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Saiba como criar palavras passe únicas e fáceis de memorizar

Saiba como criar palavras passe únicas e fáceis de memorizar

Os investigadores da Kaspersky Lab descobriram que a maior fragilidade das palavras-passe é a sua reutilização. A recente publicação da notícia do roubo de mais de 700 milhões de emails e palavras-passe não codificadas revela que a informação obtida devido às diferentes falhas pode combinar-se facilmente e ser utilizada em outros ataques de “preenchimento de credenciais”, onde os hackers aproveitam as combinações do correio eletrónico ou palavras-passe das vítimas para aceder a outras contas que tenham a mesma palavra. Para criar palavras-passe seguras, únicas e fáceis de memorizar, a Kaspersky Lab recomenda:

  • Criar uma “combinação estática” (a parte da palavra-passe que nunca muda)

1. Pensar numa frase, letras de canções, citações de um filme, uma canção de infância ou algo parecido que seja fácil de memorizar para nós próprios.
2. Pegar na primeira letra das primeiras três ou cinco palavras.
3. Entre cada letra, acrescentar, por exemplo, @/ #, etc.

  • Melhorá-las através da força da associação

1. Quando pensamos nas contas online para as quais precisamos de ter uma palavra-passe (Facebook, Twitter, locais de contactos ou de jogos, etc.), deve-se anotar cada uma das primeiras palavras que associemos a cada rede.

2. Por exemplo, ao criarmos uma palavra-passe para o Facebook, podemos associar esta rede à cor azul do logótipo; ou então podemos simplesmente acrescentar a palavra “azul”, talvez em maiúsculas, no final da combinação estática.

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Apple desativa chamadas de grupo do FaceTime devido a falha que permitia espiar utilizadores

Apple desativa chamadas de grupo do FaceTime devido a falha que permitia espiar utilizadores

Uma grave falha de segurança obrigou a Apple a desativar as chamadas de grupo no FaceTime — funcionalidade que permite fazer chamas de grupo em vídeo. A falha permitia ouvir — e por vezes até ver — utilizadores antes de estes atenderem as chamadas. A empresa vai lançar uma atualização de software com uma solução para resolver o problema esta semana.

A Apple desativou temporariamente as chamadas de grupo no FaceTime enquanto procura resolver um problema que permitia aos utilizadores ouvir as pessoas a quem estavam a ligar antes mesmo de estas atenderem as chamadas.

Em algumas circunstâncias, o problema técnico ativava inclusivamente a câmara de vídeo antes do outro utilizador atender, ou seja, antes de ser iniciada a vídeo chamada escreve o The Guardian, que conseguiu testar e comprovar o problema.

O problema foi inicialmente reportado pelo site 9to5Mac que denunciou um caso em que apesar da vídeo chamada ser silenciada pelo receptor — pressionado o botão lateral do iPhone — o microfone continuava a captar e a transmitir som para quem fez a chamada.

À Reuters, a Apple informou esta segunda-feira que irá lançar uma atualização de software até ao final desta semana para resolver o problema.

“Estamos conscientes do problema e identificamos uma solução que será lançada numa atualização de software esta semana”, disse um porta-voz da empresa da maçã.

Jack Dorsey, CEO do Twitter, deixou na uma recomendação aos seus seguidores nesta rede social: desliguem o FaceTime até que a Apple resolva o problema, escreveu.

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Facebook quer fundir mensagens de WhatsApp, Instagram e Messenger

Facebook quer fundir mensagens de WhatsApp, Instagram e Messenger

O plano dos responsáveis do Facebook é criar um protocolo único que permita trocar mensagens entre contas das diferentes empresas detidas por Zuckerberg. Para todos os efeitos, Facebook, Instagram e WhatsApp devem permanecer independentes, mas em 2020 já deve ser possível enviar mensagens através destes serviços usando uma única plataforma.

