se soube da manipulação e utilização massiva de dados dos utilizadores por parte da Cambridge Analytica, a DECO e as associações similares da Bélgica, Espanha e Itália estabeleceram uma conversa direta com o Facebook privilegiando o diálogo, reunindo em abril deste ano com o gigante americano. “Mark Zuckerberg prometeu na altura a estas associações de consumidores, avaliar uma possível compensação dos utilizadores cujos dados tenham sido abusivamente utilizados”, lembra a associação, mas até à data não há qualquer proposta, pelo que a DECO avança para tribunal à semelhança das associações de consumidores europeias, OCU, Test Achats e Altroconsumo.

Recorde-se que o CEO do Facebook admitiu por várias vezes a culpa da empresa. “Não tivemos uma visão ampla da nossa responsabilidade, e isso foi um grande erro”, admitiu Mark Zuckerberg em vários depoimentos, defendendo que “o Facebook é uma empresa idealística e optimista. Na maior parte da nossa existência focámo-nos nas vantagens que a ligação entre as pessoas pode trazer”.

Para calcular o valor a que cada utilizador terá direito, a DECO estabeleceu um montante mínimo de compensação de 200 euros por consumidor e por cada ano de registo na rede social. Como o Facebook está disponível em Portugal desde 2008, um consumidor com registo desde essa data pode obter uma compensação até 2 mil euros. O valor foi calculado recorrendo aos direitos consagrados pela Lei e a vários instrumentos, estudos e relatórios que permitem perceber o valor dos dados e dos perfis de cada indivíduo.

Segundo a associação, para terem acesso à compensação através da mediação da DECO, quando houver uma decisão judicial ou um acordo, os consumidores têm de se inscrever usando o formulário disponível no site da associação. Para isso têm de se registar, mas não é obrigatório ser associado da DECO.

Até á data já estão inscritos mais de 16 mil consumidores que terão o processo simplificado se existir compensação, ao passo que todos os outros podem ter de recorrer ao Ministério da Justiça para verem os seus créditos reconhecidos.

Manipulação de dados influência de eleições

O escândalo rebento em março deste ano quando começaram a ser reveladas as suspeitas de que a Cambridge Analytica, uma empresa especializada em perfis psicológicos, teria tido acesso a dados de milhões de utilizadores do Facebook, utilizando esta informação para influenciar o comportamento eleitoral nas eleições dos Estados Unidos.

Tudo terá começado com o acesso a dados através de uma app “Esta é sua vida digital”, onde para participar os utilizadores tinham de fazer login com os dados do Facebook. Na altura participaram 270 mil pessoas, sobre as quais foram recolhidas informação de perfil, chegando também aos dados dos seus amigos na rede social. Ao todo a Cambridge Analytica terá conseguido acesso a informação de 87 milhões de utilizadores, com dados de localização, lista de amigos, gostos e partilhas. Em Portugal terão sido afetadas cerca de 63 mil pessoas.

Estes dados foram utilizados para criar um programa informático de propaganda destinado a influenciar os resultados de referendos e eleições, nomeadamente a campanha de Donald Trump para as presidenciais dos Estados Unidos, mas também o referendo do Brexit, onde foi decidida a saída do Reino Unido da União Europeia.

Mas é possível que não tenha ficado por aqui, já que o modelo de utilização de dados de perfil pode ter sido usado para muitas outras finalidades.

Depois de ser conhecido o esquema, o Facebook baniu as apps ligadas à Cambridge Analytica e iniciou um processo de investigação e limpeza que resultou numa primeira fase no bloqueio de 200 aplicações, mas que depois se estendeu a 400 ao fim de cinco meses de análise.

Inquéritos no Senado norte americano e no parlamento britânico, questões da Comissão Europeia e multas são algumas das consequências deste escândalo para o Facebook, assim como a perda de confiança dos utilizadores, mas os danos poderão não ficar por aqui e as ações judiciais para obter compensações poderão ser mais um revés para Mark Zuckerberg.

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O monstro do Artigo 13 e o fim da Internet

O monstro do Artigo 13 e o fim da Internet

Foi no dia 12 de setembro que a Europa recebeu a notícia de que a Internet podia mudar, da forma como a conhecemos. O Parlamento Europeu aprovou, nesse dia, uma proposta de alterações significativas àquilo que são aos direitos de autor no mercado único digital, que ainda serão alvo de avaliação em janeiro do próximo ano, podendo sofrer alterações.

Nos últimos dias a campanha #SaveYourInternet, contra estas alterações, ganhou uma nova força com grandes YouTubers nacionais a declararem o “fim da Internet”, com grandes nomes ligados às gigantes da tecnologia a ameaçarem o seu afastamento da Europa… Mas há mesmo motivo para tanto alarmismo?

O FIM DO YOUTUBE …. Artigo 13

O meu canal vai ser apagado

VOU FICAR SEM O MEU CANAL!

O FIM DA INTERNET ! – ARTIGO 13

Estes são alguns dos títulos de vídeos publicados no YouTube que começaram a surgir nos últimos dias em Portugal. O que terá despoletado novamente este debate de forma tão intensiva foi um e-mail enviado pela plataforma a alguns dos mais influentes YouTubers a pedir para que estes falassem sobre o assunto.

Curiosamente, no domingo de manhã, acordo com uma mensagem no Messenger do Facebook do meu sobrinho de 12 anos a dizer:

É muito importante que vao ao facebook, instagram, twitter,… e escrevam #saveyourinternet

Na verdade, àquela hora pensei eu que era “Mais uma corrente do Facebook” e nem liguei… Mais tarde é que ele me explicou o significado do #saveyourinternet:

Em janeiro, se não nos manifestarmos, não vamos poder publicar nada no Facebook, no Twitter ou no YouTube que tenha marcas ou imagens, por exemplo, tens um vídeo com um boneco do Homem-Aranha atrás de ti e não vais poder publicar esse vídeo!

Realmente, a forma como os YouTubers se exprimem é alarmante, há relatos de pais que tiveram que acalmar os filhos em pranto no fim de ouvirem os seus ídolos a dizer que os seus canais vão acabar. A lei pode realmente mudar muitas regras, mas nem a Internet vai acabar, nem os produtores de conteúdo vão desaparecer!

Voltando ao e-mail enviado pelo YouTube, divulgado num desses vídeos, pode ler-se:

Imagine uma Internet na qual os seus vídeos já não podem ser vistos.

Imagine uma Internet sem os seus criadores favoritos.

Imagine uma Internet na qual novos artistas nunca são descobertos.

Isso pode acontecer na Europa.

O Artigo 13 faz parte de uma nova diretiva da União Europeia sobre os direitos de autor criada com o objetivo de proteger melhor a criatividade e de encontrar formas eficazes de os detentores dos direitos de autor protegerem o respetivo conteúdo online. Para que fique claro, nós apoiamos os objetivos do Artigo 13. No entanto, a atual proposta do Artigo 13 do Parlamento Europeu irá criar consequências não intencionais significativas.

Ameaça impedir milhões de pessoas na Europa de carregar conteúdos em plataformas como o YouTube. Os visitantes europeus perderiam acesso a milhares de milhões de vídeos em todo o mundo.

Ao aceder a este canal do YouTube apenas existe um vídeo em direto com a hashtag #SaveYourInternet e um outro vídeo de 53 segundo a explicar o que poderá acontecer na Europa se esta alteração for para a frente.

Mas afinal, o que é que diz no Artigo 13 que está a alarmar tanto a Internet e as gigantes da tecnologia?

Entenda o Artigo 13º e conheça também o Artigo 11º

Da proposta aprovada fazem parte os polémicos artigos 11.º e 13.º batizados, pelos críticos, de “link tax (taxa dos links)” e “upload filter (filtros de upload)”.

O Artigo 11º e a Taxa dos Links

Começando pelo mais simples, o Artigo 11º irá definir que as plataformas da Internet “que armazenam e facultam ao público acesso a grandes quantidades de obras ou outro material protegido carregados pelos seus utilizadores” devem ter acordos com os autores dos mesmos sobre a utilização de tais conteúdos ou outro tipo de material protegido.

Resumindo, se um criador de conteúdo web partilha links de outros criadores e com essa partilha vai ganhar dinheiro, então o primeiro vai ter que repartir os seus ganhos com o segundo. Aqui incluem-se os agregadores de notícias, como o Google Notícias, por exemplo.

Nesta questão “das partilhas” de links, os utilizadores comuns, em nada serão afetados, poderão continuar a fazer as suas partilhas livremente.

Artigo 11º
1. Os Estados-Membros fornecerão aos editores das publicações de imprensa os direitos previstos no artigo 2.º e no n.º 2 do artigo 3.º da Directiva 2001/29/CE, para que possam obter uma remuneração justa e proporcionada pela utilização digital das suas publicações de imprensa pelo serviço da sociedade da informação.

