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Quantum Portugal: Procuram-se jovens que queiram ser doutores em computação quântica

Quantum Portugal: Procuram-se jovens que queiram ser doutores em computação quântica

Criação de novos medicamentos e materiais, análise de risco financeiro, gestão de stocks, reconhecimento facial ou até IA. As aplicações da computação quântica são muitas e os investigadores ainda são poucos. É por isso que a FCT vai financiar bolsas.

Chama-se Quantum Portugal e é uma iniciativa da Fundação para a Ciência e Tecnologia que pretende atrair novos investigadores para a computação quântica, com o financiamento de bolsas de doutoramento.

A área é considerada de grande potencial e está em franco crescimento, com inúmeras aplicações na ciência e nos negócios, desde a criação de novos medicamentos e materiais à Inteligência Artificial. Só que, como em muitas outras áreas ligadas à tecnologia, faltam recursos qualificados.

As 24 bolsas colocadas agora a concurso pretendem ajudar a responder a essa escassez. Ao mesmo tempo que põe Portugal “no mapa”. “É uma área em franco desenvolvimento em todo o mundo, que está a reunir grande investimento em países como a China e os EUA”, sublinhou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em declarações ao SAPO TeK, considerando que a iniciativa vai contribuir para “melhor posicionar Portugal neste contexto de mudança e evolução nas chamadas tecnologias imateriais quânticas”.

Manuel Heitor destacou que há hoje formação doutoral em todas as áreas do conhecimento em Portugal e nos últimos anos mais do que se duplicou o número de bolsas de doutoramento. “Estamos a formar cerca de 2.600 novos doutores por ano, cerca de três em cada 10.000 habitantes”. O valor é semelhante a Espanha, mas ainda abaixo da média da UE, “por isso temos de continuar a aumentar e a diversificar a formação ao nível do doutoramento e, de um modo geral, temos aberto sempre apoios em todas as áreas do conhecimento”.

No caso da Quantum Portugal, além dos incentivos existentes para todas as áreas do conhecimento, “abre-se um apoio específico adicional numa área que é emergente (…) colocando as infraestruturas do INL à disposição de todas as universidades de Portugal”, referiu o responsável político.

Será efetivamente o INL – Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia a gerir o concurso, no âmbito de um Memorando de Entendimento esta sexta-feira assinado num evento em Braga, que também serviu para assinalar o lançamento da iniciativa.

O INL funcionará como instituição de acolhimento a alunos de doutoramento de universidades de todo o país, que assim poderão usar as suas instalações e competências.

“Hoje já se trabalha em materiais quânticos em Portugal, mas para podermos trabalhar mais temos de ter pessoas. O que estamos a fazer é formar uma nova geração de recursos”. Para  trabalharem em Portugal ou estão a ser formados para irem para o estrangeiro? “Para trabalhar em Portugal e em rede com outros países”, respondeu Manuel Heitor.

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Reconhecimento facial para automóveis

Reconhecimento facial para automóveis

A tecnologia tem por base o Face ID que podemos encontrar nos iPhones atualmente.

No futuro, procurar pelas chaves do carro vai ser um problema do passado. Atualmente existem marcas que já disponibilizam veículos que podem ser desbloqueados através de aplicações, mas a Apple quer desenhar um cenário mais prático, em que o corpo do condutor serve esse propósito. A Hyundai vai lançar um modelo que reconhece as impressões digitais dos utilizadores registados, mas a tecnológica quer possibilitar a integração de sistemas de reconhecimento biométrico, tal como temos atualmente nos smartphones de gama mais alta.

Uma patente registada pela marca norte-americana, chamada “System and Method for Vehicle Authorization”, descreve um sistema de autenticação biométrica, com Face ID, que pode vir a ser utilizado para desbloquear o acesso a um determinado veículo. Na prática, tendo em conta toda a tecnologia instalada nos automóveis mais recentes, é provável até que este sistema venha a permitir a pré-definição de várias configurações, ajustadas às preferências de cada um dos condutores habituais do carro; falamos de música, posição do banco, temperatura e outras variáveis possíveis de ajustar.

A patente foi registada em fevereiro de 2017 e não existem provas de que este seja um projeto terminado ou em curso. A estratégia da Apple para o segmento automóvel mudou bastante nos últimos anos e esta pode ser apenas uma forma de garantir que as suas próprias ideias se mantêm legalmente protegidas do assédio das concorrentes.

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O futuro já é presente: novas tecnologias que estão mudando o mundo

O futuro já é presente: novas tecnologias que estão mudando o mundo

O processo evolutivo da tecnologia acontece em passos muito mais rápidos que a evolução natural. Em 10 anos, já é possível notar uma diferença absurda de novas tecnologias que surgiram. Por exemplo, o celular mais potente de hoje é melhor que o computador mais potente de 10 anos atrás.

Neste post, vamos falar brevemente sobre as tecnologias que já estão consolidadas no mercado e, depois, falar sobre algumas das novas tecnologias que despontarão nos próximos anos. Quer saber quais são?

As tecnologias que já são realidades

O ano de 2017 foi ideal para que inúmeras tecnologias despontassem no mercado. O aumento da capacidade dos computadores, junto aos tamanhos reduzidos de placas e processadores, permitem que a tecnologia chegue a qualquer canto do mundo e em diferentes dispositivos.

A parte mais importante dessas tecnologias não é a tecnologia em si, ou as empresas que as desenvolvem. É a maneira como elas mudam a forma como nos relacionamos com o mundo.

As pessoas, as empresas e as cidades são as grandes beneficiárias dessas novas tecnologias, que procuram facilitar a vida delas e otimizar os lucros. A seguir, vamos apresentar as principais tecnologias que despontaram nos últimos anos e que já estão estabelecidas no comércio mundial.

Inteligência artificial

O conceito de inteligência artificial pode variar de pessoa pra pessoa. Para algumas, isso significa robôs que simulam os humanos. Para outros, são robôs que automatizam e realizam tarefas para humanos. No entanto, a grande área que realmente mostra valor dentro da inteligência artificial é seu poder de aprendizado e de análise.

Os serviços de ponta de inteligência artificial no mercado vêm em forma de insights fornecidos por meio de análise de dados para atender melhor os consumidores e atingir as metas de uma empresa. Grandes companhias mundiais como Netflix e Amazon usam a inteligência artificial para transformar seu capital e personalizar campanhas de marketing.

Os produtos são sugeridos aos consumidores de acordo com seu histórico de compras ou pelos filmes a que assistem. A Amazon já está testando serviços de entrega usando inteligência artificial e drones. O grande poder de personalização do produto dá ao consumidor uma experiência única que tem grande potencial de conversão para as empresas.

Realidade virtual e realidade aumentada

O Pokémon Go foi lançado em uma época em que essa tecnologia começava a despontar no mercado final. De lá pra cá, o uso de realidade aumentada começou a ser desenvolvido em várias aplicações para smartphones e outros dispositivos. Os aparelhos de realidade virtual se tornaram mais acessíveis, principalmente os acessórios para celular.

