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Netflix chega os 148 milhões de subscritores e vai estrear funcionalidade “Top 10 Semanal”

Netflix chega os 148 milhões de subscritores e vai estrear funcionalidade “Top 10 Semanal”

A Netflix anunciou ter atingido 148 milhões de subscrições em todo o mundo. No último trimestre, a plataforma de streaming angariou 9,6 milhões de subscritores, tendo superado a expectativa de crescimento que se encontrava na casa dos 8,9 milhões. A empresa anunciou ainda que vai começar a testar o “top 10 semanal” no mercado do Reino Unido, que consistirá numa listagem das 10 séries mais vistas, para ajudar os subscritores a escolherem as séries, filmes ou documentários mais falados do momento.

A Netflix revelou ainda o número de visualizações de alguns dos seus conteúdos durante o primeiro mês do ano, sendo que os três conteúdos mais visualizados foram: Triple Frontier, o filme de ação protagonizado por Ben Affleck e Charlie Hunnam, com 52 milhões de visualizações; Umbrella Academy, a série de ação/aventura/comédia que conta com a presença de Ellen Page, com 45 milhões de visualizações; e The Highwaymen, cujos protagonistas são Woody Harrelson e Kevin Costner, com 40 milhões de visualizações.

Com o serviço de streaming da Disney e da Apple a chegarem ao mercado, a Netflix não se mostra preocupada com a competição e espera vir a crescer mais. Num comunicado a empresa refere que: «Não estamos a tentar antecipar se a concorrência vai afetar materialmente o nosso crescimento, porque a transição de um serviço de entretenimento linear para on demand é muito grande, dada a diferença do tipo de conteúdos nos dois serviços. Acreditamos que o nosso crescimento vai continuar, uma vez que investimos em melhorar o nosso serviço e nos nossos conteúdos e os clientes continuam a migrar dos serviços mais comuns (como a televisão por cabo) para o nosso».

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Apple investe 500 milhões para criar serviço de jogos por subscrição

Apple investe 500 milhões para criar serviço de jogos por subscrição

A Apple continua interessada em ser a “Netflix dos jogos” e terá já investido cerca de 500 milhões para se posicionar na corrida.

Em março, a Apple anunciou o Arcade, um serviço de subscrição de jogos que permite aos utilizadores desfrutar dos títulos no iPhone, iPad, Mac e Apple TV. No lançamento, a empresa de Cupertino avançou que iria ter mais de 100 jogos logo aquando da estreia. Essa promessa terá um custo de 500 milhões de dólares (cerca de 441 milhões de euros), segundo fontes ouvidas pelo Financial Times.

As parcerias da Apple para o Arcade são com um mix de developers mais modestos e outros mais reputados como Annapurna Interactive, Bossa Studios, Cartoon Network, Finji, Giant Squid, Klei Entertainment, Konami, Lego, Mistwalker, Sega, Snowman e Ustwo, pelo que se esperam que os títulos a lançar sejam mais do gênero “indie”.

A arena para a “Netflix dos jogos” está a compor-se, com a Google a apostar no Stadia e a Microsoft a preparar o Project xCloud.

SOS GUINCHOS

 

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As muitas batalhas de uma “maçã” tecnológica

As muitas batalhas de uma “maçã” tecnológica

Samsung, Netflix, Amazon, Spotify, Facebook ou Qualcomm. A marca fundada nos anos 70 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne vai colecionando inimigos. A cópia de patentes, o armazenamento de dados ou a guerra pelos serviços digitais fazem parte das críticas e de vários processos nos quais são reclamadas indemnizações milionárias.

A história da Apple é feita de fracassos e sucessos. Do Pippin (consola), ao Newton (assistente digital) passando pelo iPhone, a empresa norte-americana nunca passou despercebida no mundo tecnológico. Aliás, a empresa da maçã, fundada em 1976 por Steve Jobs, Steve Wozniak e Ronald Wayne, foi a primeira empresa dos EUA a alcançar o marco histórico de valer um bilião de dólares (ou um trilião, segundo a notação não europeia). E, claro, está também na linha da frente pelas guerras com as empresas rivais. Uma das mais longas aconteceu com a Samsung. Só no ano passado, depois de uma batalha que durou sete anos, um juiz do Tribunal Federal Distrital de San Jose, no estado norte-americano da Califórnia, condenou a marca sul-coreana a pagar 539 milhões de dólares — o equivalente a 477 milhões de euros — à Apple por copiar patentes utilizadas nos telemóveis. Em declarações ao jornal “The New York Times”, fonte da companhia disse estar satisfeita por o juiz ter “concordado que a Samsung devia pagar por copiar” os seus produtos, até porque “o design é crucial para o sucesso” da Apple e “isto era sobre mais do que dinheiro”.

