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Tech, tech e mais tech. As startups a ter debaixo de olho em 2019

Tech, tech e mais tech. As startups a ter debaixo de olho em 2019

Saúde, seguros, imobiliário e serviços. O ECO falou com os especialistas para perceber que promessas deverão revelar-se em 2019. No ano novo, fique de olho nestas startups.

Tech, tech e mais tech. Sejam produtos ou serviços, as promessas para o novo ano assentam num denominador comum: tecnologia aplicada aos negócios. E há para todos os gostos e setores. Saúde, alimentação, seguros e mobilidade. Inteligência artificial, programação e blockchain. Mas, vamos por partes.

Jungle.ai, especialista em tecnologia preditiva, talvez não fizesse melhor do que a previsão de Pedro Rocha Vieira, CEO e cofundador da Beta-i. A startup é um dos projetos que Rocha Vieira destaca, sobretudo porque a empresa já fechou quatro pilotos no acelerador Free Electrons, com a EDP, e com outras três utilities internacionais. Mas as promessas não ficam por aqui: Pedro Rocha Vieira destaca ainda a Attentive.us, startup que venceu o Lisbon Challenge há dois anos, e a Visor.ai, escolhida pela Fidelidade e pela Fosun como uma das três vencedoras do Protechting do ano passado. “São todas ótimos exemplos de startups com fundadores 100% dedicados à sua visão e ambição global”, explica ao ECO.

“A nossa experiência aponta muito no sentido de serem estas as startups que acabam por se impor, uma vez que para além das novas ideia de negócio, das soluções tecnológicas inovadoras, ou dos modelos de negócio disruptivos, no limite as empresas do futuro são feitas também por pessoas. E os empreendedores motivados e focados ajudam a fazer a diferença, nesta economia em rápido crescimento e mutação”, justifica o diretor da instituição.

As apostas de João Vasconcelos, ex-secretário de Estado da Indústria, vão para setores diferentes. A Indie Campers, empresa de aluguer de autocaravanas, é uma das escolhidas. O antigo diretor da Startup Lisboa assegura que a startup de Hugo Oliveira não para de crescer e, segundo Vasconcelos, será uma das que marcará o ano em matéria de receitas, assim como outras duas: a Undandy, que fabrica sapatos de luxo à medida, e a Eattasty, que comercializa e entrega em casa ou no seu trabalho comida feita por chefs.

No entanto, em matéria de potencial investimento, Vasconcelos aposta noutros nomes. A DashDash — que permite a criação de apps usando ferramentas de spreadsheets — e a Skyhours — que permite dar ou receber horas de voo em mais de 350 companhias aéreas — são as eleitas.

Liliana Castro, fundadora e gestora criativa da FES Agency, assegura que olhando para o ecossistema atual, os nomes mais imediatos — ambos na área do conteúdo — são a Oko, que trabalha com redações e inteligência artificial, e a Codavel (content delivery at maximal speed and efficiency). As duas startups, incubadas na casa Founders Founders, no Porto, têm “imenso potencial”, considerando o mercado onde operam e os produtos e serviços que comercializam. Outra das apostas de Liliana Castro, também fundadora da comunidade Portuguese Women in Tech é a UTrust, de Braga. “Tem-se destacado e, com a febre da bitcoin e do blockchain, diria que muito do impacto do mercado passará por eles”, explica ao ECO.

Sensei é outro dos nomes nos quais os especialistas acreditam. João Borga, diretor da Rede Nacional de Incubadoras, afirma que a empresa que está a mudar a forma como as marcas olham para o clientes tem elevado potencial de desenvolvimento no próximo ano.

Na área de InsurTech, também há apostas. Hugo Augusto, líder do programa de aceleração da TechStars em Portugal, aposta na Habit Analytics. “Domingos Bruges liderou um pivot espetacular da Muzzley que acabou por ser adquirida pela Habit Analytics, após participação no programa Techstars Internet of Things em Nova Iorque. A Habit tem uma equipa muito forte, com muita experiência, e um foco muito interessante e diferenciador no setor dos seguros. Acredito que, em 2018, estejam colocadas as bases para um crescimento rápido nos próximos anos”, explica o empreendedor, que está de regresso a Portugal depois de muitos anos a viver em Boston, nos Estados Unidos.

Mas para Hugo Augusto, há mais promessas à espera de 2019 para revelarem o seu potencial de crescimento. A Sparkl, de Mariana Bettencourt e Filipa Mascarenhas, por ter “uma das melhores equipas em Portugal”, é uma delas. “Têm conseguido crescer a empresa num espaço muito competitivo e têm boas condições para continuarem no caminho de serem uma referencia nacional do mercado de beauty”, justifica Hugo. Pedro Rocha Vieira concorda, sublinhando a “equipa de fundadores composta 100% por mulheres, que promove um serviço de beleza em casa e no trabalho”.

Outra, sublinha, é Secret City Trails, que recentemente fechou uma ronda de financiamento de 150 mil euros. “A Kristina Palovicova e a Wendy van Leeuwen têm uma enorme capacidade de resiliência e um ótimo sentido de adaptação às necessidades do mercado. O pivot para abrir a plataforma a developers locais [de cada cidade] para construírem os seus próprios jogos é uma excelente ideia para crescer rapidamente e de forma eficiente. Recentemente levantaram uma ronda de um investidor europeu e, no próximo ano, deverão continuar a ter um crescimento acentuado”, explica.