Devido a esse sucesso, várias empresas estão caindo de cabeça nas tecnologias de realidade virtual e aumentada. O grande foco de desenvolvimento está baseado na experiência de usuário para determinar o verdadeiro valor de negócio e como essas tecnologias evoluirão.

Um dos grandes impulsionadores da tecnologia está sendo o Facebook, que lidera as aquisições corporativas no ramo. Já são 11 aquisições feitas em 2017. O Facebook tem como meta incorporar a tecnologia de realidade virtual às redes sociais. Parece um episódio de série de ficção tecnológica. Será a junção das tecnologias mais empolgantes dos últimos tempos com a rede social mais viciante de todas.

Big Data

O big data é uma realidade, pois ele lida com a quantidade massiva de dados que é produzida mundialmente. O número de dispositivos conectados à Internet e a quantidade de pessoas que fazem acesso às redes sociais, conversam por chats de aplicativos e navegam usando GPS, são alguns exemplos de como dados estão sendo criados a todo momento.

Grandes empresas estão fazendo esforços para minerar e tratar os dados que são de interesse. Profissões como cientista de dados, desenvolvedores hadoop e mineradores de dados estão figurando entre as profissões mais quentes do mercado. O uso do big data é traduzido em serviços mais personalizados ao usuário e identificação de tendências de mercado.

As empresas também estão fazendo uso dessa tecnologia para a tomada de decisões estratégicas. A competitividade no mundo dos negócios está ficando cada vez mais acirrada e o usuário final sai lucrando com essa disputa.

Internet das coisas

A Internet das coisas certamente engloba todas as outras tecnologias faladas anteriormente, ao menos em parte. O conceito de criar uma malha de dispositivos inteligentes conectados está criando um potencial enorme, tanto na vida das pessoas, quanto nas indústrias.

Empresas como Amazon e Google figuram entre as grandes incentivadoras do avanço tecnológico da Internet das coisas. O desenvolvimento de assistentes pessoais, funções de mapeamento, serviços de análise e automação residencial figuram entre o conjunto de produtos que usam o potencial da Internet das coisas.

Essas tecnologias ainda têm o poder de serem analíticas. Grandes mercados podem analisar, usar e vender os dados analisados para o benefício de um mercado maior que envolve a rede. Sem contar as cidades inteligentes, que oferecem serviços sustentáveis à população e geram valor tanto aos cidadãos quanto às empresas que operam no local.

As novas tecnologias do futuro

s tecnologias mostradas na primeira parte deste post são fundamentais para as tecnologias do futuro. As evoluções tecnológicas acontecem passo a passo e vão possibilitando a descoberta de campos antes inimagináveis.

A impressora 3D em plástico abriu caminhos para a impressora 3D em metal. A inteligência artificial permitiu a criação de aplicações novas como fones de ouvido inteligente e análise de big data. O Bitcoin expôs a tecnologia blockchain que está sendo utilizada nos mais diferentes negócios. Nessa seção, vamos ver algumas das principais tecnologias que vão despontar nos próximos anos.

5G

O 5G é a tecnologia que promete impulsionar as demais. Se trata da nova geração de transmissão de dados wireless. Ela substituirá o 4G. Segundo analistas, o 5G será o grande responsável por elevar a quarta revolução industrial a novos patamares.

A previsão para a instalação de Internet 5G ao redor do mundo é em meados de 2019. No entanto, essa data pode ser antecipada. Isso porque as principais potências tecnológicas, como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, estão travando uma corrida para quem lança a tecnologia primeiro.

Segundo Amadeu Castro, diretor da GSMA do Brasil, o 5G é baseado em 3 pilares: baixa latência, grande volume de dados e grande número de conexões simultâneas. A baixa latência diz respeito à velocidade com que a informação chega até o usuário. Quanto menor a latência, mais próximo do real será o tempo das informações recebidas. Isso melhorará a qualidade de jogos online e sistemas de monitoramento em tempo real.

O grande volume de dados vai afetar a capacidade de transferência e recebimento de arquivos pela rede. A qualidade dos vídeos que poderão ser assistidos pela rede será maior, assim como também serão mais comuns as transmissões ao vivo de alta resolução. Seu impacto será visto principalmente na indústria do entretenimento, como os youtubers e jornalistas, que poderão fazer vídeos ao vivo em locações diferentes.

O grande número de conexões simultâneas do 5G resolverá o problema de antenas ocupadas. As antenas atuais têm um limite baixo da quantidade de usuários que conseguem conectar-se em determinado local. Por isso, em grandes eventos, como shows e partidas de futebol, o sinal do celular costuma ficar muito precário.

No entanto, ainda não há um padrão estabelecido sobre a tecnologia do 5G. Não há um consenso sobre quais bandas usar para difundir o sinal. Especialistas argumentam que bandas de ondas grandes conseguirão transmitir e suportar uma grande quantidade de dados, porém, a uma distância curta, enquanto as bandas de ondas pequenas levarão uma quantidade menor de dados a uma distância mais longa.

O mais provável é que duas bandas estejam operando para a atender as demandas diferentes do 5G. Quem vai decidir isso é a União Internacional de Telecomunicações, que regula as boas práticas da comunicação.

O 5G expandirá a fronteira da automação industrial, permitindo que robôs sejam conectados por uma rede sem fio. A solução vai reduzir custos de manutenção com hubs e fios para ligar as centrais às máquinas. Será possível conectar uma linha inteira de montagem usando apenas o 5G.

Tecnologias baseadas em blockchain

É a principal tecnologia por trás do Bitcoin, a criptomoeda que já causa estardalhaço nos dias de hoje. A tecnologia apareceu em 2008 como explicação para o funcionamento do Bitcoin. Ela se descreve como uma tecnologia que registra as transações, colocando-as em uma cadeia de dados que não pode ser alterada sem o comprometimento da segurança do sistema. Literalmente, é uma cadeia de bloco único em que as transações são calculadas e armazenadas.

O funcionamento de blockchain pode ser comparado com uma ata que registra todas as transações realizadas por aquela aplicação em vários computadores. Essa tática aumenta a redundância e confiabilidade das transações executadas pelo blockchain. Uma vez que os dados são replicados em vários dispositivos diferentes, fica difícil eliminar todas as evidências de uma transação.

blockchain é uma tecnologia segura, pois cada bloco de transações só pode ser anexado ao bloco principal quando ele for preenchido. Isso implica em assegurar que uma transação seja concluída e que ambos os lados forneçam os dados corretos da transação. Além disso, as transações são criptografadas, tornando o processo de tentativa de roubo de dados computacionalmente impossível. A tecnologia do blockchain assegura que:

  • cada transação chegue ao seu destino;
  • cada transação não seja usada mais de uma vez;
  • as transações realizadas não comprometam as transações anteriores.

No entanto, o uso de blockchain não está restrito somente às criptomoedas. Ela pode ser usada em diferentes aplicações que usam o mesmo raciocínio de funcionamento. Segundo o fórum econômico mundial, o blockchain é uma tecnologia que vai moldar o mundo, por causa da sua característica decentralizadora.