Iniciado há sete anos, o processo arrastou-se na Justiça e, quando tudo apontava para mais um conjunto de sessões em tribunal, a agência Reuters noticiou que as duas empresas acabaram por conseguir chegar a um acordo, o que levaria a que este processo terminasse imediatamente e sem qualquer processo adicional.

A Apple apresentou esta semana, em Cupertino, na Califórnia, novos serviços digitais baseados no projeto da empresa em integrar hardware, software e serviços. A principal novidade é a plataforma de streaming de vídeo, anunciada por Tim Cook no Steve Jobs Theater. Além do CEO, vários funcionários da Apple apresentaram diferentes produtos criados pela empresa.

Rivalidade com Netflix e Amazon

Por exemplo, com a Apple TV Plus a empresa passa a disputar o mercado com a Netflix, Amazon e outros serviços de televisão por assinatura. Segundo as contas da Associated Press (AP), o novo projeto da “maçã” vai custar 883 milhões de euros.

A ideia principal em que a empresa de Tim Cook se sustenta é que a Apple TV seja uma fonte de entretenimento, seja por subscrição de cabo, através do Hulu ou por outros serviços. No entanto, os produtos não irão só ficar na Apple TV, mas também no iPhone, iPad e Macbook. Ainda assim, a aplicação para Mac só deve chegar no outono, enquanto a Apple TV chega já em maio.

Quando o consumidor tem dúvidas sobre o que ver, a Siri ajuda e depois o serviço é personalizado consoante o que o utilizador gosta, de acordo com aquilo a que já assistiu. Como o serviço planeia unir séries, notícias, desporto e filmes nos dispositivos, também vai ser possível subscrever determinados canais, como o Showtime, onde depois o utilizador tem acesso a todas as séries transmitidas. O serviço da Apple TV foi redesenhado e a empresa anunciou que vai começar a produzir filmes e séries. O iTunes, a TV por satélite, HBO, Showtime, Starz, CBS, CNN e NBC estão na nova aplicação.

Serviços e dispositivos, plataforma de marketing, conquistar novas fronteiras, poder financeiro global e ser uma marca de moda – desde que chegou à liderança da Apple, Tim Cook transformou a empresa.  Dos carros para os cuidados de saúde, a Apple está a fazer apostas em mercados lucrativos lotados, complexos e improváveis de serem dominados por uma única empresa. “A nossa estratégia é ajudá-lo em todas as partes da sua vida que possamos”, diz Cook.

O poder financeiro global é outro dos trunfos. Cook gastou aproximadamente 117 mil milhões de dólares em recompra de ações nos últimos dois anos. Como diz o gestor: “Quero que a Apple esteja aqui para sempre”. Além disso, a Apple é uma marca de moda. Os produtos da empresa têm sido exemplares em design industrial, mas Cook incorporou a ideia de estações e coleções para produtos como o Apple Watch. As lojas da marca também refletem essa influência: os acessórios são apresentados menos como tecnológicos e mais como produtos de moda.

Timothy D. Cook nasceu em 1960 no Alabama, é engenheiro industrial e foi o responsável de operações e vendas globais da empresa. Dirigiu a divisão da Macintosh e desempenhou um papel fundamental nas relações com os distribuidores que comercializavam os produtos da companhia no contexto de um mercado em crescimento. Filho de um operário da construção naval e de uma dona de casa, é um trabalhador incansável. Apesar da performance da marca a nível mundial nunca dá o seu posto como garantido. É dos primeiros a chegar ao trabalho e dos últimos a sair. Está sempre pronto para viagens ou teleconferências a qualquer hora do dia. Numa entrevista recente, o CEO confessou que aborda a questão da sua sucessão no final de cada reunião com a administração. Considera que a qualquer momento pode cometer um erro que lhe custe a sua posição e que a empresa tem de estar preparada para responder. Nos últimos dias foi a vez de responder ao Spotify, uma das principais plataformas de música usada pelos portugueses. Esta empresa apresentou uma queixa aos reguladores da concorrência da União Europeia, alegando que a fabricante do iPhone está a penalizar a livre escolha dos consumidores e a sufocar a inovação com as regras que impõe na App Store.

