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Cinco previsões para a Internet das Coisas

Cinco previsões para a Internet das Coisas

Em 2017, foi possível acompanhar a evolução das conexões entre máquinas, que passaram a ser adotadas em grandes empresas brasileiras, como bancos, operadoras de telefonia e, principalmente, varejistas.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil fechou o mês de outubro de 2017 com 14,8 milhões de conexões máquina a máquina (M2M), usadas em diversas aplicações. Isso representa um crescimento de 20,1% quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

Segundo Gabriel Dias, PhD em IoT e líder de projetos da Semantix, o ano de 2018 será especialmente relevante para a consolidação da tecnologia.

O especialista listou cinco previsões que devem permear esse tipo de conexão nas suas mais diversas aplicações. Confira.

  1. 1. Soluções de IoT para área rural e indústria de base irão despontar no Brasil

O primeiro grande fator de impacto nas tendências do ano que vem é o Plano Nacional de IoT, elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O documento apontou que os setores rurais, sustentados pelo agronegócio, e as indústrias de base possuem uma alta capacidade de desenvolvimento, uma vez que são responsáveis por grande parte do PIB nacional. Podemos esperar programas de investimento do BNDES que incentivem novos negócios na área agrícola e nas indústrias de base.

  1. 2. Serviços baseados em IoT melhorarão a experiência do cliente

Com a chegada de novos dispositivos e serviços no mercado brasileiro, grandes empresas investirão no marketing para melhorar a experiência dos clientes do varejo. Por exemplo, ao chegar em um estabelecimento, o cliente poderá receber um alerta sobre a promoção de um produto que ele demonstrou interesse quando visitava a loja virtual.

  1. 3. As leis europeias deverão permitir a comercialização de dados IoT

Quase metade dos analistas de dados de empresas americanas dizem que já comercializam seus dados, enquanto que apenas 35% da França e 38% da Alemanha o fazem. Reconhecendo este atraso, a Comissão Europeia emitirá orientações para incentivar o uso de tecnologia avançada e estimular a economia de dados. Incentivado pelo avanço europeu, o Brasil deverá evoluir com o projeto de lei PL 5276/2016, que trata da comercialização de dados pessoais.

  1. 4. Os wearables ainda não serão adotados por todos

Em 2018, os dispositivos vestíveis – ou wearables – irão crescer. Mas ficarão ainda longe de uma adoção completa. De acordo com a consultoria Gartner, serão comercializados cerca de 347 milhões desses dispositivos em todo o mundo. Até 2021, esse número ultrapassar os 500 milhões. No entanto, a Forrester Research, através de um relatório publicado em Novembro, prevê que, diferente dos aparelhos celulares, os relógios inteligentes, o mais difundido dos wearables, ainda devem ficar restritos a um grupo restrito de pessoas. No Brasil, os valores dos smartwatches ainda são altos e as vendas ainda são modestas, mas já existem opções que começam a ficar mais comuns nos grandes centros urbanos.

  1. 5. A adoção de IoT baseada em Blockchain aumentará 5%

blockchain, tecnologia usada para processar as transações das criptomoedas, como o Bitcoin, ainda não está pronto para implantações em larga escala que exigem confiabilidade, estabilidade e integração com a infraestrutura tecnológica existente. Mas, ideias promissoras estão começando a surgir e a evolução das tecnologias impulsionarão a adoção de Blockchain em 2018.

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Desemprego atinge mais de 12 milhões de brasileiros

Desemprego atinge mais de 12 milhões de brasileiros

O índice de desemprego no Brasil atingiu 12,2% no trimestre encerrado em janeiro de 2018. Isso significa que 12,7 milhões de pessoas estão desocupadas no País. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), por meio da pesquisa Pnad Contínua.