1a. Os direitos referidos no n.º 1 não impedem a utilização privada e não comercial legítima de publicações de imprensa por utilizadores individuais.

Ainda a reter deste artigo 11º e da sua proposta de alteração:

4. Os direitos referidos no n.º 1 expiram cinco anos após a publicação da publicação na imprensa. Este prazo será calculado a partir do primeiro dia de janeiro do ano seguinte à data de publicação. O direito referido no nº1 não é aplicável com efeito retroactivo.

O “Monstro” do Artigo 13º

Ao criar esta ironia não quero de todo desvalorizar a luta contra as alterações da forma como estão a ser conduzidas, porque enquanto criadora de conteúdo esta é também uma luta minha.

O que é importante, antes de qualquer tipo de alarmismo, é entender realmente o que as coisas querem dizer, o que vão mudar, quem vão afetar negativamente… e quem vai beneficiar delas. Há lobbies por detrás destas alterações? Arrisco-me a dizer que sim… Haverá quem tenha votado a favor e que não tenha consciência do que é que isto pode implicar? Isso, garantidamente.

Mas voltemos ao Artigo 13º e às suas alterações.

O Artigo 13º vem definir que devem existir mecanismos que impeçam o upload e publicação de material protegido por direitos de autor. Plataformas como o Facebook, YouTube, Twitter e Instagram, são exemplos de serviços que devem limitar a partilha de conteúdos que estão protegidos por direitos de autor.

Resumindo, o produtor de conteúdo que usar imagens, vídeos, músicas ou textos, de terceiros, que não tenha acordos de direitos de autor com estas plataformas, verá os seus vídeos automaticamente bloqueados. Na verdade, no YouTube já vemos isto a acontecer em casos esporádicos, a questão é que esta lei passará a ser mais abrangente ao nível das plataformas e mais restritiva ao nível do conteúdo.

No número 1 do Artigo 13º pode ler-se:

Sem prejuízo do artigo 3.º, n.ºs 1 e 2, da Diretiva 2001/29/CE, os prestadores de serviços de partilha de conteúdos online [leia-se, YouTube, Twitter, ou semelhantes] realizam um ato de comunicação ao público. Por conseguinte, devem celebrar acordos de licenciamento justos e adequados com os titulares de direitos.

Ou seja, são as plataformas que têm que celebrar os acordos com os titulares de direitos e não os criadores de conteúdo para essas plataformas.

No número 2:

Os acordos de licenciamento celebrados pelos prestadores de serviços de partilha de conteúdos online com os titulares de direitos para os atos de comunicação referidos no nº1 cobrem a responsabilidade pelas obras carregadas pelos utilizadores desses serviços, em consonância com os termos e condições estabelecidos no contrato de licenciamento, desde que tais utilizadores não atuem para fins comerciais.

2a. Os Estados-Membros devem prever que, quando os titulares de direitos não desejam celebrar acordos de licença, os prestadores de serviços de partilha de conteúdos online e os titulares de direitos devem cooperar de boa fé para garantir que obras protegidas não autorizadas ou outro material não esteja disponível nos seus serviços. […]

Continuando a perceber as alterações impostas, percebe-se que o utilizador comum, que não vai ganhar dinheiro com as partilhas, não será prejudicado. Vai continuar a poder partilhar a imagem do Shrek. Já o Pplware, no seu canal do YouTube monetizado, se a plataforma não conseguir um contrato com a DreamWorks, porque não é da sua vontade ver a imagem do seu desenho animado dissipado na Web, verá o vídeo bloqueado.

Caso o bloqueio do conteúdo seja injustificado, o criador terá que ter mecanismos para reclamar imediatamente de forma simples e acessível, segundo se pode continuar a ler no Artigo 13º. Para os criadores de conteúdo isto também já é algo conhecido, principalmente no YouTube, trazendo uma vez mais esta plataforma a exemplo.

Existem depois mais alguns aspetos legais e obrigações acarretadas aos Estados para garantia dos termos presentes na Diretiva e no Artigo 13º que podem ser consultados aqui na íntegra.

Estas alterações irão afetar não só os criadores de conteúdo na União Europeia, mas também os que estão fora que poderão ver os seus conteúdos bloqueados por cá, sem aviso prévio.

O lado negro para o consumidor

Nós, todos nós, criadores de conteúdo, detentores de direitos de autor, gestores de grandes produtoras, somos consumidores destas plataformas e destes conteúdos, tal e qual como qualquer outro utilizador da Internet.