Numa publicação divulgada no site do Spotify, o líder da empresa afirma que “a Apple exige que o Spotify e outros serviços digitais paguem um imposto de 30% sobre as compras feitas através do sistema de pagamento da Apple, incluindo a atualização do nosso serviço gratuito para o premium. Se pagarmos esse imposto, isso obrigar-nos-ia a aumentar artificialmente o preço da nossa subscrição Premium bem acima do preço do Apple Music. E para manter o nosso preço competitivo para os nossos clientes, isso não é algo que possamos fazer”.

O chamado “imposto Apple” foi introduzido pela empresa pouco tempo depois do lançamento da App Store, em 2011. Apesar de já ter passado quase uma década desde o lançamento, esta é a primeira vez que é apresentada uma queixa junto da autoridade da concorrência da União Europeia.

As críticas do Facebook

Mark Zuckerberg fez uma publicação, esta quarta-feira, em que detalhava os objetivos do Facebook relativamente à privacidade e criptografia de dados ao mesmo tempo que fazia mira à Apple. Ao falar sobre a necessidade de armazenar dados de forma segura, o fundador do Facebook aproveitou para criticar a Apple dizendo que havia uma diferença entre fornecer um serviço num país e armazenar os dados lá. “Há uma diferença importante entre fornecer um serviço num país e armazenar os dados pessoais. À medida que construímos a nossa infraestrutura em todo o mundo, optámos por não construir centros de dados em países com um histórico de violações de direitos humanos como privacidade ou liberdade de expressão“, escreveu Zuckerberg.

Recorde-se que a Apple transferiu as suas operações do iCloud para uma empresa local no sul da China no ano passado. A empresa também começou a hospedar as suas chaves de criptografia do iCloud no Guizhou-Cloud Big Data na China no ano passado, face às leis implementadas naquele país.

O diferendo com a Qualcomm

O juiz de um tribunal em San Diego, na Califórnia, deu razão à Qualcomm numa queixa apresentada contra a Apple. A fabricante de processadores reclamou o uso indevido de três patentes suas pela empresa da maçã, que lhe terá agora de pagar 31 milhões de dólares de indemnização.

Desde 2011 que Qualcomm era a fornecedora exclusiva da Apple. Esta decisão chega numa altura sensível para ambas as empresas. No final do ano passado, a fabricante de chips anunciou que um tribunal chinês aceitou as suas reclamações contra a marca da “maçã” por alegada violação de patentes e que ordenou a empresa a não vender alguns modelos de iPhone naquele país. A Qualcomm disse ainda que as patentes em questão permitem ajustar e alterar o tamanho das fotografias, bem como manusear aplicações através do écran tátil.

A Apple anunciou que vai usar todas as suas “opções legais” nos tribunais, rotulando os “esforços da Qualcomm para proibir” os seus produtos como um “movimento desesperado de uma empresa cujas práticas ilegais estão sob investigação pelos órgãos reguladores em todo o mundo”.

Don Rosenberg, vice-presidente da Qualcomm, considera que o veredicto representa “a mais recente vitória num litígio que visa responsabilizar a Apple pela utilização das nossas valiosas tecnologias sem as pagar”. A batalha ainda está para durar. Em breve inicia-se um novo julgamento onde as duas empresas vão lutar sobre o pagamento de royalties. Em causa estão muitos milhões de dólares.

Os primeiros conflitos internos

O legado de Steve Jobs vai ficar para sempre na história da tecnologia mundial. Quando morreu, milhares de pessoas deixam tributos a Steve um pouco por todo o mundo. Em 1982, era capa da conceituada “Time”. Eis o que a revista norte-americana escrevia sobre ele: “Steve Jobs, 26 anos, co-fundador há cinco anos da Apple Computer, criou praticamente sozinho a indústria de computadores pessoais. Este universitário falhado vale agora 149 milhões de dólares”. Para a “Time”, era um ícone da nova geração de empreendedores que “não teme correr riscos”.

