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China vai lançar criptomoeda oficial em breve, após cinco anos de trabalho

China vai lançar criptomoeda oficial em breve, após cinco anos de trabalho

Depois de criar restrições às diferentes moedas virtuais no território, será o próprio governo a “cunhar” oficialmente a sua criptomoeda.

Mesmo sem uma posição oficial, o governo chinês desde sempre criou dificuldades na utilização de criptomoedas, tais como a Bitcoin, alegando que as moedas virtuais dão origem a desordem. No entanto, segundo a publicação chinesa Shangai Securities News, a China irá avançar com a sua moeda virtual oficial, criada pelo Banco Popular da China, depois de cinco anos a trabalhar no seu sistema.

Segundo é avançado pelo comunicado, a criptomoeda será mais complexa que as restantes do mercado, utilizando uma divisão de dois níveis: colocando o Banco Popular no topo e a restante banca comercial em baixo. Desta forma, pretende-se responder ao crescimento da economia chinesa e respetiva população. Na prática, o Banco Popular converte a moeda virtual primeiro para os bancos e agências operacionais, e depois é que será convertido para o público. Este sistema foi adotado pelo tamanho do território chinês e da população, para que o Banco Popular não tivesse de lidar sozinha com o público.

Há ainda a informação que a tecnologia por trás da criptomoeda não se baseia totalmente em blockchain. Depois do teste do protótipo baseado em blockchain, o grupo de investigadores chegou à conclusão de que a tecnologia limitava a performance necessária requerida para operar ao nível do retalho. Foi ainda decidido que o Banco Popular irá manter uma neutralidade técnica, para que “os recursos, talentos e vantagens tecnológicas das entidades comerciais promovam inovação e competição pela excelência.

Na explicação, a criptomoeda chinesa pretende ser uma alternativa ao dinheiro, e por isso o Banco Popular não pagará juros em dinheiro, e não terá impacto na economia real existente. As medidas tomadas pretendem impedir lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Qualquer movimentação elevada e fora do normal será reportada ao Banco Popular. O objetivo do governo chinês é criar mais estabilidade no país.

 

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Valor do Bitcoin dispara para valores muito elevados. Analistas pedem prudência

Valor do Bitcoin dispara para valores muito elevados. Analistas pedem prudência

A Bitcoin está a negociar nos valores mais altos desde junho do ano passado, mas os analistas alertam para a sua sobrevalorização.

A criptomoeda Bitcoin disparou para valores máximos, tendo valorizado cerca de 70% desde o início de maio, numa duplicação de valor em apenas dois meses. É um registo mais elevado desde junho de 2018 e a sua valorização tem vindo a beneficiar do interesse de grandes investidores institucionais.

No entanto, os analistas estão na defensiva, pedindo prudência na valorização da moeda virtual, pois acreditam que se trata de um caso de sobrevalorização, avança o Negócios. Os analistas da JPMorgan Chase anotaram que o preço da Bitcoin já terá ultrapassado o seu valor intrínseco. Outros especialistas alertam que o ponto de viragem na negociação da criptomoeda poderá estar muito próximo.

O Bitcoin estará a valer 8.732,87 dólares, numa valorização de 7,65%, correspondendo ao valor mais elevado desde o ano passado. A criptomoeda chegou mesmo a aumentar 10% esta manhã, levando também a Litcoin a valorizar 9% e o Ether 6%. No final de março, a Bitcoin valia menos de metade, na ordem dos 4.000 dólares.

O disparo do valor da moeda tem a ver com o interesse de instituições de investimento como a Fidelity Investments, que vai permitir a compra e venda de criptomoedas pelos seus clientes. A operadora de telecomunicações AT&T revelou que vai permitir os seus utilizadores processem pagamentos online através de BitPay.

O valor mais alto da Bitcoin foi em 2017 quando a moeda virtual chegou a ser negociada a 19 mil dólares.

   

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GlobalCoin: o Facebook prepara-se para ter também a sua própria moeda virtual

GlobalCoin: o Facebook prepara-se para ter também a sua própria moeda virtual

Apesar de terem perdido parte do seu destaque no que toca a visibilidade, a verdade é que as moedas virtuais vieram para ficar. São uma forma de pagamento aceite e são usadas para transações de forma global.