Havendo uma restrição, é certo que seremos prejudicados na quantidade e, possivelmente, na qualidade de conteúdo online que vamos ter à nossa disposição… mas num mundo tão global e que se transforma de uma forma tão rápida, iremos, certamente, encontrar alternativas.

Há um lado da esperança?

No mundo justo, esta mudança deveria ser boa para todas as partes. Os criadores de conteúdo estão a esquecer-se que, provavelmente, são reféns de uma só plataforma e que, mais cedo ou mais tarde, o seu trabalho pode ser simplesmente “bloqueado”. Mas, enquanto criadores, irão certamente reinventar-se e arranjar alternativas para continuar a fazer aquilo que realmente fazem de melhor.

Os “prestadores de serviços de partilha de conteúdos online” estão evidentemente alarmados porque este bloqueio será nefasto para o seu negócio, enquanto que alguns grupos são continuadamente protegidos.

Seremos todos afetados com estas mudanças, que na sua essência, têm um bom intuito, proteger os Direitos dos Autores num mundo que ainda carece de legislação. No entanto, para fazer leis justas é necessário estar atento ao mercado e ouvir todas as partes.

O Artigo 13º não vai entrar em vigor em janeiro. Nessa altura este ainda será alvo de uma nova votação e avaliação podendo ser ajustado de forma profunda.

Depois disso, cada Estado-Membro ainda irá ter dois anos para transcrever a diretiva para a Lei Nacional.

Não partilhe desinformação, nem alarmismos! A Internet não vai acabar, ela está em constante mudança. Se a Diretiva seguir em frente, tal e qual como está escrita, os criadores de conteúdo não vão acabar nem ficar no desemprego, vão-se reinventar, vão-se adaptar às mudanças… O consumidor de conteúdo vai continuar a seguir as tendências. Sempre foi assim.

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Apple continua indo mal na bolsa… A Microsoft está quase a apanhá-la

Apple continua indo mal na bolsa… A Microsoft está quase a apanhá-la

O mês de novembro não tem sido bom para a marca da maçã, que já terá afundado cerca de 23% do valor em Wall Street.

Parece que foi há muito tempo, mas foi em agosto que a Apple comemorava a marca de um bilião de dólares de valor na bolsa, sendo a primeira empresa americana a tornar-se uma “trillion-dollar-baby”. Desde então as coisas não estão fáceis para a empresa liderada por Tim Cook, que tem vindo a desvalorizar a um ritmo galopante, tornando-se a bandeira de um sector tecnológico que não está de boa saúde.

Embora não tenha sido apenas a marca da maçã a desvalorizar, mas também outras gigantes tecnológicas, a dona do iPhone revelou estimativas para o quarto trimestre fiscal que deixaram os investidores apreensivos. Apesar de estar a ganhar mais dinheiro com os novos modelos iPhone mais caros, a versão econômica do iPhone Xr foi muito desapontante, levando mesmo a fabricante a ponderar a sua continuidade.

Segundo adianta o Jornal de Negócios, a Apple desvalorizou 23% desde o início de novembro, coincidindo com o anúncio da quebra das vendas do atual trimestre. A empresa regista agora um valor de 828,64 mil milhões de dólares, ainda que na última sessão da bolsa tenha registado um aumento de 1,35% (174,62 dólares por ação).

A Microsoft, por outro lado, tem sido menos “penalizada” na bolsa, tendo encerrado a segunda-feira com um aumento de 3,30%, somando agora 822,89 de valor bolsista (e a valer 106,47 dólares por ação). Valor que ajudou a consolidar uma posição muito próxima da sua rival Apple. Durante a sessão desta segunda-feira a diferença do valor entre as duas gigantes foi de “apenas” três mil milhões de dólares.

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Cientista chinês alega ter criado primeiros bebes geneticamente manipulados

Cientista chinês alega ter criado primeiros bebes geneticamente manipulados

Um cientista chinês afirmou hoje que ajudou a criar os primeiros bebes geneticamente manipulados do mundo, gémeas cujo ADN He Jiankui disse ter alterado com tecnologia capaz de reescrever o ‘mapa da vida’.

A revelação foi feita pelo próprio em Hong Kong a um dos organizadores de uma conferência internacional sobre manipulação de genes que deve começar na terça-feira e, anteriormente, em entrevistas exclusivas à agência de notícias Associated Press (AP).