O grande salto veio com o lançamento do Macintosh, em 1984. A plataforma tornou a Apple extremamente conhecida, iniciando o processo de evangelização em torno dos produtos da empresa que permanece até hoje. Disputas com o CEO da Apple na época, John Sculley, fizeram com que Jobs fosse obrigado a abandonar em 1985 a companhia que ajudou a fundar. Para muitos, esse afastamento foi decisivo na formação do líder em que Jobs se tornaria aquando do seu regresso à empresa, anos mais tarde. De novo à frente da Apple, um Jobs mais experiente corrigiu algumas rotas sem que mudasse de direção. Primeiro, despediu uma administração, várias equipas, cortou custos e matou literalmente dúzias de produtos. Depois, refundou a “sua” Apple sobre as premissas da colaboração e da simplicidade.

Para Jobs, perfecionista por essência, só existia uma receita para ser o melhor: ter paixão pelo que se faz. Repetiu-o incessantemente. “É tão difícil fazer coisas que se não gostarmos desistimos. As pessoas que têm sucesso são as que têm paixão e por isso perseveraram”.

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Google + encerrada

Google + encerrada

A Google tem vindo a encerrar a sua rede social Google+ por fases, mas hoje fica marcado pelo último “prego” no caixão do serviço. A partir de hoje, todas as contas e respetivo conteúdo, tais como fotos e vídeos, serão apagados.

Até à data, os utilizadores interessados em preservar o seu conteúdo multimédia deveriam fazê-lo através do respetivo download. No entanto, os materiais que tenham sido salvaguardados no Google Photos não serão apagados.

A Google tinha inicialmente planos para encerrar a sua rede social Google+ em agosto, mas depois de uma falha de segurança que expôs a informação pessoal de mais de 50 milhões de utilizadores, a tecnológica decidiu antecipar o término das suas operações em abril.

De notar que a Google prevê que o processo de apagar todo o conteúdo do serviço poderá demorar meses. Por isso, sem garantias, poderá continuar a ver o seu conteúdo nos próximos dias, para o caso de ainda conseguir autenticar-se e não ter feito o backup dos conteúdos.

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Apple aposta nos filmes, programas, séries e jogos. Falta saber o preço da nova concorrente da Netflix

Apple aposta nos filmes, programas, séries e jogos. Falta saber o preço da nova concorrente da Netflix

A Apple lançou um serviço de streaming de conteúdos e vai passar a concorrer diretamente com a Netflix. Fabricante do iPhone transformou-se numa empresa de serviços e até lançou um cartão de crédito.

Apple AAPL 0,00% transformou a Apple TV num serviço de streaming de programas, filmes e séries, que vai passar a concorrer com a plataforma da Netflix. Além de conteúdos originais, que a empresa vai fornecer através da Apple TV+, a nova plataforma vai agregar conteúdos de outras produtoras, como a HBO, através do serviço Apple TV Channels.

O Apple TV Channels chega em maio e vai passar a estar disponível nos computadores Mac e na generalidade das smart TV, em mais de 100 países em todo o mundo. A Netflix, líder de mercado no streaming de conteúdos, e uma das empresas que mais tem investido em conteúdo original, optou por não fazer parte do catálogo da nova plataforma. Os canais das várias produtoras poderão ser subscritos individualmente, mas ainda não se conhecem preços.

A empresa lançou ainda o serviço Apple TV+, através do qual oferece conteúdos originais como programas de TV. Desde logo, conta com um novo programa The Morning Show, apresentado pelas estrelas de Hollywood Jennifer Aniston eReese Witherspoon, com a participação de Steve Carell. Steven Spielberg e o realizador J.J. Abrams também estão a trabalhar com a Apple na produção de conteúdos para a Apple TV+. A apresentadora Oprah Winfrey e as personagens da Rua Sésamo vão estar igualmente no catálogo. Chega no outono, mas ainda não se sabe quanto vai custar mensalmente.

A Apple anunciou também uma profunda mudança no seu serviço de notícias. A marca lançou o Apple News+, um pacote com cerca de 300 revistas e jornais, disponível através do pagamento de uma mensalidade única de 9,99 dólares para toda a família. As receitas serão repartidas a 50-50 com os publishers. E o primeiro mês é grátis.

The Wall Street Journal é o maior jornal a integrar a plataforma, enquanto o The New York Times e o The Washington Post optaram por não fazer parte do catálogo da Apple. As assinaturas custariam 800 dólares mensais se fossem adquiridas individualmente, segundo cálculos da empresa.

