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10 anos depois, as melhores apps pertencem ao mesmo sistema operacional

10 anos depois, as melhores apps pertencem ao mesmo sistema operacional

Já parou para pensar no que distingue um vulgo telemóvel de um smartphone Android ou iOS? E não, não vale dizer o preço. A resposta certa (uma delas pelo menos) seriam as aplicações ou simplesmente os apps do seu dispositivo.

Seja o Fortnite ou o Google Drive, todos temos vários apps nos nossos smartphones, sejam eles Android ou iOS. São estes “mini” programas que tornam os nossos telefones em algo mais inteligente, mais “smart”.

Seja para diversão ou para produtividade, as apps são da mais crucial importância para o nosso smartphone, seja ele Android ou iOS. Por conseguinte, o sucesso de todo um sistema operativo pode ser ditado pela qualidade da sua loja de apps.

O que é um smartphone sem os apps?

Uma tese que certamente encontrará acolhimento junto de todo e qualquer antigo utilizador de um smartphone Windows Phone. Por muito virtuosa que fosse toda a plataforma, ao não cativarem o interesse dos programadores, a plataforma acabou por definhar.

É precisamente por isso que o sistema operativo Android é o mais popular em todo o mundo com cerca de 80% de quota de mercado. Na sua loja de apps qualquer programador pode publicar os seus conteúdos, sendo o custo de tal muito reduzido.

O sistema operativo Android prima pela abertura

Entretanto, vemos também milhares de apps de programadores independentes, não só na PlayStore, mas também em portais dedicados. Veja-se o excelente exemplo do portal XDA Developers onde reina a iniciativa independente.

Em contraste, algumas dos apps para Android podem apenas ser descritas como lixo eletrônico. Não estando sequer no mesmo patamar de qualidade do que as suas equivalentes iOS, para dispositivos Apple.

Algo que era verdade há 10 anos, e volvida já uma década, continua a ser igualmente aplicável. Existe uma miríade de apps para o sistema operativo Android, é certo. Contudo, uma grande percentagem destas não pode sequer ser comparada ao nível de qualidade dos apps para iOS e dispositivos Apple.

Infelizmente, isto acarreta algumas desvantagens

Mais concretamente, podemos pegar em nomes bem conhecidos, em apps que todos temos nos nossos smartphones. O Instagram, o Facebook e o caso paradigmático do Snapchat. Sobretudo neste último app, a diferença entre a versão Android e iOS é bastante notória.

As diferenças são visuais, com os apps iOS a denotar um maior cuidado ou polimento, mas não só. Também a nível funcional, de estabilidade e mesmo de funcionalidades, os apps para iOS continuam a superar as equivalentes para Android.

Vários apps são simplesmente melhores na plataforma iOS

E se estas diferenças são perceptíveis em apps extremamente populares, isto torna-se ainda mais gritante em aplicações mais específicas. Veja-se uma ferramenta de trabalho, edição de texto, gráficos ou algo mais exigente.

A culpa aqui pode também ser atribuída aos reduzidos filtros da PlayStore onde quase tudo pode ser publicado. Em claro contraste com a App Store do sistema operativo iOS onde a Apple aplica um rigoroso controlo de qualidade.

O resultado? Uma menor diversidade, mas uma maior coerência entre todo o conteúdo disponível na sua loja de aplicações. Algo que acarreta consequências imediatas e que vai, neste caso abonar, toda a imagem do sistema operativo.

O problema do sistema operativo Android?

Torna-se também mais fácil, ainda que mais oneroso, compilar um app coesa para a plataforma iOS da Apple. Afinal de contas, existe um “numerus clausus” de dispositivos móveis a que o programador terá que prestar atenção.

Por outras palavras, o programador iOS sabe exatamente em quais smartphones o seu app irá correr. Por conseguinte, este tem um domínio completo e total sobre os requisitos de hardware e características dos dispositivos móveis.

Algo totalmente impensável na plataforma Android. Com milhões de smartphones distintos em circulação, este cenário não mudará tão cedo. Talvez com a chegada e implementação do Fuchsia, mas não antes.

Sem que seja sua culpa, o programador Android compila o seu app com uma mão-cheia de smartphones em mente. Em todos os demais, pode apenas esperar que corram igualmente bem, ou que pelo menos corram.

Ainda assim, notamos que há um crescente esforço de homogeneização da qualidade nos apps Android e iOS. Há mais cuidado, junto dos grandes estúdios e apps mais populares, para serem pelo menos tão boas como na plataforma iOS.

Contudo, continuarão a existir milhares de apps que nunca terão tanta atenção ou cuidado como as suas equivalentes para dispositivos Apple. Trata-se de uma tarefa hercúlea tendo em conta a quantidade de smartphones Android em utilização.