O desemprego ficou maior do que o registrado no trimestre encerrado em dezembro, quando a taxa foi de 11,8%, mas permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, quando a taxa também foi de 12,2%. O número, no entanto, está abaixo da taxa registrada no trimestre encerrado em janeiro do ano passado, de 12,6%. O índice de desemprego calculado pelo IBGE é uma média móvel trimestral, divulgada mensalmente. Isso significa que o resultado de janeiro se refere ao período entre novembro de 2017 e janeiro de 2018.

Efeito sazonal

Para o IBGE, o índice de desemprego só não continuou em queda no trimestre encerrado em janeiro por motivos sazonais. “A gente teve duas quedas seguidas na taxa de desocupação [em relação ao trimestre anterior]. Isso significa que houve uma melhora no mercado de trabalho. Mas, quando chega em janeiro deste ano, você tem uma estabilidade. Se não fosse o período sazonal, a expectativa era de que a taxa tivesse caído pela terceira vez”, disse o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

“Janeiro é um mês em que tem dispensa de trabalhadores, mas não aconteceu. Então, pode ter havido dispensa e ao mesmo tempo novas contratações”, explicou. O índice de desemprego calculado pelo IBGE é uma média móvel trimestral, divulgada mensalmente. Isso significa que o resultado de janeiro se refere ao período entre novembro de 2017 e janeiro de 2018.

Sem carteira assinada

De acordo com o levantamento, a população ocupada aumentou em mais de 1,8 milhão de pessoas em relação a janeiro do ano passado. Deste total, 986 mil são trabalhadores por conta própria.
O número de trabalhadores sem carteira assinada aumentou em cerca de 500 mil na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

“A gente tem que dar conta que esse crescimento da população ocupada] que aconteceu foi pelo trabalho informal. Desse 1,8 milhão que cresceu, parte expressiva é do mercado informal”, ressaltou. Azeredo destacou que apenas 317 mil postos de trabalho criados podem ser considerados efetivamente formais, já que foram contratações do serviço público. Outros 180 mil são de novos empregadores. O restante indica trabalho informal, sendo 986 mil novos trabalhadores por conta própria, 581 mil novos postos sem carteira de trabalho assinada, 267 novos trabalhadores domésticos e 79 mil trabalhadores familiares auxiliares.

Segundo Azeredo, há uma redução significativa da queda do número de trabalhadores com carteira assinada. O contingente de pessoas ocupadas em empregos formais é estimado em 33,3 milhões em janeiro – uma queda de 1,7% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, o que significa uma perda de 562 mil empregos formais. “O mercado continua perdendo carteira de trabalho assinada”, enfatizou Azeredo.

Rendimento

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.169 em janeiro. Segundo o IBGE, esse valor permaneceu estável na comparação com janeiro do ano passado, quando foi de R$ R$ 2.135. Já a massa de rendimento real habitual teve alta de 4,4% nesse período, chegando a R$ 193,8 bilhões.

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Bill Gates Diz que Criptomoedas Estão Diretamente Causando Mortes

Bill Gates Diz que Criptomoedas Estão Diretamente Causando Mortes

Bill Gates causou polêmica na noite passada ao afirmar, durante um AMA (Pergunte-me qualquer coisa, em tradução livre) no Reddit.

Gates inciou o tópico afirmando estar feliz por estar realizando essas série de perguntas e respostas pela sexta vez. Também se apresentou como co-presidente da fundação Bill & Melinda Gates, além de publicar uma prova de que era ela mesmo.

A confusão começou quando um usuário fez a uma pergunta sobre a sua opinião em relação às criptomoedas.

Sua resposta foi:

A principal característica das moedas criptográficas é o anonimato delas. Eu não acho que isso seja bom. A capacidade dos governos em encontrar a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal e o financiamento do terrorismo é uma coisa boa. Agora, as moedas criptográficas são usadas para comprar fentanil e outras drogas, por isso é uma tecnologia rara que causou mortes de maneira bastante direta. Eu acho que a onda especulativa em torno de ICOs e criptomoedas é super arriscada para aqueles que investem no longo prazo.

