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Dinheiro Tradicional Está em Declínio em Meio a Ascensão das Moedas Digitais

Dinheiro Tradicional Está em Declínio em Meio a Ascensão das Moedas Digitais

O aumento pelo interesse das moedas digitais está fazendo com que pagamentos em papel moeda diminua a cada dia.

Isso é de acordo com o co-fundador da Sohn Conference Foundation. Falando com a CNBC à durante uma Conferência em Londres, Evan Sohn disse que um mundo sem dinheiro fiduciário se aproxima rapidamente, acrescentando:

Quão longe estamos de um restaurante que diz só receber pagamentos on-line? Se você comer aqui, você deve baixar este aplicativo e nós só aceitamos pagamento eletrônico, sem dinheiro aqui, sem cheque.

Apesar da maioria dos pagamentos ainda serem realizados com dinheiro, Sohn pensa que num futuro próximo não haverão notas de bancos tradicionais.

Tim Draper também acredita que as moedas digitais substituirão a moeda fiduciária em cinco anos. Em uma conferência em Portugal, no mês passado, ele explicou:

Em cinco anos, se você tentar usar a moeda fiduciária, eles vão rir de você. Bitcoin e outras criptomoedas serão tão relevantes que não haverá razão para ter as moedas fiduciárias.

Conforme mais pessoas forem tomando conhecimento das criptomoedas como o bitcoin, a tendência é o sistema fiat desaparecer. Ele também acredita que, em algum momento, todas as moedas digitais se relacionarão, tornando simples usá-las em comparação com o dinheiro tradicional.

Sohn acrescenta, no entanto, que, enquanto acredita que a moeda fiat será substituída, ele não tem certeza se isso acontecerá pelo bitcoin, ethereum, Mastercard ou outra coisa, acrescentando:

[Mas] o próximo passo é se afastar das moedas baseadas em papel.

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O brasileiro não tem paciência para poupar dinheiro

O brasileiro não tem paciência para poupar dinheiro

Mesmo entre os mais ricos, cerca da metade não faz reservas.

O brasileiro é imediatista e tem baixíssima tendência à poupança, mostram cálculos inéditos feitos a partir de levantamento do Datafolha. Eles medem o excesso de peso dado ao presente – o que os economistas chamam de “present bias”, ou, em termos simples, imediatismo. O resultado do estudo é relevante para a formulação de políticas públicas porque indica a resistência das pessoas em abrir mão de consumo no presente em troca de poupar e elevar recursos no futuro. O levantamento mostra ainda que 65% não poupam para o futuro – mesmo entre os mais ricos, cerca da metade não faz reservas.

Uma explicação é que há pouco incentivo para poupar porque aposentadoria e FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) repõem ou superam a renda atual na maior parte dos casos, segundo o professor Ricardo Brito, especializado em finanças e decisões de poupança. O problema é que a reforma da Previdência deve reduzir benefícios e adiar sua obtenção, elevando a importância da poupança particular e voluntária. E o estudo mostra o brasileiro despreparado para isso, seja por ignorância, seja por imediatismo.

Pouca paciência 

A “paciência” do brasileiro é de 0,26, número que mostra “imediatismo exacerbado”, segundo Brito – que coordenou o estudo a partir dos dados da pesquisa do Datafolha. O índice tem como base apenas respostas que faziam sentido do ponto de vista lógico e financeiro – 70% dos quase 6.000 entrevistados em duas baterias não revelaram conhecimento financeiro suficiente para isso.

“É um índice muito baixo, por qualquer ângulo de análise”, afirmou o economista. Em 2011, pesquisadores da Alemanha e da Suíça compararam o imediatismo em 45 países. O menor resultado encontrado foi o da Rússia: 0,21. O 0,26 obtido agora para o Brasil é menos da metade da média latino-americana.

“Poupar para o futuro é algo que vai contra a natureza do ser humano”, disse o economista Paulo Costa, doutorando em economia em Harvard e autor do livro “Aprendendo a Lidar com Dinheiro”. Um dos principais campos de estudo de Costa é como fenômenos psicológicos e comportamentais afetam as decisões financeiras das pessoas.

Contra a natureza 

“Os homens das cavernas passaram muitos anos consumindo imediatamente tudo que caçavam”, declarou. Com o aumento da expectativa de vida, segundo ele, a necessidade de pensar no amanhã cresceu muito rapidamente.

“Nosso cérebro não se ajusta na mesma frequência que a tecnologia avança. Comer um pedaço de pizza agora parece muito mais atraente do que esperar para comê-lo daqui a 40 anos, quando irei me aposentar.” Se a decisão é difícil para os indivíduos, governos têm chamado para si a tarefa de decidir por eles – no que é chamado de “paternalismo libertário” por economistas e cientistas políticos.

Há países nórdicos em que a previdência privada é obrigatória e, nos EUA, a adesão ao fundo de pensão da empresa é automática, estratégia conhecida como “nudges (“cutucões” ou “empurrões” que estimulam a ação ou dispensam decisão). Para o economista Ricardo Brito, o forte imediatismo brasileiro e a baixa instrução financeira revelados pelo Datafolha podem indicar a necessidade dessas políticas.

Na pesquisa, só 14% dos empregados registrados ou funcionários públicos disseram ter previdência privada. Entre os do setor informal ou que trabalham por conta própria, a fração cai para 8%. Paulo Costa enumera características brasileiras que, em comparação com outros países, incentivam menos a poupança: “Há universidades públicas gratuitas. O sistema de aposentadoria é um dos mais generosos do mundo. E o sistema de saúde, embora falho, existe e atende parcela da população”.