O serviço vai estar inicialmente disponível nos EUA e Canadá, mas deverá chegar também ao Reino Unido ainda este ano e, mais tarde, a outros países europeus. Outra das grandes novidades é o facto de estes conteúdos não terem publicidade e de a Apple não permitir aos anunciantes seguirem a atividade dos utilizadores para efeitos de segmentação de anúncios.

A empresa vai ainda adicionar uma nova aba na App Store especialmente dedicada aos videojogos. É outro serviço novo, que se vai chamar Apple Arcade. Através de uma subscrição, o Apple Arcade vai permitir jogar mais de uma centena de títulos exclusivos de estúdios como a Sega. O serviço vai chegar no outono a mais de 150 países, mas ainda não se sabe quanto vai custar.

Por último, há novidades no Apple Pay. A empresa vai lançar, em conjunto com o banco Goldman Sachs, um novo cartão de crédito Apple Card. Não tem número, nem código na parte de trás, nem data de validade. O objetivo é permitir o uso do serviço Apple Pay nos comerciantes que ainda não suportam o serviço digital.

Estas são algumas das novidades apresentadas pela Apple na já habitual conferência da primavera, que a empresa realizou esta segunda-feira, no Steve Jobs Theater, em Cupertino (EUA). Este ano, o evento já está a ser considerado histórico para a marca, na medida em que representa uma mudança significativa na estratégia da fabricante do iPhone.

A Apple desviou o foco dos produtos e vai apostar mais nos serviços. No ano passado, esta rubrica de receita cresceu 33%, para quase 40 mil milhões de dólares. Em contrapartida, as receitas com a venda de iPhones no trimestre que acabou em dezembro recuaram pela primeira vez numa década, facto que ganha relevância tendo em conta que é o principal período de vendas para a empresa graças ao aumento do consumo na época natalícia.

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A evolução do universo de uma forma nunca antes vista

A evolução do universo de uma forma nunca antes vista

A detecção de ondas gravitacionais, ecos de longínquos eventos monumentais, permitirá reconstruir a evolução do universo de uma forma nunca antes vista.

Texto de Eva van den Berg

Na madrugada de 14 de Setembro de 2015, os dois interferômetros de alta tecnologia localizados nos estados de Louisiana e de Washington, nos Estados Unidos, detectaram um tremor cósmico quase imperceptível: vibrações provenientes do evento mais violento alguma vez captado no universo após o Big Bang. Essas vibrações, denominadas ondas gravitacionais, eram o resultado de uma colisão descomunal entre dois buracos negros, ocorrida há cerca de 1.300 milhões de anos e que provocou uma deformação no “tecido” que compõe o universo: uma amálgama indivisível de espaço e tempo que, devido a esse choque colossal, se curvou, gerando um tremor que viajou pelo universo à velocidade da luz. Embora vários indícios indiretos dessem como segura a sua ocorrência, essa foi a primeira vez que realmente se detectou a efémera passagem das ondas gravitacionais pela Terra. Atualmente, ocorreram já seis detecções deste fenômeno, cuja existência foi prevista em 1915 por um autêntico monstro da física, Albert Einstein. O cientista pensava que nunca seríamos capazes de detectá-las, foi o único ponto em que não acertou.

“Como gostaria de ver a cara de Einstein neste instante!”, disse Rainer Weiss, o físico do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) aquando da primeira detecção das ondas gravitacionais. Inventor do interferômetro gravitacional graças ao qual foi possível captar este leve tremor cósmico no dia 14 de Setembro de 2015, juntamente com o seu colega Kip Thorne, Weiss é co-fundador da instalação LIGO (a sigla, em inglês, do Observatório de Interferometria Laser de Ondas Gravitacionais).

