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Custo de energia para minerar bitcoin é mais que o dobro para obter cobre e ouro

Custo de energia para minerar bitcoin é mais que o dobro para obter cobre e ouro

Um estudo realizado pela Nature e publicado nesta segunda-feira (05) revelou que a quantidade de energia necessária para minerar um determinado valor em bitcoin é mais do que o dobro exigido para minerar o mesmo em cobre, ouro ou platina.

De acordo com a pesquisa, os dados sugerem que o ‘trabalho virtual’ que sustenta o bitcoin, ethereum e outras criptomoedas é mais parecido com a mineração real do que se poderia imaginar, disse o The Guardian, que também noticiou o assunto.

O estudo revela que para se ter 1 dólar de bitcoin vai precisar de aproximadamente 17MJ (megajoules) de energia, enquanto que para obter o mesmo valor em cobre, ouro e platina são necessários 4, 5 e 7 MJ, respectivamente.

[Joule é a unidade tradicionalmente usada para medir energia mecânica, também utilizada para medir energia térmica. No Sistema Internacional de Unidades, todo trabalho ou energia são medidos em joules. A unidade recebeu este nome em homenagem ao físico britânico James Prescott Joule.

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Armazenamento de energia? Será híbrido, elétrico e térmico

Armazenamento de energia? Será híbrido, elétrico e térmico

A modernidade, assente no alto consumo de energia, nas energias renováveis, têm o seu “calcanhar de Aquiles” no armazenamento. Como se guarda de forma intemporal a energia captada do sol, do vento ou de qualquer outra fonte renovável?

A questão tem preocupado especialistas e começam a surgir respostas “não convencionais”. Um sistema desenvolvido na Universidade de Tecnologia de Graz, Áustria, utiliza água como meio de armazenamento elétrico e térmico. Vamos conhecer esta curiosa abordagem tecnológica.

Um sistema desenvolvido na Universidade de Tecnologia de Graz utiliza água como meio de armazenamento elétrico e térmico. O armazenamento combinado de energia pode fornecer até 90% da nossa necessidade de energia sem emissões.

A ideia é simples: A equipa liderada por Franz Georg Pikl, um estudante de doutoramento do Instituto de Engenharia Hidráulica e Gestão da Água da University of Technology, em Graz, combina os benefícios comprovados da tecnologia de armazenamento bombeado e do armazenamento de energia térmica com a energia da água e funde-os numa “Estação de energia de armazenamento bombeado de água quente”.

Este novo sistema armazena e fornece energia elétrica, aquecimento e refrigeração conforme necessário.

Três componentes combinados

O primeiro elemento do conceito é a tecnologia de armazenamento bombeado, que vem sendo desenvolvido há mais de 100 anos.

Atualmente, é a forma mais confiável, eficiente e duradoura de armazenamento de eletricidade. Centrais hidroelétricas reversíveis são encontradas principalmente em países montanhosos, uma vez que exigem uma diferença de altura entre duas bacias, além de água suficiente.

Em tempos de alta produção de eletricidade, a água excedente bombeia a água da bacia inferior para uma bacia de nível superior. Com o aumento da procura de energia, a água desce novamente e impulsiona as turbinas que, por sua vez, produzem eletricidade.

Este princípio funcional move o investigador para “debaixo de terra”. Os sistemas de túneis subterrâneos atingem as diferenças de nível entre os dois reservatórios, que são necessários para geração de energia, independentemente da topografia. Isso minimiza os requisitos de espaço, simplifica a localização e facilita os procedimentos de aprovação necessários.

Mas o que torna este novo sistema de armazenamento híbrido especial é a possibilidade de usar água quente no sistema, usando comutadores de calor instalados em tanques subterrâneos.

A ideia é aquecer os tanques a 90° C através de energia renovável e, quando a procura de calor é alta, transmitir a energia térmica diretamente aos consumidores através das linhas de transmissão de aquecimento urbano. De um modo não muito diferente, o sistema poderia integrar estruturas de ar condicionado.

