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Microsoft quer “simular a natureza” para acelerar o ritmo da investigação científica

Microsoft quer “simular a natureza” para acelerar o ritmo da investigação científica

A empresa adicionou uma nova biblioteca química ao seu kit de computação quântica e abriu as portas da tecnologia a milhares de investigadores e cientistas que podem agora contar com as potencialidades desta solução no seu trabalho.

A Microsoft quer massificar a utilização da computação quântica. A empresa tem feito vários investimentos nesse sentido e acredita que a tecnologia tem potencial para resolver os problemas complexos que inibem o desenvolvimento de sectores como o econômico e o ambiental. E é exatamente neste último domínio que a empresa se propõe a inovar com uma nova proposta.

No novo kit de desenvolvimento quântico da Microsoft, a gigante norte-americana incluiu uma biblioteca de química que vai permitir a cientistas e investigadores da área simular interações moleculares e explorar novos algorítimos quânticos que possam fazer a diferença no mundo real.

Tendo em conta as valências desta tecnologia, que permite contrapor e testar milhares de milhões de hipóteses científicas em tempo útil, sem que o processo obrigue à concretização real de uma experiência, é fácil de entender como pode a computação quântica influenciar o ritmo com que se desenvolverá novo conhecimento nesta área.

Num post feito no seu blog oficial, a empresa dá exemplos concretos. “O centenário processo Haber-Bosch, que é essencial à criação de fertilizantes artificiais, pode ser melhorado utilizando métodos computacionais otimizados pelas capacidades da computação quântica. Isto pode melhorar o processo catalítico necessário à criação de amônia a partir de nitrogênio gasoso, uma técnica que atualmente exige altas temperaturas, altas pressões, e catalisadores cuidadosamente selecionados. O processo é tão exigente a nível de calor e pressão, que consome mais de 2% das fontes naturais de energia que temos disponíveis mundialmente. Ao utilizarem algoritmos quânticos […] os cientistas podem estudar o processo de fixação do nitrogênio de forma a desenvolver uma técnica que requeira menos pressão e menos calor”. Em suma, trata-se de um atalho tecnológico, que pode ajudar a acelerar um sector inteiro de forma abrupta.

A Microsoft disponibilizou vários documentos acerca do kit na internet e todos os ficheiros podem ser consultados através deste link. Os menos aptos para a sua utilização também podem treinar princípios básicos de química quântica para depois se poderem aventurar no kit.

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Bustos impressos em 3D podem ser usados para desbloquear telefones com reconhecimento facial

Bustos impressos em 3D podem ser usados para desbloquear telefones com reconhecimento facial

Quatro telefones Android e um iPhone X foram sujeitos ao teste: uma réplica de um rosto impressa em 3D foi colocada em frente aos aparelhos para os desbloquear, através de reconhecimento facial. Só o telefone da Apple passou o teste e não se desbloqueou. Todos os quatro Android foram enganados pelo truque, noticia a Forbes.

Cada vez mais telefones estão a ser equipados com outros mecanismos de autenticação que não as “tradicionais” passwords ou códigos de algarismos. Leitores de impressão 3D ou sensores para reconhecimento facial são uma escolha cada vez mais frequente, para facilitar a vida aos utilizadores que, num dia normal, têm de desbloquear o telefone várias vezes ao dia.

No entanto, esta investigação da Forbes mostra que, apesar de convenientes, estes mecanismos de proteção ainda são facilmente manipuláveis e podem ser enganados. Hackers ou mesmo as autoridades podem ganhar acesso aos conteúdos dos telefones que estejam protegidos desta forma, usando estes truques.

Nos EUA, por exemplo, o professor Orin Kerr da USB Gould School of Law explica que o governo pode obter, sem mandado judicial, a informação biométrica de desbloqueio e usar réplicas de impressões 3D ou dos rostos dos suspeitos para aceder aos telefones. Apesar de a solução poder ser colocada em prática, os custos associados fazem com que este cenário não seja tão frequente.

O FBI tem milhares de telefones sob a sua custódia e pode considerar usar este tipo de truques para enganar aqueles que tenham reconhecimento facial. Com a utilização de equipamentos de vigilância com cada vez mais resolução, será uma questão de tempo até ser obtida toda a informação biométrica necessária para reconstruir o rosto de um suspeito.

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