0
  Login
Facebook lhe dirá que empresas estão a vender os seus dados para fins publicitários

Facebook lhe dirá que empresas estão a vender os seus dados para fins publicitários

A utilização, tratamento ou venda de informações e dados do utilizador para fins publicitários passará a ser denunciada pelo Facebook. A rede social de Mark Zuckerberg toma assim uma postura severa perante as empresas deste setor.

Trata-se de uma recente tomada de ação por parte do Facebook para combater o uso indiscriminado da sua informação. Algo que até agora tem sido prática comum para, por exemplo, aperfeiçoar o tipo de publicidades que lhe são apresentadas.

As mudanças serão implementadas em breve, mais concretamente a partir do dia 28 de fevereiro, aqui de acordo com a investigação do TechCrunch. A partir dessa data, caso você clique no botão “Porque é que estou a ver este anúncio?”, a rede social dir-lhe-á se os seus dados foram propositadamente utilizados por alguma empresa para estreitar o seu público alvo.

Quem, e que empresas, tiveram acesso aos seus dados?

Por outras palavras, quando o anúncio / publicidade / propaganda que estiver a ver no Facebook tiver sido especialmente curado para si, a rede social dir-lhe-á quem foi a empresa que fez uso das suas informações para esse efeito.

É importante ter perfeita noção de que isto não colocará um ponto final na utilização dos dados dos utilizadores para este fim. O aperfeiçoamento do marketing ou targeting publicitário continuará a existir.

Contudo, o utilizador que até agora não era tido nem achado, começará a saber quem ou que empresa é que utilizou, tratou ou veiculou os seus dados pessoais para esse mesmo fim. É, sem dúvida, um início de uma potencial mudança de paradigma na maior rede social do mundo.

A rede social Facebook dá um passo na direção certa

A partir daqui, o utilizador passará a saber quem é que está a usar os seus dados, por conseguinte, poderá passar a limitar este uso no futuro. Esta medida, tal como aponta também o TechCrunch, poderá ajudar o Facebook a detetar os parceiros e empresas que estejam a utilizar estas informações sem o seu conhecimento.

Algo que, consequentemente, poderá começar a mitigar o uso indevido das informações dos utilizadores, muitas vezes sem estes saberem. Ainda assim, será um processo gradual, mas sem dúvida um passo certo, na direção certa.

A medida foi anunciada pela própria rede social numa publicação recente. Agora, teremos que aguardar pela sua aplicação, a partir do dia 28 de fevereiro de 2019.

Poderá isto ajudar o Facebook a recuperar a tão necessária confiança dos utilizadores?

curtir:
Xiaomi reforça a sua vantagem face à Samsung no 2º maior mercado mundial de smartphones

Xiaomi reforça a sua vantagem face à Samsung no 2º maior mercado mundial de smartphones

A Xiaomi é atualmente a 4.ª maior fabricante mundial de dispositivos móveis ou, simplesmente, smartphones. Até aqui, nada de novo. Contudo, a fabricante chinesa voltou a surpreender as agências de análise de mercado, superando a Samsung e a Apple neste mercado crucial.

A Índia é atualmente o 2.º maior mercado mundial de smartphones, tendo em conta o volume de vendas. O país apenas tem á sua frente o mercado chinês, pois já ultrapassou o mercado dos Estados Unidos da América. A Índia é hoje o bastião da Xiaomi.

Tornar-se até fastidioso repetir que a Xiaomi é, cada vez mais, uma força a ser tida em consideração. A Apple sabe-o e a Samsung também, a prova disso sendo os novos Galaxy M20 e M10 da gigante sul-coreana, uma clara resposta aos novos Redmi.

Relevância da Índia para as fabricantes de smartphones

De uma forma extremamente sucinta, enquanto que o mercado global caiu em 2018, principalmente na China, a Índia cresceu. Fê-lo, aliás, durante todos os quatro trimestres de 2018, crescendo sempre e ignorando a recessão sentida nos demais mercados.

Por outras palavras, durante todo o ano venderam-se mais smartphones e a procura continuou a aumentar. É um dos poucos mercados que não apresentam (para já), sinais de saturação e isto faz com que todas as principais fabricantes o desejem e cobicem.