Uma das aplicações, além do Bitcoin, é a identificação de bens não perecíveis. Objetos como ouro, pedras preciosas e joias podem ser marcados com um token único em uma cadeia de blockchain. Outra aplicação seria colocar diplomas de universidades associados a pedaços de um bloco no blockchain. Essas medidas evitam que os bens sejam fraudados e que os diplomas sejam falsificados.

No setor da saúde, o blockchain pode ser usado para assegurar que relatórios médicos estejam sendo entregues aos pacientes certos. Os contratos firmados entre empresa e empregador, imobiliárias e até transações envolvendo veículos serão validadas através do blockchain.

A China protagonizou, junto aos Estados Unidos, o primeiro envio de uma carga agrícola validada através do blockchain. Um carregamento de soja teve todas as suas etapas validadas através de transações realizadas com uso da tecnologia.

No entanto, apesar dos cenários otimistas para o uso dessa nova tecnologia, o sucesso do blockchain depende da adoção em massa pelo público. A tecnologia foi criada em 2008 e ainda carece da adoção do público em geral, que está quebrando essa barreira aos poucos. Especialistas acreditam que, nos próximos anos, a tecnologia comece a aparecer cada vez mais no cenário dos negócios mundiais.

Impressão 3D em metal

As impressoras 3D em plástico já são realidade há alguns anos e elas já revolucionaram o mercado, trazendo novos níveis de design e prototipação de produtos. As novas tecnologias fizeram com que as impressoras evoluíssem e que fosse possível também fazer impressão 3D em metal, trazendo uma nova realidade às indústrias.

A capacidade de criar estruturas grandes e complexas de metal revolucionará a indústria manufaturada. O editor da MIT Review, David Rotman, diz que as impressoras 3D em metal dão a capacidade das manufaturas criarem pequenas peças de metal em baixa escala de produção. O custo de produção sai bem mais em conta do que a produção em massa de pequenas peças.

Isso porque os custos de manter um estoque grande de pequenas peças serão reduzidos e a empresa focará apenas em imprimir a quantidade exata de peças que o cliente precisa. As impressoras 3D também permitem que peças complexas sejam criadas usando metal, técnica que não pode ser alcançada por outros meios.

As principais empresas do ramo, segundo a Investing News, são 3D Systems, HP, ExOne, Materialise, Nano Dimension, Organovo, Proto Labs, Stratasys, SLM Solutions e Voxeljet.

No entanto, a empresa que deu o primeiro passo para revolucionar a tecnologia se chama Desktop Metal e é a primeira do mundo a construir impressoras 3D em metal para produção em massa. Segundo a empresa, suas impressoras são capazes de imprimir 100 vezes mais rápido que as técnicas de moldagem de metais existentes.

Além disso, a Desktop Metal diz que os custos de produção iniciais são 10 vezes mais baratos e os custos com matéria-prima, 20 vezes mais baratos que os métodos tradicionais existentes.

A matéria-prima dessas impressoras pode ser diferentes tipos de metal, como aço, cobre e alumínio. Elas são disponibilizadas em formas de barras que são lavadas especialmente para reduzir os polímeros e ser levadas ao forno. O forno, então, esquenta o metal usando diferentes técnicas de aquecimento para transformá-lo em um metal maleável. A peça é impressa de acordo com o design inserido no computador.

O resultado final de uma impressão em metal são peças muito resistentes. Dependendo do layout escolhido, pode ser que a peça necessite de polimento posterior, uma vez que o metal é mais difícil de trabalhar que o plástico.

Os sistemas de impressão em metal são divididos em basicamente dois tipos: prototipagem e produção em massa. O sistema de prototipagem usa materiais distintos e baratos para fazer modelos para serem testados, enquanto o sistema de produção em massa tem seu foco na produção de alta velocidade de peças.

No entanto, essa nova tecnologia ainda tem um custo alto ao consumidor final, apesar de ter mostrado ser mais barato que os modelos convencionais. A massificação e popularização da impressão em metal deve acontecer nos próximos anos, quando as empresas adotarem mais essa tecnologia e desenvolverem novas para que os custos sejam ainda mais baratos.

Os principais tipos de peças fabricados por essas impressoras, segundo o Engineering.com são:

  • moldes para fundição: depósitos onde são colocados o metal derretido para que seja solidificado em uma forma;
  • protótipos para produção: elaboram um modelo de peça para avaliar a sua qualidade e utilidade para uma possível produção em massa;
  • moldes para turbinas em subescala: são peças demonstrativas para a avaliação de moldes para turbinas;
  • componentes para lava-louças: permite que essas lavadoras sejam customizadas de cliente para cliente;
  • caixa para sensor de temperatura interna: componente importante na produção de aviões que fazem rotas glaciais, como por exemplo a Antártida;
  • trocador de energia térmica: dispositivo de transferência de calor com múltiplos usos, desde ar condicionados até em petroquímicas;
  • motor de propulsão de aviões: compreende uma pequena peça responsável por dar propulsão às hélices de aeronaves.

No entanto, vale lembrar que o uso de impressoras 3D em metal é quase ilimitada, podendo ser utilizada para produzir de parafusos e roscas até estátuas de metal.

Fones de ouvidos inteligentes

Esses fones têm sua característica inspirada em um personagem do clássico Guia do Mochileiro das Galáxias, o peixe Babel. Na história de ficção, o peixe, quando colocado no ouvido de uma pessoa, é capaz de traduzir qualquer idioma do universo instantaneamente.

A ideia desses fones de ouvidos inteligentes é a mesma. Simples, porém ousada e inovadora. Desenvolvido pela Google e nomeado de Google Pixel Buds, esses fones de ouvido já estão disponíveis no mercado pela bagatela de 159 dólares.

Em seu lançamento, os executivos da Google advogaram que os fones de ouvidos são capazes de traduzir instantaneamente, ou pelo menos em tempo hábil para manter uma conversação, cerca de 40 idiomas diferentes. Esses dispositivos funcionam como fones de ouvido wireless que pode se conectar a smartphones ou até mesmo ao assistente pessoal da Google.

Seu funcionamento é baseado na poderosa ferramenta de tradução do Google. O dispositivo usa recursos de processamento de linguagem natural para captar a fala corretamente e, depois, utiliza técnicas de aprendizado de máquina e inteligência artificial para fazer o processamento da tradução de forma mais rápida.

O dispositivo guarda em sua memória as palavras e fragmentos de frases mais usadas para acelerar a tradução. O que não é detectado em uma primeira análise, é processado através dos algoritmos citados.

Os estágios de desenvolvimento de fones inteligentes ainda se encontra em fase inicial. O próprio Pixel Buds da Google apresenta desempenhos inferiores aos esperados por usuários. A tecnologia está em período de testes.

