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Portugal no mapa do phishing mundial. Só fica atrás do Brasil

Portugal no mapa do phishing mundial. Só fica atrás do Brasil

Portugal está em segundo lugar no ranking dos países mais atacados por phishing, ficando apenas atrás do Brasil. Formação dos colaboradores é um dos conselhos para as empresas.

Quando os temas são phishing spam, Portugal é um ponto grande no mapa. O país ocupa o segundo lugar no top dos dez países com maior percentagem de utilizadores atacados. Os dados são de 2018 e foram recolhidos pela empresa russa de cibersegurança Kaspersky.

O lugar ocupado pelos portugueses não é alheio à língua portuguesa, uma vez que é o Brasil que está no topo da tabela. A segunda posição era ocupada pela Austrália, país que, na mais recente edição deste relatório, desceu para o terceiro lugar do pódio dos países mais afetados por estes flagelos da internet.

spam é o correio eletrônico não solicitado, enviado em massa para bases de dados de endereços compiladas ou compradas no mercado negro, normalmente para o envio de publicidade. Por outro lado, o phishing é muito mais nocivo e acontece quando estes emails são falsamente mascarados de mensagens enviadas por grandes empresas, numa tentativa de enganar os utilizadores. phishing é muitas vezes o primeiro passo para um ataque informático maior ou para uma burla.

É por isso que é um problema tão grande, sobretudo para as empresas. “Em muitos casos, o email corporativo é o primeiro acesso para infraestruturas das empresas. Para os hackers, enganar os colaboradores com emails de phishingé uma das maneiras mais eficientes de levar a cabo uma violação de dados”, indica a Kaspersky, em comunicado.

Entre as marcas mais usadas para atacar os utilizadores estão a Microsoft, o Facebook e o PayPal, sendo que “as empresas multinacionais foram as maiores vítimas” no ano passado. “Para além de contas bancárias, as credenciais para aceder a outros serviços na internet são vendidas a preços muito altos no mercado negro da internet”, sublinha a empresa russa, que garante que “os logins do Facebook quase duplicaram de valor” entre 2017 e 2018.

Mas os atacantes não têm só usado marcas conhecidas. Também se aproveitaram da implementação do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) para enviarem falsos pedidos às vítimas: “Os hackers atacaram organizações financeiras através do envio de emails de phishing relacionados com o RGPD para os seus clientes, solicitando que atualizassem as credenciais de login”. Ao carregar na ligação, era encaminhado para uma página falsa de um banco, através da qual os burlões conseguiam ganhar acesso às credenciais das vítimas.

Formação é cada vez mais necessária

Nos últimos meses, vários especialistas de ciber segurança têm alertado para o facto de os colaboradores das empresas servirem, muitas vezes, de porta de entrada aos burlões nas grandes e pequenas organizações. É por isso que se têm acentuado os alertas para a necessidade de se desenvolverem ações de formação para os trabalhadores nas empresas.

A Kaspersky também alinha com essa ideia e avisa que “as empresas devem ensinar os seus colaboradores a verificar sempre o endereço de um link em emails ou mensagens provenientes de um remetente desconhecido”.

Para tal, devem “introduzir iniciativas de consciencialização de segurança” e realizar testes para perceber que colaboradores têm mais propensão a serem vítimas de um ataque de phishing bem-sucedido por negligência.

   

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Já conhecemos a superfície da Terra. Agora os cientistas querem um mapa do interior em 3D

Já conhecemos a superfície da Terra. Agora os cientistas querem um mapa do interior em 3D

A informação dos satélites e de sistemas sísmicos está a ser usada por cientistas para modelar o interior da terra em imagens tridimensionais.

A superfície da Terra está mapeada e é conhecida de forma detalhada, embora também o fundo dos oceanos seja ainda em grande parte desconhecido. Mas também a parte de dentro do planeta é ainda um mistério. Como estão debaixo da crosta terrestre, o manto e núcleo só podem ser estudados com instrumentos de medida indireta.

A Agência Espacial Europeia acredita que um maior conhecimento dos sistemas da “Terra sólida” é essencial para decifrar as ligações entre o que ocorre no interior do planeta e os que estão perto da superfície.

São esses que geram atividade sísmica, como terramotos e erupções vulcânicas, a subida de montanhas e a localização de recursos naturais subterrâneos.

Novos resultados, baseados num paper divulgado pelo Geophysical Journal International e apresentado esta semana no Living Planet Symposium indica que os cientistas estão a usar a dados de satélites, combinado com informação sísmica, térmica e informação de rochas mas também anomalias na gravidade para produzir um modelo tridimensional da Terra, e já há dados para mostrar.

O 3D Earth vai permitir a análise da litosfera, a camada rígida exterior, e o manto que está por baixo, e perceber a ligação entre a estrutura da Terra e os processos dinâmicos no seu interior.

Este é apenas o primeiro passo do 3D Earth e o objetivo é lançar novos modelos em 2020. O projeto envolve cientistas de nove institutos e seis países europeus e é financiado pela ESA.

   

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