O objetivo desta equipa é implementar uma solução que corre em segundo plano, com encriptação end-to-end e que permita a troca de mensagens, por exemplo, do WhatsApp para o Messenger, a partir de uma só plataforma, noticia o New York Times.

Esta é uma estratégia já vista anteriormente: na sequência de fusões e compras, torna-se difícil manter diferentes bases de código. Para este caso em concreto, juntar um perfil relativamente anónimo de WhatsApp com um perfil quase inteiramente público do Facebook ou do Instagram pode trazer algumas dúvidas aos utilizadores.

Uma resposta do Facebook explica que «queremos construir as melhores experiências de mensagem que conseguirmos: e as pessoas querem enviar mensagens de forma rápida, simples, precisa e privada. Estamos a trabalhar para tirar o máximo partido dos nossos produtos de messaging».

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Malware na Play Store tem uma nova forma de infetar o seu Android

Malware na Play Store tem uma nova forma de infetar o seu Android

É a eterna metáfora do gato e do rato. Assim que uma ameaça de malware é colmatada, surge outra ainda mais sagaz. Agora, há uma nova e engenhosa forma de infeção do seu Android com malware presente na Google Play Store.

Antes de mais nada, sendo a maior loja de aplicações e conteúdos para dispositivos móveis, a Google Play Store torna-se num alvo irresistível para os meliantes.

Assim sendo, é raro o mês em que não seja detetada uma nova ameaça para a segurança dos nossos dispositivos móveis e dos nossos dados. Agora, de acordo com as informações avançadas pela TrendMicro, há uma nova e engenhosa forma de ativação do malware.

A premissa subjacente ao novo malware para Android

As mentes criminosas chegaram a uma admirável conclusão. O utilizador final de um smartphone ou tablet Android, quando o utiliza, vai ativar os vários sensores de movimento. Seja a bússola ou o giroscópio do dispositivo móvel bem como vários outros sensores.

Quando o smartphone está a ser utilizado, os sensores de movimento também estão em ação. Por conseguinte, emitem um output, uma saída ou fluxo de dados.

Estes “dados” serão o despertador para o malware que possa já estar no seu smartphone Android. Neste caso, detetado o movimento do smartphone Android, o malware irá despertar e começar a sua maliciosa empreitada.

A Pièce de résistance

As mentes criminosas foram mais além. Se a primeira premissa por si só já é brilhante, tal facto torna-se ainda mais evidente quando tivermos em consideração o seguinte.

Passo a explicar. A Google Play Store tem vários filtros anti-malware. Ademais, existem várias formas para os peritos de segurança fazerem um rastreio ao conteúdo presente nessa mesma Google Play Store.

Ora, os meliantes descobriram que o tipo de software (emuladores) utilizado pelos colaboradores da Google dificilmente utilizariam ou teriam em consideração as informações dos sensores de movimento.

Em suma, a maioria dos filtros de segurança, não tinha em consideração esse input de dados. Para os hackers isto era uma janela aberta, um ponto de partida à espera de ser aproveitado.

Assim sendo, o malware só entrava em ação quando detetasse algum input dos sensores de movimento. Uma forma extremamente inteligente de evitar a sua deteção.

O malware em questão

Chama-se Anubis, numa homenagem simbólica ao deus egípcio dos mortos e moribundos. Aliás, esta ameaça já é bem conhecida e catalogada pelos peritos de segurança da Trend Micro.

O objetivo último? Assim que estivesse presente no seu Android, assim que tivesse sido ativado quando o malware detetasse o funcionamento dos sensores de movimento, aí sim entraria em ação.

A forma de atuação em dispositivos Android

Em seguida iria pedir um comando e uma ação ao centro de controlo / servidor remoto. Para tal utilizaria canais de comunicação com o exterior como, por exemplo, o Twitter bem como o Telegram.

Obtendo uma resposta do servidor remoto após requisitar ordens (HTTP POST), o malware receberia uma ordem para descarregar um ficheiro de instalação do Android. Isto é, receberia um link para fazer download de um ficheiro APK.