Acredita-se que a tecnologia deslanchará nos próximos anos. Com o primeiro passo dado pela Google e a iniciativa de startups dispostas a fazer um dispositivo mais robusto e confiável, os fones de ouvidos inteligentes têm tudo para ser um sucesso. Eles reduzirão as barreiras de comunicação em todo o mundo, facilitarão as reuniões de negócio, e acordos internacionais entre empresas serão mais comuns e produtivos para ambos os lados.

Cidades sensíveis

As cidades sensíveis são o próximo passo das cidades inteligentes. As cidades inteligentes possuem de tecnologia para controlar e monitorar diversas áreas da cidade, como estacionamentos, praças públicas, avenidas, clima e etc. A ideia das cidades sensíveis é usar essa tecnologia para transformar as cidades inteligentes em autônomas e sustentáveis.

Segundo o arquiteto italiano Carlo Ratti, a cidade inteligente é como se fosse um computador a céu aberto que coleta dados e informações para melhorar as experiências dos usuários. Trata-se de um resultado de modernização das cidades, como instalação de fibra ótica que possibilitou a robotização de diversos setores urbanos.

As cidades sensíveis não têm a tecnologia como papel central. A tecnologia é apenas um coadjuvante que é usado para enriquecer a vida urbana e colocar o cidadão em um papel principal de participação.

A empresa Alphabet, dona da Google, está implementando em Toronto, no Canadá, sensores diversos para identificar como a cidade foi construída. A ideia é fazer uma análise crítica e repensar no crescimento futuro e como as pessoas vivem na cidade para apresentar soluções viáveis de serviços e produtos para os cidadãos. O objetivo final é integrar o design urbano com tecnologia para fazer cidades inteligentes mais acessíveis e sustentáveis.

Para que uma cidade sensível seja possível, é preciso que ela seja composta de cidadãos inteligentes. Não apenas na questão de terem conhecimento em tecnologia, mas também serem cidadãos preparados para colaborar com a sociedade em que vivem.

Para que uma cidade seja sensível é preciso, no entanto, que haja um consenso entre ferramentas regulatórias da área. Algumas regulações são de épocas antigas e não estavam preparadas para o mundo digital em que as cidades sensíveis vivem.

Também é preciso baratear o custo tecnológico. Como as cidades sensíveis dependem também de cidadãos preparados, é necessário que eles tenham acesso às tecnologias que comunicarão com todo o sistema.

Por isso, é possível que o conceito de cidades sensíveis somente se torne mais popular dentro de alguns anos. As cidades inteligentes e o conceito de Internet das coisas estão ajudando a popularizar e baratear as tecnologias usadas para praticar essa ideia. Os cidadãos, por sua vez, estão começando a se acostumar com a ideia de usar dispositivos inteligentes em prol da cidade. O resultado será uma evolução natural das cidades inteligentes.

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Lembra-se do replicador de objetos de Star Trek? Já não é tão ficção científica

Lembra-se do replicador de objetos de Star Trek? Já não é tão ficção científica

Os vídeos divulgados hoje pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, causam alguns arrepios. Vê-se um projetor a tirar as medidas à famosa escultura “O Pensador”, de Rodin. Rodam a peça para captar os diferentes lados. Depois, uma luz projeta sobre um recipiente e em alguns instantes parece acontecer magia. O recipiente esvazia-se e surge uma réplica perfeita. O que parece ficção científica (havia um replicador na saga Star Trek) é o mais recente avanço da impressão 3D publicado ontem na revista “Science”.

Os investigadores recorrem a uma resina sensível à luz para refinar (e acelerar) a reprodução de objetos, em qualquer coisa como dois minutos. “Girar o material fotossensível enquanto o expõe a um padrão de luz em evolução permite um novo tipo de impressão 3D na qual os componentes impressos podem envolver outros objetos sólidos pré-existentes”, relatou a equipa.

“O método pode ser particularmente útil para a produção de peças com múltiplos componentes para aplicações em dispositivos médicos específicos para doentes, ótica, microfluídica, componentes aeroespaciais e muito mais”, continua a equipa, citada num comunicado da universidade. Trata-se a uma alternativa à impressão camada por camada. “A impressão 3D – usada em aplicações que vão desde a fabricação até a medicina – é uma abordagem de impressão na qual o material é unido ou solidificado sob controle do computador para criar um objeto tridimensional. Na impressão 3D, materiais como moléculas líquidas ou grãos de pó são tipicamente adicionados juntos camada por camada. Essa abordagem de camada por camada, no entanto, cria limitações em relação aos tipos de aplicativos para os quais a impressão 3D é adequada; imprimir em torno de um objeto pré-existente é particularmente desafiador”. É isso que defendem ter conseguido, com um método de fabrico de objetos em três dimensões e que envolve a rotação de um material fotossensível. “Esta abordagem permite a impressão de objetos inteiros e complexos através de uma revolução completa, evitando a necessidade de camadas”.

A limitação, segundo os investigadores, está no custo atual de materiais que sejam reativos à luz. “O sistema precisava de ser ampliado para ter benefício comercial para a maioria das empresas, mas poderia ter uso imediato para ramos que exigem modelos pequenos, como a indústria de odontologia e de joalheira”, disse Ian Campbell, especialista nesta área, citado pelo “The Guardian”. O mesmo diário escreve que a reprodução de esculturas de Rodin para demonstrar os avanços nesta área já é um clássico.

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EUA e China lideram a corrida à inteligência artificial

EUA e China lideram a corrida à inteligência artificial

Um estudo da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), revelou que a americana IBM detem o maior portfólio de patentes relacionadas com Inteligência Artificial.

De acordo com um estudo recente da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, uma organização integrante do Sistema das Nações Unidas, a corrida pelo domínio da Inteligência Artificial (IA) tem sido atualmente disputada entre os Estados Unidos da América e a China.

Os dados revelaram que a gigante tecnológica IBM lidera este ranking da propriedade intelectual com 8.290 patentes registadas, encontrando-se à frente da Microsoft, que detém 5,930 patentes.

O estudo revela ainda que na China tem 17 das 20 melhores universidades, numa escala global, que conduzem investigações na área da IA.

À Reuters, Francis Gurry, Diretor Geral da OMPI, disse que: «Os EUA e a China lideram, obviamente, esta corrida. Estão à frente tanto no número de aplicações desenvolvidas, como no número de publicações científicas feitas.»

Numa ótica política, as tensões entre os dois países são também sentidas, uma vez que Donald Trump acusou a China de roubar inovações americanas e aumentou as tarifas comerciais em produtos chineses de forma a castigar o governo chinês.

Embora as opiniões, relativamente à China roubar propriedade intelectual, variem, a OMPI reconheceu as acusações, mas salientou que a China tem inegavelmente tido um papel de charneira no desenvolvimento da Inteligência Artificial.

«A China representa uma peça imprescendível no patenteamento de propriedade intelectual», disse Francis Gurry, em declarações à Reuters.

Esta quinta-feira, Gurry apelou via Twitter à união entre países para o desenvolvimento e cooperação na área da IA:

«O patenteamento de atividades no domínio da Inteligência Artificial está a crescer a um rítmo acelerado.Isto significa que o número de produtos, técnicas e aplicações em que este tipo de tecnologia estará presente será maior e, por sua vez, também a sua presença e influência nas nossas vidas.»

