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WhatsApp: há uma nova ameaça para quem anuncia no OLX

WhatsApp: há uma nova ameaça para quem anuncia no OLX

Há um novo golpe com vista a recolher os seus dados de conta no WhatsApp. Esta que é a mais popular das redes sociais e plataformas de comunicação instantânea vê-se agora assolada por um novo scam. Conforme avança a Kaspersky, o ataque visa os anunciantes do OLX e outras plataformas similares no Brasil.

O mais assustador é a forma convincente como podem “roubar” os seus dados, mas há solução!

O alerta foi dado pela empresa de segurança que detetou um novo esquema particularmente incidente no Brasil. É, também, um método simples e que o torna assim eficaz. As mentes mal intencionadas vigiam as plataformas de venda online como, por exemplo, o OLX e sites de comércio de automóveis.

O novo esquema no WhatsApp

Mais concretamente, a empresa especifica a plataforma WebMotors, ZapImóveis, além do supracitado OLX como principais visados. O objetivo último dos criminosos informáticos é clonar a sua conta e para tal são extremamente atenciosos e convincentes. Não é, portanto, um ataque de malware, mas sim de astúcia.

De acordo com o alerta emitido, os hackers vasculham os vários anúncios online. Em seguida, colhendo o seu número de telefone, entram em contacto com a potencial vítima, fazendo-se passar por representantes do OLX, WebMotors, ou qualquer outra das plataformas. A pedra de toque é a aparente preocupação com o visado!

A mensagem recebida pelo utilizador é um “sincero” alerta:

Verificamos um anúncio recém-publicado e gostaríamos de o atualizar para que continue disponível para visualização. (1.º cenário). Devido a um grande número de reclamações referente ao seu número de contacto, estamos a verificar os dados. (2.º cenário).

Em qualquer um dos casos as mensagens, enviadas via WhatsApp para o número da potencial vítima, terminavam com um pedido. O visado deveria enviar um código que receberia via SMS com o intuito de confirmar a sua identidade.

A plataforma OLX é uma das visadas no Brasil

Assim que a potencial vítima responde-se à mensagem, o burlão dá início ao processo de ativação do WhatsApp num novo dispositivo móvel. Com efeito, tudo o que ele necessita é o número de telefone, bem como o código (supostamente do anúncio do OLX, ou outra plataforma) e que, na verdade, é o código WhatsApp.

Fornecendo assim o número de telefone e código de verificação e ativação do WhatsApp, o burlão tem acesso pleno à conta. Isto sobretudo se o utilizador (vítima) não prestar atenção. Entretanto, esta que é uma das redes sociais mais utilizadas, já está a par da situação e implementou novas medidas de segurança.

Há ainda outra ameaça a circular no Brasil via WhatsApp. De acordo com a mesma fonte, trata-se de um pedido urgente de fundos para cobrir uma despesa da mais extrema urgência. Ainda que não exista um valor padrão, as cifras raramente são demasiado altos ou irrisórios. Uma quantia razoável para não “assustar”.

Há outra via de “ataque” ao seu WhatsApp

Na eventualidade da vítima aceder ao pedido do burlão, este perguntará “qual é o banco mais fácil para si”, enviando em seguida a conta bancária. Agora, com o seu número e dados de conta, o burlão pode ativar o procedimento de recuperação de conta, de acordo com a explicação de Fábio Assolini, analista sénior de segurança na Kaspersky Lab no Brasil.

Segundo o mesmo, só existe uma forma eficaz de evitar este esquema de fraude, a dupla autenticação. Até ao momento, esta é a forma mais eficaz e recomendada para assegurar a proteção da sua conta.

A Kaspersky refere ainda que não existe qualquer software ou malware em circulação. Há sim, propostas convincentes em circulação nas redes sociais, sendo o WhatsApp a mais apetecível. Por outras palavras, o esquema utiliza “apenas” engenharia social para enganar as pessoas de forma convincente.

Métodos lícitios para fins ilícitos nas redes sociais

É talvez a principal conclusão que daqui podemos retirar. Algo que sucede não só no Brasil e em mais redes sociais e serviços além do WhatsApp. Note-se ainda que de momento não existem casos recentes (relatados) em Portugal, mas pode ser uma questão de tempo.

Em suma, da próxima vez que colocar um anúncio no OLX ou qualquer outra plataforma, tenha cuidado com os contatos demasiado rápidos.

   

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Apple pode estar interessada em iPhone dobrável, mas de vidro

Apple pode estar interessada em iPhone dobrável, mas de vidro

Nova patente da Apple revela os planos para a construção de um dispositivo com ecrãs dobráveis.

O mercado dos smartphones com ecrãs dobráveis ainda está um pouco incerto. A Samsung poderia ser a primeira grande fabricante a lançar um modelo no mercado, mas devido aos problemas revelados nas primeiras unidades de teste, os planos têm sido adiados. A Huawei seria a grande candidata a “mexer as águas” com o seu Mate X, mas os recentes problemas com os Estados Unidos poderá criar alguma destabilização nos planos da gigante chinesa. Existem outras fabricantes interessadas, como a TCL, Lenovo, LG e Motorola, mas não pretendem ser pioneiras.

Ainda que possa chegar “tarde”, a Apple poderá ter também uma palavra a dizer neste novo segmento do mercado e não é a primeira vez que surgem rumores de que estará a produzir a sua visão para dispositivos dobráveis. E agora surge a informação de que recebeu luz verde de uma patente introduzida a 12 de janeiro para um ecrã e capa dobrável para um dispositivo eletrônico. Claro que patentes não confirmam a fabricação de equipamentos, mas o documento da Apple apresenta algumas notas interessantes, sobretudo referindo-se as vantagens dos dispositivos com ecrãs dobráveis.

Segundo a Apple, os smartphones atuais têm ecrãs rígidos ou pelo menos, não flexíveis, por isso as fabricantes necessitam de dobradiças mecânicas para juntar dois ecrãs, e isso já é utilizado nos portáteis e tablets, levando a alguma limitação devido ao tamanho requerido para as respetivas dobras. A Apple pretende investir na investigação de técnicas e dispositivos para equipamentos eletrônicos com capas e ecrãs flexíveis que não tenham as limitações e problemas associados com as soluções tradicionais.

Nesse sentido, o documento revela designs de iPhones e iPads flexíveis, assim como detalha o conceito de como as capas flexíveis têm um papel de assegurar que o resto do equipamento funciona como pretendido, e sobretudo proteger o ecrã debaixo do vidro flexível.

Na proposta da Apple, o seu dispositivo dobrável terá apenas duas dobradiças e três ecrãs de forma a dobrarem-se em forma de “S”, “G” e “U” como pode nos esboços da patente. A fabricante refere que as diferentes áreas dos ecrãs podem ser utilizadas para coisas distintas e que o dispositivo pode ser parcialmente desdobrado para aumentar o tamanho do ecrã.

A patente refere ainda em diversos materiais cerâmicos para os ecrãs dobráveis, incluindo vidro reforçado quimicamente, safira e zircônia. As capas protetoras em vidro e cerâmica são distintas das soluções apresentadas pela Samsung e Huawei, que não utilizam este material. A Apple explica no documento as técnicas de como o vidro teria de ser fabricado para resistir aos movimentos de dobrar o equipamento, mas também como seria a sua superfície agradável para melhorar o seu aspeto e experiência de utilização.

   

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