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Ripple tem forte alta; Bitcoin e criptomoedas continuam estabilizados

Ripple tem forte alta; Bitcoin e criptomoedas continuam estabilizados

XRP, o token da Ripple, subiu mais de 20% nas últimas 24 horas. Após algumas semanas na casa dos US$ 0,45, a criptomoeda teve uma forte valorização e chegou a ser negociada acima dos US$ 0,56.

Qual foi o motivo da alta?

Ao longo da semana passada, a Ripple teve algum progresso em relação à adoção e integração de seus produtos de liquidez baseados em blockchain.

Na Conferência Econômica Global Islâmica de 2018, Dilip Rao, chefe global de infra-estrutura da Ripple, divulgou os planos da empresa de expandir para o Oriente Médio, estabelecendo um escritório em Dubai.

“Eu acho que o governo dos Emirados Árabes dizendo que 50% de todas as transações do governo serão em tecnologia de contabilidade distribuída até 2020 é uma maneira fantástica de incentivar a inovação.”

Rao afirmou que as instituições financeiras da Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein e Omã já começaram a utilizar XRP para processar pagamentos transfronteiriços ou executar testes-piloto na rede blockchain de Ripple.

O progresso nos planos da Ripple Labs para expandir seu alcance em toda a Ásia e incentivar a adoção da XRP poderia ter contribuído para a recuperação de curto prazo do ativo digital nos últimos dias.

O movimento vai continuar?

De acordo com Hsaka, um trader de criptomoedas, a forte alta do XRP não é necessariamente inesperada devido ao período de consolidação de 20 dias que ela passou.

Mas, enquanto o ímpeto do XRP permanece forte, o analista afirmou que permanece incerto se a Ripple pode estender o movimento ao longo das próximas 12 a 24 horas.

Mercado de criptoativos tentando retomar crescimento

Enquanto a Ripple vive um bom momento, o bitcoin amargura tempos de estabilidade. No Brasil, o BTC é negociado a R$ 23.916 e caminha para quase 30 dias abaixo dos R$ 25 mil.

Algumas outras criptomoedas, na última semana, tiveram valorizações superiores a 10%. O maior destaque é do Bitcoin Cash, que valorizou 35% enquanto aguarda o seu novo hard fork, programado para acontecer ainda em novembro. Stellar, Litecoin, Cardano e IOTA também operam em alta na semana.

Com o mercado levemente mais otimista, a capitalização das criptomoedas voltou a ficar acima dos US$ 215 bilhões.

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Mineração de bitcoin pode acelerar aquecimento global: Estudo

Mineração de bitcoin pode acelerar aquecimento global: Estudo

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Havaí (EUA) sugere que o Bitcoin sozinho tem o potencial para empurrar o aquecimento global e elevar a temperatura do planeta em 2ºC até 2034 devido ao consumo de energia elétrica na atividade de mineração.

O relatório publicado pela revista Nature Climate Change na segunda-feira (29) diz que essa mudança no clima pode acontecer caso as criptomoedas sejam adotadas no mesmo nível que outras tecnologias hoje amplamente usadas.

Katie Taladay, coautora do estudo, disse que atualmente já é difícil controlar emissores que alteram o clima, considerando o aumento da população e do consumo e a falta de vontade política. E agora ela diz que o Bitcoin é um problema a mais. “E então veio o bitcoin…”, relata a Forbes.

Um grande problema que surgiu com o bitcoin é o consumo de energia elétrica na atividade de mineração, necessária para a validação e funcionamento da rede. No entanto, há críticos ao relatório da Nature que acham que é imprudência divulgar um estudo como este.

Jon Koomey, que por mais de 20 anos foi cientista do Lawrence Berkeley National Laboratory (LBNL) da Universidade de Berkeley, Califórnia, EUA, refutou o estudo e disse que os cálculos do uso de energia do Bitcoin são complicados.

“Uma coisa que NÃO devemos fazer é extrapolar de forma imprudente. Nenhum analista conceituado deveria jamais extrapolar dessa maneira, nem os leitores de relatórios sobre esse assunto devem se enganar por esse erro bem conhecido”, disse Jon Koomey ao site Think Progress.

Um dos autores do estudo, o professor e pesquisador Camilo Mora, disse, segundo a Forbes, que no futuro pode ser que criem uma tecnologia que produza eletricidade sem agredir o clima. Mesmo assim ele não é a favor.

