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“Bitcoin foi ao fundo do poço e sobreviveu”, diz presidente da maior Bolsa de Valores do mundo

“Bitcoin foi ao fundo do poço e sobreviveu”, diz presidente da maior Bolsa de Valores do mundo

Jeff Sprecher, presidente da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) disse em um evento em Nova York, na terça-feira (27), que apesar do mercado em baixa, ele está confiante de que as criptomoedas sobreviverão.

“Francamente, sim”, disse ele ao ser questionado sobre o atual momento da criptoeconomia na conferência Consensus: Invest, conforme reportagem da CNBC.

No entanto ele frisou que, por ser um operador de bolsa, não é muito elegante ficar opinando sobre isso.

O presidente da bolsa nova-iorquina observou que o bitcoin ainda é o ‘barômetro’ pelo qual todas as outras criptomoedas são julgadas.

“De certo modo, o bitcoin foi ao fundo do poço e sobreviveu. Existem milhares de tokens que você pode argumentar que são melhores que ele, mas ainda assim ele sobrevive, prospera e atrai atenção”, disse ele.

Sprecher também é CEO da detentora da NYSE, Intercontinental Exchange (ICE), que está trabalhando em parceria com a Microsoft e a Starbucks para lançar, em janeiro, a Bakkt — o lançamento, previsto para dezembro, foi adiado para 24 de janeiro de 2019.

Futuros de Bitcoin

A nova companhia, cujo foco é facilitar futuros de bitcoin, tem como diretora executiva a também americana Kelly Loeffler, esposa de Sprecher, que o acompanhou na conferência.

A Bakkt fornecerá custódia e rastreamento de preço para o bitcoin, o que é regulamentado como uma commodity pela Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC) — projetada para ser livre de manipulação de mercado e fraude.

A Nasdaq, segunda maior bolsa de valores do mundo, também segue com o plano de lançar uma bolsa de futuros de Bitcoin no primeiro trimestre de 2019.

O maior desafio, no entanto, é conseguir satisfazer os critérios do reguladores americanos, em especial a CFTC. Uma vez que todos os requisitos forem contemplados, os contratos poderão ser lançados.

Tudo isso está pavimentando o caminho para a entrada em massa de investidores institucionais no mercado de criptomoedas.

“O que está acontecendo nos bastidores é que empresas têm sido formadas para criar infraestrutura e assim permitir a integração de uma categoria totalmente nova, que são os investidores institucionais”, disse Barry Silbert , fundador do Digital Currency Group.

Silbert ressaltou, ainda, que “nos bastidores ninguém diminuiu a velocidade”.

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Microsoft vai vender 100 mil HoloLens ao exército dos Estados Unidos da América

Microsoft vai vender 100 mil HoloLens ao exército dos Estados Unidos da América

A Microsoft mudou de forma radical a indústria quando mostrou ao mundo os seus HoloLens. Este capacete de realidade aumentada vem alterar de forma completa a interação com o mundo e com os computadores.

Focado principalmente na indústria, parece ter agora conseguido um novo espaço. A Microsoft terá conseguido um contrato com o exército dos EUA para a venda de 100 mil HoloLens.

As possibilidades de utilização do HoloLens são imensas e muito focadas na indústria. Dá espaço aos utilizadores para que estes tornem a sua experiência de utilização imersiva, ao mesmo tempo que conseguem ainda ter uma percepção e interagir com o mundo.

Um novo mundo de oportunidades para o HoloLens

Com estas capacidades, tornam-se a ferramenta perfeita para criar cenários de simulação e/ou de treino, sem que exista a necessidade de estar em ambientes reais e, em muitos casos, perigosos ou virtualmente impossíveis de aceder.

Foi precisamente com esta ideia em mente que o exército norte-americano estabeleceu um contrato com a Microsoft, para que o HoloLens seja usado em cenários de simulação, de treino dos soldados e até em cenários de guerra.

Um contrato muito importante para a Microsoft

Este contrato, que a Microsoft agora está a estabelecer com o exército dos Estados Unidos da América é avultado. Estima-se que poderá atingir um valor de 480 milhões de dólares, para a venda dos 100 mil HoloLens.

Para o conseguir, a Microsoft teve de bater alguns concorrentes bem conhecidos. Um deles foi a Magic Leap, muito mais virada para o mercado de consumo. A grande vantagem da Microsoft e do HoloLens é o seu foco na indústria.

Exército dos Estados Unidos da América tem versão especial

Sabe-se também que estes dispositivos que vão ser vendidos vão variar dos atuais HoloLens. Vão ter formas mais adaptadas aos campos de batalha e vão estar equipados com visão noturna e sensores de calor. A Microsoft espera fornecer já, em apenas 2 anos, mais de 2500 unidades deste equipamento.

As relações das grandes empresas tecnológicas com as forças militares têm-se estado a fortalecer, mesmo com toda a reação negativa de toda a opinião pública norte-americana e até dos funcionários destas mesmas empresas.