Noutro setor, ligado ao mercado imobiliário, aparece a Casafari, uma aposta de Rui Coelho, diretor executivo da InvestLisboa, agência de promoção para o investimento na cidade. “Acredito muito na excelência da empresa que Nils e Mila estão a desenvolver, uma espécie de Trivago do imobiliário”, assinala.

A saúde tech… e o mar

Uma das áreas da tecnologia que já tinha sido considerada tendência para 2018 parece continuar com alto potencial no ano que agora começa. A saúde e, em concreto, a tecnologia aplicada à saúde, é uma das grandes apostas dos especialistas. A Tonic App, de Daniela Seixas, uma app que permite aos médicos discutirem casos clínicos e partilharem experiências de forma segura, é uma das mais prometedoras. O reconhecimento desse potencial foi já dado através do prémio que o projeto recebeu na maior feira de saúde do mundo, em Dusseldorf, sublinha Pedro Rocha Vieira.

Nesta área, Felipe Ávila da Costa, CEO da Infraspeak e cofundador da incubadora portuense Founders Founders, destaca a Peekmed que “certamente trará novidades após a aprovação da FDA para a comercialização do produto deles nos EUA” e da Nuada, startup que representou Portugal na Startup Jerusalém, competição do Governo de Israel que o ECO acompanhou de perto. A startup desenvolveu uma espécie de luva mágica, pensada para ajudar pessoas que tenham perdido a força nas mãos ou que tenham dores, a contrariar essas dificuldades.

Rocha Vieira assinala ainda que outra das grandes promessas do ano novo pode estar relacionada com o mar. “Vale a pena falar da Bitcliq, das Caldas da Rainha, que fechou recentemente uma ronda de investimento com duas capitais de risco, e foi vencedora da primeira edição do prémio Flad.EY Buzz USA [programa de apoio à internacionalização de empresas portuguesas nos Estados Unidos promovido pela Flad e pela EY]. Esta startup de soluções de smart fishing está vocacionada para o cluster da economia do mar, e permite-nos perceber que também há espaço e potencial para a inovação nas indústrias tradicionais”.

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Microsoft regista patente de “Comandos Silenciosos de Voz”

Microsoft regista patente de “Comandos Silenciosos de Voz”

Pedir em voz alta na rua para ligar a um contacto, solicitar no local de trabalho à assistente para verificar se deixou tudo desligado em casa ou, no silêncio da noite, dar comandos para gravar uma reunião na agenda… pode ser agora feito em silêncio. A Microsoft encontrou a solução e já registou a patente de comandos de voz silenciosos.

Não temos dúvidas de que o futuro nos trará um assistente de voz que nos vai ajudar em praticamente todas as tarefas. O chato dos assistentes virtuais é termos de lhes dar comandos de voz e em público fica assim uma situação “estranha”.

Assistentes de voz e tecnologia de comando de voz estão a tornar-se cada vez mais populares. A Amazon já vendeu mais de 100 milhões de dispositivos Alexa e esta tecnologia está aqui para ficar nas nossas casas.

No entanto, em público, onde estranhos podem ouvir os negócios pessoais ou informações confidenciais, as pessoas mostram-se mais acanhadas em usar esses comandos. Esse é um problema que a Microsoft pretende resolver com uma patente na tecnologia de entrada de voz “silenciosa”.

Patente Microsoft para o Som do “Silêncio”

A tecnologia “silenciosa” da Microsoft faz uso do modo como o sussurro funciona. Quando sussurramos, exalamos a respiração dos nossos pulmões com as suas palavras.

Em vez disso, o dispositivo proposto pela Microsoft sugere-nos a inalar enquanto sussurramos (experimente, é ainda mais difícil do que parece.)

É um processo conhecido como fluxo de entrada de ar e a Microsoft propõe explorá-lo para permitir que dispositivos processem comandos de voz em público.

Contudo, existe uma desvantagem. Para que um dispositivo processe o nosso sussurro inalado, o nosso rosto precisa estar bem perto do dispositivo, muito próximo. Perto tanto quanto dois milímetros, na verdade.

Não temos dúvidas de que nos vamos sentir muito mais confortáveis a emitir comandos de voz “silenciosos” em público. Contudo, será que a privacidade vale o custo de praticamente beijar o nosso smartphone?

Assim, e para que se perceba bem o conceito, o investigador da Microsoft, Masaaki Fukumoto, demonstra a tecnologia em ação:

Comandos silenciosos – Sussurros do Futuro

Assim, não importa se estamos ou não dispostos a dar um beijo no nosso dispositivo inteligente. Mas, independentemente disso, a tecnologia descrita na patente da Microsoft ainda é apenas uma patente, por enquanto.

Contudo, embora não haja nada a dizer, um destes dias poderemos estar a sussurrar comandos para os nossos telefones, relógios, anéis, TVs e outros dispositivos. Mesmo que o futuro não envolva sussurros boca-a-dispositivo, é uma exploração interessante de um novo conceito que poderia desencadear novas ideias de pesquisa.

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