“Mas é possível que não. Estamos dispostos a apostar quando está em jogo a viabilidade do nosso planeta? De acordo com o World Energy Outlook (WEO) da Agência Internacional de Energia, entre 55% e 65% da eletricidade até 2040 ainda pode ser produzida por carvão, gás e petróleo. Portanto, a descarbonização da eletricidade é algo que devemos pressionar mais, mas a conversão completa ainda está longe”, disse Mora.

As emissões estimadas produzidas pelo Bitcoin no ano passado são de 69 milhões de toneladas métricas de CO2, diz o estudo. Mora chama os números de alucinantes.

“Essa é a fonte de preocupação para nós. Se esta tecnologia é tão insignificante e a ‘pegada’ é tão grande, você pode imaginar se essa ‘coisa’ decolar?”.

Ele ressaltou que enquanto o Bitcoin ganha popularidade, as demandas por energia aumentam drasticamente.

“Não temos uma única coisa – nem agricultura, nem transporte – que podemos dizer que em 20 anos poderia aquecer o planeta em 2 graus. Mas o Bitcoin pode”, acentuou o pesquisador.

Randi Rollins, que também endossou a pesquisa, disse que suas estimativas são bastante conservadoras, pois a energia necessária para resfriar as plataformas de mineração sequer foram levadas em conta.

O estudo sugere que a atividade de mineração para fins lucrativos poderia ser tão destrutiva para o planeta quanto minerar o próprio planeta em busca de lucro, opina a Forbes.

Como o estudo foi conduzido

De acordo com o relatório, os pesquisadores incorporaram métodos usados pela plataforma Digiconomist. Eles rastrearam a eficiência de energia do hardware usado para mineração de Bitcoin com a localização geográfica dos mineradores e suas emissões de CO2 da produção de eletricidade.

Um outro argumento, segundo a Forbes, é que o problema da demanda de energia que o bitcoin desencadeou já não é mais culpa da criptomoeda, mas da humanidade, por não acelerar uma transição para a energia renovável.

Tornar a mineração mais fácil não resolve

Os autores do artigo argumentam:

“A redução do carbono [da mineração] do Bitcoin não deve se basear apenas em alguns hardwares ainda a serem desenvolvidos, mas incluir modificações simples no sistema. Um exemplo é adicionar mais transações por bloco ou reduzir a dificuldade ou o tempo necessário para resolver o problema”, diz um trecho do relatório.

No entanto, segundo a Forbes, isso poderia potencialmente deixar a moeda mais vulnerável à falsificação. E se for mais fácil de resolver, mais mineradores iriam aderir à atividade, mantendo ou aumentando a ‘pegada de emissões’ à medida que a adoção aumentasse.

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Restaurante em São Paulo passa a aceitar Bitcoin, Bitcoin Cash e Litecoin

Restaurante em São Paulo passa a aceitar Bitcoin, Bitcoin Cash e Litecoin

A Casa do Porco Bar, um dos restaurantes mais descolados de São Paulo, vai começar a aceitar Bitcoin, Litecoin e Bitcoin Cash como forma de pagamento.

A ampliação do serviço de pagamento deu-se após uma parceira da empresa com a plataforma de solução para sistemas de pagamento com criptomoedas CoinWISE.

De acordo com a empresa, a inovação, além de modernizar o meio de pagamento, visa atender todos os clientes ligados na tecnologia de criptomoedas.

Embora muitas pessoas estejam pouco familiarizadas com o sistema, o restaurante explicou que processo de pagamento não é complicado. É com uma maquinha com estilo parecido às de cartão de débito e crédito.

O cliente escolhe, então, o tipo da moeda digital que ele deseja usar, digita o valor da conta em reais e, automaticamente, o sistema calcula o montante em Bitcoin, Litecoin ou Bitcoin Cash.

Em seguida, um QR Code da transação é gerado, o cliente o escaneia com a própria carteira de criptomoedas e o processo é finalizado com uma mensagem de confirmação. O tempo do processo é de menos de um minuto, segundo o restaurante.

Lançada em 2009, a rede de criptomoedas vem crescendo diariamente e despertando cada vez mais o interesse dos usuários por se tratar de um pagamento mais rápido e eficiente, além da grande valorização no mercado, que em 2017, movimentou cerca de R$ 8,3 milhões no Brasil.

