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5 tecnologias que vão mudar o mundo em 5 anos, segundo a IBM

5 tecnologias que vão mudar o mundo em 5 anos, segundo a IBM

Saiba o que a IBM, uma das empresas de tecnologia mais antigas, acredita que causará impactos no mercado dentro de pouco tempo

IBM anuncia nesta semana o seu conjunto de previsões “Next 5 in 5”, que elenca quais inovações científicas a empresa acredita que terão impacto significativo no mercado nos próximos cinco anos.

Poluição marítima

Para lidar com a poluição dos oceanos, a companhia prevê o uso de microrobôs com inteligência artificial que poderão, por exemplo, detectar a saúde dos plânctons. “Estaremos em um nível em que conseguiremos gerar esses robôs com baixo custo”, afirmou Ulisses Mello, diretor do laboratório de pesquisas da IBM Brasil.

Inteligência artificial

Tendência em diversos segmentos, a inteligência artificial já é uma realidade atualmente, inclusive na própria IBM, que têm o Watson, com diversas APIs em aplicativos de terceiros.

Por exemplo, o escritório Urbano Vitalino, do Recife (PE), usa a plataforma do Watson em sua assistente virtual, chamada Carol, para automatizar o preenchimento de dados de processos judiciais no sistema interno da firma. No entanto, a empresa diz que essa tecnologia precisa ser imparcial.

“A inteligência artificial precisa ser justa para ser usada na tomada de decisões nas empresas. É preciso avaliar com qual amostragem de dados ela foi criada”, disse Mello.

Em 2016, a Microsoft, rival da IBM, colocou uma inteligência artificial no Twitter e, alimentada pela base de usuários do microblogue, ela se tornou racista, xenófoba e machista em apenas 24 horas. Logo após o acontecimento, que disparou um alerta interno na empresa, o projeto foi tirado do ar.

Âncora criptografada

O blockchain é uma tecnologia estudada por diversos segmentos para evitar fraudes. Segundo a IBM, ele será usado contra falsificadores como uma forma de assegurar a autenticidade de um determinado produto.

De acordo com Mello, um exemplo seria o monitoramento do trajeto de uma fruta, do seu ponto de origem até o seu destino. “Como a cadeia do blockchain é imutável, seriam necessários muitos pontos de vulnerabilidade para alterar a transparência dele, por isso, as fraudes vão reduzir muito com isso”, afirmou o diretor.

Para que algo assim aconteça, é claro, as frutas ou qualquer outro objeto precisariam contar com sensores que enviam dados para a cadeia criptografada do blockchain.

Lattices

Hoje, a criptografia usada em diversos serviços online é baseada na troca de chaves públicas e privadas, com cada vez mais bits para aumentar a complexidade e o nível de segurança da codificação. Para a IBM, uma tendência é usar truques de álgebra linear para esconder essas chaves. Eles são chamados “lattices”.

“Isso também permite que você faça determinadas coisas, como, em vez de descriptografar a informação, você pode sempre mantê-la criptografada. Você só vai precisar do resultado do enigma matemático, não mais das chaves A e B”, de acordo com Mello.

Um exemplo de uso seria em bancos. No momento de acessar o saldo da sua conta, você poderá ver a informação enquanto mantém as chaves seguras.

Computação quântica

Ainda hoje nas mãos dos pesquisadores, a computação quântica já terá impacto no mercado dentro de cinco anos, prevê a IBM.

Essas máquinas, que usam qubits em vez de bits, o que lhes permitem a representação de 0 e 1 simultaneamente em vez de um por vez, poderão ajudar na criação de novos materiais químicos. Essa nova fase da computação vai ajudar a simplificar a representação da natureza no ambiente digital.

Cada qubit pode ser usado para representar um átomo, e o processador quântico mais recente consegue processar 50 qubits, o que já lhe permite uma representação complexa de uma molécula. Com 100 qubits, problemas químicos podem ser resolvidos. A aplicação dessa tecnologia também vai ajudar bancos a fazer uma das atividades computacionais mais importantes para o segmento financeiro: a análise de risco.

Vale notar que muitas dessas tecnologias que podem impactar o mundo nos próximos cinco anos ainda devem levar algum tempo para chegarem a produtos voltados aos consumidores, apesar de que seus efeitos poderão ser sentidos por nós, de uma forma ou outra, nesse período.

