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Inclusão, formação e especialização em TIC centram investimentos de 23 milhões no InCoDe.2030

Inclusão, formação e especialização em TIC centram investimentos de 23 milhões no InCoDe.2030

Não deixar ninguém para trás, garantir a formação em competências digitais e aumentar a especialização são algumas das áreas de foco no programa lançado em 2017 e que hoje estão em destaque na conferência do InCoDe.2030.

Depois de 18 meses no terreno a trabalhar na melhoria das competências digitais dos portugueses, o programa INCoDe.2030 faz hoje um balanço das iniciativas desenvolvidas nos cinco eixos de atuação na 2ª conferência, que decorre em Lisboa. Entre a apresentação de vários programas desenvolvidos com entidades do sector público, do privado e da sociedade civil, a conferência serve também para anunciar um reforço do financiamento desta área em 23 milhões de euros, coordenado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Pedro Guedes de Oliveira, coordenador geral do INCoDe.2030, refere que este não é um programa é “uma missão”, já que o formato não é tradicional e que as mais diversas iniciativas se vão conjugar para se conseguir uma maior inclusão, uma maior aprendizagem nas áreas de TIC e uma força de trabalho mais qualificada que pode aumentar a competitividade e criar uma nova vaga de empreendedorismo. E o objetivo para 2030 não é assim tão longínquo, e na verdade se pensarmos nas crianças que agora iniciam a sua formação escolar este é o ano em que vão concluir a escolaridade obrigatória, lembra.

Embora admita estar contente com os resultados obtidos, Maria Manuel Leitão Marques, ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, avisa que é preciso andar muito até 2030 para se cumprirem os objetivos definidos.

“Foi bom termos chegado aqui mas o que temos de fazer este ano é mais exigente”, afirma, lembrando que este trabalho é o grande investimento que se pode fazer no futuro e que o valor que hoje é anunciado de 23 milhões de euros é um investimento nas pessoas. “Não é um programa para máquinas, é para competências, para pessoas”, sublinha.

A ministra fez também o balanço da iniciativa de financiamento de programas de uso de Inteligência Artificial na Administração Pública, que já tem 19 projetos no terreno, e anunciou a abertura de 2 novos concursos, um para projetos mais maduros e outros para iniciativas experimentais.

23 milhões para um Portugal mais digital

Para reforçar as iniciativas desenvolvidas nos cinco eixos estratégicos do INCoDe.2030 o Governo anuncia hoje um financiamento de 23 milhões de euros que vão abranger várias medidas entre 2019 e 2021.

As comunidades criativas para a inclusão digital vão receber mais oito milhões de euros, em conjunto com o programa “Girls and Women in IT” e iniciativas de acesso generalizado dos serviços públicos e privados aos meios digitais. Para o eixo da Educação, com o reforço das competências TIC dos mais jovens, nomeadamente no programa “Computação na Escola”, serão garantidos 6 milhões de euros, enquanto a área da qualificação vai receber 5 milhões de euros, com competências digitais em sistemas informáticos avançados, programação, automação e robótica, e na formação avançada a nível pós-graduado em tecnologias da informação, comunicação e eletrônica.

O Governo reservou ainda 4 milhões de euros para a para o eixo de Especialização, que pretende especializar e requalificar licenciados em tecnologias da informação e comunicação.

Do conceito para a operacionalização em 18 meses no terreno

O programa InCoDe.2030 foi lançado em abril de 2017 e apesar de estar “no terreno” há 18 meses, vários coordenadores dos eixos integrados na iniciativa admitiram que vários projetos estiveram numa fase experimental durante estes meses e que só agora começam a ser disseminados. É o caso das comunidades criativas para a inclusão digital (CCID), e Sofia Marques da Silva, coordenadora do Eixo 1, recorda que há um ano havia uma ideia de como se podia organizar e que hoje os laboratórios já dão lugar a modelos que podem ser transferidos para o terreno.

Hoje estão criadas 10 comunidades (CCID) que no interior do país pretendem desenvolver modelos de ação para a inclusão digital, e algumas delas subiram esta manhã ao palco para contar as suas experiências de envolvimento das populações mais fragilizadas, sobretudo séniores.

Mas outras iniciativas deram continuidade a ideias e projetos que já estavam a rolar entre as comunidades educativas e que já têm máquinas bem montadas, como a “Programação e Robótica no Ensino Básico”, que envolveu mais de 1.100 professores e chegou a cerca de 65 mil alunos. Mas ainda assim estes novos investimentos não escaparam a criticas das associação dos professores de informática que dizem que havia mais (e melhor) onde gastar o dinheiro.

Na área de Qualificação o balanço feito indica que nas formações específicas nas áreas TIC para a produção de conteúdos e serviços online foram abrangidos mais de 12.500 portugueses, enquanto no Eixo 4 são apontados os números mais recentes de candidaturas ao ensino superior em que 12% dos alunos escolheram as áreas de TIC como primeira opção.

Também no eixo da Investigação os números apresentados pelo InCoDe.2030 apontam o programa em Ciência dos Dados e Inteligência Artificial na Administração Pública, promovido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, e o financiamento de 19 novos projetos de I&D que envolviam parcerias entre a administração pública e instituições científicas.

Nota da Redação: a notícia foi atualizada com mais informação durante a conferência. Última atualização 11h44.

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Inteligência Artificial já resolve problemas da Administração Pública

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Os primeiros projetos de aplicação de inteligência artificial na administração pública já estão no terreno mas vão ser abertos mais dois concursos nesta área.

No início do ano o Governo anunciou a disponibilização de 10 milhões de euros para financiar projetos que pudessem resolver alguns dos principais problemas da Administração Pública através da utilização da Inteligência Artificial, e hoje a ministra da presidência anunciou o lançamento de dois novos concursos, um para iniciativas mais maduras e outro para projetos mais experimentais.

“Já temos 19 projetos de IA financiados no terreno e vamos abrir dois novos concursos”, afirmou a ministra da presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques durante a sua intervenção na conferência InCoDe2030 que decorre hoje em Lisboa.

A Saúde foi a “área mais beneficiada” nesta primeira ronda de projetos de Inteligência Artificial, o que para a ministra significa que vamos ter melhores serviços, maior antecipação na prevenção da doença, mas também as áreas de mobilidade, emprego e transporte estiveram em foco nestas iniciativas.

“Nunca assisti a uma parceria que tivesse corrido tão bem. A comunidade científica mobilizou-se para o que foi detetado como falha na Administração Pública em termos de necessidades, problemas”, adiantou Maria Manuel Leitão Marques, explicando que da parte da máquina da administração pública também há um esforço para absorver conhecimento e tornar claras as principais dificuldades.

A ministra apela agora a toda a comunidade para que se mobilize a participar nos novos concursos.

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