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Facebook corta o acesso a dados a centenas de milhares de aplicações

Facebook corta o acesso a dados a centenas de milhares de aplicações

Na sequência do escândalo da Cambridge Analytica, o Facebook alterou as regras para que programadores e aplicações tivessem acesso aos dados dos utilizadores. Quem não seguiu o novo processo, está a deixar de ter acesso.

Facebook anunciou que está a cortar o acesso aos dados dos utilizadores a centenas de milhares de apps. Durante a conferência F8 para developers, em maio, a empresa tinha anunciado um novo processo de revisão, que passa pela assinatura de novos contratos sobre a recolha de dados e pela verificação de autenticação das aplicações e criadores. O prazo estabelecido na altura foi o dia 1 de agosto e a empresa está mesmo a cortar o acesso a quem não cumpriu as novas políticas, noticia o The Verge.

A decisão de revisão Facebook foi tomada depois de ser revelado que a Cambridge Analytica obteve acesso a dados de mais de 87 milhões de utilizadores. A rede social de Zuckerberg revelou depois que várias apps tinham o mesmo nível de acesso, embora muitas estivessem já desativadas. Estas aplicações têm acesso à API do Facebook, o que lhes permite aceder aos dados em questão.

«Encorajamos que as apps que ainda estão ativas e que não tenham sido submetidas a revisão, que o façam agora», explica Ime Archibong, vice-presidente de parcerias de produto do Facebook. A empresa compromete-se a analisar todos os pedidos que lhe cheguem e que estejam completos com a informação solicitada.

Enquanto as apps estiverem a ser sujeitas a esta revisão, os programadores vão poder manter o acesso à API. Caso sejam verificadas as condições exigidas pelo Facebook, os acessos vão manter-se.

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CEO de “mineradora” de Bitcoin desaparece com US$ 35 milhões; golpe é semelhante ao da Minerworld

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O diretor executivo de uma “mineradora” de criptomoedas do Vietnã chamada Sky Mining está desaparecido desde a última quinta-feira (26). De acordo com a mídia local VN Express, Le Minh Tam partiu para os Estados Unidos e levou consigo aproximadamente US$ 35 milhões, oriundos de investimentos em mineração de bitcoins.

A mineradora, localizada na cidade de Ho Chi Minh, o maior centro financeiro do Vietnã, possui outras repartições. Um dos escritórios, localizado no distrito de Phu Nhuan, foi encontrado vazio por pelo menos 20 clientes que procuravam por informações.

O local estava fechado e com placa de aviso de encerramento de atividade. Revoltados, eles procuraram polícia.

Outra informação foi a da descoberta do desaparecimento de 600 máquinas de mineração que ficavam em outra cidade próxima, Bien Hoa, na província de Dong Nai.

Segundo informações coletadas pela rede de notícias, os equipamentos foram levados por um grupo de supostos funcionários do setor de manutenção.

O vice-presidente da empresa, Le Minh Hieu, disse que convocou uma reunião e criou provisoriamente um Conselho com 16 pessoas com o objetivo de calcular os ativos remanescentes da Sky Mining e apoiar os investidores.

De acordo com Hieu, Tam levou todo o dinheiro da empresa e de seus investidores. Ele disse, ainda, que não sabia muitos detalhes sobre os criptoativos da organização, já que o desaparecido é quem gerenciava diretamente as plataformas de mineração e armazenamento.

À polícia, Hieu disse que ele e sua família estão sendo ameaçados:

“O conselho colaborou com a polícia e mostrou evidências de que não somos culpados”.

Ao VN Express, o vice-presidente desabafou:

“Somos vítimas também”.

Empresa é semelhante à Minerworld

Na internet a empresa se apresentava como mineradora de criptomoedas e vendia planos que, segundo ela, o dinheiro era para comprar equipamentos de mineração.

Para se tornar um ‘sócio’, os investidores precisavam pagar entre US$ 100 e US$ 5 mil. Os equipamentos eram, então, comprados e levados para várias localidades onde a empresa operava.

A Sky Mining prometia que, após 12 meses, os investidores receberiam, além do valor investido, até 300% de lucro.

A empresa dizia ser a maior do Vietnã e promovia inúmeros eventos. Ela também pagava comissão a pessoas que trouxessem mais investidores para sua ‘base de negócios’.

Pedido de desculpas via Facebook

Le Minh Tam ‘deu as caras’ na última quarta-feira (25), mas foi via rede social. Ele publicou uma nota em um grupo do Facebook pedindo desculpas por “tudo”.

Ele disse que o mercado era imprevisível, a recompensa da mineração havia caído drasticamente e a lucratividade estava muito baixa. Ele foi bem claro:

“Meu último recurso é ficar escondido do público para proteger minha vida”.

Tam também pediu aos clientes que procurassem a empresa para recuperar o capital que investiram e que depois disso ele iria decretar falência. Porém, os escritórios já estavam vazios.

Tam fez ‘live’ via Telegram há dois dias

No último domingo (29), o executivo fez uma ‘live’ via Telegram que, segundo ele, era para tranquilizar os investidores que estão se sentindo lesados e que a empresa voltará a funcionar nesta semana, relatou o site local News Zing.

No vídeo, Tam disse que está doente e que está se tratando. Ele afirmou também que “não está fugindo para nenhum lugar”. O local onde ele gravou o vídeo sugere um luxuoso quarto de hotel.

Outro golpe foi descoberto em abril

Outra empresa na mesma cidade, a Modern Tech, deu um golpe de aproximadamente US$ 650 milhões. Os escritórios da organização que ‘trabalhava’ como suposta pirâmide financeira foram invadidos por muitos clientes que se sentiram lesados e exigiam ressarcimento.

A empresa, que foi fundada em 2017 por um grupo de oito pessoas, e com apenas US$ 4,4 milhões de capital inicial, também oferecia lucros completamente fora da realidade, chegando a 48% num período inferior a 4 meses.

Até o momento, os representantes da Modern Tech não responderam às acusações e seus fundadores permanecem incomunicáveis.

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