Em seguida, para contornar as medidas de segurança do Android e para enganar o utilizador, lançaria mão de outra artimanha. Mais concretamente, fazia-se passar por uma atualização do sistema operativo Android. Veja-se a imagem:

Se o utilizador concordasse. Se desse a sua permissão para instalar esta falsa atualização então o Trojan tinha cumprido a sua missão. Em seguida entraria em ação a parte (ainda) mais nefasta do malware.

Aquilo que o utilizador tinha acabado de instalar era, na verdade, um Keylogger. Uma aplicação que registaria todas as suas credenciais inseridas em apps (aplicações) de banco e pagamentos.

Em suma, o Anubis ficaria a saber os seus dados e palavras-passe inseridas em aplicações e páginas web sensíveis. Tudo o que envolvesse pagamentos, finanças e transações.

Escusado será dizer o que poderia acontecer em seguida…

O malware foi detetado em 2 apps da Google Play Store

Importa saber como é que este malware podia passar da Google Play Store até ao seu Android. Infelizmente estava alojado em duas apps extremamente populares nesta loja de conteúdos.

Em primeiro lugar, na app BatterySaverMobi. Uma aplicação para supostamente poupar bateria no seus dispositivos Android, um tipo de apps que NUNCA deve ter no seu dispositivo.

Ainda de acordo com a mesma fonte, esta app já tinha mais de 5.000 instalações através da Google Play Store. Entretanto, já foi removida da loja de apps e conteúdos para dispositivos Android.

Em segundo lugar tínhamos a app Currency Converter, um aparentemente simples e inócuo conversor de moedas. Infelizmente, também ele estava infetado com o supracitado malware na Google Play Store.

Aliás, também já fora instalado inúmeras vezes a partir da Google Play Store. Tudo isto sem que o utilizador se apercebesse da carga secreta que também estava a descarregar para o seu dispositivo móvel.

Ambas as aplicações já foram removidas da Google Play Store. Todavia, será que não existem outras apps igualmente infetadas? Para já não podemos responder a essa questão.

O malware existe e continuará a existir, não só no “mundo” Android

Podemos tirar daqui duas ilações. A primeira sendo que os meliantes estão a ficar cada vez mais criativos e astutos na criação de novas ferramentas que sirvam os seus propósitos.

Em segundo lugar, e mais do que nunca, começa a ser aconselhável não instalar apps cujas fontes não conheça. Contudo, ainda assim continuará a existir sempre um potencial de risco, mas nem tudo está perdido.

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Saber o espaço ocupado pelas apps no Android e removê-las na Play Store

Saber o espaço ocupado pelas apps no Android e removê-las na Play Store

A Play Store é o ponto fulcral do ecossistema Android da Google, onde podemos encontrar as apps que precisamos. Como esperado, é também aqui que devemos fazer a gestão de vários fatores destas aplicações.

Uma novidade recente veio agora para este sistema e para esta loja, permitindo que seja gerido o espaço disponível e até a remoção das que temos instaladas. Vamos ver como podemos usar esta dica.

Há várias formas de gerir o espaço ocupado pelas apps no Android, bem como a sua presença neste sistema. As formas tradicionais primeiramente encaminham os utilizadores para as Definições do Android, contudo, dependem sempre da versão do Android e da ROM do fabricante.

Uma ajuda preciosa da Google para gerir o espaço

Para unir estes pontos, a Google alterou o Android e reuniu estes pontos dentro de um únicoque faz sentido, a própria Play Store, onde podemos consultar agora o volume ocupado e libertá-lo, por atacado.

Descobrir o espaço ocupado pelas apps no Android

O primeiro passo que devem dar é mesmo aceder à Play Store, que deve estar atualizada. Aqui dentro, no separador Instaladas, encontram no topo a informação sobre o volume ocupado, em percentagem, e o espaço livre.