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Atendimento de qualidade para seu cliente

Atendimento de qualidade para seu cliente

Usar a tecnologia e treinar os vendedores são dois passos cruciais; 86% dos consumidores pagariam mais para ter uma boa experiência de compra

Para se adaptar ao novo perfil do consumidor, muito mais informado e exigente, as empresas precisam se preparar. Um levantamento feito pela Cisco aponta que 89% dos compradores deixaram de comprar em determinados varejistas após passar por experiências ruins de atendimento. Para esse cliente – 86% deles – vale pagar mais para ter uma boa experiência de compra. Porém, 30% das empresas da área têm uma postura reativa à transformação digital. Mudar esse pensamento pode ser crucial para o negócio: investimentos mais eficientes em tecnologia poderiam movimentar mais de US$ 506 bilhões em todo o mundo.

Tratar consumidores como números se tornou uma estratégia perigosa, já que esse tipo de pensamento exclui a personalização e não antecipa necessidades, como explica Roberto Kanter, especialista em varejo, serviços e tecnologias. “Antigamente, durante a expansão dos negócios, as empresas optavam pelo ‘ou’: ou vendiam de uma forma ou de outra. Com o avanço das tecnologias, esse modelo de negócios se tornou inviável e a inclusão de canais de venda ganhou espaço”, diz.

Consultor de TI e negócios, exemplifica com uma questão simples, a troca de produtos. “Você ganha um presente no tamanho errado, vai até a loja para trocar e passa por uma experiência infernal. O vendedor o atende mal, pois acredita que você não comprará mais nada e, assim, ele não ganhará comissão”, diz. Em atendimentos pela internet, as experiências podem ser ainda piores. “Você tenta achar um telefone ou email para entrar em contato com o varejista, mas não acha. Preenche um formulário eletrônico, espera três dias e nada acontece”, completa Hajjar.

Cultura de excelência 

Dois passos são cruciais para aprimorar a assistência ao consumidor: a cultura organizacional e o estabelecimento de processos com o uso da tecnologia. De acordo Hajjar, a corporação deve genuinamente atender bem o seu cliente e passar essa mensagem para todos os colaboradores. “As empresas têm que treinar todos os funcionários para atender de maneira personalizada, sabendo as preferências de compra do consumidor e como ajudá-los”, diz. Segundo ele, é importante também que gestores acompanhem e monitorem os colaboradores, garantindo o bom atendimento e sabendo o que fazer em cada caso.

A partir disso, vem a tecnologia para automatizar processos e criar instrumentos para que a equipe exerça um trabalho satisfatório. Assim, dois passos devem ser priorizados na transformação digital da empresa, de acordo com Hajjar. O primeiro é integrar os sistemas e os dados. O segundo é usar a tecnologia para fornecer um excelente atendimento ao cliente em qualquer canal  (telefone, internet, email, chat etc). Segundo ele, esses canais devem estar integrados, em uma experiência omnichannel, conceito que integra lojas físicas, virtuais e o comprador, misturando os mais diferentes meios de compra em um único contato.

Com base nisso, a integração entre o CIO e todas as áreas da empresa é fundamental, principalmente com as áreas de marketing, vendas e atendimento.

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Fortnite tem cinco vezes mais utilizadores do que em janeiro: são 200 milhões agora

Fortnite tem cinco vezes mais utilizadores do que em janeiro: são 200 milhões agora

O fenômeno da Epic Games tem conquistado cada vez mais fãs: em janeiro estavam registados 40 milhões e, agora em novembro, há mais de 200 milhões, muitos dos quais utilizadores regulares.

A Epic anunciou que, em novembro, chegou aos 200 milhões de utilizadores registados. Embora alguns tenham sido utilizadores de uma única só vez ou pouco frequentes, muitos deles acedem ao jogo com regularidade. Recentemente, a editora anunciou ter conseguido ter mais de 8,3 milhões de jogadores em simultâneo.

O fenômeno está a tornar-se viral e conta com referências em locais tão díspares quanto a série The Big Bang Theory, no programa Saturday Night Live ou mesmo por jogadores de futebol. Este aumento de popularidade deve-se ainda à disponibilidade mais alargada: em abril, um lançamento mais alargado para iOS, em junho, a chegada à Switch, e nos últimos meses, a expansão alargada a mais dispositivos Android, lembra o Engadget.

A Epic pretende manter o interesse dos jogadores, como modos de tempo limitado, organização de torneios de e-sports com atrativos prémios monetários e outras iniciativas. O objetivo é manter o crescimento da base de utilizadores e “obrigar” os jogadores a jogarem mais frequentemente.

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Empresa brasileira de arbitragem de Bitcoin cria operação para impedir golpes

Empresa brasileira de arbitragem de Bitcoin cria operação para impedir golpes

A empresa AnubisTrade, especializada em arbitragem com criptomoedas, foi vítima de estelionatários no último mês. Os scammers utilizaram o nome da plataforma para dar golpes em clientes e potenciais clientes da empresa e o prejuízo totaliza cerca de R$20 mil.

O caso, que está sendo acompanhado pela 4ª Delegacia de Polícia especializada em Delitos praticados por Meios Eletrônicos, consiste em golpes de estelionato por meio de redes sociais, pelas quais os criminosos oferecem às pessoas serviços inexistentes com promessas de altos lucros.

Os estelionatários usavam o nome da empresa e de seus dirigentes e grande parte dos golpes ocorria via Telegram.

Matheus Grijó, CEO da AnubisTrade, disse que a empresa está dando todo o suporte jurídico as vítimas por meio de seu advogado Alexandre Bandarra e que há “um perito de rastreio em Blockchain que já auxilia a polícia em crimes deste tipo”. Mas por questão de segurança não revelou o nome desse profissional.

Bandarra, o advogado da plataforma, afirmou que o prejuízo contabilizado até agora foi algo em torno de 1,22 Bitcoin, o que poderia chegar a quase R$20 mil. Num dos casos, o cliente chegou a ter o prejuízo de 0,5 bitcoin.

Bandarra afirma que em relação a um caso específico, o scammer foi bastante inteligente, se passando poro Matheus Grijó, criando um Telegram e Messenger idênticos ao do empresário, e perguntando à vítima como estava funcionando a plataforma e se tinha alguma crítica.

Ladrões de bitcoin

Essa estratégia foi feita para conquistar a confiança da vítima. Bandarra afirma que a vítima nesse caso “tinha acabado de enviar um valor para conta dela” e comentou isso com o golpista que acabou pedindo “um print da confirmação e o e-mail cadastrado pois ele iria agilizar o depósito para entrar em operação o mais rápido possível”.

Depois de ter posse de todos os dados desse cliente, o estelionatário se passou por esse cliente e chegou a conversar com Grijó “informando que havia criado a conta, feito o depósito porém esse ainda não tinha caído”, afirma o advogado.

Nisso, diz Bandarra, que o próprio Grijó caiu no golpe e “confirmou que o depósito já havia sido identificado e enviou um print da confirmação do depósito para o scammer”.

“O criminoso então pegou esse print, enviou para a vítima para ganhar credibilidade, e posteriormente ofereceu um outro produto de maior rendimento e limitado. Mesma história dos prints. Nesse caso, como o scammer obteve dados que só nós teríamos acesso utilizando os dados da vítima, nós a ressarcimos”, disse.

Bandarra afirma que está montando um dossiê com todos os dados que possam auxiliar com a investigação e aconselha as vítimas a registrarem o “Boletim de ocorrência por estelionato, e nos envie o protocolo do BO para que possamos levar todos os dados junto com o dossiê até a delegacia de crimes cibernéticos”.  Até o momento apenas uma vítima levou o caso à polícia.

Para se prevenir

Por meio de nota, a empresa informou que ninguém da sua equipe “irá contatar você em suas redes sociais ou aplicativos de mensagens” e que todos os seus produtos “são oferecidos exclusivamente via plataforma oficial no endereço http://anubis.website”.

“Devido à grande quantidade de tentativas e golpes, a equipe Anubis retirou qualquer tipo de suporte ao usuário feito fora da plataforma. Assim, todas as dúvidas e dificuldades técnicas devem ser sanadas via canal oficial dentro da plataforma”.

A equipe da empresa de criptomoedas , na mesma nota, aconselha  aos investidores sempre desconfiar “de toda e qualquer oportunidade única de investimento” e que nunca envie valores para aqueles que “fizerem contato privado oferecendo este tipo de produto. Pois, quase a totalidade desses casos são golpes: crime de estelionato (art. 171 do Código Penal).”

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Dragon Age 2 e Never Alone chegam ao serviço Xbox Games With Gold em dezembro

Dragon Age 2 e Never Alone chegam ao serviço Xbox Games With Gold em dezembro

Foram revelados os jogos disponíveis gratuitamente para os assinantes do serviço de Xbox Live Gold para o mês natalício.

A Microsoft revelou os jogos disponíveis para o mês de dezembro, para os utilizadores com subscrição ativa do serviço Live Gold. O destaque vai para Dragon Age 2, o aclamado RPG da BioWare, disponível entre o dia 1 a 15 de dezembro, nas versões Xbox One e Xbox 360. O jogo transporta os jogadores para um mundo de fantasia medieval, com uma história envolvente e cheia de decisões para tomar, apostando ainda no desenvolvimento das relações entre as personagens. A este mundo “tolkiano” não faltam monstros arrepiantes e dragões para enfrentar.

Durante todo o mês natalício os utilizadores da Xbox One podem fazer o download de Qube 2, um jogo de puzzles que os jogadores devem resolver de forma a progredir na história. Irá assumir o papel da arqueóloga Amelia Cross, que se vê presa num mundo alienígena.

Never Alone também estará disponível na Xbox One, mas a partir do dia 15 de dezembro, estendendo-se até meados de janeiro. O jogo foi criado em parceria com nativos do Alasca, oferecendo um deslumbre da cultura tradicional do povo Inupiat, no Ártico. Neste título, a personagem principal é uma criança, acompanhado de um pequeno lobo branco, num formato de plataformas e resolução de puzzles.

Por fim, Mercenaries: Playground of Destruction é o quarto jogo de oferta e está disponível entre o dia 15 de dezembro até ao final do ano, na Xbox One e Xbox 360. Este explosivo jogo baseado em mundo aberto, permite criar um grupo de mercenários e executar missões diversificadas, recorrendo a um vasto arsenal e diversos veículos para controlar.

De recordar ainda que os membros com Live Gold têm ainda até o dia 15 de dezembro para fazer o download de Battlefield 1.