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Nenhuma destas pessoas existe… Os seus rostos foram criados por Inteligência Artificial

Nenhuma destas pessoas existe… Os seus rostos foram criados por Inteligência Artificial

A inteligência artificial está cada vez mais avançada e tem entrado em cada vez mais áreas, mesmo nas temáticas mais inesperadas e sensíveis para a sociedade.

A NVIDIA desenvolveu uma ferramenta que, recorrendo a Inteligência Artificial, consegue criar rostos humanos extremamente realistas… Haverá limites para a atuação da IA?

Nenhum dos rostos que encontra na imagem acima existe, na realidade. Podiam ter sido alvo de uma simples manipulação no Photoshop ou outro editor de imagem, mas não… Estes rostos ultra realistas foram concebidos por uma ferramenta da NIVIDA que faz uso da Inteligência Artificial. Por muito incrível que possa parecer, nenhuma destas pessoas existe.

Esta nova tecnologia foi descrita num paper da autoria de investigadores da NVIDIA que recorreram a uma técnica denominada generative adversarial network (GAN), redes adversariais generativas, numa tradução livre para português.

Esta tecnologia existe desde 2014 e a evolução registada tem sido notória, como pode ser constatado num paper publicado na altura. Este paper, para além de introduzir o conceito e a tecnologia associada, mostra ainda o nível em que estava na época.

Contrastando os resultados desta técnica em 2014 e em 2018 dá para visualizar o avanço avassalador alcançado em apenas quatro anos.

Esta técnica faz uso da Inteligência Artificial e das suas capacidades em reconhecimento visual, para além de conjugar diversos parâmetros de indivíduos, cruzando-os posteriormente e resultando no rosto virtualmente concebido.

O conceito base é o mesmo desde 2014 mas a evolução da tecnologia levou a que revelasse resultados tão ímpares em apenas quatro anos. Para isso, os investigadores da NVIDIA tiveram de desenvolver a Inteligência Artificial durante uma semana com oito poderosas GPUs. Sobre esse processo foi partilhado o seguinte vídeo.

As implicações éticas e sociais deste avanço tecnológico

Têm sido vários os alertas e implicações sociais levantadas pelo avanço tecnológico das soluções baseadas em Inteligência Artificial. Os utilizadores olham com alguma desconfiança para esta tecnologia e de facto muitas das suas utilizações são em temáticas muito sensíveis e complexas que criam assim algum choque ético.

Esta possibilidade de criar rostos virtuais abre uma espécie de caixa de Pandora que poderá vir a ser usada em situações menos positivas, podendo acabar por ter impactos profundamente negativos na sociedade.

Apesar de a vertente ética da técnica de GAN não ter sido abordada no paper, teria sido interessante os investigadores investigarem um pouco mais os hipotéticos impactos que esta tecnologia poderá ter.

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Cientistas criam drone que se adapta e muda de forma em pleno voo

Cientistas criam drone que se adapta e muda de forma em pleno voo

Pesquisadores criaram, em conjunto com a Universidade de Zurique, na Suíça, um drone dobrável, que se transforma em pleno voo, alterando sua forma mesmo em movimento. Ele é capaz de passar por espaços onde, inicialmente, não caberia.

Embora drones já sejam utilizados em situações de resgate, esse modelo foi criado para suprir uma necessidade que dá a ele uma vantagem fundamental sobre modelos comuns. Em missões de emergência que envolvem acessar escombros de imóveis, por exemplo, geralmente é necessário passar por lugares menores que o tamanho físico original desses equipamentos.

A equipe que desenvolveu o novo drone disse que ele foi inspirado no movimento de alguns pássaros. Seus quatro braços são móveis e funcionam como asas que podem ser recolhidas ou expandidas, de acordo com a necessidade. E o interessante é que ele faz isso enquanto se desloca pelo ar. Cada braço possui uma hélice com movimento independente. Assim, o drone ajusta a rotação das hélices à medida que assume uma nova forma.

E são vários os formatos que ele pode adquirir, além do “X” padrão. Os pesquisadores afirmaram que, no futuro, o drone será dotado de um sistema capaz de decidir automaticamente a forma a ser utilizada.