Nesse mesmo ecrã, e além disso, têm presente logo informação sobre as apps e o espaço ocupado por estas. Cada uma terá similarmente esta informação e a data da última atualização.

Ao carregarem na zona da informação global do espaço ocupado, posteriormente têm acesso a cada uma das apps em detalhe. Cada uma destas pode ser escolhida com a finalidade de ser removida.

Remover as apps diretamente pela Play Store

Devem selecionar as apps que querem remover, uma a uma. O espaço que vai ser libertado pode ser de imediato consultado, aparecendo no final do ecrã.

Para avançar só precisam de carregar nessa área onde a informação do que vai ser libertado. Só precisam em seguida de confirmar que querem mesmo remover essas apps em bloco.

No final, e apenas para confirmar, será mostrada uma mensagem que indica o espaço ganho e o tamanho das apps que foram removidas do Android da Google.

Esta foi uma excelente adição que a Google trouxe à Play Store e ao Android. A gestão está agora mais simples e centralizada porque está focada no ponto de instalação deste ecossistema.

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5 alternativas gratuitas para juntar ou dividir PDFs

5 alternativas gratuitas para juntar ou dividir PDFs

Todos nós lidamos com documentos em PDF. Desde e-books, manuais, faturas ou extratos do banco, o mundo digital exigiu que se padronizasse um formato e o PDF tem cumprido bem a sua função.

No entanto, por questões de organização ou para vedar o acesso a determinado conteúdo, uma das tarefas mais recorrente é juntar vários documentos PDF num só, ou dividir documentos, muito útil para extrair apenas determinadas páginas. Conheça as nossas 5 sugestões gratuitas.

Há imensas opções que nos permitem manipular PDFs, umas mais práticas que outras, pagas ou gratuitas. Hoje escolhemos 5 alternativas gratuitas que permitem, entre outras coisas, juntar ou dividir PDFs.

PDFTK Builder

Esta é uma das ferramentas mais básicas a nível de interface gráfica e também das mais simples de utilizar.

Permite fazer apenas as operações elementares, que são mais procuradas pelo utilizador comum: juntar, dividir, colocar fundo, carimbo ou numeração, rodar ou proteger por palavra-passe.

É uma ferramenta totalmente gratuita, leve e adequada para ter sempre à mão no seu conjunto de aplicações SOS. Está disponível para Windows.

Hipdf

O Hipdf é uma solução muito completa e gratuita, não apenas para juntar e dividir PDFs, mas para fazer vários tipos de conversão. É capaz de converter, de e para PDF, suportando formatos Word, PowerPoint, Excel, txt, imagens e ePub. Basta abrir a página do Hipdf e escolher a operação, tendo em conta os formatos com que pretende trabalhar.

O melhor de tudo é que opode fazê-lo online, a partir do seu browser, sem a necessidade de instalar qualquer programa. E é claro, se não tiver acesso à Internet, também pode instalar a versão desktop.

PDFsam Basic

Um software livre e open source, o PDFsam Basic é uma ferramenta que, resumindo-se às mesmas funcionalidades elementares das anteriores, tem opções um pouco mais avançadas.

Dessas opções mais avançadas, permite adicionar um índice para o PDF gerado, tratar corretamente os AcroForms (PDFs com formulários) para que não hajam conflitos de nomes dos campos ao juntar vários PDFs, dividir PDFs por tamanho ou por marcadores, entre outras. Está disponível para Windows, Mac e Linux.

PDFsam basic

PDF-Shuffler

O PDF-Shuffler é uma aplicação simples, implementada em python-gtk, que permite reordenar páginas, remover, rodar, recortar… e claro, juntar e dividir PDFs.

É completamente gratuita e está disponível para Linux.

PDF-Shuffler


Debenu PDF Tools

Uma ferramenta produzida pela conhecida Foxit Software, o Debenu PDF Tools destaca-se pela rapidez no acesso às ações, conseguida pela integração no menu de contexto no Explorador do Windows. Isso permite desencadear operações diretamente a partir do Explorador do Windows, o que pode acelerar bastante o processo.