Ondas gravitacionais

No espaço-tempo, as perturbações gravitacionais propagam-se sob a forma de ondas. A sua detecção revolucionou a astronomia, uma vez que revelam aspectos do universo não mostrados pela luz. As ondas gravitacionais devem-se a uma alteração na distribuição de massas no espaço-tempo. Um pouco à imagem do que acontece com a propagação em círculos causada pelo impacte de uma pedra sobre um ponto da superfície da água, a perturbação gravitacional propaga-se gradualmente a partir de um foco. Recorrendo à analogia do lençol elástico, é o próprio tecido do espaço-tempo que comunica a deformação entre os pontos. A intensidade das ondas depende da magnitude da alteração e atenua-se com a distância em relação ao foco. Uma vez que o espaço-tempo é bastante rígido, para gerar ondas detectáveis é necessário um choque colossal

Weiss, Thorne e Barry Barish, o responsável pela construção e funcionamento do observatório, conquistaram o Prêmio Nobel de Física em 2017 pela sua descoberta – uma recompensa após longos anos de investigação. Não há dúvida de que o célebre e despenteado físico ficaria radiante ao comprovar que a audaciosa ideia que propôs há um século foi por fim confirmada: um evento suficientemente violento pode perturbar a interação gravitacional e o espaço-tempo que governa o universo. Tal como uma pedra caindo numa poça de água, o evento gera a propagação de ondas que viajam pelo cosmo à velocidade da luz.

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Portugal com bons indicadores de cibersegurança, mas fértil na mineração ilegal de criptomoedas

Portugal com bons indicadores de cibersegurança, mas fértil na mineração ilegal de criptomoedas

Microsoft revelou o novo relatório de cibersegurança, referindo que Portugal continua ligeiramente abaixo da média internacional na detenção de quebras de segurança, mas acima na mineração de criptomoedas.

A Microsoft lançou o novo documento “Security Intelligence Report”, listando as principais tendências nacionais e internacionais ligadas à cibersegurança. Segundo a tecnológica, Portugal mantém-se abaixo da média internacional na deteção de quebras de segurança, referindo mesmo que os ataques de ramsonware diminuíram no país, no último ano. O phishing continua a ser o método de ataque favorito dos hackers e a mineração de criptomoedas tem vindo a aumentar, estando neste momento acima da média internacional.

Este ano, para ajudar a compreender melhor o relatório, a Microsoft disponibilizou um website interativo, em que é possível segmentar as informações e estatísticas por temas e por territórios. Os dados foram obtidos com o contributo de milhares de especialistas em segurança de todo o mundo, ligados às plataformas e serviços cloud da Microsoft, numa base diária.

Tendo como base estas tendências, a Microsoft apresentou na semana passada o Azure Sentinel, suportado por inteligência artificial. O sistema consegue automatizar 80% das tarefas mais comuns, libertando os técnicos de segurança a encontrar novas soluções. Este serviço integra ainda fornecedores de ferramentas de segurança, incluindo a Check Point, Cisco, Palo alto, Symantec, Fortinet, entre outras. A vantagem desta solução é manter o suporte a estruturas abertas, permitindo que as empresas importem os seus próprios modelos de machine learning que já foram treinados para ambientes específicos.

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Ano passado foram comprados mais CD e vinil do que de faixas individuais no iTunes

Ano passado foram comprados mais CD e vinil do que de faixas individuais no iTunes

A compra de músicas individuais tem estado em quebra e, em 2018, foram mais as pessoas que compraram CD e vinis do que estas músicas no iTunes.

Segundo os dados da Recording Industry Association of America, as vendas de downloads desceram 30% e as compras de álbuns completos também caíram 25%. Em 2013, as vendas de downloads representavam 40% das receitas da indústria, enquanto o ano passado só representaram 11%. As vendas de CD e vinil, por sua vez, chegaram aos 1,15 mil milhões de dólares, apesar de também terem caído 23%. Os vinis renderam 420 milhões de dólares em 2018, quase tanto quanto a venda de downloads completos no iTunes, revela o BGR. Os CD também são aqui mencionados, mas registaram uma quebra de 34% para os 698 milhões de dólares. Foi a primeira vez desde 1986 que este meio não vendeu mais de mil milhões de dólares num ano.

A principal contribuição para a indústria da música vem agora do streaming, com esta forma de acesso a crescer 30% ao ano, tendo atingido 7,4 mil milhões de dólares e contribuído com 75% das receitas do ano passado.

A Apple e a Spotify continuam a apostar no streaming, sendo as duas maiores forças dominantes e tendo conseguido mais de 50 milhões de utilizadores pela primeira vez, em 2018.
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YouTube fecha comentários nos vídeos com crianças

A descoberta de uma rede de comentários de pedófilos e predadores em vídeos do YouTube fez com que várias marcas suspendessem a publicidade na plataforma. Uma das primeiras medidas da empresa foi desativar os comentários nesses vídeos e, em seguida, anunciar que vai impedir os comentários em todos os vídeos de menores.