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Kaspersky prevê novas estratégias de ataques de hackers para 2019

Kaspersky prevê novas estratégias de ataques de hackers para 2019

A especialista de segurança de sistemas prevê nova vaga de piratas inexperientes, mas cheios de energia, assim como mais recursos avançados para os hackers tradicionais. A empresa afirma que 80%

Os investigadores da Kaspersky Lab elaboraram um relatório com as suas previsões anuais de segurança, baseando-se na sua experiência adquirida com os acontecimentos de 2018 para projetar o próximo ano. É referido que em 2019 as ameaças persistentes avançadas (APT) poderão dividir-se em dois grupos: os hackers inexperientes, mas cheios de energia; e os tradicionais, que são mais avançados e com melhores recursos. Os olhos estão postos neste segundo grupo, pois tendem a ser mais sofisticados e difíceis de descobrir.

A especialista afirma que a indústria da cibersegurança tem sido cada vez mais apoiada pelos governos, levando os hackers a assumirem uma postura mais dissimulada, saindo do radar público para não serem descobertos. E isso pode tornar-se um problema maior na sua detenção, pois estão aptos a diversificar as ferramentas e práticas utilizadas por terem os recursos necessários.

Na sua previsão, a Kaspersky afirma que esta abordagem proporciona a introdução de ferramentas especializadas para atingir vítimas no seu core, comprometendo o networking hardware. Este sistema irá permitir um foque em atividades mais discretas (ao estilo botnet), capazes de concretizar ataques nos alvos selecionados.

A especialista afirma que no próximo ano haverão ataques em “supply chain”, uma tendência dos últimos dois anos, que leva as entidades a pensarem no número de fornecedores com que trabalha e quão seguros são. É ainda referido que os ataques de malware via mobile vão manter-se, prevendo-se novas formas de ataque para aceder aos dispositivos das vítimas. Os botnets ligados aos dispositivos IoT continuarão a crescer a um “ritmo incontrolável”, adianta a Kaspersky, tornando-se mais fortes e poderosos nas mãos erradas.

Como não poderia deixar de ser, as redes sociais poderão ser um veículo para ataques de spear-phishing, com os hackers a terem acesso a dados obtidos no Facebook, Instagram, LinkedIn ou Twitter e que estão disponíveis para qualquer pessoa adquirir.

Por fim, a Kaspersky prevê a entrada de novos APT em cena, sobretudo de origem de novos “players”, devido à quantidade de ferramentas eficazes disponíveis e a facilidade de acesso às fugas de informação. Por outro lado, as investigações recentes a grandes ataques, como à Sony Entertainment Network ou contra o Comité Nacional Democrata dos Estados Unidos podem ser usados para criar movimentos de alerta para as consequências diplomáticas em todo o mundo, descreve a especialista no comunicado.

A especialista em segurança afirma também que as falhas de segurança vão ser inevitáveis, segundo 80% dos encarregados de segurança (CISO) inqueridos para um estudo efetuado. Nesse sentido, grande parte das empresas não vai conseguir lutar contra os hackers, com os agentes a referirem que sentem mais pressão e maior importância no processo de segurança das empresas. A maioria dos CISOs europeus (57%) consideram que o armazenamento em cloud e mobilidade representam o maior desafio de segurança. Consideram mesmo que os hackers são “profissionais” e muitas vezes contam com a ajuda de funcionários internos nas empresas.

O estudo refere também que ainda é difícil justificar às administrações das empresas o investimento necessário na segurança, visto não haver forma de recuperar o seu retorno. Metade dos inqueridos estão confiantes de que o orçamento vá crescer no próximo ano, embora necessitem competir com outros departamentos para obter o investimento.

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Em dez anos você irá voar no seu carro

Em dez anos você irá voar no seu carro

Criadores dos veículos aéreos pessoais acreditam que daqui a uma década eles serão algo normal

Maior dificuldade está na regulamentação

“Lembre-se do que estou dizendo: um veículo que combina avião e carro já está a caminho. Pode achar graça agora, mas isso vai chegar”. Esta previsão foi feita em 1940 pelo grande criador do automóvel, Henry Ford, e está cada vez mais próxima de se cumprir. As datas exatas variam, mas os especialistas afirmam que dentro de 10 anos o carro voador chegará ao grande público. Não serão apenas alguns veículos no céu, mas uma porção enorme deles. Há muitas iniciativas em curso, mas as mais sérias são de empresas europeias: alemãs e eslovacas. Embora muitos fatores estejam em jogo, o aspecto técnico já está resolvido. “A tecnologia necessária para termos carros voadores já foi desenvolvida. O mais importante, agora, é chegar a uma regulamentação e à aceitação por parte do público”, afirma ao EL PAÍS Heinrich Bülthoff, pesquisador do Instituto Max Planck de Cibernética Biológica (Alemanha) e fundador do projeto MyCopter.