O Facebook sabe da importância das criptomoedas e por isso prepara-se para ter já em 2020 a sua própria. A GlobalCoin será uma realidade e poderá ser conhecida em detalhe já este verão.

O Facebook quer ter a sua moeda virtual

Ainda não existe muita informação sobre esta nova moeda, mas a BBC News avançou que esta será uma realidade já no início do próximo ano. O Facebook deverá iniciar testes com a GlobalCoin ainda durante 2019, avançando depois para a sua versão final.

Esta criptomoeda será usada para pagamentos seguros e acessíveis dos utilizadores do Facebook. Garantirá que estes possam realizar pagamentos e transferências sem qualquer dependência de outra moeda e do país onde são realizadas. Inicialmente estará disponível em 12 países.

O criador do Facebook quer dar uma força grande à sua moeda virtual e por isso tem reunido com os responsáveis máximos das entidades bancárias de alguns países. Tem também procurado associar-se a entidades como a Western Union, para evitar a necessidade de contas bancárias nos utilizadores.

GlobalCoin será uma moeda virtual para usar na rede social

Há ainda informações de que o Facebook quer tornar a GlobalCoin como uma moeda estável. Para isso vai associá-la a outras moedas físicas como o dólar ou o euro, conseguindo evitar a especulação. Há ainda preocupações de que esta moeda possa ser usada para esquemas de lavagem de dinheiro, dentro da rede social.

Mesmo ainda não tendo lançado a sua moeda virtual, o Facebook já está a ser alvo de escrutínio das autoridades de vários países. Estas querem garantir que esta moeda será usada de forma controlada e dentro dos parâmetros legais. Não se irá limitar ao Facebook e estará também presente no WhatsApp e noutros serviços desta rede.

Na verdade a GlobalCoin não é a primeira tentativa do Facebook de ter uma criptomoeda. Já no passado fez uma abordagem a este mundo, mas acabou por não avançar com uma proposta concreta. Desta vez tudo parece diferente e a ideia de ter 2,4 mil milhões de pessoas a usar potencialmente esta moeda é muito apelativa.

   

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Polícia Federal faz operação contra Indeal e estima arrecação de R$ 700 milhões

Polícia Federal faz operação contra Indeal e estima arrecação de R$ 700 milhões

A Polícia Federal e a Receita Federal realizaram na manhã desta terça-feira (21) uma operação contra uma empresa de criptomoeda que arrecadou R$ 700 milhões entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019. Segundo os jornais NH e ZH, o alvo da operação Egyto é a Indeal.

A reportagem do NH chegou a presenciar o momento em que os agentes da PF chegavam à sede da Indeal em Novo Hamburgo, que atua sem autorização do Banco Central.

Conforme a nota enviada pela assessoria de imprensa da PF, participaram da operação 130 policiais federais, 20 servidores da Receita Federal do Brasil e seis policiais civis.

No total, estão sendo cumpridos dez mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão nas cidades gaúchas de Porto Alegre (3), Novo Hamburgo (13), Esteio (1), Estância Velha (2), Campo Bom (1); Laguna (1) e Florianópolis (1), em Santa Catarina, e em São Paulo (3), capital paulista.

Além dos mandados, foram expedidas ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros em nome de pessoas físicas e jurídicas, de dezenas de imóveis e a apreensão de veículos de luxo.

O inquérito policial foi instaurado em janeiro de 2019 para apurar a atuação de uma empresa com sede em Novo Hamburgo que estaria captando recursos de terceiros, sem a autorização dos órgãos competentes, para investimento no mercado de criptomoedas. A empresa assumia o compromisso de retorno de 15%, ao menos, no primeiro mês de aplicação.

Conforme levantamentos da Receita Federal, uma das contas da empresa teria recebido créditos de mais de R$ 700 milhões entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019. Os sócios da instituição financeira clandestina apresentaram evolução patrimonial de grande vulto, que, em alguns casos, passou de menos de R$ 100 mil para dezenas de milhões de reais em cerca de um ano.

