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Fim dos smartphones já tem data marcada

Fim dos smartphones já tem data marcada

A Samsung, maior fabricante de smartphones do mundo, sabe que o seu principal produto está com os anos contados. De acordo com Kang Yun-Je, chefe de design da fabricante coreana, os telemóveis deverão ser substituídos por outros dispositivos num período que pode não ultrapassar os cinco anos.

Segundo Yun-Je, a empresa chegou ao limite da inovação no desenho dos aparelhos telefônicos que comercializa. Esse foi um dos motivos que fez a companhia, inclusive, apostar no Galaxy Fold, um telemóvel de ecrã dobrável que deve ser lançado ainda neste ano. “O design dos smartphones chegou ao seu limite. Foi por isso desenvolvemos um smartphone de ecrã dobrável”, afirmou.

Para o futuro, de acordo com o Independent, a Samsung aposta nos ‘wearables’ (dispositivos que se podem vestir) e em acessórios como fones de ouvido inteligentes e smartwatches. “Em mais ou menos cinco anos, as pessoas nem vão dar conta de que estarão “a vestir tecnologia”, disse o executivo.

O CEO da Samsung, DJ Koh, faz eco à percepção de que os smartphones se vão tornar uma tecnologia ultrapassada, muito em breve, dizendo que novidades como a inteligência artificial, a internet das coisas e o 5G estão a trazer uma nova era ao mercado: “O últimos 10 anos foram a era do smartphone. Deste ano em diante, talvez uma nova era esteja a chegar, devido a essas tecnologias. A nova era está à nossa frente”, sublinha.
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Facebook: a falha na rede social revelou os segredos da sua IA

Facebook: a falha na rede social revelou os segredos da sua IA

O império de Mark Zuckerberg voltou a tremer ontem (4), expondo detalhes cruciais da rede social. O Facebook, Instagram e WhatsApp voltaram a deixar os utilizadores preocupados perante a falha dos vários serviços. Já, por outro lado, graças a este infortúnio, ficamos a conhecer alguns segredos da plataforma.

Se, tal como milhões de utilizadores, sentiu problemas nas imagens do Facebook, não foi o único!

A falha transversal ao Facebook, Messenger, WhatsApp e Instagram escondeu as imagens de milhões de utilizadores. Ao mesmo tempo, acabaria por expôr a verdade da rede social. Isto é, a forma como as nossas fotografias são categorizadas pela empresa. Para todos os efeitos, uma informação não para os nossos olhos.

A falha no Facebook, WhatsApp e Instagram

Graças à supracitada falha geral, os utilizadores da rede social viram apenas uma legenda e a moldura das imagens. Algo que se sentiu um pouco por todas as plataformas e serviços da rede Facebook. Isto é, vimos uma pequena descrição, atribuída pela empresa, às imagens submetidas nas várias faces da rede social.

O busílis da questão reside no facto de estas etiquetas não terem sido atribuídas pelo utilizador. Ora, isto diz-nos como é que a rede social classifica esse mesmo material. Aqui, ao que tudo indica, são os algoritmos de inteligência artificial (IA), que tratam dessa mesma indexação e atribuição de legendas.

Em síntese, é assim que o Facebook nos vê. É este o modus operandi interno e que procede à catalogação do material visual. Ao mesmo tempo, este cenário foi visto também no Instagram, com milhões de imagens a serem substituídas por molduras brancas, bem como a legenda automaticamente atribuída.

Os “segredos” da IA e dos bastidores da rede social

Há ainda a referência à identificação de rostos. Algo que não nos surpreende no Facebook, tendo em conta os seus mecanismos de reconhecimento facial. Isto é, de forma automática a empresa sabe que está na presença de um rosto, algo que já está em vigor desde 2017, mas que foi crescendo deste então.

Atualmente, o Facebook analisa as nossas fotos, captando os traços mais salientes. Assim, é já capaz de identificar os sexos (aproximados), bem como traços faciais. Veja-se, por exemplo, à referência à barba no rosto, ao número de pessoas, bem como aos cenários de natureza e ar-livre, ou interior.

São vários detalhes que podem ser utilizados para diversos fins. Entre eles, temos a descrição das imagens para utilizadores com dificuldades visuais. É através destes filtros de IA e outros mecanismos de software, que a rede social consegue dar mais detalhes a quem não consegue ver, ou o faz com dificuldade.

A IA analisa as fotos no Facebook e Instagram

Ainda que o mesmo não tenha sido associado ao WhatsApp, no Instagram e Facebook isto é uma realidade. É, ao mesmo tempo, uma forma de organização e um método para colher informação. Detalhes que, em seguida, podem ser utilizados para aprimorar a escolha de publicidades que nos são apresentadas, por exemplo.

O ponto a reter é simples. Foi exposta uma forma de recolha de informações e, para todos os efeitos, não temos perfeita noção do seu propósito. Aliás, não sabemos sequer para que fim é estes dados são recolhidos, nem como são utilizados em seguida. Sabemos apenas que há um algoritmo que o faz automaticamente.

   

 

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