A combinação destes sistemas, como explica Pilk, resulta em fatores de eficiência de cerca de 80% para armazenamento de eletricidade e de calor, o que resulta num aumento significativo na energia total armazenada em comparação com a instalação em separado, enquanto se mantém a mesmo consumo de recursos.

Vantagens ecológicas e econômicas

Os estudos de viabilidade técnica e energética atestam este conceito de armazenamento híbrido com alta eficiência e custo-efetividade.

A conjugação de sistemas já muito eficientes com o armazenamento de energia elétrica e térmica, com eficiência de cerca de 80% cada, aumentam significativamente a rotatividade de energia com o mesmo uso de recursos em comparação com a implementação separada. Com esse centro de armazenamento de energia desenvolvido, várias fontes de energia renovável podem ser agrupadas por meio de infraestrutura de energia ligada à rede para atender aos desafios do setor de energia. Além disso, o sistema é caracterizado por uma alta rentabilidade. O período de retorno é menor do que com as centrais convencionais de armazenamento reversível.

Refere Pikl.

A abordagem ecológica também torna o projeto interessante: A central pode ser operada sem emissões, não consome espaço aberto e não interfere no balanço hídrico das águas naturais. Isso facilita a compatibilidade ambiental.

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O que vamos fazer com os robots? Depende daquilo que queremos

O que vamos fazer com os robots? Depende daquilo que queremos

Os robots vão substituir-nos em muitos papéis, mas temos mesmo de pensar se queremos transformá-los em “companheiros”. É que o bom da vida devemos guardar para nós (humanos). O conselho é de uma especialista em ética na área da inteligência artificial.

Foram várias as razões que estiveram na base do movimento robótico: “tornar os sistemas mais eficientes, fazer tarefas mais rápido, trabalhar de uma forma mais organizada”, mas estamos num momento em que devemos realmente pensar naquilo que queremos fazer com os robots que estamos a desenvolver.

“Queremos que as nossas crianças tenham amigos robots ou amigos humanos? A possibilidade de fazer a transição para a amizade existe, mas devemos fazê-lo? E como devemos fazê-lo?”, perguntou Aimee van Wynsberghe.

A cofundadora e presidente da Foundation for Responsible Robotics defende que podemos usar a tecnologia para acedermos ao mundo, mas não para substituirmos o contacto humano. “Criámos robots para termos mais tempo livre para fazermos as coisas que realmente importam, que têm significado para nós. Para estarmos com os nossos filhos, com os nossos pais, com as pessoas que são importantes”. Se dermos esse papel aos robots, “destas coisas que fazem parte da ‘vida boa’, que são éticas, que são as coisas com que nos preocupamos”, diz Aimee van Wynsberghe, “o que é suposto os humanos fazerem?”.

A sexualidade é outra dimensão importante e, para a professora de Ética e Robótica na Universidade Técnica de Delft, Holanda, estamos no momento perfeito para investigar outros aspectos e interesses na conceção de robots sexuais, hoje muito dominados “pela exploração pornográfica do corpo feminino”. Mas também aqui voltou a levantar algumas questões sobre a possibilidade do isolamento social aumentar e sobre a componente relacional em si. “O que é um relacionamento entre um humano e um robot? Com certeza não é uma interação recíproca, de empatia, apaixonada… Não estaremos a introduzir muita confusão para algumas pessoas?”.

Aimee van Wynsberghe garantiu que não é contra a possibilidade. “Não estou a dizer que devemos banir a tecnologia, estou a dizer que devemos investigar para descobrirmos a melhor forma de desenvolver a tecnologia, de a tornarmos disponível noutras formas e para aqueles que realmente beneficiam dela”.

Esta é altura “para inovar de uma maneira responsável” e isso passa por introduzir a ética na robótica. Nesse sentido a Foundation for Responsible Robotics está a desenvolver um “selo de qualidade” para aplicar a produtos robóticos. O objetivo é atestar que o produto está de acordo com as regras estabelecidas relativamente ao processo de fabrico, materiais usados, reciclagem ou mesmo ao GRPD.

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