A medida vai demorar vários meses a ser implementada e poderá representar um corte significativo nas receitas de quem cria conteúdos, explica a BBC.

A mudança proposta prevê que os vídeos de crianças muito pequenas tenham automaticamente a secção de comentários desativada. Os vídeos de crianças mais velhas ou adolescentes não devem ter os comentários desativados, a não ser que seja uma situação capaz de atrair pedófilo, como de alguém a fazer ginástica, por exemplo. Somente os canais de alguns YouTubers conhecidos terão a opção de comentários ativada.

Mesmo para esses, o YouTube vai pedir uma moderação ativa do que é escrito, para assegurar que não existe qualquer perigo.

Além da proibição de comentários, o YouTube anunciou ainda o encerramento de vários canais que mostravam conteúdos menos próprios, mesmo na versão Kids da plataforma.

Os criadores mostram-se preocupados com a desativação de comentários, uma vez que estes são uma parte importante para o algoritmo de recomendação de vídeos. «Percebemos que os comentários são uma forma importante para os criadores construírem e ligarem-se às suas audiências (…) Também sabemos que esta é a medida certa a tomar para proteger a comunidade do YouTube», disse a empresa em comunicado.

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Artigo 13: diretiva não vai impor filtros de uploads. Criadas exceções para startups que faturam menos de 10 milhões

Artigo 13: diretiva não vai impor filtros de uploads. Criadas exceções para startups que faturam menos de 10 milhões

A presidência do Conselho da UE anunciou que chegou ao final da tarde de quarta-feira a acordo com os representantes do Parlamento Europeu em torno de uma nova versão da Diretiva Europeia dos Direitos de Autor. De acordo com fonte oficial da Presidência do Conselho da UE, que é atualmente assumida pela Roménia, o texto terá ainda ser apresentado aos representantes dos 28 estados membros da UE, antes de seguir para votação no Parlamento Europeu – o que terá de acontecer antes de maio, a fim de garantir uma votação antes do final dos mandatos eleitorais dos eurodeputados. Um comunicado do Parlamento Europeu confirma que os filtros que bloqueiam prévia e automaticamente conteúdos não autorizados que são disseminados pelos links de internautas não vão avançar – nem chegarão a ser votados pelo Parlamento Europeu. A crer nas versões do diploma que já começaram a circular na Internet, a remoção de conteúdos terá de ser feita mediante intervenção humana.

Em comunicado, o Parlamento Europeu anuncia uma súmula dos resultados alcançados durante as negociações que foram levadas a cabo entre a presidência do Conselho da UE (atualmente assumida pela Roménia): «A diretiva não vai impor filtros; “Memes” e GIFs podem ser partilhados livremente; Hiperligações para notícias acompanhadas de “palavras soltas ou excertos muito curtos” podem ser partilhadas livremente; Os jornalistas têm que auferir uma parte das receitas relacionadas com direitos de autor recebidas pelos editores de imprensa; As plataformas de internet são incentivadas a remunerar os artistas e jornalistas; “Startups” estão sujeitas a obrigações mais leves».

Depois deste acordo alcançado na tarde da passada quarta-feira, segue-se a assinatura dos estados-membros no âmbito do Conselho da UE, que provavelmente só deverá acontecer na próxima semana. Essa assinatura marca o fim da denominada fase dos trílogos (que são compostos por Comissão, Parlamento e Conselho da UE, sempre que é necessário redigir versões consensuais de diretivas e regulamentos).

Julia Reda, eurodeputada do Partido Pirata, publicou uma cópia desse texto que vai a votação no Parlamento Europeu. O texto publicado disponibilizado pelo blogue da eurodeputada Julia Reda é apresentado como «Versão Consolidada Não Oficial: Resultado do Trílogo». A denominação deixa em aberto a possibilidade de a Diretiva Europeia dos Direitos de Autor ainda poder vir a ser alvo de alterações de última hora, ou de até nem corresponder realmente à versão definitiva que foi acordada na passada quarta-feira, apesar do elevado grau de improbabilidade de um eurodeputado arriscar os efeitos políticos negativos de promover uma fuga de informação com uma versão que não corresponde àquela que realmente vai ser votada.

