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Mineração de bitcoin pode acelerar aquecimento global: Estudo

Mineração de bitcoin pode acelerar aquecimento global: Estudo

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Havaí (EUA) sugere que o Bitcoin sozinho tem o potencial para empurrar o aquecimento global e elevar a temperatura do planeta em 2ºC até 2034 devido ao consumo de energia elétrica na atividade de mineração.

O relatório publicado pela revista Nature Climate Change na segunda-feira (29) diz que essa mudança no clima pode acontecer caso as criptomoedas sejam adotadas no mesmo nível que outras tecnologias hoje amplamente usadas.

Katie Taladay, coautora do estudo, disse que atualmente já é difícil controlar emissores que alteram o clima, considerando o aumento da população e do consumo e a falta de vontade política. E agora ela diz que o Bitcoin é um problema a mais. “E então veio o bitcoin…”, relata a Forbes.

Um grande problema que surgiu com o bitcoin é o consumo de energia elétrica na atividade de mineração, necessária para a validação e funcionamento da rede. No entanto, há críticos ao relatório da Nature que acham que é imprudência divulgar um estudo como este.

Jon Koomey, que por mais de 20 anos foi cientista do Lawrence Berkeley National Laboratory (LBNL) da Universidade de Berkeley, Califórnia, EUA, refutou o estudo e disse que os cálculos do uso de energia do Bitcoin são complicados.

“Uma coisa que NÃO devemos fazer é extrapolar de forma imprudente. Nenhum analista conceituado deveria jamais extrapolar dessa maneira, nem os leitores de relatórios sobre esse assunto devem se enganar por esse erro bem conhecido”, disse Jon Koomey ao site Think Progress.

Um dos autores do estudo, o professor e pesquisador Camilo Mora, disse, segundo a Forbes, que no futuro pode ser que criem uma tecnologia que produza eletricidade sem agredir o clima. Mesmo assim ele não é a favor.

“Mas é possível que não. Estamos dispostos a apostar quando está em jogo a viabilidade do nosso planeta? De acordo com o World Energy Outlook (WEO) da Agência Internacional de Energia, entre 55% e 65% da eletricidade até 2040 ainda pode ser produzida por carvão, gás e petróleo. Portanto, a descarbonização da eletricidade é algo que devemos pressionar mais, mas a conversão completa ainda está longe”, disse Mora.

As emissões estimadas produzidas pelo Bitcoin no ano passado são de 69 milhões de toneladas métricas de CO2, diz o estudo. Mora chama os números de alucinantes.

“Essa é a fonte de preocupação para nós. Se esta tecnologia é tão insignificante e a ‘pegada’ é tão grande, você pode imaginar se essa ‘coisa’ decolar?”.

Ele ressaltou que enquanto o Bitcoin ganha popularidade, as demandas por energia aumentam drasticamente.

“Não temos uma única coisa – nem agricultura, nem transporte – que podemos dizer que em 20 anos poderia aquecer o planeta em 2 graus. Mas o Bitcoin pode”, acentuou o pesquisador.

Randi Rollins, que também endossou a pesquisa, disse que suas estimativas são bastante conservadoras, pois a energia necessária para resfriar as plataformas de mineração sequer foram levadas em conta.

O estudo sugere que a atividade de mineração para fins lucrativos poderia ser tão destrutiva para o planeta quanto minerar o próprio planeta em busca de lucro, opina a Forbes.

Como o estudo foi conduzido

De acordo com o relatório, os pesquisadores incorporaram métodos usados pela plataforma Digiconomist. Eles rastrearam a eficiência de energia do hardware usado para mineração de Bitcoin com a localização geográfica dos mineradores e suas emissões de CO2 da produção de eletricidade.

Um outro argumento, segundo a Forbes, é que o problema da demanda de energia que o bitcoin desencadeou já não é mais culpa da criptomoeda, mas da humanidade, por não acelerar uma transição para a energia renovável.