Permite editar diversos parâmetros do PDF, como título, autor, assunto,, entre outros, adicionar metadados, converter imagens, extrair texto, entre várias outras funcionalidades avançadas.

Debenu PDF Tools


Estas são algumas sugestões que permitem não só fazer as tarefas triviais de juntar e dividir PDFs, cada um à sua maneira, mas que também oferecem outras funcionalidades que podem ser do seu interesse.

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iFixit: Como um simples grão de areia pode se tornar uma grande dor de cabeça para a Apple

iFixit: Como um simples grão de areia pode se tornar uma grande dor de cabeça para a Apple

A especialista em reparações decidiu investigar a polêmica das reclamações do teclado do Macbook Pro da Apple e não gostou da forma como este é construído.

A especialista em reparação de dispositivos eletrónicos, iFixit, descobriu que a Apple prolongou a garantia do teclado do MacBook Pro para quatro anos, tendo lançado um programa de substituição no passado mês de junho. Em causa está o chamado teclado “butterfly” 2.0, introduzido no final de 2016, mas que em 2017 gerou muitas reclamações.

O iFixit decidiu averiguar quais os eventuais problemas com o teclado e descobriu que a principal razão que leva às falhas são as partículas de pó que se introduzem entre as teclas e os contactos. É ainda referido que as capas das teclas são delicadas, mas podem ser retiradas, já a barra de “Espaço” parte-se sempre. Para complicar ainda mais a desmontagem, a bateria, o trackpad e os altifalantes estão colados, sendo considerados pela Apple como um único componente. Por essa razão, os clientes têm feito queixas pelo preço das reparações e o tempo que demora a ser devolvido.

tek ifixit mac

O pó parece ser mesmo o inimigo fatal dos teclados, que segundo as experiências do iFixit, basta um único grão de areia para bloquear a ação da tecla. E até com um compressor de ar é muito difícil de limpar, refere a especialista, mesmo seguindo as instruções da Apple. O design muito fino do teclado e o sistema “buttlefly” das teclas, tranca as partículas, avariando facilmente.

A especialista concluiu ainda que o novo programa de garantia e substituição do MacBook Pro vai sair caro à Apple, porque o computador é igualmente de difícil reparação para a empresa. O iFixit deu uma nota de 1 em 10 à capacidade de reparação do teclado do computador…

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Patentes do Facebook revelam planos assustadores para recolher mais dados

Patentes do Facebook revelam planos assustadores para recolher mais dados

O Facebook ao longo dos anos revelou-se numa “maquiavélica máquina” de recolha de dados e hábitos privados dos utilizadores, com comportamentos condenáveis atendendo que a empresa alegadamente assumiu a “responsabilidade de proteger as informações do utilizador”.

Desde 2008 que se tem verificado que, afinal, os dados recolhidos dos utilizadores não estão salvaguardados dos olhares comerciais (e não só) de terceiros… e os escândalos têm sido prova disso. Mas há informações que pode ser pior!

A gigante das redes sociais prometeu “fazer melhor”, mas uma revisão das patentes do Facebook revela como a empresa quer acompanhar todos os aspetos das nossas vidas: a nossa identidade, de quem somos próximos, o estado da nossa relação amorosa, as nossas opiniões políticas, religiosas, desportivas e muito mais.

De acordo com o New York Times, o Facebook pediu patentes para usar as câmaras frontais para ler as expressões dos utilizadores e determinar se gostamos do conteúdo exibido no nosso feed. A empresa também quer monitorizar o nosso estado socioeconômico, quantas horas de sono dormimos e até tentou prever quando os seus amigos irão morrer!

Mesmo que o Facebook diga que os seus pedidos de patente não exibem necessariamente os seus planos de produtos futuros, expõem, contudo, a fome incessante da empresa na recolha de informações pessoais dos utilizadores para, com essa informação, monetizar, vender e manipular comercialmente esses dados.