Bitcoin no comércio

A tendência é mundial, principalmente nos países asiáticos que cada vez mais vêm aderindo as criptomoedas para se conectar com vários serviços oferecidos, como supermercados, restaurantes, bares e cafés.

O número de restaurantes que aceitam o sistema de criptomoeda no Brasil ainda é pequeno e a Casa do Porco Bar passa a ser uma das pioneiras no novo serviço, o que não vai afetar a aceitação tradicional de cartões de créditos como Visa, Mastercard, Elo, Dinners e American Express.

O chef da Casa do Porco, Jefferson Rueda, também é responsável por mais três casas no centro de São Paulo: o Bar da Dona Onça, juntamente com a chef Janaína Rueda, o Hot Pork e a Sorveteria do Centro.

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Usuário desvenda enigma e recebe recompensa de 310 Bitcoins

Usuário desvenda enigma e recebe recompensa de 310 Bitcoins

Um ex-minerador de bitcoin anônimo chamado “Pip” lançou, no início deste mês, um desafio que levou o vencedor a uma carteira de bitcoin com 310 BTCs, avaliados hoje em R$ 8 milhões.

De acordo com o site Bitcoinchallenge, criado exclusivamente para o enigma, os interessados em ganhar a fortuna tinham que decifrar códigos em quatro fases diferentes, observando uma enigmática imagem.

“Há 310 BTC escondidos na imagem. Boa sorte!”, diz o site. A frase soa desafiadora, ainda mais quando se trata de um enigma provavelmente muito complexo para se resolver.

No entanto, desafios como este são um jogo de quebra-cabeça comum no meio hacker.

O criador do jogo deixa bem claro que resolveu ‘doar’ um pouco do muito que ele ganhou durante sua fase de mineração e também de airdrops. Estes, segundo ele, são os responsáveis por sua maior parte de criptomoedas.

Ele também disse que seus amigos e seus familiares sabem do quanto ele está bem de vida, mas que prefere permanecer anônimo apenas por questão de segurança.

Além do quarto nível contendo 310 BTCs, havia também o nível 1, cujo prêmio escondido era de 0,1 BTC (R$ 2.500), o nível 2, que valia 0,2 BTC (R$ 5.100) e pela terceira parte cuja carteira continha 0,31 (R$ 7.900).

O prêmio de 310 foi resgatado nesta quarta-feira (10). A resolução dos dois primeiros níveis pode ser vista aqui. Há também um vídeo no youtube explicando como foi resolvido. Ainda não foi revelado como foi desvendado o desafio maior, dos 310 BTC.

Pip não foi o primeiro

Esses desafios em forma de puzzles sempre foram muito populares na comunidade de criptomoedas. Cada puzzle requer certos tipos de habilidades mas, no geral, saber um pouco do novo setor e programação costumam ser essenciais.

Em maio, um usuário do Reddit fez uma publicação no sub reddit r/bitcoin contendo uma imagem e o titulo: ”1 BTC está escondido nesse puzzle. Boa sorte!”.

Poucas horas depois a novidade já era comentada em várias redes sociais. Somente o tópico criado pelo usuário ‘cryptogreetings’, criador do enigma, rendeu 1300 comentários em cerca de 7 horas.

No início do ano, o ‘MonteCrypto: The Bitcoin Enigma’, um jogo de exploração de labirinto em primeira pessoa, também prometeu 1 bitcoin ao jogador que resolvesse 24 “quebra-cabeças”.

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Empresas brasileiras de criptomoedas criticam práticas de bancos em resposta ao Cade

Empresas brasileiras de criptomoedas criticam práticas de bancos em resposta ao Cade

O processo administrativo que tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) entra agora numa nova fase. O órgão terá de analisar as respostas enviadas – por e-mail – pelas empresas que negociam criptomoedas no Brasil.

Das 12 empresas notificadas pelo órgão regulador, 10 responderam ao questionário. Duas delas, a Coinbr (da Stratum) e a Bitcambio pediram um prazo maior, o que foi concedido. A punição por deixar de enviar o documento até o dia 19 era uma multa diária de R$ 5 mil, podendo chegar R$ 100 mil.

Essas respostas servirão para auxiliar o inquérito administrativo aberto pela Superintendência-Geral do Cade a fim de apurar se os bancos violaram possível conduta anticoncorrencial, prática vedada pela Lei 12.529/2011.