“A sociedade decidirá o que fazer a seguir”, argumentou na entrevista.

O cientista, He Jiankui, da cidade de Shenzhen, disse que alterou os embriões durante os tratamentos de fertilidade de sete casais, tendo resultado numa gravidez até agora.

Jiankui afirmou que o objetivo não é curar ou prevenir uma doença hereditária, mas tentar criar uma capacidade de resistência a uma possível infeção futura de VIH-Sida.

O cientista adiantou que os pais envolvidos não quiseram ser identificados ou entrevistados e não disse onde estes moram ou onde o trabalho foi realizado.

Não há confirmação independente da reivindicação de He Jiankui, que tão pouco foi publicada ou examinada por outros especialistas.

Alguns cientistas ficaram espantados ao terem conhecimento da alegação e condenaram-na com veemência.

É “inconcebível… uma experiência em seres humanos que não é moralmente ou eticamente defensável”, criticou um especialista em manipulação de genes da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), Kiran Musunuru, e editor de uma revista de genética.

“Isso é prematuro demais”, declarou o diretor do Scripps Research Translational Institute (estado norte-americano da Califórnia), Eric Topol.

No entanto, um famoso geneticista, George Church, da Universidade de Harvard (estado norte-americano do Massachusetts), defendeu a manipulação de genes para combater o vírus do VIH-Sida, que apelidou de “uma grande e crescente ameaça à saúde pública”.

“Acho que isso é justificável”, defendeu Church.

Nos últimos anos, os cientistas descobriram uma maneira relativamente fácil de manipular genes. A ferramenta, chamada de CRISPR-cas9, torna possível alterar o ADN para fornecer um gene necessário ou desativar um que esteja a causar problemas.

Só recentemente foi tentado em adultos para tratar doenças mortais, mas as mudanças estão confinadas a essa pessoa. A manipulação de espermatozoides, óvulos ou embriões é diferente, já que as alterações podem ser herdadas. A China proíbe a clonagem humana, mas não especificamente a manipulação de genes.

Jiankui estudou nas universidades de Rice e Stanford nos Estados Unidos antes de regressar à terra de origem para abrir um laboratório na Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China, em Shenzhen, onde também tem duas empresas de genética.

Um cientista norte-americano garantiu ter trabalhado com Jiankui nesse projeto. Trata-se de um professor de física e bioengenharia, Michael Deem, que foi seu conselheiro na Universidade de Rice, em Houston. Deem também detém “uma pequena participação” nas duas empresas de Jiankui, disse.

O investigador chinês referiu que praticava a manipulação genética de ratos, macacos e embriões humanos no laboratório há vários anos e solicitou patentes sobre a sua metodologia.

He Jiankui acrescentou que optou por testar a manipulação genética de embriões para o VIH, porque o vírus é um grande problema na China.

O cientista tentou desativar um gene chamado CCR5, que forma uma porta proteica que permite que o VIH, o vírus que causa a Sida, entre numa célula.

Todos os homens do projeto tinham VIH, enquanto que todas as mulheres não, mas a manipulação genética não visava evitar o pequeno risco de transmissão, explicou.

Os pais tiveram as suas infeções profundamente reprimidas por medicamentos padrão para o VIH e existem maneiras simples de evitar que infetem descendentes que não envolvem a alteração de genes.

Em vez disso, a intenção era oferecer aos casais afetados pelo VIH a hipóteses de terem um filho que pudesse ser protegido de um destino semelhante.

He Jiankui recrutou casais através de um grupo de defesa de casos relacionados com o vírus da Sida, Baihualin, que tem a sua sede em Pequim.

O seu líder, conhecido pelo pseudónimo “Bai Hua”, afirmou à AP que não é incomum na China que pessoas com VIH percam empregos ou que tenham problemas para obter assistência médica se as infeções forem divulgadas.

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O futuro radiante da energia solar fotovoltaica

O futuro radiante da energia solar fotovoltaica

Nos últimos trinta anos, os sistemas fotovoltaicos tiveram um aumento enorme de eficiência e de redução de custos de produção.

Após um período em que o crescimento do mercado da energia fotovoltaica foi estimulado através de tarifas bonificadas, esta tecnologia atingiu um nível de maturação que lhe permite competir em custo com as chamadas energias convencionais (i.e.: centrais a carvão ou a gás), prevendo-se que num futuro próximo a energia solar elétrica seja aquela com maior crescimento de capacidade instalada a nível mundial.