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O futuro da Inteligência Artificial precisa de ser moldado e não temido

O futuro da Inteligência Artificial precisa de ser moldado e não temido

Os algoritmos vêm trazer uma mudança na forma como as organizações gerem a informação, mas continuam a precisar dos humanos para validar e corrigir resultados. E para garantir que são úteis no futuro é essencial garantir transparência e ética.

As ideias ficaram bem patentes nas primeiras sessões da conferência Building The Future, organizada pela Microsoft Portugal em Lisboa, no Pavilhão Carlos Lopes, onde durante dois dias mais de 100 oradores vão abordar as várias questões do negócio, da tecnologia e da transformação digital, tendências e casos práticos em Portugal e no estrangeiro.

E a inteligência artificial tem um papel relevante na transformação digital? Jim Stolze, da Singularity University, usou o exemplo do Netflix para mostrar como a empresa passou de ser uma companhia de conteúdos que enviava DVDs por correio para colocar tudo digital e depois usar os algoritmos para ser mais inteligente na sugestão de filmes e séries que cada um dos seus clientes queria ver. Este foi o segredo e a evolução, de digital para dados e de dados para informação.

“Muitas empresas são ricas em dados mas pobres em informação”, afirmou, dizendo que isso acontece em grande parte das organizações mas desmistificando o facto de precisarmos de mais dados. “O que precisamos é de melhores dados e de insights”, avisa, apontando vários exemplos de como os algoritmos se enganam, são influenciáveis e dão resultados errados.

Mas isso não deve levar as empresas a desistir de usar a Inteligência Artificial. “Culpar os algoritmos é o mesmo que culparmos o espelho por o cabelo estar mal arranjado”, explica. O que é preciso é usar o machine learning para corrigir os algoritmos e isso já está a ser feito em muitas áreas, como o reconhecimento de imagens com os Captcha, onde as máquinas ainda se baralham com fotos de Muffins e Chiuahuas, entre outros.

“Não devemos temer o futuro com a IA mas devemos moldá-lo”, afirmou, e num gesto simpático para Portugal, Jim Stolze, disse que Portugal tem as pessoas e as competências para aproveitar estas oportunidades, podem não ter as ferramentas mas estas estão disponíveis online. E lembra que a Inteligência Artificial nunca estará finalizada e que precisa de humanos para garantir que está tudo correcto.

Numa visão mais de negócio, Matteo Colombo, da KPMG, mostrou alguns números da forma como as organizações estão a olhar para as oportunidades da AI, reconhecidas por grande parte dos CEOs como essencial para o futuro, isto apesar de uma percentagem muito pequena estar já a tirar partido do seupotencial.

A informação gerada pela AI vai atravessar toda a empresa e não pode ser implementada num silo. Tem de juntar toda a organização, o negócio, os dados, as operações. Mas também é preciso confiança, e 80% das empresas ainda não confiam na tecnologia porque não há controle.

É neste aspecto da ética, transparência e controle que Tim O’ Brien, da Microsoft focou a sua apresentação, mostrando como a AI é influenciável e tem preconceitos, ideias feitas e pode tornar as escolhas muito injustas, como acontece na Austria com um algoritmo que mostra as probabilidades de uma pessoa conseguir emprego com base na idade, género, local onde mora, o tempo que esteve desempregado. “É preciso haver regras e regulação”, defende, mas as oportunidades são grandes e não apenas de transformar o negócio, mas mudar o mundo que vai ter menos doença, menos fome, menos crime. “São oportunidades de transformação mas a responsabilidade é grande e é de toda a indústria”, avisa.

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Carreira e futuro

Carreira e futuro

Sociedade emocional, individualização, globalização, economia da experiência, disruptura, mobilidade, ansiedade, medo.  Estes foram os temas abordados pela futuróloga dinamarquesa Anne-Marie Dahl em sua palestra que aconteceu aqui no Rio de Janeiro e que eu tive a oportunidade de estar presente. Muito rica em conceitos e megatendências, sua palestra abordou muito sobre o futuro e o formato das profissões em um futuro muito próximo.

Flexibilidade na carreira

Gestão de imagem e carreira são temas que permeiam o trabalho que desenvolvo, onde o brand é o caminho para direcionar e planejar a carreira atual ou direcionar e reinventar uma nova.

Por anos trabalhei com estudo e monitoramento de tendências. Em contraste aos meus pais, que tiveram apenas uma profissão – assim como os pais de Anne Marie – eu já tive algumas – design de moda, pesquisadora de tendências, consultora de imagem, coach, estrategista em personal brand, gestora de carreira e pós carreira para esportistas – e provavelmente meus filhos terão seis profissões simultaneamente.

Somos cada vez mais especialistas flexíveis. Cada etapa da nossa vida profissional será importante para a seguinte. Na verdade, cada ciclo vivido é um aprendizado que será incorporado no próximo. Conhecimentos e experiências adquiridos não podem ser engavetados. Muitas vezes temos talentos que são transparentes e não são apropriados como um diferencial. Talento este que pode ser um hobby, um prazer ou uma parte da passagem das nossas vidas.

Nossa história nos move

Devemos cuidar da nossa história. Ela é parte de quem somos. Ela é o nosso brand. Este é uma megatendência citada por Anne-Marie e que estou completamente de acordo.

É através da história que nos conectamos com as nossas emoções e as pessoas se conectam conosco e com o nosso brand. Como Anne-Marie falou, somos uma sociedade emocional. Esta é uma tendência que irá nos guiar, principalmente no ambiente profissional. Pessoas emocionais, empáticas, criativas e que saibam trabalhar em equipe serão muito valorizadas.

Trabalho sem fronteiras

Não existirão barreiras geográficas.  Seremos agentes livres que oferecem serviços autênticos e customizados independente do onde estivermos.  A valorização da autenticidade será de extrema relevância e, aqui, o brand se faz presente e fortemente estratégico. Hoje, podemos atender clientes em qualquer lugar do mundo. Um profissional lá na Mongólia pode oferecer os mesmos serviços que ofereço. Nossos concorrentes estarão em todos os lugares.  Muitos serviços que hoje são oferecidos deverão pensar em uma outra forma de segmentação porque a geográfica definitivamente não será mais determinante.

As soft skills

Dentro do conceito de especialista flexível, teremos que desenvolver softs skills, que são habilidades relacionadas às aptidões mentais, comportamentais e sociais. Serão as habilidades mais exigidas pelo mercado. Não estamos dizendo que as hard skills, ou seja, as competências técnicas que inserimos no currículo não serão valorizadas, mas elas serão mais fáceis de serem substituídas pela inteligência artificial. Enquanto que as softs skills não podem ser aprendidos pelas máquinas.

O mercado tem valorizado cada vez mais líderes que possuem um lado mais humanizado e aqui eu faço outra reflexão, sem nenhum discurso feminista: Sabemos que estas características mais humanas estão mais relacionadas às habilidades muito mais femininasdo que masculinas. Será que teremos, por uma demanda de mercado, mais mulheres assumindo estas posições? Este é um tema que estudo muito, mas vamos deixar para outra oportunidade.

