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Facebook rastreia você mesmo quando a localização está desativada

Facebook rastreia você mesmo quando a localização está desativada

O Facebook tem diversas maneiras de descobrir a sua localização: check-ins, marcação de locais em fotos de amigos ou nas que você posta e até mesmo informações do GPS, caso você acesse a rede a partir de um celular. O rastreamento fornece dados para anunciantes direcionarem publicidade de acordo com a sua posição geográfica, mas pode ser desativado, certo? Errado!

Segundo descobriu a professora associada Aleksandra Korolova, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, mesmo com todas as funções de localização desativadas e sem fazer check-ins ou postar fotos, ainda assim o Facebook continua rastreando você. E simplesmente não há como desativar essa função, que fica bem escondida do grande público.

Ela garante ter limpado o histórico de localização e desativado todos os serviços de rastreamento do Facebook nas configurações de privacidade da rede, permanecido assim durante vários meses. Porém, isso não foi o suficiente para deixar de receber anúncios baseados em localização, com a rede mostrando anúncios direcionados usando, inclusive, a localização em viagens a trabalho ou passeio.

“Meu perfil não contém a minha cidade atual, não posto fotos no Facebook há anos, não posto conteúdo marcando a localização nem faço check-in nos lugares”, prossegue Korolova. “Não dou acesso à minha localização a WhatsApp, Instagram ou Facebook Messenger. Não procuro por lugares no Facebook. Ainda assim, os anúncios baseados em localização usando a minha localização atual continuam aparecendo.”

Como o Facebook descobre a sua localização

O Facebook informa que obtém a sua localização a partir dos lugares onde você se conecta à internet e utiliza seu telefone, mas não explica as limitações dos controles de privacidade. “O que ele não menciona é que usar todos os controles de localização não vai impedir a companhia de realizar grandes esforços para obter dados e usar a sua localização para fins de publicidade”, escreve a professora.

Em suma, a resposta ao questionamento acima vem dos materiais usados pelo Facebook direcionados aos anunciantes: a rede afirma que descobre a localização de seus usuários a partir de endereço de IP e conexões Bluetooth e WiFi utilizadas. E não há como desativar esse tipo de rastreamento.

A professora cita que a segmentação dos anúncios no Facebook é feita por áreas bem pequenas, permitindo que campanhas sejam direcionadas a pessoas que visitaram ou vivem em lugares e regiões específicas. “E como as pessoas não podem interromper o Facebook de deduzir ou usar a sua localização para publicidade, elas também não podem evitar esse tipo de anúncio”, comenta.

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Amazon registra patente que adiciona reconhecimento facial às campainhas com câmara de vigilância

Amazon registra patente que adiciona reconhecimento facial às campainhas com câmara de vigilância

O sistema reconhece pessoas eventualmente suspeitas e liga automaticamente para a polícia sem interação dos residentes.

No início do ano a Amazon havia adquirido a Ring, uma empresa especialista em campainhas das portas de apartamento, que detinha um sistema de câmara de vigilância incorporado. Agora a empresa de Jeff Bezos pretende levar mais longe a tecnologia, adicionando-lhe reconhecimento facial, segundo uma patente registrada.

As informações referem que a polícia pode cruzar as imagens das pessoas que toquem à campainha com uma base de dados de indivíduos que sejam assinaladas como “suspeitas”. O sistema poderá mesmo possibilitar que os donos das casas adicionem fotografias daqueles que considerem suspeitas à base de dados. Quando há identificação poderá ser feita uma chamada automaticamente para a polícia, sem qualquer interação por parte dos residentes.

A ACLU (American Civil Liberties Union) já se manifestou negativamente contra o sistema, destacando que a vigilância através de mecanismos de reconhecimento facial ameaça a liberdade e direitos civis. É realçado o caracter discriminatório da tecnologia, causando problemas a pessoas que já são alvos do governo e sujeitos a abusos raciais, tais como os emigrantes, pessoas de diferentes étnias e outras descriminações. A ACLU alega a falta de consistência dos sistemas de reconhecimento facial, tendo em conta o sexo e a cor de pele, o que poderá ser injusto no caso de confusões na identificação das pessoas.

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