Além dos crimes de operação de instituição financeira sem autorização legal, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o inquérito apura o envolvimento de pessoas que teriam tentado obter informações sigilosas da investigação e que foram identificadas.

A operação foi denominada Egypto pela similaridade dessa palavra com o termo “cripto” e pelo fato de que o negócio da empresa foi classificado por terceiros como de “pirâmide financeira”.

Olho na Unick Forex e na InDeal

Desde pelo menos o final de fevereiro, o Ministério Público Federal (MPF) vinha investigando um possível esquema de pirâmides instalado em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Dentre as empresas envolvidas estavam a Unick Forex e a InDeal.

O procurador da República Celso Tres, numa entrevista cedida ao programa Gaúcha, da Rádio Gaúcha, disse que a criptomoeda não ter regulação não justifica essas empresas multiplicarem esses rendimentos da noite para o dia.

Apesar de serem alguns elementos iniciais, como afirma o próprio Procurador Federal, ele disse que tudo indica se tratar de “um caso clássico de pirâmide financeira”, como foi a Telexfree — que em 2013 foi desmantelada.

   

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Bitcoin não morreu! Moeda digital já vale mais de 6 mil dólares

Bitcoin não morreu! Moeda digital já vale mais de 6 mil dólares

e pensava que a criptomoeda Bitcoin estava morta então é melhor mudar de ideias. A moeda digital está a valorizar consecutivamente e já ultrapassou os 6 mil dólares (algo que já não acontecia desde novembro).

Este crescimento da valorização da Bitcoin tem sido impulsionada pela crescente aposta por parte de instituições de investimento.

Lançada para o mundo em 2009, como invenção de um guru de informática misterioso, que se remeteu ao seu pseudónimo Satoshi Nakamoto, esta moeda é criada por meio de uma fórmula matemática bastante complexa.

Depois de vários meses em quebra, a moeda digital Bitcoin deu agora um salto e já vale mais de 6 mil dólares. Desde novembro de 2019 que tal não acontecia e esta é já a nona sessão consecutiva de valorização. Como referido, esta valorização deve-se à aposta forte por parte de instituições de investimento. De acordo com a Bloomberg a Fidelity Investments irá permitir que os seus clientes usem criptomoedas. A Robinhood, como plataforma de negociação, também já permite a utilização de moedas digitais.

De relembra que esta moeda digital alcançou os 19 mil dólares em dezembro de 2017. Depois de vários meses em queda, o Bitcoin tem vindo a crescer bastante. Em apenas cinco meses, a moeda digital duplicou o seu valor.

   

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Especialistas brasileiros explicam o que levou o Bitcoin a bater os US$ 5 mil

Especialistas brasileiros explicam o que levou o Bitcoin a bater os US$ 5 mil

O Bitcoin teve uma alta de US$ 900 em menos de duas horas na madrugada dessa terça-feira (02), chegando a bater US$ 5 mil. Os motivos, contudo, dividem opiniões de especialistas do setor com quem o Portal do Bitcoin conversou.

Fernando Ulrich, analista-chefe da XDEX, disse que esse tipo de alta súbita é algo que o mercado não espera e que não há como saber precisamente o motivo para o ocorrido.

“Não se sabe algum catalizador específico. Uma alta dessas, quando é muito rápido assim, não se sustenta a longo prazo.

O fato é que nas horas seguintes de o Bitcoin ter chegado a marca dos US$ 5.100, o preço recuou e até o fechamento dessa matéria passou a ser negociado a US$ 4.748.

“Chegou a US$5 mil e logo caiu para US$ 4.700. Claro que nesse momento muita gente aproveita para realizar lucros”, afirma Ulrich.

O economista disse que o motivo mais provável tenha sido um aumento no volume de bitcoins transacionados conforme foi noticiado pela Reuters.

Oliver von Landsberg-Sadie, presidente-executivo da empresa de criptomoedas BCB Group, havia dito que isso teria sido desencadeado por uma ordem de US$ 100 milhões nas bolsas norte-americanas Coinbase e Kraken e na Bitstamp.