Desde o DeLorean do professor Doc, os carros voadores são vistos por toda uma geração como a grande imagem do futuro. E isso, considerando que o veículo de De Volta para o Futuro nem era de alta tecnologia. Hoje, o objetivo dos criadores se volta para veículos autônomos sobrevoando as avenidas, entre os edifícios, sem engarrafamentos nem poluição, tampouco acidentes. “Vamos mudar o sistema de transporte. O solo está saturado e no ar existe muito mais espaço, suficiente para todos”, diz Alexander Zore, pesquisador da E-Volo e um dos diretores do projeto Volocopter.

O Volocopter foi o primeiro veículo aéreo pessoal a fazer um voo com uma pessoa a bordo. Tratou-se de um percurso de 20 minutos, realizado em março deste ano. Este veículo não tem a forma de um carro, mas sim de uma espécie de drone gigante, com capacidade para dois passageiros. Pesa cerca de 200 quilos e, embora ainda seja apenas um protótipo a ser aperfeiçoado, começará a ser vendido no ano que vem, por 300.000 euros (cerca de 1,1 milhão de reais). “Por enquanto o preço é esse por se tratar de uma produção bastante limitada. Quando se der em grande escala, acreditamos que ele poderá ficar em torno de 10.000 euros (cerca de 37 mil reais)”, afirma Zore.

O veículo do MyCopter ficará entre 30.000 e 50.000 euros (entre 110.000 e 183.000 reais), pois a tecnologia que os viabiliza é bastante cara, razão pela qual especialistas como Bülthoff admitem que ele não será plenamente acessível para o público em geral. “De toda maneira, os preços irão diminuindo à medida que ele se abra para o mercado de massas. Sonho com isso, e espero estar ainda vivo para ver essa realidade”, ri o professor Bülthoff, aposentado, que dedicou toda a sua vida à pesquisa nesse campo.

Carros voadores elétricos e autônomos

Os veículos criados pelos dois projetos são elétricos. Decola, se move e pousa usando a eletricidade existente nos rotores de suas turbinas, na parte superior. Os dois modelos, de todo modo, estarão disponíveis também em um formato híbrido: elétrico e gasolina. “Para nós, o ideal é que eles sejam elétricos, pois assim diminuímos a emissão de gases e a poluição nas grandes cidades”, pondera Zore.

O sistema elétrico, porém, tem uma limitação muito clara: a duração das baterias. Até o momento, nenhum dos dois desenvolvedores pode garantir uma autonomia superior a 30 minutos para a bateria. “A duração da bateria é o item que mais precisamos melhorar. Hoje estamos muito limitados. Acreditamos que dentro de 10 anos a capacidade elétrica estará muito maior”, explica o pesquisador do Max Planck. E acrescenta: “A bateria será o elemento chave para a sua massificação”.

Nem todas as empresas apostam nisso. No caso da companhia eslovaca Aeromobil, a ideia de um carro voador é exatamente esta: um carro que voa. Um veículo que se transforma de carro em avião, necessitando, portanto, de um motorista, pista para decolagem e que funciona à base de gasolina. A empresa planeja vender as primeiras unidades em 2018 e já realizou um primeiro teste de voo, com três minutos de duração.

Os dois desenvolvedores oferecem a possibilidade de que o carro seja autônomo ou com piloto, mas destacam as vantagens de um veículo aéreo totalmente autônomo: “Ele estaria em comunicação permanente com os demais veículos que estiveram voando. Isso proporciona uma grande segurança, pois, sabendo-se exatamente e de forma sempre atualizada a posição em que todos se encontram, é quase impossível acontecer um acidente. É a forma mais segura de condução”, avalia Bülthoff. “É a nossa maior oportunidade para melhorar o sistema de segurança, já que começamos a construí-lo do zero”. Mesmo assim, sempre deveria haver um piloto dentro do veículo, para assumir o controle se necessário.