Braziliex, Profitfy, BitBlue, Walltime, Foxbit, Bitcoin Trade, E-Juno, Mercado Bitcoin, Atlas e Capital Digital Aberto (OTC) enviaram os questionários.

No início desse mês a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) havia oficiado dez exchanges e uma OTC. A empresa de arbitragem Atlas também foi oficiada.

As respostas apresentadas mostram a necessidade de se ter uma conta corrente para manter as atividades, pois toda transação é feita por transferência bancária. Nem todas as corretoras, contudo, tiveram contas encerradas pelos bancos. É o caso da Protiffy cujo problema maior foi a abertura de novas contas.

“Até o presente momento não foram esclarecidos quais os motivos que fundamentaram a recusa, em que pese nosso interesse em operar também com esses bancos”, afirmou a empresa.

Criptomoedas e contas negadas

A negativa na abertura de contas não é um fato enfrentado apenas pela Profitfy. Com uma petição concisa, a Atlas, por meio de sua advogada Emília Malgueiro, mostrou que passou pelo mesmo problema com os bancos Itaú, Citibank e JP Morgan.

“As recusas foram feitas sempre por telefone e não foram dadas justificativas pontuais. A não abertura das contas gerou prejuízos para a empresa consistentes em conseguir efetuar pagamento de salários de funcionários, no conseguir receber pagamentos dos clientes para aquisição de bitcoins, além de no conseguir realizar pagamentos de contas da empresa”, consta na resposta.

A Atlas teve sua conta encerrada pelo Banco do Brasil e pelo banco Bradesco. A advogada da corretora diz que o Banco do Brasil não vem cumprindo a liminar para que se abstenha de manter a conta fechada. O caso do Bradesco, apesar de ter parado na Justiça, não houve liminar concedida à corretora.

O caso do Banco do Brasil foi o que fez a Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain a promover esse processo administrativo que hoje tramita no Cade.

A Foxbit, numa petição de 103 páginas, a mais longa de todas as corretoras trouxe praticamente um dossiê sobre os casos. Nesse documento, a corretora relata que também teve negativa em abrir contas nos bancos Itaú e Santander.

Representada pela Diretora jurídica da corretora, Natália Garcia, além dos advogados do escritório IWRCF, a Foxbit relatou ainda que teve problemas com o Banco do Brasil e Bradesco que encerraram suas contas correntes. As contas foram reativadas graças as liminares concedidas pela justiça.

Igor Hjelmstrom Vinhas Ribeiro, CEO da Walltime, afirmou que já teve conta recusada pelos Bacos Itaú e Bradesco. No caso do Bradesco, a situação é um tanto curiosa pois a Walltime já tinha uma outra conta na instituição:

“Após o envio de toda a documentação solicitada a abertura da conta foi negada sem nenhum tipo de justificativa. Na época a Walltime já tinha uma outra conta aberta junto ao Bradesco”.

Edisio Neto, CEO da BitBlue, escreveu que apesar de não ter tido nenhuma conta da empresa encerrada, experimentou a negativa de abertura de conta o banco Santander. O motivo era o genérico “desinteresse comercial”.

Assim como a Atlas e a Foxbit, outras corretoras mantêm algumas contas abertas por força de liminares. Regina Kehdy, administradora da BitcoinTrade, afirma que já teve problema com o Santander, mas hoje a única conta que está aberta por decisão liminar é a do Banco do Brasil.

“No passado houve ação movida contra Banco Santander, que culminou em acordo entre as partes, uma vez que houve detalhado esclarecimento das políticas de proteção de dado, contra lavagem de dinheiro e outras regras de compliance da BitcoinTrade.”

A Walltime informou que teve contas encerradas nos bancos “ltaú (alegação: desinteresse comercial), Bradesco (alegação: desinteresse comercial), Banco do Brasil (alegação: decisão administrativa), Caixa Econômica Federal (alegação: supostas irregularidades nunca apontadas) e Agibank (alegação: desinteresse comercial)”.

Todas foram objeto de discussão na Justiça. Algumas delas tiveram liminares negadas. Das contas mencionadas, as que foram reabertas por liminar são da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Apesar de existir uma liminar para que o Banco Itaú reabra a conta da Walltime, a instituição até o momento não vem cumprindo a ordem judicial.