No documento não há referência a filtros que bloqueiam previamente links de músicas e vídeos não autorizados, mas são definidas exceções para plataformas e sites com faturações anuais inferiores a 10 milhões de euros e/ou que têm menos de cinco milhões de utilizadores por mês.

No que toca aos filtros de uploads que chegaram a constar na redação original do polémico artigo 13, o texto recomenda um equilíbrio entre os direitos fundamentais dos cidadãos e as exceções previstas pela diretiva, que permitem a disseminação de links com conteúdos que não foram autorizados. O texto também refere que os detentores dos direitos de autor devem justificar e fundamentar os pedidos de remoção dos conteúdos não autorizados. À primeira vista, o bloqueio prévio e automático que opera com base em identificadores de músicas, vídeos, gráficos ou outros conteúdos não autorizados não vai em frente.

«Quando os detentores dos direitos de autor solicitam a remoção ou a desativação do acesso aos seus trabalhos específicos ou qualquer outro material relacionado, devem justificar de forma adequada as razões das suas solicitações. As queixas submetidas sob este mecanismo devem ser processadas sem atrasos indevidos e as decisões para remover ou desativar o acesso ao conteúdo descarregado na Internet devem ser sujeita à revisão de humanos», refere esta versão não oficial do artigo 13 que foi disponibilizada pela eurodeputada Julia Reda na Internet.

O mesmo texto determina ainda que a obrigatoriedade de remoção de links com conteúdos não autorizados deverá ter em conta a dimensão e a maturidade da plataforma que promoveu a disseminação dos conteúdos não autorizados, bem como o tipo de audiência em causa. Esta exceção, que reduz encargos e responsabilidades legais de projetos mais jovens ou de menor dimensão, destina-se a empresas com menos de três anos de atividade, com menos de 10 milhões de euros de faturação e com menos de cinco milhões de utilizadores mensais.

No entender de Julia Reda, a versão do artigo 13 que foi agora aprovada ainda mantém em aberto a possibilidade de uso de filtros de uploads. A eurodeputada assinala no texto que divulgou no respetivo blogue o excerto relativo aos passos que terão de ser tomados pelas plataformas online e também o princípio da proporcionalidade que tem de ser seguido para que um determinado conteúdo seja removido. «Vários meios que evitam a disponibilização de conteúdos não autorizados que estão protegidos pelos direitos de autor devem ser apropriados e proporcionais consoante o tipo de conteúdos e por isso não se deve excluir que, nalguns casos, o conteúdo não autorizado possa ser impedido depois de notificação dos detentores dos direitos de autor. Quaisquer passos que venham a ser tomados pelos provedores de serviços devem ser efetivos, tendo em conta os objetivos em causa, mas não devem ir além do necessário para garantir esse objetivo de impedir e descontinuar a disponibilização de conteúdos não autorizados e outros materiais abrangidos».

Apesar das exceções definidas pelo texto aprovado na quarta-feira, Julia Reda não tem dúvidas de que a Internet, tal como a conhecemos, está em vias de acabar, alerta para o novo panorama legal que está em construção: «os sites e apps comerciais onde os utilizadores disponibilizam conteúdos vão ter de fazer “os melhores esforços” para previamente comprarem licenças para tudo o que os utilizadores possivelmente consigam descarregar – isto é: todo o conteúdo sujeito a direitos de autor que existe no mundo. O que é um feito impossível».

O comunicado do Parlamento Europeu tem uma leitura diferente da eurodeputada do Partido Pirata. «O acordo procura fortalecer os direitos de negociação, nomeadamente de músicos, artistas e autores, bem como editores de notícias, permitindo-lhes alcançar melhores acordos de remuneração pelo uso do seu trabalho por plataformas de Internet», começam recordar os representantes do Parlamento Europeu

No que toca ao artigo 11, que torna obrigatória a remuneração de jornalistas – e não só dos órgãos de comunicação social -, são também avançados os seguintes detalhes: «Pequenos excertos de notícias (“snippets”) poderão continuar a aparecer no Google News ou no Facebook, desde que sejam “muito curtos”. Mas o acordo inclui medidas para evitar que os agregadores de notícias abusem desta exceção».

«O “upload” de conteúdos protegidos por direitos de autor em citações, críticas, caricaturas ou paródia foi protegido, assegurando assim que os memes e Gifs podem continuar a ser partilhados», refere ainda o comunicado do Parlamento Europeu.

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