Os pontos positivos do anonimato e a libertação das moedas apoiadas pelo governo que estão configuradas para eventualmente falharem como vimos na Venezuela recentemente, foram transformadas e usadas como negativas por Gates.

Naturalmente, a cripto comunidade não ficou impressionada com essa resposta.

As reações no Twitter imediatamente começaram a dissecar a resposta em termos semânticos e técnicos.

Esta não é a primeira vez que Gates criticou criptografia por falta de transparência.

Passado

Durante outro AMA em 2014, ele comentou que a Fundação Bill & Melinda Gates estava trabalhando em uma forma digital de dinheiro, mas “ao contrário do bitcoin, não seria anônimo”.

No entanto, naquela época, ele era muito mais otimista sobre o bitcoin, dizendo que “bitcoin é melhor do que moeda, na medida em que você não precisa ficar fisicamente no mesmo lugar e, claro, para grandes transações, a moeda pode ficar bastante inconveniente”.

Ele foi mais cauteloso em 2015, dizendo que, enquanto via o potencial nas criptomoedas como bitcoin para causar um enorme impacto, ele não pensava que o bitcoin se tornaria um sistema de pagamento do futuro.

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A realidade aumentada possibilitou aos criadores de videogames fazerem uma menina morta do filme “O Chamado” realmente sair de uma TV, deixando as pessoas de cabelo em pé.

A realidade aumentada possibilitou aos criadores de videogames fazerem uma menina morta do filme “O Chamado” realmente sair de uma TV, deixando as pessoas de cabelo em pé.

O ambicioso programador Abhishek Singh tornou a icônica cena em realidade através do aplicativo da Apple chamado ARKit.

Em um vídeo que Singh postou no seu canal do YouTube nesta quarta-feira (21), Samara, a menina morta da película, sai lentamente de dentro da tela e continua andando, desta vez atrás do programador, com o cabelo preto cobrindo seu rosto.

A simulação perfeitamente realista, que até reflete a sombra deixada pela protagonista, foi possível graças ao programa de realidade aumentada Unity, bem como ao ARKit. A Apple lançou seus aplicativo ARKit em setembro passado, nas vésperas da apresentação anual de novos iPhones.

Ao contrário da realidade virtual, que coloca o usuário em um mundo fictício, a tecnologia de realidade aumentada permite incorporar imagens animadas de películas, livros e videogames em cenas da vida real.

 

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Ministério da Saúde quer realizar consulta genética antes da gestação, sobre o risco de doenças raras nos bebês

Ministério da Saúde quer realizar consulta genética antes da gestação, sobre o risco de doenças raras nos bebês

O Ministério da Saúde prepara uma proposta de aconselhamento genético dentro de uma política de “cuidado pré-nupcial”. Antes mesmo de ser publicada, a medida já é alvo de questionamentos – que vão do aspecto bioético ao operacional. O objetivo da pasta é informar aos casais, antes da gestação, quais os riscos de eles gerarem filhos com doenças raras de origem genética. Entre elas, estão surdez congênita, fibrose cística do pâncreas e outras milhares.

A ideia é de que, a partir do diagnóstico, os pais sejam orientados sobre a possibilidade de a criança desenvolver alguma enfermidade hereditária. Entre os fatores de risco estão casamentos consanguíneos e histórico de doenças genéticas na família.

Se, diante das informações fornecidas pelo médico, o casal não quiser ter filhos, receberá métodos contraceptivos. O objetivo da medida é evitar custo e sofrimento, disse Fernando Araújo, diretor do Departamento de Atenção Especializada do Ministério da Saúde.

Segundo ele, o gasto do SUS (Sistema Único de Saúde) com diagnóstico, tratamento, internações e cirurgias nos casos de doenças raras chega a quase R$ 8 bilhões por ano. O valor varia bastante de doença para doença, mas em casos excepcionais o gasto com remédio chega a R$ 2,5 milhões ao ano por paciente.

