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5 tecnologias que vão mudar o mundo em 5 anos, segundo a IBM

5 tecnologias que vão mudar o mundo em 5 anos, segundo a IBM

Saiba o que a IBM, uma das empresas de tecnologia mais antigas, acredita que causará impactos no mercado dentro de pouco tempo

IBM anuncia nesta semana o seu conjunto de previsões “Next 5 in 5”, que elenca quais inovações científicas a empresa acredita que terão impacto significativo no mercado nos próximos cinco anos.

Poluição marítima

Para lidar com a poluição dos oceanos, a companhia prevê o uso de microrobôs com inteligência artificial que poderão, por exemplo, detectar a saúde dos plânctons. “Estaremos em um nível em que conseguiremos gerar esses robôs com baixo custo”, afirmou Ulisses Mello, diretor do laboratório de pesquisas da IBM Brasil.

Inteligência artificial

Tendência em diversos segmentos, a inteligência artificial já é uma realidade atualmente, inclusive na própria IBM, que têm o Watson, com diversas APIs em aplicativos de terceiros.

Por exemplo, o escritório Urbano Vitalino, do Recife (PE), usa a plataforma do Watson em sua assistente virtual, chamada Carol, para automatizar o preenchimento de dados de processos judiciais no sistema interno da firma. No entanto, a empresa diz que essa tecnologia precisa ser imparcial.

“A inteligência artificial precisa ser justa para ser usada na tomada de decisões nas empresas. É preciso avaliar com qual amostragem de dados ela foi criada”, disse Mello.

Em 2016, a Microsoft, rival da IBM, colocou uma inteligência artificial no Twitter e, alimentada pela base de usuários do microblogue, ela se tornou racista, xenófoba e machista em apenas 24 horas. Logo após o acontecimento, que disparou um alerta interno na empresa, o projeto foi tirado do ar.

Âncora criptografada

O blockchain é uma tecnologia estudada por diversos segmentos para evitar fraudes. Segundo a IBM, ele será usado contra falsificadores como uma forma de assegurar a autenticidade de um determinado produto.

De acordo com Mello, um exemplo seria o monitoramento do trajeto de uma fruta, do seu ponto de origem até o seu destino. “Como a cadeia do blockchain é imutável, seriam necessários muitos pontos de vulnerabilidade para alterar a transparência dele, por isso, as fraudes vão reduzir muito com isso”, afirmou o diretor.

Para que algo assim aconteça, é claro, as frutas ou qualquer outro objeto precisariam contar com sensores que enviam dados para a cadeia criptografada do blockchain.

Lattices

Hoje, a criptografia usada em diversos serviços online é baseada na troca de chaves públicas e privadas, com cada vez mais bits para aumentar a complexidade e o nível de segurança da codificação. Para a IBM, uma tendência é usar truques de álgebra linear para esconder essas chaves. Eles são chamados “lattices”.

“Isso também permite que você faça determinadas coisas, como, em vez de descriptografar a informação, você pode sempre mantê-la criptografada. Você só vai precisar do resultado do enigma matemático, não mais das chaves A e B”, de acordo com Mello.

Um exemplo de uso seria em bancos. No momento de acessar o saldo da sua conta, você poderá ver a informação enquanto mantém as chaves seguras.

Computação quântica

Ainda hoje nas mãos dos pesquisadores, a computação quântica já terá impacto no mercado dentro de cinco anos, prevê a IBM.

Essas máquinas, que usam qubits em vez de bits, o que lhes permitem a representação de 0 e 1 simultaneamente em vez de um por vez, poderão ajudar na criação de novos materiais químicos. Essa nova fase da computação vai ajudar a simplificar a representação da natureza no ambiente digital.

Cada qubit pode ser usado para representar um átomo, e o processador quântico mais recente consegue processar 50 qubits, o que já lhe permite uma representação complexa de uma molécula. Com 100 qubits, problemas químicos podem ser resolvidos. A aplicação dessa tecnologia também vai ajudar bancos a fazer uma das atividades computacionais mais importantes para o segmento financeiro: a análise de risco.

Vale notar que muitas dessas tecnologias que podem impactar o mundo nos próximos cinco anos ainda devem levar algum tempo para chegarem a produtos voltados aos consumidores, apesar de que seus efeitos poderão ser sentidos por nós, de uma forma ou outra, nesse período.

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Nenhuma destas pessoas existe… Os seus rostos foram criados por Inteligência Artificial

Nenhuma destas pessoas existe… Os seus rostos foram criados por Inteligência Artificial

A inteligência artificial está cada vez mais avançada e tem entrado em cada vez mais áreas, mesmo nas temáticas mais inesperadas e sensíveis para a sociedade.

A NVIDIA desenvolveu uma ferramenta que, recorrendo a Inteligência Artificial, consegue criar rostos humanos extremamente realistas… Haverá limites para a atuação da IA?

Nenhum dos rostos que encontra na imagem acima existe, na realidade. Podiam ter sido alvo de uma simples manipulação no Photoshop ou outro editor de imagem, mas não… Estes rostos ultra realistas foram concebidos por uma ferramenta da NIVIDA que faz uso da Inteligência Artificial. Por muito incrível que possa parecer, nenhuma destas pessoas existe.

Esta nova tecnologia foi descrita num paper da autoria de investigadores da NVIDIA que recorreram a uma técnica denominada generative adversarial network (GAN), redes adversariais generativas, numa tradução livre para português.

Esta tecnologia existe desde 2014 e a evolução registada tem sido notória, como pode ser constatado num paper publicado na altura. Este paper, para além de introduzir o conceito e a tecnologia associada, mostra ainda o nível em que estava na época.

Contrastando os resultados desta técnica em 2014 e em 2018 dá para visualizar o avanço avassalador alcançado em apenas quatro anos.

Esta técnica faz uso da Inteligência Artificial e das suas capacidades em reconhecimento visual, para além de conjugar diversos parâmetros de indivíduos, cruzando-os posteriormente e resultando no rosto virtualmente concebido.

O conceito base é o mesmo desde 2014 mas a evolução da tecnologia levou a que revelasse resultados tão ímpares em apenas quatro anos. Para isso, os investigadores da NVIDIA tiveram de desenvolver a Inteligência Artificial durante uma semana com oito poderosas GPUs. Sobre esse processo foi partilhado o seguinte vídeo.

As implicações éticas e sociais deste avanço tecnológico

Têm sido vários os alertas e implicações sociais levantadas pelo avanço tecnológico das soluções baseadas em Inteligência Artificial. Os utilizadores olham com alguma desconfiança para esta tecnologia e de facto muitas das suas utilizações são em temáticas muito sensíveis e complexas que criam assim algum choque ético.

Esta possibilidade de criar rostos virtuais abre uma espécie de caixa de Pandora que poderá vir a ser usada em situações menos positivas, podendo acabar por ter impactos profundamente negativos na sociedade.

Apesar de a vertente ética da técnica de GAN não ter sido abordada no paper, teria sido interessante os investigadores investigarem um pouco mais os hipotéticos impactos que esta tecnologia poderá ter.

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