Segundo Landsberg-Sadie houve uma única ordem que foi gerenciada por algoritmos nesses três locais, de cerca de 20 mil bitcoins.

Esse aumento de volume poderia ter empurrado o preço do Bitcoin para cima na visão de Ulrich.

Boa notícia para o Bitcoin

Hélio Silva, CEO da startup Cloudbit.me e fundador do projeto Bitcoinkids, disse que o mercado é influenciado basicamente pelo volume de ativos negociados e pelas notícias.

“Quando tudo está lateralizado e sem volume expressivo, o que move o mercado é a notícia”, afirma.

Silva disse que um possível motivo pode ter advindo do fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing out), que em português seria o famoso medo de ficar de fora de uma oportunidade.

A alta do Bitcoin ocorreu após a notícia de que a Comissão de Valores Mobiliários do Estados Unidos (SEC) estaria propensa a liberar o ETF do bitcoin.

A SEC havia anunciado no último dia 29 que estaria contratando especialistas em criptomoedas para analisar a ETF do Bitcoin. A notícia foi divulgada nessa segunda-feira.

Isso, na visão de Silva, fez com que muitas pessoas corressem para comprar Bitcoins.

“Essa notícia é vista como algo que causa expressividade no mercado. Postei isso às 00h50. Algumas horas depois que a notícia chegou nas mãos de boa parte dos operadores, todos saíram comprando”, disse.

Problemas a frente

Ulrich, entretanto, afastou a hipótese de que essa notícia tenha sido a razão para essa alta, pois ele defende que o mercado não tem segurança alguma se essa liberação vai ocorrer de fato.

“Isso está bem sabido no mercado que a aprovação do ETF foi postergada e ainda vai ser postergada de novo pela SEC”

Ele relata que esse é um mercado novo e ainda tem problemas a serem enfrentados como o caso de volumes suspeitos transacionados por exchanges no mundo inteiro que foi apresentado pela Bitwise à SEC.

Isso pode impactar no preço das criptomoedas, mas ele não acredita que haverá uma nova correção como aquela que ocorreu em 2018.

Crescimento à vista

Fausto Botelho, Ceo da Enfoque e analista técnico de Valores mobiliários, aponta que essa alta era esperada.

Ele explica que a razão para isso ter ocorrido foi “o rompimento do importante nível de resistência de US$ 4.200 logo depois do rompimento da reta resistência da tendência de baixa de longo prazo iniciada em Dezembro de 2017”.

Botelho explica que essa tendência de alta é óbvia tendo em vista que a queda do mercado de ações nos Estados Unidos pode trazer uma pequena parte de investidores para o setor de criptomoedas.

“O mercado de ações nos Estados Unidos está em queda e nisso pode ter um escape pequenino para o mercado de criptomoedas. Como a capitalização de mercado de ações é infinitamente maior do que esse de criptomoedas qualquer coisa que chegue trará um impacto enorme”.

Ele afirma que são US$ 80 trilhões a capitalização no mercado de ações mundial e que só a New York Stock Exchange (Bolsa de Nova York) tem capitalização de US$ 28 trilhões. Isso não se compara com os US$ 163 bilhões recentemente alcançados pelo mercado de moedas criptografadas.

“Se vier um por cento da capitalização da NYSE (Bolsa de Nova York) serão US$ 280 bilhões no mercado de criptomoedas, quase o dobro do que esse mercado tem hoje. Eu acho que o Bitcoin pode subir ainda mais”, afirma.

Botelho afirma que esse aumento no valor da criptomoeda já tem precedente desde 2011. “Já aconteceu três vezes uma alta nos moldes que ocorreu em 2017 e se ocorrer algo semelhante com isso estaremos vendo o mercado chegar em US$ 65 mil”.

SOS GUINCHOS

 

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Binance disponibiliza compra de bitcoin, ethereum e litecoin com cartões de crédito Visa e Mastercard

Binance disponibiliza compra de bitcoin, ethereum e litecoin com cartões de crédito Visa e Mastercard

A Binance passou a aceitar os cartões de crédito da Visa e da Mastercard na compra das criptomoedas bitcoin, ethereum e litecoin, conforme anunciado pela empresa nesta quinta-feira (31).

