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Vêm aí uma vila na América Latina feita com impressoras 3D

Vêm aí uma vila na América Latina feita com impressoras 3D

Um projeto de parceria entre um designer, uma empresa tecnológica e uma organização sem fins lucrativos pretende construir 50 casas para famílias pobres numa vila na América Latina este verão.

A iniciativa partiu da New Story, a organização sem fins lucrativos que tem como missão acabar com os sem abrigo com recurso a soluções tecnológicas sustentáveis. A empresa tecnológica ICON vai contribuir com as impressoras 3D, que irão trabalhar em desenhos criados pela Fuseproject do designer Yves Béhar. O objetivo é que já neste verão seja construídas as 50 casas para famílias numa vila na América Latina. As paredes de cada casa podem ser impressas em menos de 24 horas, com quase nenhum desperdício. Cada lote tem 120 metros quadrados, com as casas a ocuparem 55 metros quadrados, noticia a Dwell.

A localização exata da vila não foi revelada ainda, mas sabe-se que as famílias que irão receber as casas são maioritariamente de agricultores, multigeracionais e com rendimentos inferiores a 200 dólares por mês.

A ICON preparou uma impressora 3D portátil que cria paredes duráveis e que podem ser usadas numa lógica modular. O aparelho funciona mesmo em áreas remotas com acesso limitado a água, eletricidade e infraestruturas de trabalho. A empresa já criou uma casa protótipo em Austin, no Texas, e afinou agora o desenho a usar com a ajuda da Fuseproject.
   
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Em 2070 os mortos tomarão conta do Facebook

Em 2070 os mortos tomarão conta do Facebook

Novo estudo prevê que em cerca de 50 anos o número de contas de pessoas já falecidas pode suplantar as que vivem na rede social de Mark Zuckerberg.

Uma análise da Universidade de Oxford, baseada no número de utilizadores do Facebook em 2018 vaticina que pelo menos 1.4 mil milhões dos seus membros vão morrer antes de 2100. Contudo, se a rede social com o maior número de contas continuar a crescer ao ritmo atual, o número de utilizadores falecidos pode chegar aos 4.9 mil milhões antes do fim do século.

O doutorando e um dos coautores do estudo, Carl Öhman, é da opinião que «estas estatísticas dão origem a novas e difíceis questões sobre quem tem direito a todos esses dados, como devem ser administrados no melhor interesse das famílias e dos amigos do falecido». Além de que podem determinar qual deve ser «a sua utilização pelos futuros historiadores para entender o passado», acrescenta.

Agora, começamos a debatermo-nos com este tema, até porque não começou há muito tempo a era das redes sociais – o facebook teve a sua fundação no ano de 2004 -, em que as informações das pessoas continuam “vivas” depois da sua morte e «no futuro fazem parte da nossa herança digital».

David Watson, também doutorando e coautor deste estudo, explicou esse novo conceito por «nunca antes na história existiu um arquivo tão vasto de comportamento e cultura humanos num só lugar». Por isso, defendeu que é importante «garantir que o acesso a esses dados históricos não seja limitado a uma única empresa com fins lucrativos», além de que com a nossa herança digital se pode legar às «futuras gerações a hipótese de entender a sua história».

Estas previsões baseiam-se em dados das Nações Unidas, que fornecem o número esperado de mortalidades e populações totais para todos os países do mundo distribuídos por idade e dados do Facebook, extraídos do recurso Audience Insights da empresa.

   

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