Poupar é difícil para todos, diz o professor da Universidade de Zurique Guilherme Lichand. “Mesmo executivos e professores universitários tem dificuldade de tomar essas decisões como deveriam, já que o custo de poupar cai no presente, e os benefícios só aparecem no futuro.”

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Rio Grande do Sul perde quase 6 mil professores em três anos

Rio Grande do Sul perde quase 6 mil professores em três anos

Fechamento de turmas também influencia na redução, alega Cpers

Uma das pautas recorrentes do Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) é a falta de docentes no Estado. Os números justificam essa preocupação. Dados do Censo Escolar, compilados pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), mostram que, nos últimos três anos, a rede pública gaúcha perdeu quase 6 mil professores. Em 2015, eram 48.758 professores estaduais.

O número caiu para 46.303, em 2016, e para 42.783 neste ano. Embora sejam, no total, 5.975 docentes a menos, a Seduc não considera que faltem professores no ensino público estadual. É preciso ressaltar que a Seduc contabiliza o número de docentes pela matrícula. Como o Estado não trabalha com concurso para 40 horas semanais de trabalho, quando o professor deseja ou precisa fazer mais do que 20 horas, é necessário que dispute outro certame, o que resulta em dois vínculos. A secretaria contabiliza dessa forma porque a Secretaria Estadual da Fazenda realiza os pagamentos por matrículas, e não por pessoas.

A Seduc estima que, atualmente, cerca de 8 mil professores possuam dois vínculos. Outra informação relevante é que os dados da pasta são atualizados diariamente – ou seja, os números apresentados nesta reportagem são de 8 de dezembro e podem sofrer alterações nos dias subsequentes à publicação da matéria. O diretor adjunto do Departamento Pedagógico da Seduc, José Adilson Santos Antunes, explica que a baixa nos números se dá devido às aposentadorias. “Por causa da possibilidade de reforma da Previdência, professores que já têm tempo e idade para se aposentar estão entrando com o pedido. São muitas aposentadorias que estão saindo, as pessoas estão com medo”, explica. Somente em 2017, até 8 de dezembro, 2.765 professores se aposentaram. Houve, ainda, 56 óbitos e 1.069 exonerações.

Além dos 42.783 professores efetivos e ativos, havia também 17.911 contratos temporários ativos, o que resulta em 60.694 docentes ativos. “Esses dados são oscilantes. Ainda faremos nomeações neste ano, deve aumentar em uns 100 professores, mas também pode logo diminuir, porque podem ser publicadas dezenas de aposentadorias (no Diário Oficial do Estado).” Outro motivo para que o número de professores tenha caído é a crescente queda no número de alunos vinculados às redes estaduais. A Seduc estima que, hoje, haja cerca de 927 mil alunos matriculados na rede pública do Estado em todas as modalidades. Em 2016, eram 936 mil. “Houve uma redução de natalidade nos últimos dez ou 15 anos.

Além disso, tem havido um aumento nas matrículas na rede municipal. Os municípios investiram muito na qualidade do ensino”, explica Antunes. Isso faz com que a necessidade de substituição do professor que acabou de se aposentar diminua, o que reduz automaticamente o número de docentes no Estado. Alguns colégios, para otimizar o cronograma de aulas, também passaram a reunir alunos de duas ou três turmas em apenas uma. De 2015 para 2016, também houve uma pequena redução no número de escolas estaduais, de 2.571 para 2.557, ou seja, 14 colégios a menos. De acordo com Antunes, essas instituições foram fechadas ou pela falta de alunos, ou devido ao processo de municipalização.

“O prefeito encaminha para o secretário um pedido para tornar aquela escola municipal. O trâmite é demorado, mas, a partir disso, a escola deixa de fazer parte da rede estadual”, detalha. Para a Seduc, não há déficit na rede pública estadual Mesmo com a queda nos números, a Seduc considera que não faltam professores. A afirmação é rebatida pelo Cpers, que afirma que, atualmente, o déficit é de pouco mais de 200 docentes. “Os números deles são sempre exagerados. Não existe nenhum aluno desatendido hoje, nem sala de aula sem professor”, argumenta o diretor adjunto do Departamento Pedagógico da Seduc, José Adilson Santos Antunes. Não é novidade que os professores estão em pé de guerra com o Estado desde que o governador José Ivo Sartori assumiu o cargo.

Para um dos diretores do Cpers, Enio Manica, a redução no número de docentes se deve, sim, às aposentadorias, mas não só a isso. “O governo vem adotando políticas de sucateamento da escola pública, está fechando turmas, turnos, escolas. Se fecham as turmas, é claro que, nessa escola, vai precisar de menos professores”, pondera. Para o sindicato, o Estado planeja entregar as escolas a organizações sociais. “Querem privatizar tudo, porque o capitalismo está em crise. Precisa transformar tudo em mercadoria. O governo segue essa política, de Estado mínimo para a população e Estado máximo para os empresários”, completa Manica. O Cpers trabalha, também, com o número de vínculos.

Em dezembro de 2014, a Seduc possuía 197.182 e, em junho de 2017, baixou para 192.909. Os vínculos ativos em dezembro de 2014 eram 99.564 – em junho de 2017, caíram para 85.319, uma redução de 14%. Em sala de aula, o sindicato contabilizava, em dezembro de 2014, 52.870 professores. Em junho de 2017, eram 45.346. “Faltam professores desde o começo do ano. O governo nomeou pouquíssimos, tentam encobrir uma política de não nomeação. Depois, quando há greve, dizem que estamos prejudicando os alunos”, lamenta Manica.

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