Sem pista de decolagem e muito fáceis de dirigir

Embora alguns desses carros voadores não tenham exatamente a forma de um carro, eles são vistos dessa forma porque poderão ser estacionados e decolar do próprio quintal de casa. Ou seja, estes veículos aéreos pessoais não exigem uma pista para decolar ou aterrissar, pois contam com uma tecnologia que lhes permite decolar verticalmente. Esse sistema é visto pelos pesquisadores como um dos mais difíceis de construir, além de mais caro também. Mas é bastante vantajoso. Tanto é assim que o projeto do MyCopter recebeu 4,4 milhões de euros (cerca de 16 milhões de reais) em fundos públicos da União Europeia como forma de apoio ao desenvolvimento de um sistema de transporte diferente para a Europa. “O objetivo é nos movermos no futuro dessa maneira”.

Essa especificidade é vista pelo E-Volo como uma das que podem trazer mais benefícios: “Sem a necessidade de construir estradas ou edifícios, o seu custo cai bastante. Esse modelo também pode ser muito útil em países onde não existe infraestrutura e em cidades muito congestionadas, como Shangai, Rio de Janeiro ou Cidade do México. Com efeito, já iniciamos conversas com elas”.

Outro aspecto que os especialistas acreditam que pode favorecer a chegada desses veículos é a facilidade com que eles serão dirigidos — a mesma de um carro atual. Diferentemente de um helicóptero, eles terão uma manipulação semelhante à de um grande drone, com quatro controles básicos: para cima, para baixo, à direita e à esquerda. Mike Jump, engenheiro da Universidade de Liverpool, já desenvolveu um simulador de voo para esse tipo de veículo, que já vem sendo utilizado pelo MyCopter: “Nosso sistema usou tecnologias de controle para que pilotos sem experiência de voo possam aprender em pouco tempo, menos de cinco horas, como controlar e conduzir o voo de um veículo como esse”. Esses simuladores não reproduzem em 100% a experiência real de voo, mas uma grande parte dela, já que incluem fatores como falta de visibilidade e turbulência.

O objetivo é chegar a uma regulamentação

Depois de todas as questões técnicas, surge a mesma dúvida: a população está preparada para os carros voadores? “Não, acredito que não. Reconhecemos que muita gente expressará surpresa e também negação. Precisaremos de um período de transição”, pondera Bülthoff. As recentes polêmicas de drones se chocando contra aviões ou de acidentes com carros sem condutor inquietam a população sobre as tecnologias que estão por chegar. “No caso dos drones talvez tudo tenha ido depressa demais e as pessoas não tenham tido tempo de aceitar isso, mas não acredito que se passe o mesmo com estes veículos. Queremos demonstrar que estas novas tecnologias também têm seus benefícios.”

Os desenvolvedores instam os Governos a manter a calma e lhes dar apoio. Reconhecem que o debate aberto por drones e carros como o da Tesla é benéfico para pôr o foco na necessidade de uma regulação que controle o tráfego e o funcionamento desses novos meios. O pesquisador do Max Planck garante: “A regulação é simplesmente nosso principal desafio. É preciso ter uma da mesma forma que os aviões têm as suas. Seria perigoso não ter”. Ainda assim, acrescenta que não vão poder voar por todas as partes. Há zonas sensíveis nas quais não será possível. Seu espaço de voo seria o mesmo que o do drone e sempre teria de estar sob supervisão de controladores.

Com uma data em mente: 2026, onde os veremos primeiro? Os peritos não chegam a um acordo. Enquanto o diretor do projeto do Volocopter afirma que será na Alemanha, já que é ali onde se deu o primeiro voo e vão continuar realizando os demais, Bülthoff tem mais esperança no continente asiático para o uso maciço, embora na Europa e Estados Unidos possam estar os primeiros early-adopters, aqueles que tiverem dinheiro suficiente. “Não sei exatamente onde, mas chegarão e poderemos dizer: a tecnologia conseguiu isto.”

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Casa do futuro tem eletrodomésticos controlados à distância

Casa do futuro tem eletrodomésticos controlados à distância

Internet das coisas permitirá que geladeira avise quando os alimentos acabam ou cafeteira que é acionada pelo alarme do celular

Já pensou em controlar a iluminação, a temperatura, a abertura de portas e cortinas, o sistema de vigilância eletrônica e o funcionamento de eletrodomésticos à distância, por aplicativos de celular ou um simples comandos de voz? Isso já é possível graças à Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), que conecta diversos aparelhos entre si.