“O dano causado ao negócio é sensível e imediato: cada encerramento de conta corrente foi imediatamente seguido por uma diminuição substancial — em alguns casos superior a 30% — do volume negociado, e consequentemente do faturamento”, escreveu a corretora.

A Braziliex Moedas Virtuais por intermédio de seu advogado Evandro Camilo Vieira apresentou uma petição pela qual afirma que possui duas contas correntes ainda abertas “em razão de decisão judicial a título provisório”, sendo essas, uma no Banco Bradesco e outra no Banco Sicoob.

Essa exchange, entretanto, não teve a mesma sorte com sua conta no Banco Itaú, a qual foi fechada e após discussão judicial não foi reconhecido o direito da corretora em reativar a conta corrente.

A corretora E-Juno foi a única das que responderam o questionário do Cade, que afirmou não ter experimentado encerramento de contas correntes e tampouco de ter pedido de abertura de contas negado por bancos.

Atividades econômicas

Dentre os motivos apresentados pelos bancos que encerraram contas ou se negaram a abrir contas para as empresas criptoativos, estava a ausência de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) das exchanges.

As instituições financeiras afirmaram que isso traria a suspeita de prática de ilícitos e que “a falta de regulamentação do setor também aumentaria o risco para as instituições financeiras”. Essa alegação, contudo, foi rechaçada pela Superintendência-Geral do Cade.

O órgão regulador afirmou, por meio de uma nota técnica, que “a falta de uma classificação própria” no CNAE e “de regulamentação de um setor não o torna ilícito”.

“O mercado de corretagem de criptomoedas é um mercado novo e é natural que decorra um lapso temporal entre o surgimento de novos mercados e sua regulamentação”.

O fato é que as corretoras esclareceram que possuem sim CNAE. As empresas Atlas, Braziliex, Foxbit, Profitfy, E-Juno, Walltime e Bitblue afirmam por meio de seus representantes que exerciam “atividades e agenciamento de serviços e negócios em geral, exceto imobiliários”. Essa espécie é catalogada na CNAE sob o nº 74.90-1-04.

A BitcoinTrade informou que a sua atividade econômica se classifica como “Outros representantes comerciais e agentes do comércio especializado em produtos não especificados anteriormente”, a qual é inscrita no CNAE sob a numeração 46.18-4-99.

Conhecendo os clientes

Um fator importante para que a corretora possa garantir a lisura de suas transações é estabelecendo algumas medidas de segurança a fim de se evitar o uso de criptomoedas para atividade criminosa como lavagem de dinheiro. Os bancos usaram do argumento de que as corretoras não estabeleciam tais medidas de Know your client/customer (KYC) e esse foi um dos motivos apresentados por eles para justificar o encerramento das contas correntes.

A questão, entretanto, é que todas as exchanges demonstraram usar critérios como requerer o CPF e RG, além de comprovante de residência desses clientes para que pudessem fazer qualquer transação.

Outro ponto que foi mostrado é que as transações ocorrem por transferência bancária, a qual não pode ser feita em contas de terceiros mas apenas dos clientes.

A Braziliex informou que as medidas necessárias para conhecer o cliente é feita “através da requisição de documentos e análise de conformidade, utilizando como base jurídica o direito brasileiro, europeu e orientações de organismos internacionais engajados no combate à lavagem de dinheiro”.

A corretora diz seguir em especial “as Recomendações FATFÍGAFI (Padrões Internacionais de Combate à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo e da Proliferação)”.

A Atlas afirmou que adota medidas de segurança como “receber apenas transferências vindas do sistema bancário (TED)” e “solicitar comprovante de origem para compras de bitcoin acima de R$40”.

Acesso ao restrito

Os advogados do escritório Demarest que representam o Banco Santander peticionaram no processo administrativo para ter acesso as informações restritas que apenas o Cade teria.

O grupo de advogados utilizou para tanto os artigos 6º e 7º da resolução 11/2014 do Cade, o qual institui o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) nessa autarquia federal.

De acordo com esses artigos os usuários externos, mediante credenciamento prévio, poderão visualizar os processos de acesso restrito em trâmite no órgão e assinar eletronicamente contrato, convênio, acordo e outros instrumentos congêneres celebrados com o Cade.