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O monstro do Artigo 13 e o fim da Internet

O monstro do Artigo 13 e o fim da Internet

Foi no dia 12 de setembro que a Europa recebeu a notícia de que a Internet podia mudar, da forma como a conhecemos. O Parlamento Europeu aprovou, nesse dia, uma proposta de alterações significativas àquilo que são aos direitos de autor no mercado único digital, que ainda serão alvo de avaliação em janeiro do próximo ano, podendo sofrer alterações.

Nos últimos dias a campanha #SaveYourInternet, contra estas alterações, ganhou uma nova força com grandes YouTubers nacionais a declararem o “fim da Internet”, com grandes nomes ligados às gigantes da tecnologia a ameaçarem o seu afastamento da Europa… Mas há mesmo motivo para tanto alarmismo?

O FIM DO YOUTUBE …. Artigo 13

O meu canal vai ser apagado

VOU FICAR SEM O MEU CANAL!

O FIM DA INTERNET ! – ARTIGO 13

Estes são alguns dos títulos de vídeos publicados no YouTube que começaram a surgir nos últimos dias em Portugal. O que terá despoletado novamente este debate de forma tão intensiva foi um e-mail enviado pela plataforma a alguns dos mais influentes YouTubers a pedir para que estes falassem sobre o assunto.

Curiosamente, no domingo de manhã, acordo com uma mensagem no Messenger do Facebook do meu sobrinho de 12 anos a dizer:

É muito importante que vao ao facebook, instagram, twitter,… e escrevam #saveyourinternet

Na verdade, àquela hora pensei eu que era “Mais uma corrente do Facebook” e nem liguei… Mais tarde é que ele me explicou o significado do #saveyourinternet:

Em janeiro, se não nos manifestarmos, não vamos poder publicar nada no Facebook, no Twitter ou no YouTube que tenha marcas ou imagens, por exemplo, tens um vídeo com um boneco do Homem-Aranha atrás de ti e não vais poder publicar esse vídeo!

Realmente, a forma como os YouTubers se exprimem é alarmante, há relatos de pais que tiveram que acalmar os filhos em pranto no fim de ouvirem os seus ídolos a dizer que os seus canais vão acabar. A lei pode realmente mudar muitas regras, mas nem a Internet vai acabar, nem os produtores de conteúdo vão desaparecer!

Voltando ao e-mail enviado pelo YouTube, divulgado num desses vídeos, pode ler-se:

Imagine uma Internet na qual os seus vídeos já não podem ser vistos.

Imagine uma Internet sem os seus criadores favoritos.

Imagine uma Internet na qual novos artistas nunca são descobertos.

Isso pode acontecer na Europa.

O Artigo 13 faz parte de uma nova diretiva da União Europeia sobre os direitos de autor criada com o objetivo de proteger melhor a criatividade e de encontrar formas eficazes de os detentores dos direitos de autor protegerem o respetivo conteúdo online. Para que fique claro, nós apoiamos os objetivos do Artigo 13. No entanto, a atual proposta do Artigo 13 do Parlamento Europeu irá criar consequências não intencionais significativas.

Ameaça impedir milhões de pessoas na Europa de carregar conteúdos em plataformas como o YouTube. Os visitantes europeus perderiam acesso a milhares de milhões de vídeos em todo o mundo.

Ao aceder a este canal do YouTube apenas existe um vídeo em direto com a hashtag #SaveYourInternet e um outro vídeo de 53 segundo a explicar o que poderá acontecer na Europa se esta alteração for para a frente.

Mas afinal, o que é que diz no Artigo 13 que está a alarmar tanto a Internet e as gigantes da tecnologia?

Entenda o Artigo 13º e conheça também o Artigo 11º

Da proposta aprovada fazem parte os polémicos artigos 11.º e 13.º batizados, pelos críticos, de “link tax (taxa dos links)” e “upload filter (filtros de upload)”.

O Artigo 11º e a Taxa dos Links

Começando pelo mais simples, o Artigo 11º irá definir que as plataformas da Internet “que armazenam e facultam ao público acesso a grandes quantidades de obras ou outro material protegido carregados pelos seus utilizadores” devem ter acordos com os autores dos mesmos sobre a utilização de tais conteúdos ou outro tipo de material protegido.

Resumindo, se um criador de conteúdo web partilha links de outros criadores e com essa partilha vai ganhar dinheiro, então o primeiro vai ter que repartir os seus ganhos com o segundo. Aqui incluem-se os agregadores de notícias, como o Google Notícias, por exemplo.

Nesta questão “das partilhas” de links, os utilizadores comuns, em nada serão afetados, poderão continuar a fazer as suas partilhas livremente.

Artigo 11º
1. Os Estados-Membros fornecerão aos editores das publicações de imprensa os direitos previstos no artigo 2.º e no n.º 2 do artigo 3.º da Directiva 2001/29/CE, para que possam obter uma remuneração justa e proporcionada pela utilização digital das suas publicações de imprensa pelo serviço da sociedade da informação.

1a. Os direitos referidos no n.º 1 não impedem a utilização privada e não comercial legítima de publicações de imprensa por utilizadores individuais.

Ainda a reter deste artigo 11º e da sua proposta de alteração:

4. Os direitos referidos no n.º 1 expiram cinco anos após a publicação da publicação na imprensa. Este prazo será calculado a partir do primeiro dia de janeiro do ano seguinte à data de publicação. O direito referido no nº1 não é aplicável com efeito retroactivo.

