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Há novas imagens da patente para portátil com ecrã dobrável da Lenovo

Há novas imagens da patente para portátil com ecrã dobrável da Lenovo

A empresa já tinha deixado um teasing há dois anos de que estaria a trabalhar na tecnologia de ecrã flexível.

Ainda antes da explosão dos smartphones com ecrãs dobráveis, a Lenovo havia deixado a dica, no verão de 2017, de que estaria a trabalhar num portátil sem dobradiça, ou seja, o seu ecrã seria flexível, no conceito que vemos atualmente o Huawei Mate X e o Samsung Galaxy Fold, referia na altura o Business Insider. A publicação não via grande vantagem nessa transformação, mas destacava o seu bom aspeto futurista.

Parece que o futuro se tornou o presente e com a aceitação (do conceito) dos novos smartphones dobráveis, as fabricantes pretendem agora extrapolar a tecnologia para outros dispositivos. É nesse sentido que a Lenovo passou das palavras conceptuais à patente e tem vindo a partilhar uma ou outra imagem com a esquemática.

Mas as últimas imagens reveladas mostram com maior pormenor a forma como a “dobra” funciona. Basicamente a dobradiça única, aquela que une as duas partes do vidro do ecrã a dobrar é fixa por quatro pequenos fixadores, dois em cada extremidade. Este mecanismo deverá ficar dentro do plástico protetor para não se ver o mecanismo de dobra. A segunda imagem oferece uma perspetiva lateral da dobra, mostrando como o encaixe é feito com maior pormenor.

Obviamente que se trata de esquemas desenhados para efeitos de patente, o que pode nem sequer significar um produto real. No entanto, há muito tempo que a Lenovo anda a falar no seu portátil de ecrã dobrável, o que segundo a sua imagem conceptual, não só tem bom aspeto, como parece oferecer uma área útil de ecrã sem precedentes, “roubando” espaço morto no chassis onde assenta o teclado.

Tenha em conta que as imagens não foram partilhadas oficialmente pela Lenovo, pelo que podem não corresponder corretamente aos seus planos.

SOS GUINCHOS

 

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Especialistas brasileiros explicam o que levou o Bitcoin a bater os US$ 5 mil

Especialistas brasileiros explicam o que levou o Bitcoin a bater os US$ 5 mil

O Bitcoin teve uma alta de US$ 900 em menos de duas horas na madrugada dessa terça-feira (02), chegando a bater US$ 5 mil. Os motivos, contudo, dividem opiniões de especialistas do setor com quem o Portal do Bitcoin conversou.

Fernando Ulrich, analista-chefe da XDEX, disse que esse tipo de alta súbita é algo que o mercado não espera e que não há como saber precisamente o motivo para o ocorrido.

“Não se sabe algum catalizador específico. Uma alta dessas, quando é muito rápido assim, não se sustenta a longo prazo.

O fato é que nas horas seguintes de o Bitcoin ter chegado a marca dos US$ 5.100, o preço recuou e até o fechamento dessa matéria passou a ser negociado a US$ 4.748.

“Chegou a US$5 mil e logo caiu para US$ 4.700. Claro que nesse momento muita gente aproveita para realizar lucros”, afirma Ulrich.

O economista disse que o motivo mais provável tenha sido um aumento no volume de bitcoins transacionados conforme foi noticiado pela Reuters.

Oliver von Landsberg-Sadie, presidente-executivo da empresa de criptomoedas BCB Group, havia dito que isso teria sido desencadeado por uma ordem de US$ 100 milhões nas bolsas norte-americanas Coinbase e Kraken e na Bitstamp.

Segundo Landsberg-Sadie houve uma única ordem que foi gerenciada por algoritmos nesses três locais, de cerca de 20 mil bitcoins.

Esse aumento de volume poderia ter empurrado o preço do Bitcoin para cima na visão de Ulrich.

Boa notícia para o Bitcoin

Hélio Silva, CEO da startup Cloudbit.me e fundador do projeto Bitcoinkids, disse que o mercado é influenciado basicamente pelo volume de ativos negociados e pelas notícias.

“Quando tudo está lateralizado e sem volume expressivo, o que move o mercado é a notícia”, afirma.

Silva disse que um possível motivo pode ter advindo do fenômeno conhecido como FOMO (Fear of Missing out), que em português seria o famoso medo de ficar de fora de uma oportunidade.

A alta do Bitcoin ocorreu após a notícia de que a Comissão de Valores Mobiliários do Estados Unidos (SEC) estaria propensa a liberar o ETF do bitcoin.

A SEC havia anunciado no último dia 29 que estaria contratando especialistas em criptomoedas para analisar a ETF do Bitcoin. A notícia foi divulgada nessa segunda-feira.

Isso, na visão de Silva, fez com que muitas pessoas corressem para comprar Bitcoins.

“Essa notícia é vista como algo que causa expressividade no mercado. Postei isso às 00h50. Algumas horas depois que a notícia chegou nas mãos de boa parte dos operadores, todos saíram comprando”, disse.

Problemas a frente

Ulrich, entretanto, afastou a hipótese de que essa notícia tenha sido a razão para essa alta, pois ele defende que o mercado não tem segurança alguma se essa liberação vai ocorrer de fato.

“Isso está bem sabido no mercado que a aprovação do ETF foi postergada e ainda vai ser postergada de novo pela SEC”

Ele relata que esse é um mercado novo e ainda tem problemas a serem enfrentados como o caso de volumes suspeitos transacionados por exchanges no mundo inteiro que foi apresentado pela Bitwise à SEC.

Isso pode impactar no preço das criptomoedas, mas ele não acredita que haverá uma nova correção como aquela que ocorreu em 2018.

Crescimento à vista

Fausto Botelho, Ceo da Enfoque e analista técnico de Valores mobiliários, aponta que essa alta era esperada.

Ele explica que a razão para isso ter ocorrido foi “o rompimento do importante nível de resistência de US$ 4.200 logo depois do rompimento da reta resistência da tendência de baixa de longo prazo iniciada em Dezembro de 2017”.

Botelho explica que essa tendência de alta é óbvia tendo em vista que a queda do mercado de ações nos Estados Unidos pode trazer uma pequena parte de investidores para o setor de criptomoedas.

“O mercado de ações nos Estados Unidos está em queda e nisso pode ter um escape pequenino para o mercado de criptomoedas. Como a capitalização de mercado de ações é infinitamente maior do que esse de criptomoedas qualquer coisa que chegue trará um impacto enorme”.

Ele afirma que são US$ 80 trilhões a capitalização no mercado de ações mundial e que só a New York Stock Exchange (Bolsa de Nova York) tem capitalização de US$ 28 trilhões. Isso não se compara com os US$ 163 bilhões recentemente alcançados pelo mercado de moedas criptografadas.

“Se vier um por cento da capitalização da NYSE (Bolsa de Nova York) serão US$ 280 bilhões no mercado de criptomoedas, quase o dobro do que esse mercado tem hoje. Eu acho que o Bitcoin pode subir ainda mais”, afirma.

Botelho afirma que esse aumento no valor da criptomoeda já tem precedente desde 2011. “Já aconteceu três vezes uma alta nos moldes que ocorreu em 2017 e se ocorrer algo semelhante com isso estaremos vendo o mercado chegar em US$ 65 mil”.

SOS GUINCHOS

 

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