Grandes empresas de tecnologia, como Google e Amazon, e fabricantes de eletroeletrônicos, como Samsung e LG, vem investido nessa tecnologia, que há alguns anos é apontada como tendência nas principais feiras do setor. Entre os lançamentos de 2018 no Brasil, o destaque foi uma nova linha de ar-condicionado e um closet inteligente que seca, esteriliza e passa as roupas, borrifando ar quente nas peças, ambos da LG. A marca ainda possui TVs, refrigerador, fogão e lava e seca inteligentes, que podem ser controlados pelo celular com um aplicativo próprio.

“A tecnologia está aí para facilitar o dia a dia”, diz Kati Dias, executiva de linha branca da LG. E os equipamentos prometem cumprir essa missão, como a geladeira que avisa quando os alimentos estão acabando, o fogão que vem com receitas pré-programadas, a televisão que pesquisa a trilha sonora de um filme por comando de voz no controle remoto e máquina de lavar que avisa quando há peça presa ou necessidade de manutenção.

Atualmente, eles funcionam de forma independente, pouco se comunicando entre si. Mas isso deve mudar. “A tendência é que os aparelhos fiquem cada vez mais conectados, permitindo monitorar a casa toda”, afirma a executiva da LG.

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Reinvenção do Celular em 2019: estas são algumas novidades

Reinvenção do Celular em 2019: estas são algumas novidades

O mundo dos smartphones pode se deparar com uma necessária reinvenção em 2019. Os fabricantes estão fazendo tudo o que podem para atrair um cliente que já parece ter perdido o incentivo para mudar de aparelho antes do tempo. Em média, o celular é trocado a cada 22 meses (de acordo com dados da Kantar nos Estados Unidos), um prazo inferior ao realmente necessário se nos ativermos à vida útil do equipamento. No entanto, este ritmo frenético de crescimento começou a se desacelerar por um duplo motivo, segundo os especialistas: por um lado, porque os mercados do Primeiro Mundo praticamente atingiram o nível de saturação; por outro, porque os consumidores deixaram de encontrar incentivos para renovar o celular, dada a ausência de novidades substanciais.

Mas os fabricantes (e as operadoras) podem influenciar o segundo motivo e esta batalha hercúlea tem sido preparada com a encomenda para o próximo ano de uma série de novidades que justificariam a troca de celular. Convém lembrar também que as marcas, diante de uma demanda cada vez menor em volume, se viram forçadas a aumentar o preço de venda de telefones celulares para manter as margens. Como resultado dessa estratégia, a Apple anunciou que deixará de informar o número de unidades vendidas de seu iPhone e se concentrará apenas no volume de faturamento.

Quais são as novidades que podem reverter essa tendência?

Celulares dobráveis

Este é possivelmente o maior efeito-trator que o mercado vê em 2019: tanto a Samsung como outras empresas do setor vão comercializar as primeiras unidades de um novo formato que tem boa perspectiva de se consolidar no mercado. Um celular que se carrega dobrado no bolso e é desdobrado na hora do uso oferece muitas vantagens e multiplica a utilidade do dispositivo. No entanto, o novo formato enfrenta desafios poderosos que ainda não abriram o caminho para este tipo de equipamento: 2019 será o ano da estreia oficial deste tipo de celular.

Telas perfuradas

O mercado exige celulares cada vez mais finos e compactos, e os fabricantes não sabem muito bem como resolver um problema de fabricação: o espaço dedicado no chassi para as câmeras, em especial a frontal, a das selfies. A Apple optou por uma solução controversa no iPhone X: o polêmico entalhe (notch), uma área inserida na tela frontal e que ocupa uma parte mínima na qual se localiza a ótica frontal. Esta solução foi considerada tosca pelos rivais e, nessa busca pelo minimalismo, o último grito consiste em integrar a câmera na tela através de um entalhe que ocupe espaço mínimo.

5G, a hipervelocidade

As novidades relacionadas ao hardware foram necessárias para incentivar um mercado um tanto entediado por ver sempre a mesma coisa, mas as operadoras desempenham um papel fundamental no que diz respeito à experiência do usuário. Nesse sentido, a próxima coisa que veremos será uma revolução absoluta na rede: o 5G. É uma evolução na rede atual, o 4G, que fará disparar a utilidade dos telefones celulares, mas, acima de tudo, a velocidade de conexão: o 5G é até cem vezes mais rápido que a rede anterior. Mas esta rede está muito mais bem preparada para a conhecida Internet das coisas e a conexão com múltiplos dispositivos será muito mais econômica, permitindo o uso de módulos mais baratos. O consumo da bateria será muito menor.