De acordo com um comunicado, a maior bolsa de criptomoedas do mundo por volume de negociação fechou um acordo comercial com a Simplex, empresa israelense líder em processamento de pagamentos.

“Ao aceitar pagamentos com cartão de crédito, a Binance está apoiando o uso mais amplo e a acessibilidade às criptomoedas em todo o mundo”, diz um trecho da nota.

Na página de suporte da plataforma a Binance também disponibilizou a seguinte mensagem:

“A Binance está emocionada em permitir pagamentos com cartão de débito e crédito para criptomoedas através de nossa nova parceria com a Simplex. Como parte de nossa missão para aumentar a adoção e acessibilidade de criptomoedas, os “Binanceiros” agora podem usar Visa e MasterCard para comprar BTC, ETH e LTC e começar a operar na Binance.com em poucos minutos”.

Segundo a empresa, a transação mínima é de US$ 50 e será cobrada a taxa de 3,5% ou US$ 10 e o tempo para a efetivação da compra e crédito na carteira do usuário vai levar em média de 10 a 30 minutos.

“Queremos oferecer da maneira mais segura possível o acesso rápido e fácil às criptomoedas aos traders da Binance”, disse Changpeng Zhao, CEO da exchange

CZ, como assim é chamado, falou também que parceria permitiu preencher uma lacuna que havia entre pagamentos com cartão de crédito e criptomoedas.

Nimrod Lehavi, cofundador e CEO da Simplex, também deixou o seu comentário.

“Estamos entusiasmados por nos associarmos à Binance e, juntos, possibilitar uma experiência muito melhor, rápida e fácil”.

A Binance, contudo, deixou claro de que o processamento de pagamentos Simplex está sujeito às políticas bancárias locais.

Expansão da Binance

E empresa fez questão de lembrar sua expansão no mercado global. Nos últimos quatro meses lançou duas exchanges com suporte criptomoeda/fiat, a Binance Jersey, com suporte a euros (EUR) e libras esterlinas (GBP), e a Binance Uganda, com suporte para o xelim ugandês (UGX).

“A criptoeconomia ainda está em seus estágios iniciais. Construir pontes para fiat é o que precisamos agora para expandir a criptoeconomia, aumentar a adoção e prover criptomoedas a mais usuários”, disse CZ.

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“Valor do Bitcoin nunca será zero”, admite ex-economista do FMI crítico de criptomoedas

“Valor do Bitcoin nunca será zero”, admite ex-economista do FMI crítico de criptomoedas

Kenneth Rogoff, um economista da universidade de Harvard que serviu como economista-chefe no Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2001-03, argumentou recentemente que criptomoedas como o Bitcoin são “bilhetes de loteria” que podem não valer nada.

De acordo com um artigo escrito para o The Guardian, Rogoff acredita que apostar em criptomoedas é arriscado pois governos com “economias avançadas” não as vão tolerar, mas poderão ser adotadas por governos sob sanções americanas, como a Somália, a Síria, o Irão, e a Coreia do Norte.

No seu artigo, revelou que, numa conferência em que esteve, muitos fãs de criptomoedas viam o preço das mesmas subir de tal forma que teriam uma capitalização de mercado de trilhões de dólares num futuro próximo.

Rogoff relembrou que argumentou que o bitcoin deve cair para US $100, mas que o seu valor não será zero. Acrescentou:

O jeito certo de pensar nas moedas de criptomoedas é como bilhetes de loteria que valem a pena em um futuro distópico onde elas são usadas em estados desonestos e falidos, ou talvez em países onde os cidadãos já perderam toda a aparência de privacidade

De acordo com o economista, não é coincidência a Venezuela ter sido o primeiro país a lançar uma criptomoeda, o petro. O grande obstáculo que as criptomoedas enfrentam, afirma, é o de serem adotadas para que possam ser usadas na compra de bens e serviços, além dos ilícitos.