O “Monstro” do Artigo 13º

Ao criar esta ironia não quero de todo desvalorizar a luta contra as alterações da forma como estão a ser conduzidas, porque enquanto criadora de conteúdo esta é também uma luta minha.

O que é importante, antes de qualquer tipo de alarmismo, é entender realmente o que as coisas querem dizer, o que vão mudar, quem vão afetar negativamente… e quem vai beneficiar delas. Há lobbies por detrás destas alterações? Arrisco-me a dizer que sim… Haverá quem tenha votado a favor e que não tenha consciência do que é que isto pode implicar? Isso, garantidamente.

Mas voltemos ao Artigo 13º e às suas alterações.

O Artigo 13º vem definir que devem existir mecanismos que impeçam o upload e publicação de material protegido por direitos de autor. Plataformas como o Facebook, YouTube, Twitter e Instagram, são exemplos de serviços que devem limitar a partilha de conteúdos que estão protegidos por direitos de autor.

Resumindo, o produtor de conteúdo que usar imagens, vídeos, músicas ou textos, de terceiros, que não tenha acordos de direitos de autor com estas plataformas, verá os seus vídeos automaticamente bloqueados. Na verdade, no YouTube já vemos isto a acontecer em casos esporádicos, a questão é que esta lei passará a ser mais abrangente ao nível das plataformas e mais restritiva ao nível do conteúdo.

No número 1 do Artigo 13º pode ler-se:

Sem prejuízo do artigo 3.º, n.ºs 1 e 2, da Diretiva 2001/29/CE, os prestadores de serviços de partilha de conteúdos online [leia-se, YouTube, Twitter, ou semelhantes] realizam um ato de comunicação ao público. Por conseguinte, devem celebrar acordos de licenciamento justos e adequados com os titulares de direitos.

Ou seja, são as plataformas que têm que celebrar os acordos com os titulares de direitos e não os criadores de conteúdo para essas plataformas.

No número 2:

Os acordos de licenciamento celebrados pelos prestadores de serviços de partilha de conteúdos online com os titulares de direitos para os atos de comunicação referidos no nº1 cobrem a responsabilidade pelas obras carregadas pelos utilizadores desses serviços, em consonância com os termos e condições estabelecidos no contrato de licenciamento, desde que tais utilizadores não atuem para fins comerciais.

2a. Os Estados-Membros devem prever que, quando os titulares de direitos não desejam celebrar acordos de licença, os prestadores de serviços de partilha de conteúdos online e os titulares de direitos devem cooperar de boa fé para garantir que obras protegidas não autorizadas ou outro material não esteja disponível nos seus serviços. […]

Continuando a perceber as alterações impostas, percebe-se que o utilizador comum, que não vai ganhar dinheiro com as partilhas, não será prejudicado. Vai continuar a poder partilhar a imagem do Shrek. Já o Pplware, no seu canal do YouTube monetizado, se a plataforma não conseguir um contrato com a DreamWorks, porque não é da sua vontade ver a imagem do seu desenho animado dissipado na Web, verá o vídeo bloqueado.

Caso o bloqueio do conteúdo seja injustificado, o criador terá que ter mecanismos para reclamar imediatamente de forma simples e acessível, segundo se pode continuar a ler no Artigo 13º. Para os criadores de conteúdo isto também já é algo conhecido, principalmente no YouTube, trazendo uma vez mais esta plataforma a exemplo.

Existem depois mais alguns aspetos legais e obrigações acarretadas aos Estados para garantia dos termos presentes na Diretiva e no Artigo 13º que podem ser consultados aqui na íntegra.

Estas alterações irão afetar não só os criadores de conteúdo na União Europeia, mas também os que estão fora que poderão ver os seus conteúdos bloqueados por cá, sem aviso prévio.

O lado negro para o consumidor

Nós, todos nós, criadores de conteúdo, detentores de direitos de autor, gestores de grandes produtoras, somos consumidores destas plataformas e destes conteúdos, tal e qual como qualquer outro utilizador da Internet.

Havendo uma restrição, é certo que seremos prejudicados na quantidade e, possivelmente, na qualidade de conteúdo online que vamos ter à nossa disposição… mas num mundo tão global e que se transforma de uma forma tão rápida, iremos, certamente, encontrar alternativas.

Há um lado da esperança?

No mundo justo, esta mudança deveria ser boa para todas as partes. Os criadores de conteúdo estão a esquecer-se que, provavelmente, são reféns de uma só plataforma e que, mais cedo ou mais tarde, o seu trabalho pode ser simplesmente “bloqueado”. Mas, enquanto criadores, irão certamente reinventar-se e arranjar alternativas para continuar a fazer aquilo que realmente fazem de melhor.

Os “prestadores de serviços de partilha de conteúdos online” estão evidentemente alarmados porque este bloqueio será nefasto para o seu negócio, enquanto que alguns grupos são continuadamente protegidos.

Seremos todos afetados com estas mudanças, que na sua essência, têm um bom intuito, proteger os Direitos dos Autores num mundo que ainda carece de legislação. No entanto, para fazer leis justas é necessário estar atento ao mercado e ouvir todas as partes.

O Artigo 13º não vai entrar em vigor em janeiro. Nessa altura este ainda será alvo de uma nova votação e avaliação podendo ser ajustado de forma profunda.