Câmeras incríveis à espreita

Você não será pego desprevenido se ficar sabendo que os celulares revolucionaram o mundo da fotografia e que, em 2017, estimativas indicavam que 85% das fotos do mundo foram tiradas de dispositivos móveis. Como as coisas estão, é compreensível que os fabricantes se esforcem para oferecer câmeras cada vez mais potentes e inteligentes. No primeiro caso, algumas marcas embarcaram em uma corrida louca por megapixels e, em 2019, veremos vários modelos atingirem a figura inimaginável de 48 MP, algo impensável há alguns anos. Em relação ao segundo, o Google e a Apple, especialmente o primeiro, mostraram ao mundo que a inteligência artificial é ótima para o mundo da fotografia móvel: em dispositivos como os Pixel da empresa Mountain View, quando se clica no disparador entram em ação uma série de processos nos quais a fotografia resultante é analisada e otimizada, contemplando todas as variáveis.

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Ano novo será histórico: Sonda New Horizons da NASA vai visitar Ultima Thule

Ano novo será histórico: Sonda New Horizons da NASA vai visitar Ultima Thule

Trata-se do objeto espacial mais distante do Sistema Solar que a humanidade alguma vez conseguiu alcançar.

As doze badaladas da passagem do ano para 2019 vão ser comemoradas com um sabor especial na NASA. É que a sonda New Horizons pode chegar finalmente a Ultima Thule (2015 MU69), considerado o objeto espacial mais longínquo que o Homem conseguiu alcançar, localizado para além da órbita de Plutão.

O mais curioso é que a sonda está a realizar uma missão para o qual nem foi concebida, já que foi lançada em 2006 em direção a Plutão, numa altura em que o Ultima Thule ainda não tinha sido descoberto. Apenas em maio de 2009 foi detetado, após os astronautas introduzirem uma câmara melhorada no telescópio espacial Hubble. Mas o corpo celeste foi finalmente fotografado em junho de 2014, descrito como uma “montanha” flutuante que orbita o Sol a mil milhões de milhas para lá de Plutão (e a quatro mil milhões de milhas da Terra).

Será o primeiro encontro da humanidade com este “novo mundo” marcado para o dia 1 de janeiro. Este contacto tem entusiasmado a comunidade científica que não sabe o que esperar: “Se soubéssemos o que esperar não estávamos a ir para Ultima Thule. É um objeto que nunca visitamos antes”, refere o investigador científico Alan Stern ao Business insider.

Segundo é explicado, Ultima Thule encontra-se numa zona chamada Cintura de Kuiper, uma região descrita como tendo uma luz solar tão fraca como a iluminação de uma Lua Cheia. Esta zona longínqua e gelada agrega os vestígios da formação do sistema solar, denominados por objetos da cintura de Kuiper (Kuiper Belt Objetcs – KBOs). Tal como Plutão, o Ultima Thule é um desses corpos que se juga estar em órbita há milhares de milhões de anos e que o seu estudo pode revelar como o Sistema Solar evoluiu para formar planetas como a Terra. É considerado uma espécie de “semente de planeta”.

Os cientistas consideram o corpo celeste como uma espécie de cápsula do tempo com 4,5 mil milhões de anos. É a primeira vez que assistem a um elemento que não é grande o suficiente para ter suporte geológico como um planeta, mas ao mesmo tempo nunca foi posto em perigo pelo Sol. Os cientistas afirmam que a passagem do New Horizons é o equivalente astronômico a uma escavação arqueológica no Egito. “É como abrir pela primeira vez o túmulo de um faraó e ver como era a cultura há mil anos atrás, mas aqui é nos confins do Sistema Solar”, afirma o investigador…

Se tudo correr bem, as primeiras imagens são esperadas no dia 1 de janeiro, cerca de 30 minutos depois da famosa “bola” ser lançada no Times Square, em Nova Iorque.

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Facebook e Netflix defendem-se e negam partilha de mensagens privadas de utilizadores

Facebook e Netflix defendem-se e negam partilha de mensagens privadas de utilizadores

A rede social menciona que trabalhou com quatro parceiros tecnológicos para integrar o serviço de messaging nas suas plataformas…

No rescaldo da polémica do Facebook ter entregado dados de amigos dos utilizadores a cerca de 150 tecnológicas, sobressaiu o acesso e leitura de mensagens privadas por plataformas como o Netflix e Spotify. O Facebook pronunciou-se sobre esta questão específica em comunicado oficial. Segundo a rede social, relativo à acusação de partilha de mensagens privadas das pessoas aos seus parceiros tecnológicos, a empresa refere que não é verdade.

O Facebook terá trabalhado de perto com quatro parceiros para integrar as funcionalidades de messaging nos seus produtos, para que os utilizadores pudessem enviar mensagens aos seus amigos, mas apenas se optassem por se autenticarem através da rede social. A empresa refere que são práticas comuns na indústria, ou seja, permitir que a Alexa da Amazon ou a aplicação de mail da Apple leiam os seus emails em alta voz.

Em relação ao Spotify, o objetivo era que os utilizadores enviassem mensagens a amigos a dizer o que estavam a ouvir, ou séries que estavam a assistir no Netflix, as partilhas de ficheiros no Dropbox, e até receber os recibos de transferências monetárias através da aplicação do Royal Bank of Canada. A rede social destaca que essas experiências foram discutidas publicamente e apenas funcionariam se as pessoas dessem autorização ao autenticar-se através do Facebook. Foram, no entanto, funcionalidades experimentais e que já foram desativadas há quase três anos.

A Netflix toma uma posição semelhante, e segundo uma nota oficial enviada para a redação do SAPO TEK, a plataforma de streaming refere que “ao longo dos anos procuramos diversas formas de tornar o Netflix mais social. Exemplo disso foi uma funcionalidade que lançamos em 2014, que permitia aos subscritores recomendar séries e filmes aos seus amigos do Facebook através do Messenger ou da Netflix”. A plataforma explica que a funcionalidade nunca foi muito popular e por isso foi descontinuada em 2015 (batendo com a declaração do Facebook).

A Netflix completa a sua declaração negando o acesso a mensagens privadas dos utilizadores do Facebook, e nem nunca foi pedida permissão para tal. O Facebook menciona igualmente que nenhuma empresa parceira leu as mensagens privadas ou escreveu para os amigos dos utilizadores sem a sua permissão.

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Tecnologias que mostram mecanismo do DNA nas células são ‘descoberta do ano’, diz Science

Tecnologias que mostram mecanismo do DNA nas células são ‘descoberta do ano’, diz Science

As novas tecnologias capazes de mostrar como o DNA envia um sinal a cada célula para que se desenvolva ao longo do tempo foram consideradas, nesta quinta-feira, a “Descoberta do Ano” 2018 pela revista americana Science.

Segundo os especialistas, estes métodos vão transformar a ciência nas próximas décadas, oferecendo uma visão cada vez mais precisa dos processos de envelhecimento, de cura e de doenças.

“Da mesma forma como uma partitura musical indica quando os instrumentos de corda, de sopro e de percussão têm que tocar para criar uma sinfonia, uma combinação de tecnologias mostra quando os genes de cada célula são ativados e dão o sinal às células para que desempenhem seu papel especializado”, afirmou a revista.

“O resultado é a capacidade de seguir o desenvolvimento dos organismos e dos órgãos com um nível de precisão impressionante, célula por célula, ao longo do tempo”, indicou.

Os métodos modernos se apoiam nos trabalhos do Nobel de Medicina de 2002, John Sulston, e de seus colegas, “que mapearam o desenvolvimento de um nematódeo, Caenorhabditis elegans, ao observar microscopicamente de forma cuidadosa como as larvas crescem célula por célula”, disse Jeremy Berg, editor das revistas do grupo Science.

“Com as tecnologias atuais, particularmente o sequenciamento paralelo de DNA em grande escala e a microscopia de fluorescência avançada, as células do Caenorhabditis elegans foram mapeadas novamente utilizando métodos de identificação, análise e montagem baseados no modelo de comportamento dos genes dentro de cada célula”, disse.

Foram publicados artigos este ano sobre como um verme plano, um peixe, uma rã e outros organismos começam a produzir órgãos e extremidades.

Os cientistas estão trabalhando arduamente no mundo todo para usar estas técnicas nas células humanas: a forma como envelhecem e se regeneram, assim como as alterações que causam câncer, diabetes ou outras malformações físicas.

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