Contudo, nem a Samsung ou a Apple se conseguiram impor perante o crescimento da Xiaomi. Logo à partida, podemos comentar o sucesso da sua crescente aposta no segmento de gama média. Um investimento que tem surtido bons resultados, ótimos até, para esta fabricante chinesa de smartphones.

O mercado indiano cresceu 10% durante o ano de 2018, de acordo com o relatório da Canalys. Um valor nada menos do que incrível quando os demais mercados, com poucas exceções, se retraíram com uma quebra nas vendas na ordem dos 3%.

Perdoem-me o devaneio mas, acredito que para nos inteirarmos da verdadeira importância deste mercado e, consequentemente, deste tema, não nos podemos cingir a títulos ou tablóides. Acredito que seja aqui, na Índia, onde se disputem vários duelos em 2019.

O crescimento da Xiaomi perante a Samsung e a Apple

Contextualizando o leitor, os dados que fundamentam este artigo foram agora publicados pela agência Canalys. Esta, à semelhança de várias outras, medem a pulsação do mercado de smartphones. Para tal, avaliam-no em trimestres, anos, escalões de preços, entre outras óticas de interesse.

Cingindo-nos aos factos, e voltando a destacar a incrível prestação da Índia durante todo o ano de 2018, olhemos para o desempenho de cada uma das principais marcas. Os principais agentes económicos no mercado indiano de smartphones.

Xiaomi dominou 2.º maior mercado mundial de smartphones em 2018

Durante todo o ano de 2018, a Xiaomi foi a fabricante que mais smartphones vendeu. Mais concretamente, com 41 milhões de dispositivos vendidos. Face a 2017, a Xiaomi cresceu 59,6%, uma cifra deveras incrível.

Ainda de acordo com os dados da Canalys, a Xiaomi em 2017 contava com uma quota de mercado de 20,6%. Agora, em 2018 já tem 29,9% de todo o mercado indiano de smartphones.

Em segundo lugar temos a sul-coreana Samsung que, em 2018, vendeu um total de 35,4 milhões de smartphones. Face a 2017, a Samsung cresceu 20,4%, uma cifra ainda assim extremamente respeitável.

Daqui retiramos que todas as 5 maiores fabricantes da Índia reforçaram as suas quotas de mercado em 2018. Por outras palavras, há cada vez mais uma hegemonia das 5 principais marcas e uma tarefa mais difícil para as restantes concorrentes.

Ainda de acordo com a Canalys, a Samsung em 2017 contava com 23,6% de quota de mercado. A marca acabou o ano de 2018 com um total de 25,9% do mercado indiano e logo atrás da rival chinesa, Xiaomi.

As restantes três marcas a ocupar este Top 5 foram a Oppo, Vivo e a Micromax, duas fabricantes chinesas e, a última, indiana. Algo que nos mostra a particular apetência dos consumidores por dispositivos móveis de gama média.

Não quer isto dizer que não se vendam terminais topo de gama (premium) neste mercado. Aliás, muito pelo contrário, tendo também esse nicho de smartphones crescido durante todo o ano de 2018.

A Apple especializa-se em smartphones premium

Tal como demos a conhecer no Pplware, de acordo com os dados da Counterpoint Research, a Samsung superou as rivais Apple e Xiaomi no segmento de smartphones premium, custando 400 ou mais dólares.

Este indicador mostra-nos que na Índia a OnePlus já compete diretamente com a Samsung e a Apple. No segmento premium onde se concentram os topos de gama, a Xiaomi ainda não conseguiu penetrar com as suas ofertas.

Trata-se de um nicho extremamente apetecível, pois é aqui que se reúnem as grandes margens de lucro por cada smartphone vendido. Algo que a fabricante chinesa está a tentar solucionar e que deverá refletir-se nas suas próximas apostas para 2019.

Por fim, podemos concluir que ao nível de quantidade, na Índia, é a Xiaomi que mais se destaca. Contudo, existem sempre várias vertentes a ser analisadas, várias óticas de análise de uma mesma realidade.

curtir: