0
  Login
Facebook tem novas regras para impedir a divulgação de fake news

Facebook tem novas regras para impedir a divulgação de fake news

A rede social Facebook anunciou um novo leque de medidas e regras mais apertadas com o intuito de mitigar a propagação de fake news. A sintomática das notícias falsas tem assolado a plataforma nos últimos anos, sendo particularmente difícil de atacar. Agora, temos novas regras, também para o Facebook Messenger.

Chegou um novo leque de novas regras para os grupos, bem como para a sua app Facebook Messenger.

A problemática tem afetado não só esta rede social, sobretudo ao longo dos últimos dois anos. Com efeito, a partir de 2016 vimos uma crescente tendência na partilha de falsa informação de forma a criar todo o tipo de consternação social. Ao mesmo tempo, vimos os media tradicionais a cair em descrédito, tal como o Facebook.

A sintomática das fake news em 2019

Continuam e continuarão a existir, mas agora o público está mais ciente da sua existência. Aliás, já se questiona aquilo que é divulgado na internet, e só assim, partindo do leitor, é que se pode promover a literacia digital. A faculdade de ler, interpretar e comparar os factos expostos, sendo necessário confrontar as fontes.

Assim, a rede social de Mark Zuckerberg toma agora um novo punhado de medidas. São novas regras que visam, sobretudo, moderar os grupos do Facebook. A partir de agora, os grupos que forem identificados como fonte ou local de partilha de fake news, terão um menor alcance no feed de notícias dos utilizadores da rede.

Os grupos de Facebook vieram substituir, em grande parte, os fóruns convencionais que outrora dominaram a internet. Porém, alguns destes grupos são utilizados para fins menos louváveis, ou simplesmente para partilhar fake news e é exatamente este nicho que a rede social quer atacar e mitigar a sua influência.

Os grupos do Facebook

A motivação de fundo volta a ser a mesma. Em 2016 foram utilizadas fake news durante as eleições presidenciais norte-americanas. Com ambos os lados a polvilhar a internet com publicações que viriam a ser consideradas falaciosas e pondo em cheque toda a credibilidade dos media, convencionais e modernos.

O veículo favorito para a circulação das fake news foi, desde então, a rede social Facebook e o motor de busca Google, duas plataformas altamente visadas. Como tal, o Facebook chamou a si a responsabilidade de recuperar a credibilidade. Para tal, continua afincadamente a combater as notícias falsas ou deturpadas.

Agora, com a aplicação das novas regras, o Facebook quer diminuir o alcance de grupos denunciados ou classificados como propagadores de fake news. Uma primeira etapa, de contenção, de conteúdo dúbio e que, em última instância, pode ser removido completamente da plataforma.

O barÔmetro de fiabilidade de uma publicação na rede social

Em seguida, outra das novas medidas é o apuramento da fiabilidade de uma determinada publicação. Assim, a rede social não mediará apenas a popularidade, alcance e interação da mesma, mas também a sua fiabilidade. Uma implementação que se baseará, não só na classificação do público (denúncia), mas também no confronto com as fontes, um processo mais demorado e, por via da regra, manual e humano.

Por outras palavras, teremos mais um indicador que interferirá no algoritmo da rede social. Um novo aspeto que influenciará também a frequência com que uma determinada publicação será apresentada. Por outras palavras, um novo ponto que pode reduzir o impacto ou divulgação de um certo conteúdo.

Aliás, uma implementação similar já é utilizada pela Google para classificar e moderar a distribuição de um certo conteúdo através do seu motor de pesquisa. De igual modo, ao procurar algo na rede social, as recomendações e resultados apresentados vão passar a refletir esta nova abordagem do Facebook.

O Facebook Messenger também é abrangido pelas novas regras

Outro dos pontos fulcrais é a verificação dos factos. Para esse efeito, o Facebook já estabeleceu parcerias com várias entidades e organizações para proceder a esta tarefa. Além disso, passará também a disponibilizar informação e contextualização sobre os vídeos divulgados através da sua plataforma.

Mais ainda, todas estas mudanças também se sentirão no Facebook Messenger. A partir de agora, tal como no WhatsApp, poderemos saber se uma determinada mensagem foi, ou não, reenviada antes de chegar ao nosso conhecimento. Dessa forma, poderemos saber se determinado conteúdo faz parte de uma corrente, ou não.

Em síntese, este é o novo leque de regras e medidas com vista à redução do impacto das fake news. Uma abordagem tripartida e que promete surtir efeitos a curto e médio prazo. Ler, contextualizar, sensibilizar, comparar e, se necessário, remover uma notícia ou publicação.

SOS GUINCHOS

 

curtir:
Carros voadores vão ser um boa alternativa?

Carros voadores vão ser um boa alternativa?

O número de projetos em marcha à procura de soluções de transporte eficientes para um futuro próximo é grande e se bem que ainda é cedo para vislumbrar as propostas que se vão impor, é certo que terão de ser mais eficientes que as atuais e de congestionar menos as vias por onde circulam.

Com estes dois critérios em mente, não é difícil recordar algumas propostas da ficção científica que se aproximam cada vez mais da realidade, como os carros voadores. Mas esta pode afinal não ser a opção mais indicada para todos os cenários.

A Ford e a Universidade do Michigan estudaram o assunto e concluíram que passar a usar um carro elétrico voador para ir todos os dias para o trabalho pode resolver alguns problemas mas criará outros, com um impacto perigoso para o ambiente.

A proliferação deste tipo de transportes aumentaria significativamente a produção de energia elétrica, uma fonte emissora de gases com efeito de estufa. Contas feitas, um carro voador será uma melhor opção de transporte para viagens com mais de 22 milhas (35km). Para distância inferiores, onde cabem boa parte dos percursos diários, partilhar carro é mesmo a opção mais eficiente, defende o estudo divulgado pelo Engadget.

Já para viagens mais longas que os 35 km, o estudo aponta os carros elétricos voadores como a opção mais eficiente, já que num cenário desse tipo os ganhos de eficiência são potenciados. Por exemplo, numa viagem de 100 km um carro voador com quatro ocupantes terá uma taxa de emissão de gases com efeito de estufa, 52% inferior à de carro com motor a combustão e 6% inferior a um carro elétrico convencional com 1,5 utilizadores (a média habitual).

Na análise das emissões associadas aos carros elétricos voadores foram considerados aspetos como a bateria dos veículos, o peso e as necessidades associadas à decolagem e aterragem, que influenciam as suas necessidades energéticas. Também se sublinha que os congestionamentos de trânsito, bem como obstáculos ou obras a condicionar o tráfego “terrestre”, podem alterar as conclusões.

Entretanto, são vários os projetos de carros voadores em curso e o tema foi aliás um dos destaques da CES no início deste ano. A Boeing promoveu em 2018 um concurso que ainda rola à procura de ideias nesta área e até a NASA já mostrou como olha para o conceito de Mobilidade Aérea Urbana.

SOS GUINCHOS

 

curtir: