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Oceanix City: as cidades flutuantes que poderão ser o futuro

Oceanix City: as cidades flutuantes que poderão ser o futuro

A ideia deste projeto é equacionar soluções para o ano 2050, em que se estima que grande parte das zonas costeiras possam estar submersas, causando problemas de habitação em muitas das cidades e países que hoje conhecemos.

Se há estúdio de arquitetura que nos habituou a ideias disruptivas e a criações arquitetônicas realmente capazes de alterar a nossa forma de viver o espaço, esse estúdio é o BIG. Liderado pelo conceituado arquitecto Bjarke Ingels, o estúdio – com sede em Copenhaga e em Nova Iorque – é reconhecido entre os seus pares e habitualmente comissionado para alguns dos projetos mais ambiciosos do mundo; entre eles estão, por exemplo, a nova sede da Google, um novo arranha céus na zona do World Trade Center, ou o conhecido projeto 8 House, em Copenhaga, em que Bjarke procurou numa zona residencial misturar outros espaços fazendo o que chama de “alquimia arquitetônica”.

Contudo, nem mesmo do estúdio BIG esperávamos ver um projeto como este em 2019. Chama-se Oceanix City, foi apresentado pelo estúdio de arquitetura numa mesa redonda das Nações Unidas dedicada ao tema da habitação flutuante sustentável, e é um dos primeiros conceitos à sério para o futuro que a ficção científica e nomes como Jacques Fresco já vinham anunciado.

A comissão surgiu da Oceanix — uma empresa especializada em desenvolver formas de construir sobre a água — e ao estúdio BIG juntou-se MIT’s Center for Ocean Engineering. No projeto apresentado, cada ilha – de formato triangular – incluí-se num cluster de seis ilhas em formato hexagonal, que, segundo as informações apresentadas, teria capacidade para 1 650 residentes; os arquipélagos, por sua vez, podem ser compostos por um número diverso de ilhas em função do número de pessoas a albergar.

A ideia do projeto é equacionar soluções para o ano 2050, em que se estima que grande parte das zonas costeiras possam estar submersas, causando problemas de habitação em muitas das cidades e países que hoje conhecemos. Nesse sentido, o conceito não contempla apenas a criação da ilha, mas algumas das ideias que permitiriam a sua sustentabilidade e independência. Turbinas eólicas e painéis solares são um dos elementos mais repetidos no projeto e nem a produção de alimentos foi descurada, tendo como objectivo atingir o ponto zero waste, ou seja, minimizando desperdícios e perdas de valor ecológico na cadeia de distribuição. Cada ilha tem uma parte dedicada à agricultura desenhada para que também possa ser utilizada como espaço livre, semelhante a um jardim.

Apesar de ainda estar longe do momento da construção, o projeto serviu para equacionar como deveriam ser algumas das características de uma cidade deste gênero. Percebeu-se, por exemplo, que as construções deviam ser baixas de modo a manter o centro de gravidade da ilha próximo do nível da água maximizando a estabilidade. A estrutura de cada ilha seria construída em terra, sendo levada posteriormente para o mar onde seria ancorada e tendo capacidade de resistir a furacões de intensidade média sem danos de maior.

O conceito tem sido muito defendido pelos seus promotores. De um lado, a Oceanix diz que esta pode ser uma solução para sociedades com problemas de habitação ou outras condicionantes mais graves que levem ao deslocamento de populações. Por outro, Amina Mohammed, delegada da secretaria-geral da ONU, sublinhou o facto de este tipo de construção estar focada nas pessoas e não nos carros, podendo mudar efetivamente o paradigma da habitação humana.

O co-fundador da Oceanix Marc Collins Chen sugere mesmo que a sua empresa pode avançar para a construção de um protótipo em Nova Iorque. De resto, a tendência para a construção flutuante tem ganho adeptos e também exemplos nos últimos anos em cidades como Amesterdão, onde surgem algumas construções do gênero, embora numa escala muito menor.

SOS GUINCHOS

 

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Amazon lança mais de 3 mil satélites para levar internet a todo o planeta

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O projeto a longo prazo, que vai custar milhares de milhões de dólares à empresa de Jeff Bezos, pretende levar conectividade de alta velocidade a comunidades de todo o mundo.

A Amazon está a planear o lançamento de 3.236 satélites em órbita baixa da Terra. O objetivo é proporcionar o acesso à internet de banda larga de alta velocidade a pontos do globo que ainda não dispõem de cobertura. Ainda hoje foi revelado que o Facebook tem planos para criar um cabo submarino de dados em torno do continente africano.

De acordo com a GeekWire, o projeto tem o nome de código “Project Kuiper” e poderá custar milhares de milhões de dólares à empresa de Jeff Bezos. Este investimento colocaria a Amazon em concorrência com empresas como a SpaceX, a OneWeb ou a Telesat, que também têm planos para a implementação de um serviço de internet por satélite.

Uma porta-voz da Amazon confirmou a existência do projeto à GeekWire, afirmando que esta iniciativa irá levar “conectividade de banda larga, com latência baixa e alta velocidade, a comunidades espalhadas pelo mundo com pouco ou nenhum serviço de internet”. A mesma representante acrescenta que este “projeto a longo prazo visa servir dezenas de milhões de pessoas que não dispõem do acesso básico à internet”, manifestando a disponibilidade da Amazon para formar parcerias com outras empresas que partilhem da mesma visão.

Os satélites do Project Kuiper vão cobrir a Terra numa latitude entre os 56 graus norte e os 56 graus sul, numa área onde se estima que viva cerca de 95% da população mundial.

SOS GUINCHOS

 

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