Além desses gastos, o diretor diz que se levou em consideração também o “custo social”, com bolsas e aposentadorias, e o sofrimento dos pacientes e suas famílias. “Essas doenças são muitas vezes graves, incapacitantes, [levam a] qualidade de vida muito ruim, muitas vezes à morte precoce.”

Pelo desenho da política, a decisão final sobre a gestação caberá ao casal. Ao médico, só será permitido informar sobre os riscos. Segundo Araújo, quem decidir por uma gravidez, mesmo com fatores de risco, receberá acompanhamento especial ao longo do período. “Há algumas malformações que é possível minimizar durante a gestação.”

Não será disponibilizada, porém, opção de fertilização in vitro. De acordo com o médico geneticista Salmo Raskin, a alternativa é oferecida na rede particular por cerca de R$ 50 mil, valor que nem os planos de saúde cobrem. Trata-se de uma fertilização em que embriões com diagnóstico de doença genética não são implantados.

Raskin questiona a falta de possibilidades previstas pelo ministério para as famílias que quiserem ter filhos mesmo com chance maior de enfermidade rara. “Quais alternativas serão oferecidas para os casais que tiverem, por exemplo, um risco de 25% de ter outro filho com a mesma doença genética?”, indaga. “Cabe aqui lembrar que a interrupção da gestação é proibida no Brasil nestes casos.”

“Não posso imaginar que a ideia seja proibir estes casais de terem outros filhos, pois isto seria absolutamente inaceitável do ponto de vista ético e moral.” Ele apoia a oferta do aconselhamento em si, por assegurar ao casal uma informação importante.

A preocupação com a possibilidade de o aconselhamento ser associado a uma ideia de eugenia – ou seja, de seleção baseada na genética – foi levantada pelo secretário municipal de Saúde de Campinas, Cármino de Souza, durante apresentação interna feita pelo ministério. “O grande ponto de delicadeza desse tema é bioético”, afirma. “É preciso muito cuidado para não transparecer que se trata de questão de eugenia ou de uma preocupação econômica”, afirma ele.

Profissionais 

Outro receio citado por ele é com o baixo número de médicos especialistas no assunto. De acordo com a própria apresentação do ministério, há apenas 372 médicos geneticistas no País, dos quais 259 atendem pelo SUS. Desses, 51% estão no Sudeste.

O diretor da pasta diz que, diante disso, está previsto que se pague a viagem de pacientes com avaliação preliminar para outros Estados. Segundo ele, ainda esta semana deve ser definida a data de divulgação da portaria com a política. “O ministro [Ricardo Barros] determinou que a gente faça esse programa para ontem”, diz.

A pasta aguarda, a pedido do ministro, a análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS para acrescentar um exame, o CGT, que pode diagnosticar até 8 mil doenças raras por incompatibilidade genética.

Para a geneticista Mayana Zatz  é positiva a oferta do aconselhamento para os casais. Ela critica, porém, a restrição do atendimento aos médicos especialistas – para ela, uma reserva de mercado. Segundo Mayana, há milhares de geneticistas com outras formações que poderiam fazer o atendimento, condição para que o acesso à política seja assegurado.

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Poloniex é Comprada por US$ 400 Milhões

Poloniex é Comprada por US$ 400 Milhões

A Circle, uma empresa de pagamentos e de criptomoedas que levantou mais de US$ 100 milhões de empresas líderes de capital de risco e instituições financeiras como a Goldman Sachs, adquiriu a Poloniex para trabalhar no mercado de tokens.

A Circle Trade é o principal motivo para a rentabilidade da Circle. A mesa faz mais de US$ 2 bilhões por mês em transações de criptomoedas com um mínimo de US$ 250.000.