No artigo acrescentou que se os governos em todo o mundo decidirem que é ilegal utilizar criptomoedas em lojas e bancos, isto levará ao seu colapso. Respondendo ao argumento de que bitcoin é “ouro digital,” Rogoff afirmou que ouro tem vários usos além de ser uma reserva de valor, e com a tecnologia tem vindo até a ser usado em iPhones e veículos espaciais.

De acordo com Rogoff, a natureza de sistemas descentralizados como a blockchain das criptomoedas faz com que sejam menos eficientes do que sistemas centralizados, como os dos bancos centrais. Para o economista, isto significa que resolver o “custo energético fenomenal” da rede do bitcoin não serviria de muito.

As suas características, que permitem transacionar de forma semianônima, significam para o economista que governos com “economias avançadas” não a vão tolerar. Sem estas características, afirma, ninguém a utilizaria.

Potencial do Bitcoin

No artigo o economista responde ainda que quem acredita no potencial do bitcoin afirma que o seu valor poderá subir desde que seja percebido como ouro digital. Quanto a isto, argumenta que economistas como ele têm trabalhado neste problema há cinco décadas e que observaram não ser bem assim.

Pelas suas palavras:

[Nós] descobrimos que as bolhas de preços em volta de ativos intrinsecamente inúteis devem eventualmente estourar. Os preços dos ativos que possuem valor real subjacente não podem desviar-se arbitrariamente dos benchmarks históricos

Acrescentou ainda que moedas fiduciárias emitidas por governos não são apenas uma convenção social, pois estes governos pagam a empregados e fornecedores em moeda fiduciária, além de exigirem impostos nela. Aqui, Rogoff negligencia que o estado americano de Ohio já aceita o pagamento de impostos também em bitcoin.

Perto do final do seu artigo reconhece, no entanto, que é ainda cedo para tirar conclusões acerca do futuro das criptomoedas. Afirma que acredita que bancos centrais vão “entrar no jogo,” e que a verdadeira questão é se vamos ver governos apropriar-se do que foi feito pelo setor privado, ou regularem criptomoedas para evitarem evasão ao pagamento de impostos e lavagem de dinheiro.

Conclui que a queda dos preços das criptomoedas não deve ser vista como uma surpresa, pois estas são “bilhetes e lotaria” com uma grande probabilidade de não valerem nada, e uma pequena probabilidade de virem a valer muito no futuro por “motivos atualmente difíceis de antecipar.”

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“Nós alertamos”, diz presidente do Banco Central do Brasil sobre queda das criptomoedas

“Nós alertamos”, diz presidente do Banco Central do Brasil sobre queda das criptomoedas

Antes de deixar o cargo de presidente do Banco Central do Brasil (BC) para dar lugar a Roberto Campos Neto, o diretor do banco Santander escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, o economista Ilan Goldfajn voltou a atacar as criptomoedas.

De acordo com uma publicação do Estadão na semana passada, Goldfajn disse que as criptomoedas preocupam o órgão porque elas não têm lastro e, portanto, não possui garantias por nenhuma instituição governamental.

“Desde o nosso alerta no ano passado, as criptomoedas desvalorizaram em 60%. As criptomoedas também não podem ser caminho para lavagem de dinheiro”, disse o presidente.

Em dezembro do ano passado, Goldfajn havia dito que as criptomoedas eram uma típica bolha e pirâmide. Mais tarde, em abril, ele baixou virulência das críticas ao Bitcoin e o classificou apenas como “um ativo arriscado”.

A fala foi durante sua participação num spread bancário promovido pela Febraban em São Paulo. Bem mais ameno e, em alguns pontos, elogiando a criptomoeda, o presidente disse na ocasião:

“O Bitcoin tem uma tecnologia por trás, o Blockchain, que tem tido sucesso. É uma inovação que deve ser incentivada”.

Naquele momento ele também afirmou que o bitcoin não poderia ser tratado como moeda por causa da alta flutuação e da falta de um banco central por trás como garantia.

“O Bitcoin não é uma moeda, é um ativo. Quem está investindo tem que saber que é arriscado”.