Diante de todo este cenário, o medo é uma variável cada vez mais presente em muitos de nós. Especialmente em relação ao futuro do trabalho, este medo tem causado muita ansiedade, a qual já é um grande mal da sociedade atual.

Se conhecermos um pouco dos novos movimentos do mercado e as novas tendências teremos mais tranquilidade para encontrarmos novos produtos e novas oportunidades que irão emergir. Aquilo que, em um primeiro momento parece estranho a você, tenha atenção porque ali pode estar surgindo uma nova megatendência.

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CEO portugueses acreditam que inteligência artificial vai criar mais empregos do que destruir

CEO portugueses acreditam que inteligência artificial vai criar mais empregos do que destruir

O estudo “Global CEO Outlook“, elaborado pela consultora KPMG, concluiu que os CEO portugueses (92% dos inquiridos) estão mais otimistas em relação ao crescimento da economia global do que os seus congéneres mundiais (78%).

O estudo que compara as perspetivas e expectativas dos gestores portugueses com os resultados do survey global (e que envolveu cerca de 1.300 gestores de algumas das principais economias mundiais), revelou que a maioria dos líderes globais (55%) espera um crescimento de menos de 2%, uma percentagem que em Portugal ascende aos 64%.

O ânimo dos CEO é atenuado por incertezas face a ameaças como o terrorismo, alterações climáticas e ambientais, riscos da cibersegurança ou o risco da tecnologia emergente/disruptiva.

A maioria indica estar preparada para liderar uma transformação organizacional radical (71% a nível global e 64% em Portugal). No entanto, entre os portugueses, um terço tem dúvidas quanto à capacidade da sua equipa de gestão coordenar a transformação digital exigida.

Para 49% dos inquiridos a nível global, ser vítima de um ciberataque é hoje uma inevitabilidade: uma questão de “se”, e não de “quando”. Os gestores portugueses estão mais optimistas e 28% concorda com esta visão. Os CEO de todo o mundo preocupam-se com a robustez das suas defesas, mas 51% acreditam estar bem preparados para um ciberataque. Em Portugal, apenas 32% dos líderes se consideram preparados para um ataque com estas características.

Para se tornarem mais ágeis e acelerarem no caminho da inovação digital, as organizações estão a construir redes (ou “ecossistemas”) de inovação: 68% dos líderes inquiridos em Portugal pretendem criar programas de aceleração ou incubadoras para startups. Um valor acima da média global, de 53%.

A Inteligência Artificial (IA) é outro dos temas na ordem do dia, quando se fala de inovação. Para a maioria dos CEO, os avanços ao nível da IA terão implicações positivas ao nível do emprego: 62% acreditam que a IA criará mais empregos do que os que destruirá. Em Portugal, esta visão optimista é ainda mais acentuada (84%).

“Numa era em que a disrupção introduzida, por exemplo, pelos avanços na área da robotização e da análise de dados, nos aproxima de capacidades que não antecipávamos há alguns anos, serão cada vez mais as características individuais dos gestores – as suas experiências e a sua visão – a marcar a diferença”, referiu Sikander Sattar, presidente do conselho de administração da KPMG Portugal.

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Automação está chegando e vai eliminar milhões de empregos

Automação está chegando e vai eliminar milhões de empregos

Em breve um robô vai lhe entregar a pizza de domingo. Talvez seu condomínio não exija que você desça até a portaria para apanhá-la, pois não vão suspeitar que possa ser um assalto. Na Alemanha, esse serviço já está funcionando — e a pizzaria é uma rede que atua no Brasil.

Mas isso é pouco: logo essa pizza será resultado de um processo totalmente automatizado. Se você acha que esse cenário pertence à ficção, ou que vai demorar muitos anos até ele se tornar realidade, pesquise sobre a americana Zume Pizza. Situada no Vale do Silício, a casa entrega comida feita por robôs. E o pior é que os consumidores da Califórnia têm adorado a novidade.

Pior por quê? Porque é enorme a quantidade de empregos que será eliminada. Alguns poderão afirmar que esses postos de trabalho demandam baixa qualificação e que o importante é aumentar a produtividade — no caso, a das pizzarias.

O argumento perde metade de sua força quando se sabe que, na mesma Califórnia da pizza robotizada, quem se envolve em problemas de trânsito não depende mais de advogados para apresentar recursos. Um dos maiores fabricantes de computadores criou um robô, baseado em inteligência artificial, capaz de elaborar petições para quem quiser recorrer de uma multa, por exemplo. O interessado não precisa dar um único telefonema, nem para o despachante, nem para o defensor.

Exemplos como esses se reproduzem em todos os setores da economia mundial. Eles ilustram um processo novo e muito importante: as empresas se automatizam cada vez mais, com softwares poderosos e inteligência artificial, de tal modo que se expandem empregando número muito menor de trabalhadores.

É o que os americanos chamam de jobless growth, crescimento sem empregos. Há muitos anos se previa que isso poderia acontecer — e agora a previsão virou realidade. Diante desse cenário, como a humanidade vai reagir?

Rebeliões contra a mecanização ou a automação dos processos produtivos não são inéditas. Quando o arado passou a ser utilizado na agricultura e muitos trabalhadores perderam seus empregos, foi grande a oposição ao novo instrumento. Na Inglaterra do século 19, os ludistas destruíam os teares em sua revolta contra a substituição da mão de obra humana pelas máquinas. Nos Estados Unidos do século 20, Henry Ford foi considerado um grande inimigo dos manobristas de charretes.

A tecnologia, contudo, sempre venceu. Por um lado, pois aumentava a produtividade da economia como um todo; por outro, e não se pode ignorar este fator, porque só afetava empregos de baixa qualificação.

Aí está a diferença desta vez: agora os empregos de alta qualificação também são afetados — e muito. O mesmo robô que faz as vezes de advogado consegue ler mil tomografias por hora; os médicos que avaliaram seus diagnósticos e resultados concluíram que estavam certos em 99% das ocasiões. Ou seja, uma das profissões mais valorizadas e intelectualizadas hoje em dia está sob ameaça. Em suma, a classe média está saindo do paraíso.

Wolfgang Streeck entra fundo nesse tema em seu livro How Will Capitalism End? (Como o capitalismo vai terminar?), editado pela Verso e lançado em 2016. Para o autor, a inteligência artificial e a robotização vão fazer com a classe média o que a mecanização fez com a classe trabalhadora nos séculos 19 e 20. Ele afirma que os únicos beneficiados serão os donos dos robôs.

Assim como foi chamado de mecanização o processo de substituição da mão de obra menos qualificada por máquinas, que se desenrolou no final do século 19 e durante praticamente todo o século 20, Streeck cunhou o termo “eletronização” para denominar essa nova fase, na qual computadores e robôs passam a ser dotados de competência para criar e desenvolver tarefas cognitivas simplificadas, além de tomar algumas decisões. No século 21, a eletronização deve afetar a maior parte das atividades profissionais. A maior parte, mas não todas. Ao que tudo indica, algumas profissões nos extremos estão a salvo.