Em um anúncio feito hoje no blog da Circle, Sean Neville e Jeremy Allaire, co-fundadores, anunciaram oficialmente a aquisição da Poloniex pela Circle, dando boas-vindas à equipe fundadora da Poloniex junto com a sua base de usuários.

Com os recursos e o capital da Circle, Allaire assegurou que a Poloniex poderá escalar de forma eficaz, com risco, conformidade e operações técnicas tratados pela equipe da Circle, observando também que a Poloniex começará a fornecer liquidez significativa e uma plataforma de negociação eficiente para os investidores no mercado global de criptomoedas.

Com os recursos e o capital da Circle, Allaire assegurou que a Poloniex poderá escalar de forma eficaz, com risco, conformidade e operações técnicas tratadas pela equipe do Circle.

“A Circle Trade atende instituições e investidores como um dos maiores fornecedores mundiais de liquidez de ativos criptográficos; e o nosso próximo aplicativo Circle Invest permite que os indivíduos aproveitem o investimento em ativos criptográficos através de uma experiência móvel simples. Agora, a Poloniex aborda outro elemento-chave da base de produtos do Circle: um mercado de token global aberto “, disse a Circle.

Nos próximos meses, espera-se que a equipe de desenvolvimento da Circle concentre-se na melhoria da infraestrutura da Poloniex em termos de escalabilidade, confiabilidade e robustez.

A equipe da Circle enfatizou ainda que irá alocar seus recursos para suportar mais tokens e criptoativos, e introduzir pares de moeda fiat com os quais os traders podem negociar entre criptomoedas e moedas fiat como o dólar e a libra britânica.

Poloniex Voltará a ser a maior?

Por um certo período em 2017, a Poloniex foi a exchange de criptomoedas com maior volume negociado diariamente, antes de passar por diversos problemas e ser ultrapassada pela Binance e Bittrex.

Dentro de 6 meses, a Binance tornou-se a maior exchange de criptomoedas no mundo, somando mais de um milhão de usuários por mês. Em média, a Binance registra mais de US$ 2 bilhões no volume diário de negociação, principalmente provenientes de altcoins, assim como a Poloniex.

Essencialmente, a Poloniex está visando o mesmo mercado que a Binance e, devido ao domínio da Binance e de outras plataformas, como o OKEx e a Bittrex, ela terá um longo trabalho para retomar seu posto de maior do mundo.

A equipe do Circle também observou que, com a aquisição da Poloniex, irá aprofundar o desenvolvimento de um mercado descentralizado de ativos, bens físicos e outras commodities.

“Nós imaginamos um mercado distribuído multidimensional robusto que pode hospedar tokens que representam tudo de valor: bens físicos, captação de recursos e equidade, imobiliário, produções criativas como obras de arte, música e literatura, arrendamentos de serviços e aluguel com base no tempo, crédito, futuros e muito mais”, acrescentou Allaire.

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Computação neuromórfica vai deixar computação quântica para trás?

Computação neuromórfica vai deixar computação quântica para trás?

A internet das coisas está mais do que anunciada, mas ainda não chegou; e provavelmente não chegará até que possamos lidar com a explosão de dados que deverá acompanhar a chamada IoT.

Dois obstáculos precisam ser superados. Primeiro, os transistores atuais precisariam ser miniaturizados até apenas alguns nanômetros – o problema é que eles não funcionarão mais nessas dimensões. Em segundo lugar, analisar e armazenar essas quantidades de dados sem precedentes exigirá quantidades de energia igualmente gigantescas.

Sayani Majumdar e seus colegas da Universidade de Aalto, na Finlândia, acreditam que a saída para essa encruzilhada está não nos computadores quânticos, mas nos computadores neuromórficos, inspirados no cérebro humano. E computadores neuromórficos não são feitos com transistores, mas com memoristores, componentes eletrônicos capazes de reter memória e, portanto, guardar mais do que meros 0s e 1s.

