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Como a Google vai tornar o ’touch’ obsoleto. EUA dá ‘luz verde’ à tecnologia dos gestos

Como a Google vai tornar o ’touch’ obsoleto. EUA dá ‘luz verde’ à tecnologia dos gestos

O Projeto Soli captura o movimento num espaço tridimensional usando um radar para permitir o controlo sem toque de funções ou recursos que podem beneficiar usuários com problemas de mobilidade ou fala.

A Comissão Federal das Comunicações (FCC), nos EUA, acaba de dar ‘luz verde’ à Google para o fabrico de radares em interfaces de controlo de telemóveis, computadores, carros e os mais variados gadgets. Estes radares poderão ser controlados apenas com pequenos gestos dos dedos e vêm no sentido de melhorar a experiência do utilizador no mundo digital.

Chama-se Project Soli e com isto a Google pretende abrir caminho a uma nova forma de interação com múltiplos equipamentos que exige apenas pequenos gestos com os dedos. Desta maneira, o utilizador poderá dispensar ratos, teclados e joysticks. Os radares deverão ter pequenas dimensões e poderão ser acoplados a diferentes dispositivos para garantirem a monitorização de movimentos das mãos em três dimensões.

A agência ”Reuters” cita fontes internas da FCC que explica que a decisão “servirá ao interesse público, fornecendo recursos inovadores de controlo de dispositivos usando a tecnologia de gestos sem toque”. A FCC explica também que o Soli captura o movimento num espaço tridimensional usando um radar para permitir o controlo sem toque de funções ou recursos que podem beneficiar usuários com problemas de mobilidade ou fala. Estes radares terão frequências entre os 57 e os 64 GHz, uma potência acima daquela que estava referenciada para estes casos.

O Project Soli começou por registar a renitência da gigante Facebook que, inicialmente, alegou que o uso de radares com uma potência superior poderia interferir no funcionamento de diferentes equipamentos. Aparentemente, a Google terá conseguido convencer o Facebook no que toca à relação entre riscos e benefícios, e por isso a FCC acabou mesmo por atribuir a licença para o arranque do projeto.

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Apple e Samsung dominaram o mercado de smartphones no 3º trimestre de 2018

Apple e Samsung dominaram o mercado de smartphones no 3º trimestre de 2018

O ano de 2018 foi extremamente gratificante para todo e qualquer entusiasta de dispositivos móveis. Independentemente da plataforma favorita – Android ou iOS – tivemos excelentes produtos de ambos os lados. Contudo, de entre todas as fabricantes, poucas se compararam à Apple e Samsung no 3º trimestre de 2018.

Referimo-nos aqui ao volume de vendas de cada uma destas fabricantes Android e iOS durante o período compreendido entre julho ao fim de setembro de 2018.

O 3º trimestre de 2018 foi dominado pela Apple e Samsung

Os dados foram recentemente publicados pela popular agência de análise de mercado, a Counterpoint Research. Por conseguinte, podemos finalmente “medir o pulso” ao mercado de smartphones no penúltimo trimestre do ano.

A Counterpoint aponta que mercado contraiu cerca de 5% no volume de vendas, comparativamente com o período homólogo de 2017. Todavia, nem tudo são más notícias, registando-se um crescimento considerável do segmento premium.

Para a Counterpoint, o segmento premium começa nos $400

Antes de tudo, por segmento “premium” entendam-se os smartphones que custam $400 (dólares) ou mais. Sendo que este foi o sector que mais cresceu entre os meses de julho, agosto e setembro de 2018.

Por outras palavras, foram os smartphones (Android e iOS) caros que mais interesse suscitaram nos consumidores. Aliás, este segmento foi o responsável por 22% de todas as vendas durante o trimestre em análise. Tendo mesmo registado um crescimento de 19% face ao mesmo período de 2017.

Em suma, venderam-se mais smartphones caros e estes representaram uma fatia consideravelmente maior do mercado global de dispositivos móveis.

Os smartphones mais caros foram os mais procurados

Perante este cenário podemos também tirar várias conclusões relativamente às fabricantes mais importantes. Primeiro temos a Apple, capturando quase metade do segmento premium com 47% de quota.

Em segundo lugar temos a Samsung com uns respeitáveis 22% ,ao passo que a Huawei capturou 12% desta faixa de mercado. Seguindo-se a Vivo e OPPO, empatadas com 5% e por último a Xiaomi com 3%.

Olhando com mais atenção para estes dados e dividindo este segmento premium em vários escalões de preços temos uma ótica distinta mas igualmente interessante.

A Samsung continua a ser a maior fabricante de smartphones Android

No que ao escalão dos $400 a $600 diz respeito, a Samsung dominou com os seus smartphones Android. Mais concretamente, com uma quota de mercado de 25%.

Temos, logo a seguir, a Apple com os seus iPhone e 21% deste nicho. Já em terceiro lugar temos a Huawei com 17%. Seguem-se a OPPO e Vivo, ao passo que a Xiaomi fica colocada em sexto lugar com 6% deste segmento.

Entretanto, é no nicho de 600 a 800 dólares onde, sem grandes surpresas, dominam a Apple e a Samsung. Combinadas, as gigantes iOS e Android cobrem 82% do segmento mais caro.

Nenhuma marca bateu a Apple no segmento mais caro

Ainda assim, apenas a Apple conseguiu manter incólume a sua popularidade neste sector com a sua nova geração de smartphones. Em suma, foram os novos iPhone XS bem como o XS Max a conquistar os consumidores. Aqui sem menosprezar o importante papel do modelo de 2017, o Apple iPhone X.

Já numa última nota, a agência Counterpoint Research destacou a OnePlus como uma das maiores empresas emergentes. Apesar de não estarem no Top 5 global, a OnePlus foi a marca que mais rapidamente cresceu no segmento de 400$ a 600$ (dólares).

Nesse sentido contribui a crescente popularidade desta fabricante Android não só nos mercados ocidentais bem como no seu mercado natal. Ao mesmo tempo, a OnePlus cresce também na Índia, o 2º maior mercado mundial de smartphones.

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