Para isso, é necessário que se faça solicitação numa petição específica, a qual é juntada ao processo administrativo que se busca ter acesso completo, bem como poder de assinar eletronicamente qualquer contrato com o órgão regulador.

O Demarest então apresentou uma petição solicitando o credenciamento dos advogados Paola Pugliese e Vinicius Hercos da Cunha.

Encerrando contas

As empresas que trabalham com criptomoedas têm enfrentado o encerramento de suas contas correntes desde 2015. Essa série começou com a luta Mercado Bitcoin contra o banco Itaú.

O caso chegou até ser discutido no Superior Tribunal de Justiça através do Recurso Especial 1696214/SP, pelo qual a ministra Nancy Andrighi foi voto vencido. Ela foi a única que votou a favor do Mercado Bitcoin e entendeu que os bancos agiram com abuso do poder econômico.

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Justiça dos Estados Unidos vai leiloar bitcoins apreendidos

Justiça dos Estados Unidos vai leiloar bitcoins apreendidos

U.S. Marshals Service, órgão de polícia ligado ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, anunciou na última quarta-feira (17) que vai leiloar 660 bitcoins, hoje avaliados em cerca de R$ 16 milhões.

De acordo com um comunicado no site do departamento, o montante de bitcoin será ofertado partir de 05 de novembro e o protocolo exige que os proponentes depositem US$ 200 mil assim que se registrarem na Agência.

Esses bitcoins foram apreendidos em processos criminais, civis e administrativos federais e fazem parte de uma ampla gama de ativos oriundos de crimes que a instituição administra, como imóveis, veículos, joias e até mesmo aeronaves.

Intitulada Fase I, o leilão vai acontecer em duas partes com seis blocos de 100 bitcoins cada e um bloco com 60 unidades. Segundo a nota, os licitantes não poderão ver o lance alheio e também não serão autorizados a alterar suas ofertas assim que finalizadas.

O montante de bitcoin inclui os apreendidos recentemente, como os dos casos dos operadores, Theresa Tetley (40 BTCs), que e Thomas Mario Costanzo (80 BTCs) – ambos condenados à prisão sob a acusação de lavagem de dinheiro por bitcoin, conforme o texto do U.S. Marshals Service.

As inscrições para quem estiver interessado no arremate tiveram início no dia 22 deste mês de outubro e segue até dia 31.

A subdivisão da Justiça dos Estados Unidos leiloou em janeiro deste ano 3.600 bitcoins. Avaliados na época em US$ 30 milhões, os criptoativos foram transferidos no mês seguinte a cinco licitantes vencedores.

Desses, um recebeu 1.600 BTCs e o restante 500, 500, 200 e 813 bitcoins. Com exceção da Riot Blockchain, que voluntariamente expôs que comprou um dos lotes de 500, os nomes dos vencedores não foram divulgados.

Estados Unidos e o homem de 30.000 btcs

Tim Draper, bilionário investidor americano que há um mês disse que o mercado de criptomoedas vai crescer 400 vezes e atingir US$ 80 trilhões em 15 anos é o maior nome dentre aqueles que enriqueceram adquirindo bitcoin nessa modalidade de negociação.

Em um leilão em 2014, Draper já se mostrava confiante no novo mercado, quando arrematou 30 mil BTCs (confiscados da Silk Road pela Justiça dos EUA) por US$ 18 milhões. Na época, a unidade era cotada a US$ 650.

Um ano mais tarde, o capitalista de risco projetou que o preço do bitcoin chegaria a US$ 10 mil até o final de 2017, uma previsão que aconteceu em dobro. Draper já lucrou mais de US$ 300 milhões somente com o bitcoin.

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Hackers pedem Bitcoin para apagar multas do sistema da Policia Rodoviária

Hackers pedem Bitcoin para apagar multas do sistema da Policia Rodoviária

O acesso ao sistema da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi negociado por R$ 200 em bitcoin supostamente através do serviço de mensagens Telegram, reportou o Tecmundo nesta quarta-feira (17).

Em posse de informações que dão acesso ao sistema da instituição, os invasores podem se conectar a dados sigilosos de qualquer veículo, como multas, veículos em pátio, boletins de ocorrências e até mesmo troca de emails entre os policiais, além de dados pessoais, revelou o site.