“A tecnologia e o design da computação neuromórfica estão avançando mais rapidamente do que a sua revolução rival, a computação quântica.

“Já há amplas especulações, tanto na academia quanto na indústria, sobre formas de embutir recursos pesados de computação no hardware de telefones inteligentes, tablets e laptops. A chave é alcançar a extrema eficiência energética de um cérebro biológico e imitar a maneira como as redes neurais processam informações através de impulsos elétricos,” defende a pesquisadora.

Junção túnel ferroelétrica

Majumdar sabe do que está falando. Ela e sua equipe acabam de fabricar uma nova geração de “junções túnel ferroelétricas”, isto, películas ferroelétricas com poucos nanômetros de espessura ensanduichadas entre dois eletrodos. Esses componentes têm capacidades além das tecnologias existentes e são uma boa aposta para a computação neuromórfica eficiente, em termos tanto de consumo de energia quanto de estabilidade.

As junções funcionam em baixas tensões – menos de cinco volts – e com uma variedade de materiais como eletrodos, incluindo o silício. Elas também podem reter seus dados por mais de 10 anos sem energia e serem fabricadas em condições ambiente.

Mais surpreendente ainda, esses componentes são feitos de materiais orgânicos.

E é bom salientar que já não estamos mais falando de transistores, os reis da onda tecnológica atual, mas de memoristores.

“Nossas junções são feitas de materiais hidrocarbonetos orgânicos, reduzindo a quantidade de resíduos tóxicos de metais pesados na eletrônica. Também podemos fabricar milhares de junções por dia a temperatura ambiente sem que eles sofram [danos] com a água ou o oxigênio do ar,” explicou Majumdar.

Computadores neuromórficos

O que torna os componentes de película fina ferroelétricos ótimos para os computadores neuromórficos é a sua capacidade de alternar entre não apenas os estados binários – 0 e 1 -, mas também entre um grande número de estados intermediários. Isso permite que eles memorizem informações de forma não muito diferente do cérebro, armazenando-as por longo tempo com pequenas quantidades de energia e retendo as informações mesmo depois de serem desligadas e ligadas novamente.

“Agora estamos empenhados em integrar milhões dos nossos memoristores de junção túnel em rede em uma área de um centímetro quadrado. Esperamos acondicionar tantos em um espaço tão pequeno porque agora conseguimos uma diferença recorde na corrente entre os estados ligado e desligado nas junções, e isto proporciona estabilidade funcional. Os memoristores poderão então executar tarefas complexas, como reconhecimento de imagens e padrões, e tomar decisões de forma autônoma,” disse Majumdar.

 

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O envelhecimento do eleitorado brasileiro explica 25% de abstenção

O envelhecimento do eleitorado brasileiro explica 25% de abstenção

Nas eleições de 2014 – as primeiras desde a onda de protestos que marcou o ano anterior –, a taxa de abstenção foi a mais alta desde 1998. Parte significativa desse fenômeno não teve relação direta com revolta ou desencanto com a política, mas com um processo natural: o envelhecimento do eleitorado. Esse fator terá um peso ainda maior na votação deste ano.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) revelam que o comparecimento às urnas desaba depois que os eleitores completam 70 anos, idade em que o voto passa a ser opcional. Em alguns Estados, a taxa de abstenção nessa faixa etária é mais do que o triplo da registrada entre quem tem 18 e 69 anos.

No caso da mais recente eleição presidencial, a idade explica 25% da abstenção: um em cada quatro dos eleitores que não apareceram para votar tinha mais de 70 anos, segundo os dados do TSE referentes ao primeiro turno. Em números absolutos, foram quase 6,9 milhões de idosos ausentes.

Estão incluídos nessa conta os idosos que ainda constam do cadastro de votantes, mas que já faleceram ou mudaram de cidade – uma quantidade desconhecida, que é expurgada de tempos em tempos dos registros oficiais, quando os eleitores são convocados a se recadastrar.

