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Cura da SIDA? Cientistas conseguem eliminar o HIV do genoma de animais vivos

Cura da SIDA? Cientistas conseguem eliminar o HIV do genoma de animais vivos

Numa colaboração entre duas universidades de medicina dos Estados Unidos, foi alcançado um feito no âmbito do vírus HIV. Assim, estas equipas de cientistas eliminaram pela primeira vez o DNA do HIV-1 competente para replicação – o vírus responsável pela SIDA – dos genomas de animais vivos.

O estudo marca um passo crítico no desenvolvimento da possível cura para a infeção causada pelo Vírus da imunodeficiência humana.

Um passo importante para erradicar o vírus da SIDA

Uma nova investigação da Universidade Temple e da Universidade de Nebraska Medical Center conseguiu eliminar totalmente o HIV, vírus causador da SIDA, do genoma de animais vivos.

O nosso estudo mostra que o tratamento para suprimir a replicação do vírus da imunodeficiência humana e a terapia de edição de genes, quando administrados sequencialmente, pode eliminar o HIV das células e órgãos de animais infectados.

Referiu Kamel Khalili, um dos membros do grupos responsável pela investigação.

Segundo outro investigador, Howard Gendelman, esta conquista não poderia ter sido possível sem um esforço extraordinário da equipa que incluiu virologistas, imunologistas, biólogos moleculares, farmacologistas e especialistas em produtos farmacêuticos.

Em síntese, para que este resultado fosse alcançado, somente reunindo os recursos necessários haveria forma de se obter sucesso. Esta é sem dúvida uma descoberta inovadora.

Tratamento atual do HIV versus o futuro

O tratamento atual do HIV concentra-se no uso de terapia antirretroviral (TAR). A TAR suprime a replicação do HIV, mas não elimina o vírus do corpo. Portanto, o TAR não é uma cura para o HIV, e requer uso por toda a vida. Assim, se este tratamento for interrompido, o HIV recupera, renovando a replicação e alimentando o desenvolvimento da SIDA.

A repercussão do HIV é diretamente atribuída à capacidade do vírus de integrar a sua sequência de DNA nos genomas das células do sistema imunológico, onde fica inativo e fora do alcance dos medicamentos antirretrovirais.

Em trabalhos anteriores, a equipa do Dr. Khalili usou a tecnologia CRISPR-Cas9 para desenvolver um novo sistema de edição genética e de terapia génica que visa remover o DNA do HIV dos genomas que abrigam o vírus. Em ratos de laboratório, foi mostrado que o sistema de edição de genes poderia efetivamente extirpar grandes fragmentos de DNA de HIV de células infetadas, impactando significativamente a expressão génica viral.

Semelhante ao ART, no entanto, a edição genética não pode eliminar completamente o HIV por conta própria.

Depois do TAR apareceu o LASER ART

Para o novo estudo, os cientistas combinaram o seu sistema de edição genética com uma estratégia terapêutica desenvolvida recentemente conhecida como ART de libertação lenta de longa duração (LASER). O LASER ART foi codesenvolvido pelo Dr. Gendelman e Benson Edagwa, Professor Assistente de Farmacologia da UNMC.

O LASER ART tem como alvo os santuários virais e mantém a replicação do HIV em níveis baixos por longos períodos de tempo, reduzindo a frequência de administração de TAR. Assim, os medicamentos de longa duração foram possíveis graças às alterações farmacológicas na estrutura química dos medicamentos antirretrovirais.

Dessa forma, a droga modificada foi empacotada em nanocristais, que prontamente distribuem para os tecidos onde o HIV pode estar dormente. A partir daí, os nanocristais, armazenados dentro de células durante semanas, libertam lentamente o medicamento.

Aplicar o novo composto medicamentoso em ratos afetados com HIV

Para testar a sua ideia, os investigadores usaram ratos de laboratório manipulados para produzir células T humanas suscetíveis à infeção pelo HIV. Desta forma foi possível a infeção viral a longo prazo e a latência induzida pela terapia antirretroviral.

Posteriormente, estabelecida a infeção, os ratos foram tratados com a técnica LASER ART e subsequentemente com CRISPR-Cas9. No final do período de tratamento, os ratos foram examinados quanto à carga viral. As análises revelaram a eliminação completa do ADN do HIV em cerca de um terço dos ratos infetados pelo vírus da imunodeficiência humana.

A grande mensagem deste trabalho é que é preciso tanto o CRISPR-Cas9 quanto a supressão de vírus por meio de um método como o LASER ART, administrado em conjunto, para produzir uma cura para a infeção pelo HIV. Agora temos um caminho claro para avançar para testes em primatas não humanos e possivelmente ensaios clínicos em pacientes humanos durante o ano.

Concluiu Khalili.

   

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Tem saudades do walkman? Vem aí uma versão Bluetooth

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O dispositivo recebeu o nome de “IT’S OK”. As primeiras entregas estão previstas para dezembro.

Recentemente, a Sony celebrou o 40º aniversário do Walkman, um aparelho que em 1979 veio revolucionar a forma como ouvimos música. O Walkman TPS-L2 foi o primeiro leitor portátil, a partir do qual a música passou a fazer parte do nosso dia-a-dia, em qualquer lugar, de forma simples e acessível. Esta data histórica foi merecedora, por parte da empresa multinacional japonesa, de um evento de dois meses em Tóquio, no Japão.

Quatro décadas depois, como a tecnologia está sempre em constante crescimento, já poucos (ou ninguém) utiliza o velhinho walkman. No entanto, vivemos, também, num momento em que a criatividade anda de mãos dadas com o revivalismo. Assim, aproveitando a comemoração desta efeméride e numa retrospetiva nostálgica, o laboratório Ninm lançou o «primeiro leitor de cassetes portátil bluetooth do mundo».

O nome desta atualização do clássico Walkman, da Sony, é “It’s Ok”. O laboratório responsável por este inovador leitor de cassetes anunciou que este «é o primeiro leitor de cassetes do mundo, que tem o bluetooth 5.0 integrado, suporta fones de ouvido tradicionais de 3,5 mm, mas também é compatível com auriculares sem fios». O seu utilizador vai poder ainda gravar mensagens de voz diretamente em cassetes vazias, num tempo máximo de até 60 minutos.

Este leitor “atualizado”, contudo, não é o primeiro produto que o laboratório Ninm cria a partir de tecnologia antiquada. O acessório que marcou a sua estreia neste mercado foi o instant magny 35, que transforma fotografias de câmeras de 35 milímetros em fotografias tipo polaroid, através da impressão instantânea.

   

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