Depois disso, cada Estado-Membro ainda irá ter dois anos para transcrever a diretiva para a Lei Nacional.

Não partilhe desinformação, nem alarmismos! A Internet não vai acabar, ela está em constante mudança. Se a Diretiva seguir em frente, tal e qual como está escrita, os criadores de conteúdo não vão acabar nem ficar no desemprego, vão-se reinventar, vão-se adaptar às mudanças… O consumidor de conteúdo vai continuar a seguir as tendências. Sempre foi assim.

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O 5G vai chegar em 2019, mas qual vai ser o “primeiro smartphone 5G do mundo”?

O 5G vai chegar em 2019, mas qual vai ser o “primeiro smartphone 5G do mundo”?

A quinta geração de redes de telecomunicações está “ao virar da esquina” e promete velocidades “astronômicas” de internet. Muitas fabricantes de smartphones querem estar na linha da frente dos lançamentos e já há anúncios oficiais.

O 5G promete mudar o paradigma da tecnologia no futuro, seja a condução autónoma, a inteligência artificial, as casas e cidades inteligentes, os dispositivos IoT, e muitas áreas tocadas pela tecnologia. Obviamente que a velocidade da internet será o “combustível” para tudo funcionar, e neste caso pode chegar aos 20 Gbps, garantindo maior cobertura, até 500 quilómetros, e uma latência próxima de 1 ms. Já para não falar da possibilidade de ter cerca de um milhão de smartphones ligados por quilómetro quadrado.

Em Portugal já se testa 5G próximo de 1,5 Gbps e as operadoras estão na linha da frente para tirarem partido da tecnologia, podendo ser Aveiro a primeira cidade a garantir cobertura.

No que diz respeito a smartphones, que fabricantes e dispositivos já prometeram adiantar-se à próxima geração? Diversas empresas já manifestaram interesse no 5G e diferentes modelos preparados para advento poderão ser lançados já no próximo ano. Resta saber quem vai receber o título de “o primeiro smartphone 5G no mercado”.

A Huawei tem sido uma das fabricantes a manifestar interesse não só a estar entre os primeiros, como a ajudar nos alicerces da tecnologia 5G. Em Itália, por exemplo, a cidade de Bari, graças à sua tecnologia, foi a primeira a receber uma base 5G, baseada no standard para uso comercial, prometendo cobertura na cidade até ao final do ano. Este é um dos exemplos do compromisso da fabricante chinesa com a tecnologia, referindo que desde 2009 já investiu 600 milhões de dólares no 5G.

Como propostas de smartphones, a fabricante ainda não mostrou as suas cartas todas, esperando-se inicialmente que a próxima geração do Mate, previsto para o primeiro semestre de 2019 seja o porta-estandarte da empresa, isto se a explosão dos smartphones dobráveis não chegar primeiro. Foi Richard Yu, o CEO da Huawei que revelou durante o evento de lançamento do Mate 20 Pro, que estaria a trabalhar em telefones 5G dobráveis que pode ser uma das estrelas do Mobile World Congress do próximo ano. A Honor, subsidiária da Huawei, também poderá lançar uma versão modificada do Magic 2 preparado para a nova geração mobile.

A Samsung é um potencial candidato também a marcar posição na quinta geração, sobretudo pela sua liderança no fabrico de semicondutores, tendo já anunciado o fabrico dos chips de 7 nanômetros, que serão a base dos equipamentos 5G. Os circuitos vão ocupar menos 40% de superfície e consumir menos que os atuais de 10nm.

No que diz respeito a equipamentos, a família Galaxy S10 terá no seu modelo de topo, o representante para a entrada da fabricante sul-coreana no 5G. Ainda que sejam rumores, estes quase sempre batem certo com os anúncios oficiais da fabricante. Mais uma vez, os equipamentos podem surgir durante o próximo MWC.

É sabido que a LG gosta de um bom desafio tecnológico, e o título de ser a “primeira a lançar um 5G” poderá acontecer pelo menos nos Estados Unidos graças a uma parceria com a Sprint, segundo a Android Authority, e será suportado pelo novo chip da Qualcomm e modem X50. Não existe ainda nenhum smartphone anunciado, mas os especialistas apontam para um modelo LG G7 adaptado, ou a introdução de um eventual G8.

O negócio mobile da Sony já viu melhores dias, mas a gigante nipónica ainda não mandou a toalha ao chão e está no grupo das fabricantes que vai utilizar o novo chip da Qualcomm. Obviamente que para além dos dispositivos móveis, a empresa necessita de entrar no barco do 5G para alimentar o streaming do seu catálogo de filmes e videojogos na PlayStation 4, até porque os utilizadores continuam à espera do serviço PlayStation Now a funcionar a 100%. Quanto a equipamentos, nada de concreto, mas há muito que se fala de um eventual PlayStation Phone, que bem poderia ser um “rebrand” da sua linha Xperia, dadas as funcionalidades que tem vindo a “pedir emprestado” à sua consola doméstica.