Até agora, o crescimento do mercado fotovoltaico tem-se baseado nas tecnologias de silício cristalino, material extremamente abundante e com um elevado nível de maturidade tecnológica. Hoje os painéis de silício são aqueles que permitem obter os preços mais baixos de energia fotovoltaica, mas estão perto de atingir o seu limite de eficiência. Para continuar a aumentar a eficiência desta tecnologia é necessário utilizar novos conceitos de célula solar, assim surgiu o conceito de células de multijunção.

As células de multijunção são células solares formadas por várias camadas de células de diferentes materiais, em que cada uma destas camadas é especializada em absorver uma parte do espectro solar. Desta forma, é possível atingir eficiências muito superiores às que se conseguem com uma célula solar convencional.

Atualmente, um dos grandes desafios da tecnologia fotovoltaica é a produção de dispositivos baseados em células de multijunção a um preço competitivo. Uma das estratégias mais promissoras é a utilização de silício cristalino na produção de células de multijunção, procurando deste modo juntar a elevada competitividade das células de silício à elevada eficiência das células de multijunção.

Nas últimas décadas, Portugal tem feito uma aposta consistente na investigação científica na área do solar fotovoltaico, contando com mais de uma dezena de grupos de investigação a desenvolver trabalho nas mais diversas vertentes desta área. A comunidade fotovoltaica portuguesa está organizada através da rede PV@pt que congrega os diferentes grupos de investigação e grupos industriais que trabalham na área.

Esta comunidade é dinâmica, cooperante entre si e está ligada aos melhores centros de investigação europeus.

Exemplo disso é o projeto de investigação TaCIt 1, recentemente financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Este projeto é liderado por José Almeida Silva do Instituto Dom Luiz – Faculdade de Ciências Universidade de Lisboa.

O foco principal deste projeto é o melhoramento do desempenho ótico das células de multijunção. As células a desenvolver neste projeto têm uma arquitetura inovadora e têm o potencial de aumentar a eficiência dos painéis fotovoltaicos para valores superiores a 30% (a eficiência mais alta de um painel fotovoltaico células convencionais é de 21%).

A energia elétrica de origem fotovoltaica terá um papel crucial na necessária transição para um paradigma energético de baixo carbono. Para além das condições naturais particularmente favoráveis para o aproveitamento desta forma de energia. Em parte, fruto do grande crescimento do sector das energias renováveis nos últimos anos, Portugal possui hoje as capacidades técnicas e científicas adequadas para que uma aposta na energia fotovoltaica possa ser bebem-sucedida, faltando sobretudo as condições de mercado para concretizar os investimentos necessários neste sector.

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PlayStation não marca presença na E3 de 2019

PlayStation não marca presença na E3 de 2019

A decisão foi comunicada à imprensa internacional depois de a organização ter avançado a ausência da marca. Note que, este ano, a Sony também decidiu não realizar o PlayStation Experience.

Para além de ter decidido não organizar o PlayStation Experience em 2018, a Sony anunciou esta semana que também não vai marcar presença na E3 de 2019. Note que a ausência vai ser total, uma vez que não haverá conferência nem stands da marca.

“À medida que a indústria evolui, a Sony Interactive Entertainment continua em busca de forma inovadoras de envolver a comunidade”, escreveu a empresa num comunicado enviado ao Engadget. “Os fãs da PlayStation são tudo para nós e, por isso, queremos inovar, pensar de forma diferente e testar novas formas de satisfazer os jogadores. Consequentemente, decidimos não participar na E3 em 2019. Estamos a explorar formas novas e familiares de envolver a nossa comunidade em 2019 e estamos ansiosos por partilhar os nossos planos contigo”, concluiu.

Esta é a primeira vez que a empresa falta a uma edição daquela que é a maior feira de videojogos da indústria e que já dura desde 1995. Em Setembro passado, a Sony Interactive Entertainment Worldwide Studios afirmou também, através do presidente Shawn Layden, que o PlayStation Experience deste ano não iria avançar por não haver conteúdos suficientes para exibir, o que faria com que a experiência não fosse valiosa o suficiente.

Recorde-se que, este ano, a PS4 decidiu focar a sua apresentação da E3 nos maiores jogos que tem para lançar ao longo dos próximos meses. Quase todos os vídeos apresentados focavam um jogo já anunciado, pelo que as surpresas foram poucas, o que nos leva a crer que esta decisão pode também prender-se com o fim do ciclo de vida da PS4.

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