Ao mesmo tempo em que alertava, o executivo também condenava a imprudência de pessoas que arriscam tudo num mercado novo e volátil.

Goldfajn usou como exemplo o risco que alguns americanos estavam entrando na época ao hipotecar suas casas para investir em bitcoin.

“Não é o que eu chamaria de prudente”.

Saída da presidência do BC

Sobre a não permanência na presidência do Banco Central, Ilan Goldfajn relatou que a decisão veio por razões pessoais e preferiu não revelar.

“Venho do setor privado e resolvi retornar às origens. Se houvesse um mandato fixo para o BC, talvez essas questões pessoais não se colocassem”, disse Goldfajn em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

O presidente disse que várias mudanças simultâneas não é saudável para a sociedade e que a autonomia sugerida por ele não se refere a poder fazer tudo o que quiser, mas é um política que poderia promover metas.

“Dos maiores 40 bancos centrais do mundo, o Brasil é o único que não tem autonomia”, concluiu.

Projeto que inclui autonomia do BC será votado em 2019

Um projeto que visa a autonomia do Banco Central do Brasil está em trâmite na Câmara dos Deputados. No entanto ele só deve ser posto em votação no início do ano que vem, diz o Estadão.

Caso seja aprovado, a liberdade dentro da instituição tão almejada por Goldfajn, ficará a deleite do seu substituto.

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3 principais tendências nas criptos para 2019

3 principais tendências nas criptos para 2019

Se 2017 foi o ano em que a criptomoeda explodiu, 2018 foi o ano em que o mundo começou a entendê-la. Após o boom inicial do Bitcoin em janeiro, a segunda metade do ano passou lentamente para os entusiastas, com quase todas as grandes criptomoedas perdendo 80% de seu valor. Os hardforks recentes e as disputas internas entre os desenvolvedores não ajudaram e a pergunta: “o que 2019 trará?” Está na mente de todos. A ICObox compilou suas três principais tendências para o próximo ano …

1. Corrigindo os Problemas do Blockchain

Grande parte da estagnação no mercado tem origem na tecnologia que está quase lá. A ICOBox acredita que os maiores obstáculos técnicos enfrentados são a baixa escalabilidade, o tempo de transação lento e a adoção hesitante pela maior população.

É improvável que esses problemas sejam resolvidos em 2019, mas você pode apostar que os desenvolvedores estarão competindo mais intensamente do que nunca no próximo ano.
O aumento do interesse significa mais dinheiro de investidores que esperam apoiar as soluções mais inovadoras e lucrativas e, assim, eventualmente, uma reviravolta para o mercado.

O outro grande problema das criptomoedas é a volatilidade alta … ou pelo menos era.

Depois de assistir à queda no início do ano e a inúmeras falhas e fraudes dos ICOs, os investidores hesitam em se arriscar. Mas isso pode começar a mudar em 2019.

Desde o grande crash, o Bitcoin tem estado relativamente (relativamente no que diz respeito à criptos) estagnado. Inicialmente, isso era inegavelmente ruim. Mercados estagnados significam nenhuma chance de obter lucro, mas se o mercado conseguir continuar e se manter firme, isso pode ser um sinal de que o mercado está amadurecendo e as partes interessadas estão construindo uma base sólida para crescimento futuro, de acordo com o ICOBox Blockchain Research Center (IBRC).

Melhorias tecnológicas e um mercado estável ao longo de 2019 são exatamente o que os investidores precisam para fazer para ter outra alta (sustentável) no futuro, de acordo com a ICOBox. Quanto mais calmo 2019 for, melhor será no longo prazo.

2. A Tokenização de Tudo

O boom do Bitcoin foi alimentado pelo fervor de investir em algo novo. Criptomoedas eram diferentes, complexas e, para muitos investidores, confusas. A especulação selvagem finalmente alimentou (e estourou) uma bolha gigantesca e as criptomoedas têm lutado para ganhar impulso desde então. Mas 2019 pode ter uma nova corrida do ouro alimentada pela tokenização.