Estudos mostram que pessoas em funções no topo da pirâmide, que em geral demandam criatividade e capacidade de solucionar problemas, não têm o que temer. As máquinas ainda não conseguem desempenhar tais tarefas com a mesma eficácia. Estão nessa categoria certos ramos da engenharia e das ciências, por exemplo.

Algo semelhante se passa na outra ponta. Trabalhadores manuais sem qualificação nenhuma, como faxineiros ou pedreiros, tampouco serão afetados — não porque a tecnologia não os tenha alcançado, mas por não valer a pena economicamente.

Entre os extremos, as funções mais sujeitas a serem eliminadas são as que exigem repetição. Importa pouco que seja uma atividade fabril ou de serviços, que envolva operários ou profissionais liberais. A questão é: quanto mais rotineira for uma profissão, maior a chance de ela desaparecer — mesmo que demande algum brilho cognitivo.

Um dos livros mais importantes sobre o tema é Rise of the robots: technology and threat of a jobless future (“Ascensão dos robôs: tecnologia e a ameaça de um futuro sem emprego”), de 2015. Seu autor, Martin Ford, também sustenta que há uma grande diferença entre o que aconteceu no passado e o que vai acontecer agora.

Antigamente, diz Ford, quando um setor se modernizava e com isso eliminava empregos, restava ao trabalhador se mudar para outra atividade econômica. Hoje, contudo, esse caminho não é uma opção sempre válida, pois inúmeros setores estão se modernizando ao mesmo tempo. Ou seja, trata-se agora de fugir das atividades rotineiras e repetitivas e procurar abrigo naquelas que exijam habilidades (ainda) não dominadas pelos robôs.

Questões tributárias e regulatórias podem retardar a utilização desses equipamentos no Brasil, mas nem por isso os brasileiros deveriam estar menos preocupados. Na medida em que o avanço tecnológico e os ganhos de escala tornarem a produção de robôs mais barata, multinacionais tenderão a repensar suas estratégias. Se hoje companhias dos países mais desenvolvidos instalam-se em nações menos avançadas a fim de aproveitar a mão de obra barata, talvez em breve elas considerem mais vantajoso manter uma fábrica quase 100% automatizada em território americano ou europeu.

Muita gente acha que as empresas norte-americanas que operavam na Ásia e no México estão voltando aos Estados Unidos por causa dos pedidos de Donald Trump. Ledo engano. A nova tendência corporativa, que já vem sendo adotada por muitas multinacionais, beneficia-se dos avanços tecnológicos, aqui incluído também outro equipamento revolucionário — as chamadas impressoras 3D, ou impressoras aditivas. Com elas, tornou-se possível fabricar peças e componentes nos próprios locais onde eles são necessários.

Ou seja, um dos princípios básicos da globalização — o uso de cadeias de valores espalhadas pelo mundo — pode estar em xeque. Montadores de automóveis, por exemplo, recorrem à dispersão geográfica da produção, fabricando cada parte ou peça dos veículos na região ou país que ofereça as maiores vantagens competitivas. Isso deixará de existir. Graças às impressoras 3D, esses componentes poderão ser feitos onde se situa a matriz da empresa.

Não surpreende, assim, que toda essa parafernália tecnológica venha sendo chamada por muitos de indústria 4.0, ou que a renovação que ela possibilita seja classificada como a quarta Revolução Industrial. Robôs, inteligência artificial e impressoras 3D são apenas uma parte desse fenômeno, que inclui ainda a internet das coisas (IoT), a computação na nuvem, a nanotecnologia etc.

Todos esses avanços destinam-se a aumentar a produtividade das fábricas; nenhum leva em conta a possibilidade de preservar empregos.

Economistas têm procurado calcular o tamanho do impacto da revolução em curso. Larry Summers, ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos e ex-presidente da Universidade Harvard, chama a atenção para uma grande diferença entre a automatização de agora e aquela promovida nos anos 1960 e 1970 (ele fez uma síntese interessante num painel de 2015, The future of work, “O futuro do trabalho”).

Naquelas décadas, a intensa modernização da maioria dos setores afetou 5% dos empregos. Desta vez, segundo cálculos de Summers, as novas tecnologias sacrificarão algo entre 15% e 20% dos postos de trabalho.

São estimavas modestas se comparadas com as dos economistas Michael Osborne e Carl Frey, ambos da Universidade Oxford, no Reino Unido. Em um célebre estudo de 2013, eles afirmaram que, até 2030, cerca de 45% dos empregos americanos poderão ser eliminados (The future of employment: how susceptible are jobs to computerisation?, “O futuro do emprego: quão suscetíveis à informatização são os empregos?”).

Uma das variáveis dessa equação é o espantoso barateamento dos preços de robôs, softwares de inteligência artificial e outros equipamentos de alta tecnologia. Há dez anos, muitos desses dispositivos eram impensáveis para companhias médias ou mesmo grandes; hoje, até pequenas empresas conseguem comprá-los.

Outra variável é a frustração das expectativas quanto à substituição dos empregos. Imaginava-se que a sociedade pós-industrial geraria ocupações em novos setores, sobretudo ligados à área de serviços, para absorver os trabalhadores deslocados da indústria. Essa perspectiva foi descartada; os equipamentos de ponta são mais utilizados justamente no setor de serviços, onde mais se estão eliminando funções.

Ao mesmo tempo, as ocupações criadas como decorrência dessas tecnologias são em quantidade diminuta. Estudo de 2017 feito no Canadá mostra que, na hipótese mais otimista, os novos empregos não chegam a 4% do total de postos de trabalho existentes naquele país (Future shock? – the impact of automation on Canada’s labour market, choque futuro – o impacto da automação no mercado de trabalho do Canadá, de Matthias Oschinski e Rosalie Wyonch).

Sem contar que é praticamente impossível prever hoje quais empregos vão surgir nos próximos 40 anos. Para exemplificar, Joel Mokyr, um renomado professor de história da economia na Universidade Northwestern (EUA), afirmou em entrevista à revista The Economist que há 40 anos ninguém teria adivinhado que profissões como projetista de videogame ou especialista em cybersegurança seriam importantes.

Mas uma coisa é certa: é muito pequena a probabilidade de que surjam novas atividades e profissões nas quais a presença de seres humanos seja imprescindível. Robôs e equipamentos de automação mostram-se cada vez mais sofisticados, aptos a desempenhar mais e mais funções. Ou seja, não se deve apostar que a criação de postos de trabalho não previstos poderá resolver o problema do desemprego.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem 194 milhões de pessoas desempregadas no mundo, quase um Brasil inteiro. O que poderá acontecer com as taxas de desemprego nos próximos anos? Como a tendência implicada pela automação é certa e irreversível, a geração de empregos vai cair. Não se sabe para qual patamar, mas será uma situação dramática — e a sociedade precisa agir.