O login de acesso à plataforma, que é o Sistema Integrado de Consultas Operacionais (SICOP), foi negociado no mês passado por 0.008 BTC, cerca de R$ 200 nesta data, segundo a reportagem que citou fontes anônimas.

“É possível multar qualquer veículo do Brasil. Resumidamente, tudo que a Polícia Rodoviária Federal consegue fazer, você também consegue”, disse uma fonte anônima ao Tecmundo.

O SICOP armazena uma série de dados de diversos tipos de veículos, como placa, chassi, Renavam, entre outros. Quem tem acesso ao sistema pode facilmente conferir praticamente tudo relacionado a um determinado veículo, diz o site.

Acionada no primeiro dia de outubro pelo Tecmundo — que enviou arquivos para apreciação, a PRF disse que irá investigar o caso e retornou:

“[A PRF] preza pela transparência e lisura de seus servidores para atender sua missão institucional perante a sociedade. Portanto, averiguaremos as evidências para responsabilização de possíveis transgressões ou crimes”.

Isto se refere a ter acesso para preencher campos vazios com a placa, modelo, etc de um veículo e finalizar ‘aplicando’ uma multa, por exemplo, diz o site, que salientou que não há outro tipo de proteção extra de segurança para expedir multas, como uma autenticação em dois fatores (2FA), por exemplo.

E não para por aí. Tendo a plataforma ‘em mãos’, o invasor também pode, segundo o site, preencher uma tabela chamada ‘Cadastro de Ocorrência Policial’ e atribuir crimes a qualquer cidadão por meio de criação de um boletim de ocorrência, sem nenhum impedimento no login.

Vazamento ou phishing

Considerando que vai haver investigação por parte das autoridades, ainda não se sabe como os cibercriminosos obtiveram os logins de acesso, mas é possível que as informações tenham sido adquiridas por meio de vazamento ou phishing, afirmou o site.

No entanto, segundo a fonte anônima que cooperou com o Tecmundo, os logins foram obtidos por meio de e-commerce, redes sociais, bancos e sites que já foram invadidos, o que sugere que funcionários da instituição (PRF) utilizaram o e-mail corporativo para cadastro em sites.

“Quando um cibercriminoso coloca as mãos em uma lista de vazamento e encontra um login como esse da PRF, é que nem ouro”, disse a fonte anônima à reportagem.

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Relatório diz que Bitcoin tem chance de ser uma bolha e explodir

Relatório diz que Bitcoin tem chance de ser uma bolha e explodir

O resumo de um estudo divulgado na última terça-feira (09) pela empresa de pesquisa do Reino Unido, Juniper Research, diz que a falta de valor intrínseco do bitcoin indica futuros tormentos a ponto da maior das criptomoedas se transformar em uma bolha a explodir.

O relatório, elaborado pelo diretor de pesquisa da empresa, Windsor Holden, abordou questões sobre as perspectivas de longo prazo do bitcoin, incluindo fatores que o impedem de uma adoção em massa, como a regulação por parte das agências regulatórias, por exemplo.

Ele resumiu:

“Bitcoin não tem valor intrínseco. Como qualquer ativo, vale a pena quando há alguém preparado para pagar, mas não tem sentido ou existência além disso. É uma bolha, e há grande possibilidade dela estourar num futuro próximo”, diz um trecho do relatório.

Desafios do Bitcoin

Intitulado ‘O Futuro da Criptomoeda: Bitcoin & Altcoin Tendências e Desafios 2018-2023’, o estudo observou que tanto os volumes quanto os valores de transações diárias caíram drasticamente desde que atingiram suas máximas no final de 2017.

Mostrando dados para comparação, a análise revela que o volume de transações diárias foram em média de 360 mil, bem acima das atuais 230 mil transações anotadas por Holden para o mês de setembro deste ano.

Já os valores diários de transação atingiram mais de US$ 3,7 bilhões no final do ano passado, muito superior às atuais transações diárias, que é de aproximadamente US$ 670 milhões (anotadas pelo diretor no mesmo período).

Para tal fim, vários fatores foram indicados como responsáveis pela queda do bitcoin e das criptomoedas. Entre eles, a própria economia global fragilizada por conta de  conflitos comerciais entre os Estados Unidos e a China e também das incertezas do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) em torno do setor criptoeconômico.

O estudo também alega que se o Bitcoin não puder obter ganhos em circunstâncias tão favoráveis, é improvável que ele prospere quando esses problemas forem resolvidos.