Os investidores há muito entenderam os benefícios dos investimentos físicos. Imóveis, commodities e belas artes têm sido investimentos rentáveis ​​e estáveis, mas historicamente exigiram grandes quantias de capital para entrar no jogo. Outlets como fundos de investimentos imobiliários (REITs) e opções de crowdsourcing diminuíram significativamente, no entanto, essas fontes ainda podem deixar fundos amarrados por anos e ainda limitar a acessibilidade.

O IRBC prevê que a tokenização provavelmente definirá 2019 como base para um novo setor de investimento e negociação. Ao contrário das outras opções mencionadas acima, a tokenização permite que os detentores de tokens negociem seus ativos como ações, de modo que o dinheiro não fique atrelado por anos até que o item físico seja vendido.

A probabilidade é de que 2019 tenha alta em praticamente todos os setores para tokenizar bens físicos, já que as empresas procuram inscrever investidores e proprietários de itens ao longo do ano. Não espere ver uma explosão imediata como a do Bitcoin em 2017. A base para a tokenização levará tempo devido à extensa quantidade de dados que precisam ser obtidos para realmente colocar o mercado em operação, e 2019 verá uma disputa frenética para fazê-lo.

O eventual boom deve valer a espera. A tokenização não só vai bombear toneladas de fundos para o espaço criptográfico, mas também liberar capital para os proprietários de itens, já que eles vendem tokens de seus ativos.

3. Protegendo Informações Pessoais

Em 2018, conforme relatado pelo IBRC, a população em geral começou a se envolver em volta do blockchain. Em 2018, o público também começou a entender a extensão em que suas informações pessoais estavam sendo aproveitadas, roubadas e manipuladas por corporações. A ICOBox prevê que o ano de 2019 permitirá ao público colocar os dois juntos e começar a tomar medidas para controlar suas identidades digitais.

Cripto-gurus têm pregado a descentralização há anos, mas em grande parte ninguém os ouviu. O IBRC sugere que um maior conhecimento do público vai ver mais e mais pessoas tentando tirar proveito da tecnologia blockchain agora que eles têm uma melhor compreensão do mesmo.

Devido à complexidade da tecnologia, as taxas de adoção provavelmente serão mais lentas do que outras redes sociais, mas 2019 estabelecerá muitas das bases para uma quantidade maior de usuário. Espere um crescimento lento e orgânico de pessoas e start-ups desenvolvendo plataformas para pessoas menos inteligentes aproveitarem blockchain sem ter que lidar diretamente com a tecnologia.

Já existe um sentimento generalizado de que as pessoas querem assumir o controle de suas informações pessoais e estão começando a procurar soluções. Blockchain e crypto oferecem soluções viáveis ​​que estão melhorando constantemente. Vai levar tempo, mas o IBRC prevê que 2019 verá o mundo começar a arrancar suas informações pessoais das mãos das corporações e voltar ao seu próprio controle.

O futuro parece brilhante

De acordo com o IBRC, 2019 será um ano fundamental para o mercado e que, gostemos ou não, é o que o mercado precisa para crescer de forma sustentável no futuro. Outro aumento meteórico seria excitante para os especuladores, mas acabaria fazendo mais mal do que bem às criptomoedas. As criptomoedas precisam de um ano “chato” para provar que está amadurecendo, aumentar organicamente sua base de usuários e lançar as bases para uma ampla tokenização.

Em 2019, a ICOBox está esperançosa de que encontraremos respostas para questões iminentes sobre regulamentação governamental e estabelecer regras para todos jogarem. Um mercado estável é fundamental para definir o cenário para essas discussões, e um mercado calmo significa atores governamentais menos assustados.

Com grandes interesses bancários e mais da metade das vinte maiores contas de  Bitcoin sendo criadas nos últimos dois meses, o interesse é que a criptomoeda é maior do que nunca, só não espere uma explosão em 2019. A ICOBox afirma que a longo prazo, ano é o melhor. Com uma infinidade de soluções blockchain programadas para entrarem em operação no novo ano, dedique um tempo para pesquisar empresas, inscreva-se em serviços que despertem seu interesse e explorem a tokenização.

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