0
  Login
CES 2019: A computação autónoma é o futuro da mobilidade, mas a curto prazo as soluções passam pelo C-V2X

CES 2019: A computação autónoma é o futuro da mobilidade, mas a curto prazo as soluções passam pelo C-V2X

Os carros ligados dominaram a conferência da Qualcomm na CES 2019, o que não é tão estranho como pode parecer. A empresa quer dominar o sector e está a fazer parcerias alargadas com fabricantes, reguladores e as cidades.

A CES está a tornar-se cada vez mais um espaço de demonstração de inovação no sector automóvel, com as parcerias entre tecnológicas e fabricantes de carros a multiplicarem-se para melhorar o entretenimento a bordo e a tecnologia de comunicação e condução autónoma. Na conferência de imprensa da Qualcomm foram os carros que dominaram as atenções e Patrick Little, SVP da Qualcomm, deixou bem claro que há desafios de inovação mas também motivações económicas, já que uma fatia significativa das receitas da indústria vai ser originada pelas plataformas de comunicação e entretenimento e não apenas pelo fabrico dos automóveis.

A Qualcomm mostrou que tem uma visão para a forma como se vai implementar a mobilidade inteligente, mas Patrick Little afirmou que sabe que não é possível fazer isso sem parcerias. “Tivemos um ano tremendo, a relevância da tecnologia Qualcomm está a evoluir no sector automóvel”, afirmou

As novas tecnologias de condução autónoma e carros ligados têm o potencial de transformar a forma como nos deslocamos e a segurança é também uma das preocupações. Todos os anos 1,3 milhões de pessoas morrem em acidentes e os jovens e crianças são os principais afetados. Quando os carros conseguirem comunicar entre si e com elementos à sua volta, será mais fácil evitar choques, defendem os executivos da Qualcomm.

Mas a empresa não quer esperar pelo 5G para avançar com sistemas de condução autónoma e de carros ligados. Nakul Duggal, gestor de produto, explica que o DSRC não tem um roadmap a longo prazo e que é difícil investir porque este é um ecossistema complexo e sem economias de escala, e por isso a solução passa pelo C-V2X, o celular vehicle to everything, que será compatível com o 5G e que oferece uma integração mais barata.

A Ford já se comprometeu com o sistema e vai integrá-lo no início de 2022. “Há muito entusiasmo com os veículos autónomos mas muita gente vai comprar veículos inteligentes que falam uns com os outros e com informação na estrada antes dos veículos autónomos”, lembrou Don Butler, diretor executivo da Ford durante a conferência.

Nos próximos meses a tecnologia vai ser testada em Las Vegas onde vão ser instalados unidades ao lomgo de algumas estradas num projeto piloto que pretende validar o uso de C-V2X em ambientes reais. Durante a CES 2019 vão ser também feitas demonstrações com a Audi, a Ford e a Ducati.

Na base do envolvimento da Qualcomm na área automóvel está a sua plataforma Snapdragon e as parcerias que tm vindo a estabelecer com grande parte dos fabricantes de automóveis, não só na área da condução autónoma e carros ligados mas também no entretenimento, que é uma componente que assume maior relevância com o tempo livre que resta quando os carros nos levarem ao nosso destino sem qualquer intervenção dos ocupantes.

“O que vai acontecer dentro do carro? Como vai ser a experiência indoor?”, questiona Patrick Little, que tem na manga a resposta: os carros vão ter menos botões, interfaces de voz e os utilizadores podem ter uma “smartphone experience”. A Qualcomm demonstrou uma nova geração de plataformas para o cockpit e a integração da Alexa, mas nem tudo correu tão bem como era esperado, e a assistente virtual até chegou a desmentir o apresentador, dizendo em voz bem clara “isso não é correcto” quando este explicava as funcionalidades.

curtir:
Fortine tem mês recorde na App Store e Tim Sweeney já está mais rico do que a “concorrência”

Fortine tem mês recorde na App Store e Tim Sweeney já está mais rico do que a “concorrência”

O popular jogo conseguiu os melhores resultados de sempre para dispositivos iOS em dezembro último.

As previsões são da Sensor Tower e apontam para que o battle royalle tenha somado a bela quantia de 69 milhões de dólares no último mês de 2018. O valor está 16% acima do registado em julho, que com 59,3 milhões de dólares era o mês recorde até agora.

As estimativas apontam ainda para que as receitas totais na App Store em 2018 tenham atingido mais de 455 milhões de dólares, desde o lançamento em março. O número de novos downloads também tem crescido, com subidas de 59% mês a mês. As instalações em iOS deverão estar agora nos 82,6 milhões.

Com o sucesso que o título tem alcançado (que parece não querer parar), não é de estranhar que Tim Sweeney, seu principal mentor e fundador e CEO da produtora Epic Games tenha entrado para o Top500 dos multimilionários da Bloomberg. E entre a primeira metade: ocupa a posição 195.

A agência avalia o “portfolio” de Sweeney em 7,16 mil milhões de dólares, o que o coloca bem acima do “rival” (quase 3.000 milhões) Gabe Newell, da Valve, em 368º, ou ligeiramente acima de figuras conhecidas como o criador da franquia Star Wars, George Lucas, de Steven Spielberg ou de Giorgio Armani.

De qualquer forma, acrescente-se que ainda está longe de Mark Zuckerberg, Jeff Bezos ou Elon Musk…

De acordo com a Bloomberg, a maioria da fortuna de Sweeney vem da participação de 44,7% na Epic Games, avaliada em perto de 15 mil milhões de dólares. O sucesso do Fortnite é recente, mas a produtora de videojogos conta ccom quase 30 anos de existência, sendo conhecida sobretudo pelas séries Unreal Tournament e Gears of War, mas mais ainda pela sua “tecnologia de ponta”, o motor gráfico Unreal, que alimenta uma grande percentagem de videojogos.

curtir: