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Velocipedo: Bateria de 8 KWH e uma velocidade máxima de 95 Km/h

Velocipedo: Bateria de 8 KWH e uma velocidade máxima de 95 Km/h

O mercado dos veículos elétricos tem vindo a crescer em diversos segmentos. Além dos carros elétricos, das scooters, das trotinetas, há empresas que têm feito um mix dos conceitos e apresentado veículos diferentes dos que existem atualmente no mercado.

A empresa espanhola Torrot apresentou recentemente na EICMA 2018 Milan Motor Show o novo Velocipedo, um veículo ágil como uma scooter, mas seguro como um carro.

Chama-se Velocipedo e será o novo veículo elétrico da empresa Torrot. Concebido para oferecer as mesmas vantagens de uma scooter elétrica, mas tem uma carroçaria mais segura e confortável.

O Velocipedo tem capacidade para transportar duas pessoas e chegará ao mercado com uma bateria de 8 KW podendo atingir uma velocidade máxima de 95 Km/h. Dos 0-45 Km/h este veículo demora apenas 5,5 segundos.

De acordo com as informações da própria empresa, o Velocipedo tem uma autonomia de 120 Km (com 5 baterias), sem sistema regenerativo, tem três modos de carga e estará disponível em várias cores.

Destaque também para o facto de ser um estilo scooter, com três rodas, mas de não existir a necessidade de os ocupantes usarem capacete. No entanto, os ocupantes devem usar cinto de segurança.

Este veículo elétrico é concedido na sua totalidade em Espanha e é composto por 5 baterias Torrot removíveis (que, na prática são 4+1, sendo uma adicional), com conetores Plug & Play. A carga máxima de transporte é de 390 Kg.

O Velocipedo dispõe ainda de uma app disponível para Android e iOS que permite a configuração e diagnóstico do veículo.

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O vício da tecnologia tem a mesma génese que os outros vícios

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Não é a tecnologia que cria viciados, mas são pessoas com alguma predisposição ou doença do foro psiquiátrico que se tornam viciados em jogos, redes sociais, etc. Esta é a conclusão que se tira da conversa “Can we battle back against tech addiction”, que decorreu no Web Summit, entre Sairah Ashman (Wolff Olins), Dam Til Wykes (Kings College London) e Michael Acton Smith (Calm).

“A internet e os jogos online em si não são uma adição. O que existe é uma predisposição em certas pessoas para a adição”, explicou Til Wykes, professora de psicologia clínica. Por isso considerou que “não são medidas restritivas que irão resolver o problema. Não há uma uniformização do vício dos jogos online, por exemplo. Nos países da Ásia a questão é mais preocupante do que no Ocidente”.

O criador da aplicação de meditação Calm, Michael Acton Smith, considerou que “as pessoas, principalmente as crianças, passam demasiado tempo fora do mundo real, no mundo digital, por isso é importante encontrar soluções que lhes permitam aprender algo positivo. E essa é uma responsabilidade nossa”.

Combater o vício digital através de uma aplicação parece contraditório, mas para este orador não há qualquer dúvida. “A tecnologia não é o problema, mas o uso que fazemos da mesma é que importa. Usar uma aplicação para meditar é tão válido como encontrar outra forma de meditação”.

A intervenção de Sairah Ashman centrou-se nos dados e na necessidade que as pessoas têm de saber como os dados estão a ser usados. “As empresas recolhem os dados, mas não os estão a usar para desenvolver aplicações ou conteúdos que ajudem as pessoas em termos de saúde e da promoção de hábitos saudáveis”.

E aqui chega-se à questão de saber se as empresas da área digital, por exemplo, os fabricantes de telemóveis, devam notificar os utilizadores do tempo que passam agarrados aos aparelhos. E não houve unanimidade. Se para Michael Acton Smith isso poderia ser uma mais valia para as outras duas oradoras não será tão importante.

“Tal como um viciado em álcool sabe que não deve beber e não o deixa de fazer só porque lhe dizem para o não fazer, também alguém com um vício digital não deixará de usar a tecnologia só porque recebeu um alerta para o estar a fazer de forma excessiva”, concluiu Til Wykes.

No final dependerá sempre da vontade de cada um deixar o vício, procurando ajuda para tal. Seja digital ou não.

O Web Summit 2018 decorreu entre os dias 6 e 8 de novembro e o SAPO TEK acompanhou por dentro toda a conferência. Veja ainda as melhores imagens captadas pela nossa equipe.

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