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“Valor do Bitcoin nunca será zero”, admite ex-economista do FMI crítico de criptomoedas

“Valor do Bitcoin nunca será zero”, admite ex-economista do FMI crítico de criptomoedas

Kenneth Rogoff, um economista da universidade de Harvard que serviu como economista-chefe no Fundo Monetário Internacional (FMI) em 2001-03, argumentou recentemente que criptomoedas como o Bitcoin são “bilhetes de loteria” que podem não valer nada.

De acordo com um artigo escrito para o The Guardian, Rogoff acredita que apostar em criptomoedas é arriscado pois governos com “economias avançadas” não as vão tolerar, mas poderão ser adotadas por governos sob sanções americanas, como a Somália, a Síria, o Irão, e a Coreia do Norte.

No seu artigo, revelou que, numa conferência em que esteve, muitos fãs de criptomoedas viam o preço das mesmas subir de tal forma que teriam uma capitalização de mercado de trilhões de dólares num futuro próximo.

Rogoff relembrou que argumentou que o bitcoin deve cair para US $100, mas que o seu valor não será zero. Acrescentou:

O jeito certo de pensar nas moedas de criptomoedas é como bilhetes de loteria que valem a pena em um futuro distópico onde elas são usadas em estados desonestos e falidos, ou talvez em países onde os cidadãos já perderam toda a aparência de privacidade

De acordo com o economista, não é coincidência a Venezuela ter sido o primeiro país a lançar uma criptomoeda, o petro. O grande obstáculo que as criptomoedas enfrentam, afirma, é o de serem adotadas para que possam ser usadas na compra de bens e serviços, além dos ilícitos.

No artigo acrescentou que se os governos em todo o mundo decidirem que é ilegal utilizar criptomoedas em lojas e bancos, isto levará ao seu colapso. Respondendo ao argumento de que bitcoin é “ouro digital,” Rogoff afirmou que ouro tem vários usos além de ser uma reserva de valor, e com a tecnologia tem vindo até a ser usado em iPhones e veículos espaciais.

De acordo com Rogoff, a natureza de sistemas descentralizados como a blockchain das criptomoedas faz com que sejam menos eficientes do que sistemas centralizados, como os dos bancos centrais. Para o economista, isto significa que resolver o “custo energético fenomenal” da rede do bitcoin não serviria de muito.

As suas características, que permitem transacionar de forma semianônima, significam para o economista que governos com “economias avançadas” não a vão tolerar. Sem estas características, afirma, ninguém a utilizaria.

Potencial do Bitcoin

No artigo o economista responde ainda que quem acredita no potencial do bitcoin afirma que o seu valor poderá subir desde que seja percebido como ouro digital. Quanto a isto, argumenta que economistas como ele têm trabalhado neste problema há cinco décadas e que observaram não ser bem assim.

Pelas suas palavras:

[Nós] descobrimos que as bolhas de preços em volta de ativos intrinsecamente inúteis devem eventualmente estourar. Os preços dos ativos que possuem valor real subjacente não podem desviar-se arbitrariamente dos benchmarks históricos

Acrescentou ainda que moedas fiduciárias emitidas por governos não são apenas uma convenção social, pois estes governos pagam a empregados e fornecedores em moeda fiduciária, além de exigirem impostos nela. Aqui, Rogoff negligencia que o estado americano de Ohio já aceita o pagamento de impostos também em bitcoin.

Perto do final do seu artigo reconhece, no entanto, que é ainda cedo para tirar conclusões acerca do futuro das criptomoedas. Afirma que acredita que bancos centrais vão “entrar no jogo,” e que a verdadeira questão é se vamos ver governos apropriar-se do que foi feito pelo setor privado, ou regularem criptomoedas para evitarem evasão ao pagamento de impostos e lavagem de dinheiro.

Conclui que a queda dos preços das criptomoedas não deve ser vista como uma surpresa, pois estas são “bilhetes e lotaria” com uma grande probabilidade de não valerem nada, e uma pequena probabilidade de virem a valer muito no futuro por “motivos atualmente difíceis de antecipar.”

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Autocarros elétricos da Transdev começam a circular nas ruas de Aveiro

Autocarros elétricos da Transdev começam a circular nas ruas de Aveiro

Três autocarros elétricos da Transdev vão integrar a partir de hoje a rede AveiroBus e começar a servir os utentes. O projeto foi apresentado ontem e já foi feita uma volta inaugural.

Não se espera que a introdução de autocarros elétricos altere os horários das linhas e estes veículos vão ser integrados nas necessidades das operações, abrangendo as várias rotas da rede AveiroBus. Pierre Jaffard, CEO da Transdev Portugal, congratula-se pelo «momento marcante no histórico da atividade da Transdev em Portugal».

O presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, também reconhece o «momento muito importante para o município de Aveiro, na medida em que damos mais um passo naquilo que é o nosso contributo para o equilíbrio ambiental, para a redução da nossa pegada ecológica e para o conforto dos clientes da AveiroBus», cita o comunicado de imprensa.

Os autocarros foram produzidos na fábrica da CaetanoBus, em Vila Nova de Gaia, medem 12 metros de comprimento, têm capacidade para transportar mais de 60 passageiros estão equipados com motores elétricos de 700 V, com uma potência máxima de 160 kW.

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A Qualcomm agora quer que a China impeça a venda do iPhone XR, XS e XS Max

A Qualcomm agora quer que a China impeça a venda do iPhone XR, XS e XS Max

A luta entre a Apple e a Qualcomm está a entrar numa fase mais crítica e com movimentações mais delicadas em mercados onde estas empresas se podem confrontar. Se nos EUA as ações não ainda não podem decorrer, é na china que está agora o foco.

Depois da vitória da Qualcomm, que conseguiu impedir a venda de alguns modelos do iPhone, surge agora a vontade da empresa de impedir também a venda do iPhone XR, XS e XS Max.

Foi no início desta semana que a Qualcomm conseguiu uma das suas maiores vitórias dos últimos meses, relacionada com o caso que coloca ambas as empresas frente a frente.

Uma decisão de um tribunal chinês deu razão à Qualcomm e garantiu a proibição de venda do iPhone 6s, 6s Plus, 7, 7 Plus, 8, 8 Plus e X.

Qualcomm quer bloquear anda mais a Apple

Mas a Qualcomm parece que quer mais e aponta agora para o iPhone XR, XS e XS Max. Para tal, voltou a apelar ao tribunal chinês para que as vendas destes 3 modelos sejam também barradas.

A justificação para este novo pedido continua a assentar na violação de patentes da Qualcomm pela Apple, que tem sido a justificação da empresa para as ações em tribunal.

A Apple continua a venda do iPhone na China

Mesmo com toda esta movimentação, a posição da Apple é intransigente. A empresa continua a ter o seu smartphone à venda na China, desrespeitando a decisão do tribunal chinês.

A empresa está a alegar que o bloqueio de vendas aplica-se apenas aos modelos que correm o iOS 11 e todos os que têm no mercado para venda correm já a versão mais recente, o iOS 12.

O problema maior é que a decisão do tribunal, segundo quem já teve acesso a ela, não refere qualquer versão do iOS como sendo a mínima para o processo.

A Apple pode assim incorrer numa multa de valor elevado, por estar a incumprir uma decisão de um tribunal chinês, numa altura em que as relações entre os 2 países não está a atravessar os melhores momentos.

Este é apenas mais um passo na longa batalha judicial que está a ser travada entre duas grandes empresas norte americanas. O terreno escolhido por agora é a China, mas rapidamente deve escalar para o seu país de origem.

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