Tornar a mineração mais fácil não resolve

Os autores do artigo argumentam:

“A redução do carbono [da mineração] do Bitcoin não deve se basear apenas em alguns hardwares ainda a serem desenvolvidos, mas incluir modificações simples no sistema. Um exemplo é adicionar mais transações por bloco ou reduzir a dificuldade ou o tempo necessário para resolver o problema”, diz um trecho do relatório.

No entanto, segundo a Forbes, isso poderia potencialmente deixar a moeda mais vulnerável à falsificação. E se for mais fácil de resolver, mais mineradores iriam aderir à atividade, mantendo ou aumentando a ‘pegada de emissões’ à medida que a adoção aumentasse.

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120 milhões de contas do Facebook foram comprometidas e os dados estão à venda

120 milhões de contas do Facebook foram comprometidas e os dados estão à venda

Os problemas de segurança e de privacidade parecem não abandonar o Facebook. Depois de tudo o que se passou nos últimos meses, surge agora uma nova falha, que está a afetar 120 milhões de contas.

Para além destes dados, sabe-se que estão à venda mensagens privadas de 81 mil utilizadores. Será que tem alguma de utilizadores portugueses?

Este novo caso foi conhecido quando o grupo FBSaler propôs à BBC a compra da informação dos utilizadores, para provar que tinha conseguido roubar os dados. Segundo este meio de comunicação, as mensagens estão à venda, custando 10 cêntimos de dólar por cada conta.

Especula-se que este grupo seja de origem russa, mas que as contas comprometidas sejam de vários países, não se limitando ao país de origem. Sabe-se que existem contas de utilizadores dos EUA, do Reino Unido e até do Brasil.

A veracidade dos dados já foi confirmada, com a apresentação das mensagens a alguns utilizadores, que as reconheceram como sendo suas. Para além das mensagens, existem dados como os endereços de email e números de telefone dos utilizadores.

Desta vez, e segundo informações do próprio Facebook, a responsabilidade do roubo dos dados não é da gigante das redes sociais, mas sim de uma extensão usada no browser, provavelmente para gerir as contas e as próprias mensagens.

O Facebook já contactou as empresas que desenvolvem os browsers, para que a extensão seja removida das suas lojas e assim evitar a propagação do problema a muitas mais contas da maior rede social da Internet.

Não estando associada à recente quebra de segurança do Facebook, esta é mais uma prova de que dificilmente os dados dos utilizadores estão protegidos dentro do Facebook, sendo simples a um atacante aceder a eles, mesmo que através de terceiros.

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Sintetizador online Turtle.Audio ensina programação através da música

Sintetizador online Turtle.Audio ensina programação através da música

Pinte bolinhas, afine o tempo dos sons e outras variações e crie melodias baseadas num editor de programação à base de sons de sintetizador.

Há mais de 50 anos que as crianças aprendem a programar com a ferramenta Logo, que consiste em fazer uma tartaruga mover-se através de comandos, desenhando imagens que tornam o processo mais simples. Agora é possível aprender a compor música através de um sequenciador, via browser, inspirado nas noções do Logo com mecânicas de pintura. O projeto foi criado ao longo de dois anos pelo engenheiro informático Kyle Stetz.

O turtle.audio tem como objetivo ensinar a programar, por isso será preciso ler os tutoriais para executar algumas funcionalidades, mas facilmente pode-se criar algumas melodias sonoras pintando bolinhas no percurso do sequenciador.

https://twitter.com/kylestetz/status/1056619925081534465

Os utilizadores terão de programar o caminho da tartaruga para que esta circule, criando sons na sua passagem pelas bolinhas assinaladas. As diferentes cores correspondem a sons distintos, os quais pode intercalar para obter variações e ritmos diferentes. Pode inclusivamente desenhar diferentes caminhos e ter várias tartarugas a circular em simultâneo para melodias mais completas. Ao mexer na velocidade e outros filtros do sistema poderá ter diferentes variações melódicas.

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