A Lenovo, segundo o seu CEO Chang Cheng também vai ser “a primeira do mundo” a lançar um smartphone 5G, estreando o novo chip Snapdragon 855, que está em produção desde junho. A revelação de um modelo? Para já fica a intenção e a promessa de que na próxima MWC deverá haver grandes novidades. A fabricante também está a preparar um dos modelos da sua subsidiária Motorola para o 5G: o Moto Z3, lançado no verão. Trata-se de um equipamento modelar compatível com o módulo 5G previsto para o próximo ano. O smartphone poderá, no entanto, estar desatualizado na altura, abrindo caminho para o eventual Moto Z4, que está em produção com o nome de código Odin. Este novo flagship da fabricante deverá ter o novo processador Snapdragon 855.

A Nokia, ou melhor, a HDM Global também consta na lista de empresas a arrancar em 2019 o fabrico de dispositivos 5G com o novo chip da Qualcomm e o modem X50. Já a Nokia mantém uma posição muito importante nas infraestruturas de quinta geração, tendo obtido recentemente um financiamento de 500 milhões de euros junto do Banco de Investimento Europeu.

A Xiaomi lançou em outubro o Mi Mix 3, prometendo uma versão com suporte a 5G no início de 2019, juntando-se, claro, ao “fado” do primeiro dispositivo de quinta geração no mercado. Como curiosidade, é o único modelo concreto anunciado com 5G. E a guerra no território chinês está acesa, com outras fabricantes rivais a prometerem ter uma palavra a dizer. A OnePlus também tem parceria com a Qualcomm e pretende anunciar os seus planos para o 5G no início do ano. Poderá ser uma versão alterada do OnePlus 7, ou outro produto novo a ser revelado.

Já a Oppo prepara-se para um 2019 risonho em termos tecnológicos. Será também a “primeira a lançar um smartphone 5G”, alegando mesmo ter sido a primeira fabricante a ligar-se a uma rede 5G através de um smartphone, utilizando uma versão modificada do Oppo R15, como demonstra esta fotografia. E ainda pretende meter umas quantas cerejas no topo, tais como 10 GB de RAM e 250 GB de armazenamento interno do Oppo Find X e entrar na corrida dos smartphones dobráveis.

A Vivo também já se encontra a testar 5G com versões modificadas dos seus equipamentos, neste caso o Vivo Nex, equipado com um modem X50 da Qualcomm. A diferença concreta nos seus planos é que “não será a primeira fabricante” a lançar um 5G…

A HTC também está no grupo restrito de fabricantes a usufruir o novo chip da Qualcomm e a testar o modem X50. A empresa não anunciou um equipamento em concreto, mas necessita de uma solução viável, pois continua a perder o fôlego num mercado onde já deu cartas. A estratégia da fabricante poderá, no entanto, manter-se ligada à realidade virtual e beneficiar do 5G em futuros equipamentos Vive.

A ZTE poderá ficar para trás no comboio do 5G, tendo em conta a proibição dos Estados Unidos do grupo chinês comprar componentes norte-americanos durante os próximos sete anos. E neste caso, inviabilizar o acesso à tecnologia da Qualcomm. No entanto, a tecnológica chinesa poderá estar a construir a suaprópria solução 5G, previsto para o final de 2019, segundo a Android Authority.

Embora o lançamento de smartphones a acompanhar as tendências tecnológicas não seja propriamente a estratégia da Google, um eventual Pixel 4 com suporte 5G só ficaria bem à gigante de Mountain View. Mesmo que não tenha um equipamento, a empresa vai certamente querer demonstrar os seus serviços e tecnologias assentes em inteligência artificial, machine learning e cloud computing, e o 5G será chave no processo.

Por fim, ainda existem outras fabricantes que podem ver o 5G como uma oportunidade imperdível para o gaming. Neste campo podem entrar no mercado novas entradas do Razer Phone e do Asus ROG Phone, que poderiam beneficiar das rápidas ligações do 5G para oferecer jogos on demand via streaming. O que na prática poderia beneficiar qualquer fabricante, já que o processamento dos jogos é feito na cloud…

Certamente que vai ser possível saber mais novidades sobre smartphones e dispositivos 5G na próxima edição do CES, que decorre já durante os dias 8 e 12 de janeiro em Las Vegas, e depois no World Mobile Congress e Barcelona entre 25-28 de fevereiro. Só nessa altura, provavelmente iremos ficar a saber quem é a “primeira fabricante do mundo” a lançar um smartphone 5G.

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Apple continua indo mal na bolsa… A Microsoft está quase a apanhá-la

Apple continua indo mal na bolsa… A Microsoft está quase a apanhá-la

O mês de novembro não tem sido bom para a marca da maçã, que já terá afundado cerca de 23% do valor em Wall Street.

Parece que foi há muito tempo, mas foi em agosto que a Apple comemorava a marca de um bilião de dólares de valor na bolsa, sendo a primeira empresa americana a tornar-se uma “trillion-dollar-baby”. Desde então as coisas não estão fáceis para a empresa liderada por Tim Cook, que tem vindo a desvalorizar a um ritmo galopante, tornando-se a bandeira de um sector tecnológico que não está de boa saúde.

Embora não tenha sido apenas a marca da maçã a desvalorizar, mas também outras gigantes tecnológicas, a dona do iPhone revelou estimativas para o quarto trimestre fiscal que deixaram os investidores apreensivos. Apesar de estar a ganhar mais dinheiro com os novos modelos iPhone mais caros, a versão econômica do iPhone Xr foi muito desapontante, levando mesmo a fabricante a ponderar a sua continuidade.