Tendência

Como a proporção de idosos no Brasil aumenta com o decorrer do tempo, o fator idade terá um peso ainda mais significativo na taxa de abstenção da eleição deste ano.

Nas últimas duas décadas, quase dobrou a proporção de idosos desobrigados de votar no universo total do eleitorado. Em 1998, os eleitores com mais de 70 anos eram 5,7%. Dez anos depois, eles eram 6,4%. Agora, são 8,2%, segundo dados do TSE relativos a janeiro deste ano. A tendência é de aceleração da concentração no topo da pirâmide etária.

O detalhamento da taxa de abstenção segundo as faixas de idade revela como a obrigatoriedade do voto é um fator de extrema relevância no comparecimento às urnas. A legislação determina que só estão desobrigados de votar os analfabetos, os jovens de 16 e 17 anos e os idosos com 70 anos ou mais.

No primeiro turno de 2014, 64% dos eleitores com mais de 70 anos não apareceram para votar, de acordo com o TSE. Na faixa entre 60 e 69 anos – também composta por idosos, mas ainda obrigados a ir às urnas –, a taxa de abstenção foi de apenas 16%. Também foi de 16% a taxa do universo total obrigado a votar – de 18 a 69 anos –, o que indica que a abstenção não sobe automaticamente com a idade, a não ser quando o patamar de 70 anos é ultrapassado.

Geografia do voto

Nas distintas unidades da Federação há variações significativas nas taxas de ausência dos idosos que podem optar por votar ou não. No topo do ranking estão Pará e Amazonas, onde sete de cada dez dos eleitores com mais de 70 anos não compareceram às urnas.

No outro extremo estão Distrito Federal e Amapá, onde a taxa de abstenção nessa faixa etária ficou bem mais baixa – em torno de 33%.

Esses dois colégios eleitorais passaram por um recadastramento biométrico antes das eleições de 2014. A lista de votantes foi depurada dos mortos e também dos que, por estar desobrigados a votar, nem sequer foram aos cartórios para renovar seus títulos. Isso pode explicar a baixa abstenção registrada entre os mais idosos aptos a votar.

Estudo publicado em janeiro na revista científica Polítical Analysis, dos pesquisadores Gabriel Cepaluni e Daniel Hidalgo, também constatou diferenças significativas n o comparecimento de eleitores obrigados ou não a votar, analisando as faixas com 69 e 70 anos.

A análise foi feita com dados referentes ao primeiro turno das eleições municipais de 2012 e levou em consideração a totalidade do cadastro eleitoral vigente em 2015, com mais de 140 milhões de votantes registrados.

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Irã e Turquia Seguem Caminho da Venezuela e Pretendem Lançar Suas Criptomoedas

Irã e Turquia Seguem Caminho da Venezuela e Pretendem Lançar Suas Criptomoedas

Irã e Turquia reconhecem a inovação digital das criptomoedas e ambos os países estão soando no mesmo tom a caminho de obter essa nova tecnologia, desenvolverem e, apoiados por seus governos, lançarem suas próprias criptomoedas.

Assim como a Venezuela, que recentemente lançou a Petro, uma autoridade iraniana se manifestou no twitter: “Em uma reunião com Conselho do Post Bank sobre criptomoedas e blockchain, solicitei medidas para adquirimos essa nova tecnologia”, twittou o ministro de Tecnologia de Informação e Comunicação iraniano, Mohammad Javad Azari Jahromi. Isso aconteceu um dia após o lançamento da criptomoeda venezuelana, pelo presidente Nicolás Maduro.

Irã e a Venezuela estão entre os países que enfrentaram rigorosas sanções dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unidas (ONU). Os dois países enfrentam uma crise financeira e não têm permissão para vender seus produtos e serviços nos mercados internacionais. A ideia de levantar e transferir dinheiro por meio das criptomoedas certamente será vista pelos americanos como uma forma de burlar as determinações da organização internacional.