O controlo apertado da Apple garante a qualidade dos apps para iOS

Em suma, este paradigma advém de duas filosofias contrastantes. De um lado temos uma quase total abertura do sistema operativo. Do outro, um controle quase asfixiante de tudo o que entra na sua plataforma.

Algo que, consequentemente, atrairá públicos diferentes para o sistema Android e para o sistema iOS da Apple. Por muito que escolhamos não o dizer ou pensar, este é o status quo em 2019, tal com o era em 2009.

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Quando a IA torna os cibercriminosos mais inteligentes

Quando a IA torna os cibercriminosos mais inteligentes

A Inteligência artificial ainda é exceção nas ferramentas do cibercrime, mas não teremos de esperar muito até que os computadores deixem de fazer parte do clube dos melhores amigos da humanidade, admite Stephen Helm, da WatchGuard Technologies

um facto inquestionável que a inteligência artificial (IA) se está a tornar numa parte cada vez mais intrínseca das nossas vidas e, pese embora o facto de tudo o que este conceito promete ter algo de apaixonante, o seu valor não passou despercebido aos criminosos da nossa sociedade.
Um dos maiores benefícios da IA é a sua capacidade de atuar como um amplificador que ajuda as pessoas a trabalhar com uma grande quantidade de dados complexos e realizar tarefas altamente repetitivas que, normalmente, requereriam a intervenção de um humano. A automatização do que normalmente seria um processo manual permite aos delinquentes, especialmente aos cibercriminosos, melhorar a seleção de alvos, ampliar a escala dos ataques e aumentar a velocidade a que podem criar novo malware. Embora até agora se tenham visto poucos exemplos de ataques que recorrem a IA, os investigadores de segurança estão a trabalhar muito para explorar o que é possível ou não fazer.
Seguem-se alguns exemplos sobre como os atacantes podem utilizar a IA:

▪ Eludir os sistemas CAPTCHA. O CAPTCHA tornou-se numa ferramenta essencial na Internet que permite determinar se a pessoa que visita o nosso site é um humano ou um bot. Os visitantes deparam-se com uma imagem, uma casa de verificação ou uma cadeia de texto distorcido e é-lhes pedido que realizem uma ação que normalmente requereria a intervenção de um ser humano, como a identificação de imagens similares entre si. Através do uso de técnicas de IA, investigadores da Universidade de Columbia conseguiram furar o CAPTCHA do Google 98% das vezes [VER AQUI].

▪ Melhorar a precisão e o alcance do phishing. 76% das organizações foram vítimas de ataques de phishing em 2017 e, em resposta, muitas implementaram rigorosos programas para os seus colaboradores na identificação de tentativas de phishing com o objetivo de prevenir estes ataques. Com a IA, os cibercriminosos dispõem de uma ferramenta que se pode utilizar para analisar grandes volumes de dados dos seus alvos e criar mensagens que garantirão uma maior taxa de êxito. As investigações de segurança da ZeroFox demostraram esta abordagem para apanhar utilizadores do Twitter com SNAP_R (Social Network Automated Phishing with Reconnaissance) [VER AQUI]. A SNAP_R utiliza IA para identificar alvos valiosos e desenvolver rapidamente um perfil desse alvo, com base no que publicaram no passado naquela rede social. Recorrendo a este método, convenceram os alvos a clicar em links maliciosos 30% das vezes (comparado com a taxa de êxito entre 5 a 15% de outros esquemas automatizados).
▪ Desenvolver malware altamente evasivo. Os hackers confiaram durante muito tempo em scripts e kits de ferramentas para desenvolver e distribuir malware, mas à medida que a ciberdefesa se tornou mais inteligente e sofisticada, os nossos adversários passaram a recorrer a técnicas de inteligência artificial de baixo perfil para aumentar a evasão do malware. Os criadores de malware começaram a utilizar a IA para realizar verificações, com o objetivo de identificar as configurações de hardware e o ambiente [VER AQUI] em que se encontram (por exemplo, um ambiente Sandbox versus uma máquina física), assim como para determinar se um humano está a operar a máquina nesse momento. DeepLocker, desenvolvido por investigadores da IBM Research [VER AQUI], demonstra os perigos da inteligência artificial utilizada como uma arma no malware. A IA do DeepLocker está treinada para assegurar que a sua carga útil só seja executada quando atinja um alvo específico, baseando-se em três camadas de ocultação, para evitar que as ferramentas de segurança identifiquem uma ameaça.
Em conclusão e definitivamente, à medida que a corrida às armas da cibersegurança aquece motores, é inquestionável que estamos a aproximar-nos de uma nova etapa em que a IA e a machine learning representarão um papel cada vez mais importante tanto no ataque como na defensa.

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