Segundo adianta o Jornal de Negócios, a Apple desvalorizou 23% desde o início de novembro, coincidindo com o anúncio da quebra das vendas do atual trimestre. A empresa regista agora um valor de 828,64 mil milhões de dólares, ainda que na última sessão da bolsa tenha registado um aumento de 1,35% (174,62 dólares por ação).

A Microsoft, por outro lado, tem sido menos “penalizada” na bolsa, tendo encerrado a segunda-feira com um aumento de 3,30%, somando agora 822,89 de valor bolsista (e a valer 106,47 dólares por ação). Valor que ajudou a consolidar uma posição muito próxima da sua rival Apple. Durante a sessão desta segunda-feira a diferença do valor entre as duas gigantes foi de “apenas” três mil milhões de dólares.

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Cientista chinês alega ter criado primeiros bebes geneticamente manipulados

Cientista chinês alega ter criado primeiros bebes geneticamente manipulados

Um cientista chinês afirmou hoje que ajudou a criar os primeiros bebes geneticamente manipulados do mundo, gémeas cujo ADN He Jiankui disse ter alterado com tecnologia capaz de reescrever o ‘mapa da vida’.

A revelação foi feita pelo próprio em Hong Kong a um dos organizadores de uma conferência internacional sobre manipulação de genes que deve começar na terça-feira e, anteriormente, em entrevistas exclusivas à agência de notícias Associated Press (AP).

“A sociedade decidirá o que fazer a seguir”, argumentou na entrevista.

O cientista, He Jiankui, da cidade de Shenzhen, disse que alterou os embriões durante os tratamentos de fertilidade de sete casais, tendo resultado numa gravidez até agora.

Jiankui afirmou que o objetivo não é curar ou prevenir uma doença hereditária, mas tentar criar uma capacidade de resistência a uma possível infeção futura de VIH-Sida.

O cientista adiantou que os pais envolvidos não quiseram ser identificados ou entrevistados e não disse onde estes moram ou onde o trabalho foi realizado.

Não há confirmação independente da reivindicação de He Jiankui, que tão pouco foi publicada ou examinada por outros especialistas.

Alguns cientistas ficaram espantados ao terem conhecimento da alegação e condenaram-na com veemência.

É “inconcebível… uma experiência em seres humanos que não é moralmente ou eticamente defensável”, criticou um especialista em manipulação de genes da Universidade da Pensilvânia (Estados Unidos), Kiran Musunuru, e editor de uma revista de genética.

“Isso é prematuro demais”, declarou o diretor do Scripps Research Translational Institute (estado norte-americano da Califórnia), Eric Topol.

No entanto, um famoso geneticista, George Church, da Universidade de Harvard (estado norte-americano do Massachusetts), defendeu a manipulação de genes para combater o vírus do VIH-Sida, que apelidou de “uma grande e crescente ameaça à saúde pública”.

“Acho que isso é justificável”, defendeu Church.

Nos últimos anos, os cientistas descobriram uma maneira relativamente fácil de manipular genes. A ferramenta, chamada de CRISPR-cas9, torna possível alterar o ADN para fornecer um gene necessário ou desativar um que esteja a causar problemas.

Só recentemente foi tentado em adultos para tratar doenças mortais, mas as mudanças estão confinadas a essa pessoa. A manipulação de espermatozoides, óvulos ou embriões é diferente, já que as alterações podem ser herdadas. A China proíbe a clonagem humana, mas não especificamente a manipulação de genes.

Jiankui estudou nas universidades de Rice e Stanford nos Estados Unidos antes de regressar à terra de origem para abrir um laboratório na Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul da China, em Shenzhen, onde também tem duas empresas de genética.

Um cientista norte-americano garantiu ter trabalhado com Jiankui nesse projeto. Trata-se de um professor de física e bioengenharia, Michael Deem, que foi seu conselheiro na Universidade de Rice, em Houston. Deem também detém “uma pequena participação” nas duas empresas de Jiankui, disse.

O investigador chinês referiu que praticava a manipulação genética de ratos, macacos e embriões humanos no laboratório há vários anos e solicitou patentes sobre a sua metodologia.

He Jiankui acrescentou que optou por testar a manipulação genética de embriões para o VIH, porque o vírus é um grande problema na China.

O cientista tentou desativar um gene chamado CCR5, que forma uma porta proteica que permite que o VIH, o vírus que causa a Sida, entre numa célula.

Todos os homens do projeto tinham VIH, enquanto que todas as mulheres não, mas a manipulação genética não visava evitar o pequeno risco de transmissão, explicou.

Os pais tiveram as suas infeções profundamente reprimidas por medicamentos padrão para o VIH e existem maneiras simples de evitar que infetem descendentes que não envolvem a alteração de genes.

Em vez disso, a intenção era oferecer aos casais afetados pelo VIH a hipóteses de terem um filho que pudesse ser protegido de um destino semelhante.

He Jiankui recrutou casais através de um grupo de defesa de casos relacionados com o vírus da Sida, Baihualin, que tem a sua sede em Pequim.

O seu líder, conhecido pelo pseudónimo “Bai Hua”, afirmou à AP que não é incomum na China que pessoas com VIH percam empregos ou que tenham problemas para obter assistência médica se as infeções forem divulgadas.

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