No ano passado, em meio à ascensão meteórica do Bitcoin, o governo turco tomou uma posição desagradável em relação às criptomoedas e estiveram, no final de 2017, entre duas teses diferentes, a de proibir e a de liberar. Os turcos compararam as moedas digitais com um esquema de pirâmide e advertiram os cidadãos para que se afastassem delas. O Partido do Movimento Nacionalista da Turquia (MHP), no entanto, argumentava que, em vez de descartar a nova tecnologia, deveriam elaborar uma legislação para regular e controlar o mercado. O vice-presidente do MHP e ex-ministro da Indústria, Ahmet Kenan Tanrikulu, escreveu um relatório detalhado sobre o assunto, propondo a libertação estatal e de um “bitcoin nacional” chamado “Turkcoin”.

A Turquia e o Irã são, historicamente, rivais. Embora possam compartilhar certos interesses econômicos e de segurança, seus interesses estão em desacordo em muitas áreas em todo o Oriente Médio. Os dois países têm identidades políticas e ideologias fundamentalmente diferentes. Por outro lado, iranianos e turcos têm necessariamente que se “unirem” contra os Estados Unidos e estarem sempre preparados para alguma operação conjunta de proteção da região contra os americanos, ações estas que já acontecem atualmente contra os membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) da Síria.

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Tecnologias atuais agora e amanhã

Tecnologias atuais agora e amanhã

A cada ano que passa adquirimos uma nova forma de mandar mensagens, fazer compras, dirigir um automóvel e muitas coisas que as tecnologias atuais nos proporcionam. Pesquisas mostram que dentro de 20 anos a tecnologia será totalmente personalizada e quem ganha com isso somos nós.

O termo telefone celular, passou a dividir-se em dois nomes: os dumbphones e os smartphones.

Os dumbphones são aqueles celulares que se limitam a apenas ligações, envio de mensagens e outras funções como alarme e calendário, traduzindo literalmente são celulares “burros”, pois não possuem sistemas operacionais.

Os smartphones são celulares avançados que reúnem funções de vários dispositivos como: GPS, MP3 player, filmadora, câmera, e outras funções. Possuem sistemas operacionais baseados em códigos, alguns abertos e outros restritos e padrões. No futuro os smartphones se transformarão em Portable Movel Computer(PMC), que é um verdadeiro computador portátil.

A Televisão chegou para mudar o mundo, mudou, e não parou no tempo, as novidades estão cada vez melhores e maiores. As novas televisões ganharam inúmeros recursos e os mais curiosos são: núcleos de processamentos, câmera de alta definição, reconhecimento de voz e de gesto, conectividade com a internet, widget de redes sociais e muita, muita interação com o usuário.

Há modelos que ganham o sistema chamado Smart Interaction 2.0, que reconhece 254 comandos de voz, reconhecimento fácil para até 5 pessoas, e interação de movimento com as mãos de pinça e rotacionar, tudo isso em telas de 32 a 65 polegadas.

Os carros inteligentes estão cada vez mais próximos da realidade, estão saindo de telas de filmes de ficção científicas e estão ganhando os lugares de exposições de novidades automotivas.

Aquele antigo conceito em ter atenção somente com a parte mecânica do carro, já é passado, além da motorização é indispensável analisar a tecnologia que o automóvel utilize. A primeira tecnologia implementada nos carros foi o computador de bordo que mostrava informações de temperatura do motor, condições, velocidade e estabilidade.

Atualmente os carros ganharam um equipamento que pode começar uma nova era no conceito de dirigir: as centrais multimídias, que conectam o carro ao smartphone do usuário por meio da tecnologia bluetooth. Recentemente uma marca conceituada de carros divulgou que criará aplicativos especiais para serem exibidos na tela touch sreen de 7 polegadas que interage com o usuário com vídeos, músicas, fotos, redes sociais, além do GPS e de informações dentro do carro.

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