A situação embute um paradoxo. Por um lado, a solução deveria envolver as grandes empresas, principalmente as que mais estão se beneficiando das novas tecnologias. Assim como questões de ética concorrencial e proteção do meio ambiente, a preservação de postos de trabalho precisa entrar na pauta da responsabilidade social corporativa. Além disso, se, por hipótese, todas as companhias dispensarem seus empregados ou a maior parte deles, não haverá mercado consumidor.

Por outro, essas companhias não podem abrir mão da automação; ganhar produtividade é crucial para quem quer se manter vivo num mercado competitivo. Como consequência, investem em robôs, inteligência artificial, drones etc., contribuindo para o desemprego.

Uma das maiores dificuldades está na própria teoria econômica, que ainda não avançou o suficiente para perceber que nem sempre o mercado resolve tudo: se deixarmos para o mercado, vamos assistir ao crescimento cada vez maior das empresas gigantes, o que significará menos emprego e menos consumidores.

Por que as empresas gigantes? Porque só vence uma competição acirradíssima quem tem capacidade de fazer investimentos em robôs cada vez mais poderosos. Com isso, as já muito grandes se tornam ainda mais produtivas e acabam adquirindo ou eliminando concorrentes menores, num processo de oligopolização em curso nos mais diversos setores, mas sobretudo onde há maior demanda por tecnologia de ponta.

O problema vem sendo pensado e discutido à exaustão em alguns países, com destaque para Alemanha, França e Itália. A recomendação mais importante é a de que haja redução na jornada de trabalho. Na França e na Itália, a jornada semanal já é de 34 horas, contra 40 no Brasil.

Embora a medida tenha sido bem-sucedida no início, ainda nas décadas de 1980 e 1990, após alguns anos se percebe que ela só será efetiva se for adotada por todos países. É que, com as facilidades da globalização —e com as novas possibilidades oferecidas pelas tecnologias de ponta—, as empresas que querem aumentar sua produtividade simplesmente evitam lugares onde a jornada de trabalhado tenha sido reduzida.
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Uma coisa é certa: é muito pequena a probabilidade de que surjam novas atividades e profissões nas quais a presença de seres humanos seja imprescindível.

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De qualquer forma, a própria OIT prioriza essa iniciativa, e a frase “trabalhar menos para que todos trabalhem” virou um lema muito utilizado na Europa.

Outra medida bastante polêmica vem sendo alardeada por sindicatos britânicos: eles defendem uma atuação conjunta de governos, empresários e organizações de trabalhadores para estabelecer um imposto sobre ganhos de produtividade decorrentes do uso de robôs ou outras tecnologias de automação.

A alíquota do tributo seria diferenciada por segmentos da economia. Assim, sobre o setor bancário, incidiria uma taxa maior do que sobre o da construção civil, pois neste último os impactos da automação são menores. Esses impostos, além disso, teriam destinação específica, qual seja, a criação de empregos públicos nas áreas de educação e saúde.

Como sempre, os países mais avançados nessa discussão são os escandinavos. Por lá, predomina a ideia de introduzir um programa de renda mínima nacional. Todo cidadão receberia um valor mensal que lhe garantiria a subsistência, independentemente de ele estar ou não trabalhando. O pressuposto por trás desse tipo de ação é que o desemprego vai crescer de forma assustadora nos próximos anos e toda a sociedade precisa estar protegida.

Nesse debate, há ainda a considerar as questões filosóficas suscitadas pelas novas tecnologias. Computadores e robôs sabem ler textos e fazer cálculos há bastante tempo, mas só recentemente passaram a enxergar, ouvir e falar. Devido ao avanço da inteligência artificial, também passaram a ter… inteligência. A humanidade deveria se preocupar com esse fato, na linha do que sugerem filmes como O Exterminador do Futuro e Matrix?

Existem diversos grupos de cientistas, futurólogos e filósofos que especulam cenários apocalípticos. Vernor Vinge é um deles. Respeitado professor de matemática e computação da Universidade de San Diego na Califórnia, escreveu livros de ficção sobre a era em que os computadores e robôs serão equivalentes aos seres humanos —como The Children of The Sky (“As crianças do céu”) e Rainbows End (“O fim do arco-íris”). Para ele, isso deve começar a acontecer em menos de 15 anos e será a maior mudança no planeta após o surgimento da vida humana.

O recém-falecido cientista Stephen Hawking era um dos estudiosos da inteligência artificial que mais se preocupavam com as consequências negativas dessa tecnologia. Ele chegou a antever o fim da raça humana como decorrência do poder incontrolável que as máquinas passarão a deter.

A mesma posição vem sendo manifestada pelo visionário Elon Musk, fundador da Tesla (uma das maiores fabricantes de carros elétricos do mundo) e da SpaceX, empresa que pretende pôr um homem em Marte nos próximos dez anos. Musk defende a criação de uma espécie de órgão regulador com a função de prevenir situações futuras em que equipamentos dotados de inteligência artificial poderiam ameaçar a sobrevivência de humanos.

Quanto a isso, assim como em relação à ameaça do crescimento sem empregos, a situação também termina em paradoxo. Uma empresa ou um país que resolver frear o desenvolvimento tecnológico para evitar uma catástrofe —tanto quanto para evitar a extinção de postos de trabalho— acabará perdendo competitividade nacional e internacional.

Como consequência, essa empresa ou esse país se verá às voltas com o desemprego (fruto da diminuição da fatia de mercado decorrente da menor competitividade) e não terá interrompido a escalada tecnológica de outras empresas ou outros países.

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A cápsula da SpaceX para transportar humanos para o espaço está pronta

A cápsula da SpaceX para transportar humanos para o espaço está pronta

O primeiro teste está marcado para daqui a um mês e, nas palavras de Elon Musk, será “especialmente perigoso” e “extremamente intenso”.

A cápsula da SpaceX que, a partir do próximo verão, deverá começar a transportar os astronautas da NASA para a ISS – e que num futuro mais a prazo poderá colocá-los em órbita noutros locais do universo – já se encontra no topo de um foguetão Falcon 9, nos últimos preparativos para o seu primeiro teste.

O voo de demonstração esteve inicialmente marcado para 17 de janeiro, mas acabou por ser adiado, diz-se, por questões técnicas, e deverá acontecer no próximo mês.

No voo de demonstração, ainda sem pessoas a bordo, a Crew Dragon terá de mostrar que “sabe” como se ligar automaticamente à ISS, entre outros procedimentos. Ao mesmo tempo, é analisado o correto funcionamento dos sistemas de suporte à vida.

A intenção é recuperar essa mesma cápsula para realizar, posteriormente, outros tipos de teste. Se tudo correr como planeado, o primeiro voo tripulado deverá acontecer no verão.

Mas o própro Elon Musk admitiu que há riscos inerentes, numa resposta no Twitter a um comentário sobre o countdown para o teste. “Sim, será extremamente intenso. Os primeiros voos são especialmente perigosos, uma vez que há muito hardware novo envolvido”.

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