Patentes arrepiantes do Facebook

Apesar das promessas feitas por Mark Zuckerberg, esses sete pedidos de patentes do Facebook revelam os planos da empresa de acumular e explorar as suas informações pessoais:

1. Criar um perfil do estado do relacionamento amoroso do utilizador

Patente 14/295,543 analisa dados referentes ao número de vezes que o utilizador visita o perfil de outro utilizador ou o número de pessoas na sua foto de perfil para prever se esse utilizador está envolvido num relacionamento amoroso.

2. Categorizar com base na personalidade da pessoa

Esta patente sugere o uso de mensagens pessoais e posts para analisar traços de personalidade. Ao determinar a extensão da extroversão, a estabilidade emocional e o processo de pensamento do utilizador, com base nos segmentos de notícias ou anúncios preferidos e visitados.

3. Prever o futuro do utilizador

Este pedido de patente propõe o uso das mensagens do dono do perfil e dos seus posts, juntamente com transações de cartão de crédito e localização, prevendo ocorrências de grandes eventos da vida, como o nascimento, morte ou formatura.

4. Identificação da câmara do utilizador

Outra patente sugere a análise de fotografias para estabelecer uma “assinatura” exclusiva da câmara baseada em píxeis defeituosos ou arranhões na lente. Essa assinatura pode ser usada para descobrir quem enviou as fotos clicadas pelo dispositivo que as tirou.

5. Espiar o utilizador

Esta patente, que também foi solicitada, tem como objetivo usar o microfone do telefone para ouvir e identificar quais os programas de TV que o utilizador prefere e vê, que anúncios ignora e quais gosta de ver.

6. Acompanhar a rotina diária

Esta patente é realmente assustadora e perigosa, já que sugere monitorizar a rotina de cada um de nós e notificar outros utilizadores em caso de qualquer desvio da rotina – para perceber se a pessoa poderá estar a ser perseguida, por exemplo. Além disso, propõe usar a localização do telefone à meia-noite para monitorizar o local exato onde mora cada utilizador.

7. Usar o serviço de localização para estabelecer um padrão

Esta patente descreve a utilização da localização do seu telefone de cada utilizador, bem como o telefone dos amigos, para determinar com quem está mais próximo e onde se encontra. Além disso, sugere que verifique o telefone para saber quantas horas de sono o utilizador tem diariamente.

Assustador pelo que sabemos, mas muito mais pelo que desconhecemos

É um facto conhecido que as empresas guardam patentes para vencer os seus concorrentes em tecnologias, mesmo que elas nunca vejam a luz do dia. O mesmo poderia ser aplicado a algumas das patentes do Facebook, já que a publicidade é crucial para o modelo de negócios da empresa.

No entanto, devemos ter cuidado com essas coleções de dados desenfreadas, pois agora sabemos que elas podem ser usadas para mais do que publicidade direcionada, como manipular também os resultados das eleições e as emoções dos utilizadores.

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YouTube vai deixá-lo “fazer uma pausa”… da própria plataforma

YouTube vai deixá-lo “fazer uma pausa”… da própria plataforma

O serviço de vídeos apresentou uma nova ferramenta que pode ser muito útil para os utilizadores que se “perdem no tempo” a ver conteúdos.

Chama-se “Take a break” e o objetivo é mesmo esse: que os utilizadores façam uma pausa do YouTube e “desenvolvam o seu próprio sentido de bem-estar digital”, pode ler-se no site.

A ferramenta, anunciada no Google I/O 2018, vai permitir aos utilizadores definir limites de tempo de visualização, recebendo lembretes de pausa a cada 15, 30, 60, 90 ou 180 minutos. O utilizador pode “acatar as ordens” ou ignorar o aviso e continuar a assistir aos seus conteúdos.