Outros fatores responsáveis pela peleja do criptoativo, são as restrições impostas pelos governos às exchanges de criptomoedas, bem como as proibições de publicidade que foram feitas por empresas de tecnologia como o Twitter e o Google, aponta a análise.

Além disso, a proibição do uso de cartões de crédito, como os da VISA por exemplo, para a compra de bitcoins e criptomoedas imposta por várias instituições e bancos também afetaram o novo mercado, diz o relatório.

Por outro lado, a gigante dos cartões de crédito, Mastercard, tem constantemente registrado pedidos de patente no Escritório de Marcas e Patentes dos Estados Unidos (USPTO).

Em um dos documentos dessa ‘empreitada’ da empresa consta que o sistema vai gerenciar ‘reservas fracionárias no blockchain’, o que permitiria transações de Bitcoin em cartões de crédito, um meio de pagamento certamente muito esperado pelos consumidores entusiastas das criptomoedas.

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Bitcoin e criptomoedas iniciam a semana em leve alta

Bitcoin e criptomoedas iniciam a semana em leve alta

A cotação do bitcoin continua consolidada na faixa entre os US$ 6.000 e US$ 7.000 desde o dia 4 de setembro. Nesta manhã de segunda (08), a criptomoeda é negociada a US$ 6.650.

No Brasil, com a consolidação do preço, a variação do dólar tem sido o fator principal da variação da cotação. Após chegar próximo aos R$ 4,20, o dólar está cotado a R$ 3,83, o que fez a cotação do BTC cair no país. Em outubro, a criptomoeda opera em queda de 6%.

O volume negociado tanto nacional quanto internacionalmente está bem abaixo da média anual, o que tem colaborado para períodos de pouca volatilidade. Nas últimas 24 horas, menos de 130 BTC (R$ 3.309.893,00) foram negociados no Brasil nas principais corretoras. Nas exchanges internacionais, pouco mais de US$ 3 bilhões foram negociados, de acordo com o coinmarketcap.

Mercado em leve alta

O mercado de criptoativos, como um todo, está pouco volátil nas últimas semanas. Esperando uma direção do Bitcoin, algumas criptomoedas operaram em queda e outras em alta nos últimos sete dias.

O principal destaque negativo é o token XRP da Ripple, que caiu 14,47%, seguido pela Stellar e Dogecoin, com quedas superiores a 5%. Do lado oposto, TRON valorizou 20%, seguida pela NEM e Binance Coin, com 9,49% e 6,23% respectivamente.

O valor de mercado das criptomoedas se mantem acima dos US$ 200 bilhões, assim como o marketshare do bitcoin, que continua acima dos 50%.

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“XRP é cerca de 1.000 vezes mais rápido e menos caro que uma transação Bitcoin”, diz CEO da Ripple

“XRP é cerca de 1.000 vezes mais rápido e menos caro que uma transação Bitcoin”, diz CEO da Ripple

O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, diz que o XRP provou ser a criptomoeda mais eficiente quando se trata de mover valor de um local para outro.

Na conferência Swell 2018 em San Francisco, Garlinghouse disse ao Cheddar que ele não se concentra no preço do XRP e, em vez disso, analisa como a tecnologia pode ser usada para resolver problemas.

“Eu realmente não penso sobre o desempenho do preço. Eu penso no desempenho técnico. E eu penso sobre o fato de que XRP é cerca de 1.000 vezes mais rápido que uma transação Bitcoin e cerca de 1.000 vezes menos caro que uma transação Bitcoin.

O XRP demonstrou que é o recurso digital mais eficiente para resolver um problema de pagamento. O que eu digo internamente na empresa, genuinamente, é que não sei como pensar no preço do XRP ao longo de três dias, três semanas ou três meses. Penso em como vamos construir um produto e soluções incrivelmente bem sucedidas em cima dessa tecnologia descentralizada de código aberto para resolver um problema do cliente.”

Na mesma conferência, Garlinghouse anunciou que o xRapid, o produto de pagamento transfronteiriço da empresa que utiliza o XRP, está agora disponível comercialmente. A solução de software foi projetada para ajudar as instituições financeiras a reduzir os custos e melhorar a velocidade dos pagamentos internacionais.

O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, também falou no evento, dando seu aval à tecnologia, dizendo que as possibilidades são infinitas.

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