A configuração é opcional e está desativada por padrão e vai estar disponível na próxima atualização da app do YouTube, a versão 13.17+. Para definir estas opções, o utilizador apenas tem que tocar no botão do perfil no canto superior direito do ecrã, selecionar as Configurações e, na parte superior do visor, vai aparecer o parâmetro”Lembre-me de fazer uma pausa”.

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UFRGS divulga a lista de leituras obrigatórias para o próximo vestibular

UFRGS divulga a lista de leituras obrigatórias para o próximo vestibular

A Ufrgs (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) divulgou nesta quarta-feira (11) a lista de leituras obrigatórias para o vestibular 2019. Foram incluídas quatro obras em substituição aos textos de Fernando Pessoa, Machado de Assis, Aluisio Azevedo e Pe. Antônio Vieira, que figuraram na relação por três anos.

A principal novidade para 2019 é a inclusão de “Hamlet”, de William Shakespeare, marcando uma mudança importante na concepção da prova. Além de Shakespeare, entraram na lista a poetisa portuguesa Florbela Espanca e a escritora brasileira Maria Firmina dos Reis, além do livro “Papeis avulsos”, de Machado de Assis.

A professora do Instituto de Letras Márcia Ivana de Lima e Silva explica que até o último vestibular a universidade federal fazia uma prova de Literatura de Língua Portuguesa, mas, a partir da edição de 2019, optou por denominar Literatura em Língua Portuguesa.

A mudança possibilita a inclusão de traduções de autores e de obras relevantes, ampliando o repertório dos candidatos. Segundo Márcia Ivana, o texto de Shakespeare que dá início a esta nova fase é uma referência não só na Literatura, mas também em outras áreas, como Direito, História e Ciências Sociais. “Shakespeare é um autor canônico, lido no mundo todo, e também já é trabalhado por várias escolas brasileiras de Ensino Médio”, afirma a professora.

Valorizando as autoras, a lista inclui mais duas mulheres: Florbela Espanca e Maria Firmina dos Reis, ambas nascidas no século XIX. Pouco conhecidas na sua época, essas autoras são o exemplo de que as mulheres escrevem há muito tempo, mas são pouco publicadas fora do circuito. Maria Firmina dos Reis, natural do Maranhão, soma-se a outras duas escritoras mulheres brasileiras que já constavam na lista – Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector – com seu romance de estreia “Úrsula”, publicado em 1859, em que faz uma crítica pioneira à escravidão no Brasil.

Confira a seguir a lista completa das leituras obrigatórias do vestibular 2019, também disponível no site http://www.ufrgs.br/coperse/concurso-vestibular/vestibular-2019:

1 – FLORBELA ESPANCA – Poemas: 1. Fanatismo; 2. Horas rubras; 3. Eu; 4. Vaidade; 5. Lágrimas ocultas; 6. A minha dor; 7. Suavidade; 8. Se tu viesses ver-me; 9. Ser poeta; 10. Fumo; 11. Frêmito do meu corpo; 12. Realidade; 13. Súplica; 14. Doce certeza; 15. Quem sabe?!.; 16. A Mulher I; 17. A Mulher II; 18. Amiga; 19. Ódio 20. Amar!; 21. O maior bem; 22. Neurastenia.
2 – MACHADO DE ASSIS – Papeis avulsos
3 – MARIA FIRMINA DOS REIS – Úrsula
4 – WILLIAM SHAKESPEARE – Hamlet
5 – VALTER HUGO MÃE – A máquina de fazer espanhóis
6 – CAROLINA MARIA DE JESUS – Quarto de despejo: diário de uma favelada
7 – ELIS & TOM – Álbum/Disco de 1974
8 – MICHEL LAUB – Diário da queda
9 – ERICO VERISSIMO – O Continente
10 – CHICO BUARQUE E PAULO PONTES – Gota d’Água
11 – CAIO FERNANDO ABREU – Morangos Mofados
12 – CLARICE LISPECTOR – A Hora da Estrela

 

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